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Reviews

Review: House – Skin Deep (episódio 35)

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cena de Skin DeepSérie: House
Episódio: A Top Model (Skin Deep)
Temporada:
Número do Episódio: 35
Data de Exibição nos EUA: 20/2/2006
Data de Exibição no Brasil: 6/7/2006
Emissora no Brasil: Universal

Meu primeiro review de House e comecei com um bom episódio. Ele foi engraçado, sério e mostrou um novo universo em House: o da moda (apesar de não ter entrado fundo na questão da moda e sim no das modelos e do padrão de beleza). E ainda teve dois twists no final, vamos ao episódio então.

Primeiro o paciente principal do episódio. Uma modelo de 15 anos que sofre um ataque na passarela e é levada até o House. O procedimento do diagnóstico não preciso nem falar, porque todo mundo já sabe como é. Belíssima, a modelo leva o Chase a questionar se seus peitos são ou não verdadeiros. Chase acha que não e House acha que é. No final do episódio, quando o House está vendo as radiografias para verificar se ela tem câncer ele vê a do peito dela e fala:

Sabia que os gêmeos eram reais, o Chase esta me devendo.

No final tudo indicava que ela tinha câncer, mas nenhum dos testes dava positivo. É quando o Wilson fala que a não ser que tenham inventado um novo órgão ela não teria câncer. House investiga e é descoberto o que a modelo tem: câncer nos testículos! Ela/Ele como o House passa a se referir ao paciente, possui Pseudo-hermafroditismo masculino, ou seja, é um homem imune à testosterona produzida pelo seu corpo, onde o hormônio que acaba mandando é o estrogênio, que lhe atribuiu suas características tão femininas. É a isto que o título do episódio se refere, Skin Deep, algo como “beleza exterior, não significa beleza interior”.

House tinha descoberto que ela havia sido abusada sexualmente pelo seu próprio pai. E a Cameron vai correndo contar a Cuddy. Não que ela esteja errada, e eu gosto da Cameron, mas ela enche o saco de vez em quando. Como aqui, onde ficou enchendo o saco do House, se queria contar ia logo. Tudo que House queria era manter o pai perto porque poderia arrancar alguma outra verdade dele se necessário.

A modelo depois revela que seduziu seu pai, o embebedou para ele transar com ela, assim poderia fazer o que quisesse. E essa não foi a primeira vez que fez isso, ela fez o mesmo com o fotógrafo, seu contador e seu tutor. Tudo com a intenção de sua carreira decolar mais rápido e chegar ao topo mais facilmente. Sei que existem pessoas que fazem isso, mas espero eu que sejam uma minoria. Nesse ponto sou meio ingênuo, como a Cameron.

cena de Skin DeepO paciente da Clinica era um cara muito engraçado que tinha a síndrome de Couvade, que o deixa fisicamente com os mesmos sintomas se sua mulher grávida. House passa o problema pra Cuddy que o devolve para House. Muito engraçada essa cenas.

E por falar em House, ele começa a sentir dores ainda maiores em sua perna, chegando a quase afetar seu trabalho. Wilson acha que é psicológico. já que isso começou logo após ele mandar a Stacy embora. House não aceita isso e até chega a dar uma bengalada em Wilson – bem legal a cena por sinal.

House está sofrendo demais com as dores e desesperado recorre a Cuddy, pedindo que ela lhe aplique morfina direto em sua espinha. A Cuddy a princípio nega, diz concordar com o Wilson e que não quer transformá-lo num viciado. Quando House abaixa as calças e mostra como está o estado de sua coxa, ela resolve ajudá-lo.

House aparece no outro dia bem, voltando a sua situação normal. No final do dia vai até Cuddy pedir outra dose, quando ela revela que não tinha lhe aplicado morfina e sim uma solução salina. O aumento da dor na perna de House realmente é psicológico, isso pega ele de surpresa e o derruba um pouco mais.

Para terminar dois diálogos do episódio, os dois muito engraçados. Aqui sobre o problema na perna de House:

Wilson:

Ouvi dizer que matou sua topmodel.

House:

Só por um minuto.

Wilson:

Quantos paciente ainda vai matar antes de admitir que esta coisa em sua perna possa ser um problema?.

House:

Três.

E essa que é simplesmente genial e super engraçada. O Wilson está fazendo uma ressonância magnética em House e fala no microfone:

House, aqui é Deus.

House:

Estou um pouco ocupado agora, acho que não é pra conversar durante estas coisas. Está livre na quinta?

Wilson:

Deixa eu ver. Tenho uma praga. Que tal sexta?

House:

Tenho que verificar com a Cameron.

Wilson:

Maldição! Ela sempre quis saber porque as coisas ruins acontecem. Gostaria de ter uma nova resposta dessa vez.

Cuddy entra na sala, xingando House. Ele diz:

Rápido Deus. Destrua a bruxa maldita!

Meu primeiro review de uma série de drama, espero ter ido bem. Até a próxima.

Séries citadas:

18 Comments

  1. Paulo Antunes

    Anderson, você foi ótimo. Fico muito feliz de ler no TeleSéries um review de House, ainda mais escrito por alguém que valoriza o que a série tem de melhor – os diálogos.

    Foi um bom episódio, mais bem-humorado (ou mal-humorado, whatever) que a média da temporada.

    E é ótimo ver de novo a lindíssima Cameron Richardson de volta a TV, fazendo finalmente uma série decente – Point Pleasant era dose.

  2. Não sou fã incondicional de House, acho ela esquemática demais e acho a interpretação do Laurie over, mas como adoro um bom texto com diálogos curtos, assisto quando posso aos domingos. E parabéns pela coluna, bela estréia.

  3. Lucas R.

    Editor, deu erro de novo.

    Novamente seu nome apareçe como autor do texto, em vez do nome do cara que escreveu.

  4. Lucas R.

    No mais, ótimo review. Pena que faltou a parte finl do segundo diálogo, que é algo do tipo: Oh, Deus, porque me abandonastes (God, why have you forsaken me?). Acho que essa foi a melhor parte.

    Ótimo review.

    Episódio perfeito. Nota 10.

    Parece que a série voltará ao nível da 1ª temporada quando tudo era excelente.

  5. Rita

    Oi! Acho que faltou falar sobre o verdadeiro tema do episódio, não é? Sobre a dor de House…

  6. Fer

    mas que menino rápido! pá