Log In

Reviews

Review: Law & Order: Special Victims Unit – Crush

Pin it

Law & Order: Special Victims Unit - CrushSérie: Law & Order: Special Victims Unit
Episódio: Crush
Temporada: 10ª
Número do Episódio: 222 (10×20)
Data de Exibição nos EUA: 5/5/2009
Data de Exibição no Brasil: 30/6/2009
Emissora no Brasil: Universal

O que começou como uma brincadeira de mau gosto acaba se transformando num inferno para Kim Garnet, que teve fotos suas em poses sensuais enviadas via celular a diversos alunos do colégio onde estuda. Ao ser hospitalizada após cair da escada enquanto fugia das provocações dos colegas nos corredores, ela dá início a uma incrível cadeia de eventos que culminará com sua prisão como disseminadora de pornografia infantil, já que ela mesma acaba sendo incriminada como autora da peripécia.

Um enredo muito bom, não é verdade? Pena que uma série de falhas na execução do episódio o impediram de ser tudo aquilo que ele prometia. Vou mostrá-las uma a uma e acho que vocês irão concordar comigo.

1 – A escolha da atriz para o papel de Kim, a vítima – Péssimo casting da produção. A garota foi limitadíssima e apática. Não fez um terço do que deveria e prejudicou o envolvimento e compaixão que a jovem presa injustamente deveria despertar no espectador.

2 – As decisões ridículas – Uma coisa que vem incomodando em alguns episódios desta temporada são os métodos nada éticos que tanto a polícia quanto os advogados estão utilizando para conseguir aquilo que querem. Torturar psicologicamente (ainda mais) as vítimas em prol de um abstrato bem maior virou banalidade. Intimidar a garota com uma acusação grave como disseminação de pornografia infantil para que ela que denuncie o namorado agressor? Sério?! Tudo bem que essa foi uma decisão da promotoria e não da SVU, mas nem a promotora mais sedenta por justiça levaria até o fim uma palhaçada dessas, arriscando ferrar com a vida da menina. E foi isso que aconteceu, porém novamente de forma mal conduzida, como veremos no ponto seguinte.

Law & Order: Special Victims Unit - Crush3 – O desperdício da convidada especial – Swoozie Kurtz é maravilhosa. Sua última participação em séries que eu tive o privilégio de assistir foi recentemente em Desperate Housewives, em que ela encarnou uma colega de trabalho lésbica que dá em cima de Susan. Foi excelente. Então, eu logo me animei quando vi seu nome nos créditos e sua aparição como a juíza mão-de-ferro Hilda Marsden. Só que aqui sua participação foi óbvia e caricata, culpa dos diálogos pobres e da péssima direção do episódio.

4 – A direção novelesca e a preguiça do roteiro – A juíza Marsden falava algo e a câmera logo dava um close no seu sorriso de vilã de novela mexicana. Pelo amor de Deus! Sem falar que tudo (mais uma vez) correu às pressas no episódio: a sentença foi anunciada, Olivia se revolta, Olivia vai presa, Olivia sai. Olivia investiga a juíza, acha os podres, a SVU monta uma cilada de 30 segundos com Elliot e o Huang (sim, ele ainda existe, pessoal) disfarçados e tcharan! Discursos rasos e lições de moral na juíza, Kim está livre de tudo e fim. Não deu nem pra sentir os acontecimentos de tão velozes e mecânicos que foram.

O episódio teve algo de bom? A resposta é sim. E dois pontos em especial:

1 – O enredo, que abriu este texto. Falando sobre o episódio Smut (10×10), eu disse o seguinte:

Eu iria dizer que Smut não foi um episódio fraco. Iria dizer que foi ruim, porque havia achado a trama forçada. Mas então eu me deparo com a informação de que o episódio foi baseado num caso real – tão ou mais surreal – do que eu achei que a trama apresentada havia sido (…) Depois dessa, não tenho como criticar a trama de Smut. E aprendi a não subestimar o mundo real.

Pois é! E o enredo de Crush também bebeu dessa fonte bizarra chamada mundo real. Um juiz chamado Mark Ciavarella, do estado americano da Pennsylvania, foi preso justamente por sentenciar menores (muitos deles inocentes pobres) a penas severas em reformatórios, em troca de “comissões” dessas instituições. Alguém ainda duvida de alguma coisa nesse mundo?

2 – A aparição surpresa de Kathleen Stabler Swing (10×03) foi um dos melhores episódios do ano. Todo o drama de Stabler com as mulheres em sua vida – as más lembranças de infância com sua mãe, o casamento miserável com sua mulher e as aflições com sua filha presa – emocionou bastante e marcou esta temporada. Foi ótimo revisitar esse arco narrativo, vendo Kathleen recuperada e um pouco mais madura. Muita gente ignora a família Stabler, mas até hoje eu espero uma cena com ele, Kathy e seus cinco (!) filhos à mesa pra gente matar as saudades da primeira temporada. Cadê a Maureen? Ela já deve ter o quê, uns 25 anos?

Enfim… Vocês concordam comigo acerca deste episódio?

Séries citadas:

16 Comments

  1. Andréa

    Concordo com quase tudo, menos a com o comentário da família do Stabler. Acho chaaaaaato!
    Série policial que coloca família de detetive sempre dá errado.
    Tanto que na primeira temporada mostrava sempre e foi minguando com os anos. Não faz falta.

    Exemplo: In Plain Sight. A série ra até boazinha, mas ter que aturar aquela mãe, irmã namorado da loura era dose!

  2. Amanda Darling

    Achei o ep muito fraco, se perdeu no meio do caminho, não teve emoção como a maioria dos eps de SVU tem, mas se foi baseado em uma caso real,o que se pode fazer né ?

    Uma coisa que eu senti muita falta foi da Alex, ela sempre da um ar de justiça verdadeira aos eps, achei aquela promotora muito forçada.

  3. Leonardo Toma

    Concordo com as resoluções apressadas demais e com as tramas meio novelescas. SVU é a única da franquia que só tem me desapontado nesses últimos anos. Enquanto Criminal Intent só melhora tanto com os casos quanto com a maior exposição da vida pessoal dos detetives e o original mantém a excelência história, SVU parece se tornar uma caricatura do que já foi um dia.

  4. francisco koller

    Concordo contigo, Ângelo. O episódio ia bem até a juiza entrar em cena e a absurda e ridícula ação policial/jurídica para prendê-la. Há algo muito errado com LAOSVU. A terceira temporada que está sendo reprisada é bem melhor. E o Det. Munch foi deletado do esquadrão. Que grande lástima.

  5. letícia

    Como vc disse foi assim…..vapt vupt, acabou!!![2]

    não deu nem p “sentir o gosto” da liv presa,no q ela entrou na prisão,já saiu e sim o hung ainda esta na serie,achei q tinham esquecido dele…
    sinto falta do munch,ela ate andava aparecendo mais,so q sumiu de novo!!!
    Ah eu adorei a volta da Kathleen,acho q todas os filhor do ell,ela é a melhor,sempre achei a maurrem meio apatica e tb queria saber q fim levou ela…

  6. Renata S. Braga

    Não dá para concordar com tudo não. Concordo com as falhas que você mostrou, mas ainda assim, eu gostei deste episódio. Gosto quando a famíla Stabler aparece e discordo totalmente quando você se refere ao casamento de Elliot e Kahty como sendo miserável. Adoraria que na próxima temporada a vida pessoal dos detetives aparecesse mais, para mim dá muito certo.

  7. Ângelo Romão

    Reassisti o episódio agora na reprise e… É exatamente isso mesmo. Nada a acrescentar. Só esqueci de mencionar que a advogada que ferrou com tudo foi interpretada pela saudosa Melinda McGraw. Os fãs de Arquivo X devem ter se lembrado dela como Melissa, a irmã new age de Scully. Como ela está diferente, não?

    Renata, quanto ao casamento do Stabler, eu digo miserável para a pobre da Kathy. Ela aguenta demais.

  8. João da Silva

    Gostei mais da promotora deste episódio que da monótona Alexandra Cabot.

  9. Ana Maria

    Achei um bom episódio,o mote foi interessante e bem construído. Não obstante concordo com o Ângelo no que diz respeito a forma como foi conduzida a prisão da juíza corrupta. Foi tudo muito rápido, como se estivessem querendo terminar
    logo o episódio.A libertação da Olívia também foi algo tão simples,quando merecia um enfoque maior.Aliás, com relação a prisão de Olívia, não entendi bem, me expliquem por favor, se o Capitão gostou ou não.”Deixe-me saborear esse momento” Qual? da soltura ou a visão de ver a Olívia presa?Achei o desempenho da atriz que faz a juíza fantástico,gostei muito da promotora, sentí falta do Munch e pela 1ª vez estou concordando com o Francisco Koller: acho que SVU está atravessando uma crise de criatividade.Esta temporada que prenunciava-se promissora, a partir da metada foi caracterizada por episódios entre razoáveis e não tão bons.Se a produção acha que só o talento e o carisma dos atores vão garantir a audiência do show entendo que estão enganados.Além do elenco afinado,serão necessários boas histórias, enredos críveis e bem desenvolvidos, grande dose de ação e forte apelo ao lado emocional e psicólogico, o grande trunfo de SVU.No momento estou revendo e saboreando a 6ª temporada,e nem sei dizer qual deles é o melhor.Mas estou confiante que teremos novamente grandes momentos.Com a recuperação total de Mariska, a volta de Stephanie Marc, o aproveitamento correto de todo o elenco,alguns convidados especiais que sempre acrescentam algo mais, a série certamente retornará aos seus melhores dias.Aliás sobre Mariska percebi que, apesar de ter retornado em 3 dos quatro últimos episódios, a atriz foi visivelmente poupada, falou pouco, apareceu quase sempre sentada,e somente neste último teve uma participação maior, mas sem o destaque de antes.A doença que teve foi realmente muito grave e afetou um orgão vital do corpo humano que é o pulmão.Mariska e Cris são o fiel da balança de SVU, mas não podem operar milagres.Sem uma boa história fica difícil, mesmo para quem tem ,como eles, uma legião de seguidores.

  10. Taciana

    Do que o Ângelo falou, eu só não concordei com a participação da Kathleen, achei forçada.
    Nunca pensei que fosse sentir falta da Alex, mas odiei aquela promotora, onde já se viu mandar prender uma vítima? Como ela poderia ser condenada se só tinha distribuído fotos dela mesma? E daí que ela não tinha controle sobre o que o namorado faria com as fotos? A modelo era ela, não uma criança que tinha sido forçada a fazer aquilo. Se uma mãe pode sair impune por escolher não vacinar o filho contra uma doença mortal, então por que alguém(tudo bem que ela era menor de idade, mas nem tanto assim)não pode escolher mandar fotos sexy suas para o namorado?
    Outra coisa que não me desceu foi a Olivia ter feito a prisão, perdeu a confiança da vítima à toa.

  11. Eliane Moura

    As séries Law & Order precisam de mais order e menos law.Toda vez que aparecem os promotores é aquela chatice. Ora, o crime de homicídio nos USA não prescreve e o promotor só deve levar o caso a julgamento quando tem provas contra o acusado. Se o suspeito confessar, deve prender, mas mesmo assim tem que provar que o cara cometeu o crime, senão, o advogado de defesa consegue tirar a confissão e não sobra mais nada. Mas em L&O ninguém nunca acha nenhuma prova e quando acha, o advogado de defesa consegue exclui-la e eles ficam com aqueles planos mirabolantes.
    Quanto à famíla do Elliot, não quero saber!! Série policial tem que ter um corpo, detetives investigando, achando provas e prendendo o culpado, só! Aquela xaropada de problema pessoal do detetive enche o saco!

  12. Paula S.

    Concordo com a review e, especialmente, com a falta de empatia da atriz que faz o papel da vítima. Eu gosto muito quando aparece a família do Elliot, sempre vejo as reprises da Universal e a família dele realmente aparecia sempre, e nunca pareceu forçado. Gostaria de ver todos juntos.

  13. Márcio

    Por isso The Shield é a melhor de todas, não tem para ninguém!!!

  14. Fernando dos Santos

    Eu concordo com quase todos os defeitos apontados no review, discordo apenas no quesito direção que eu não achei tão fraca.Aliás, acho até que o diretor conseguiu contornar relativamente bem as falhas do roteiro.
    Na ultima terça parte do episódio porém, a coisa desandou mesmo.Contudo, eu achei que Crush conseguiu se manter na média da série nem mais, nem menos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Log In or Create an account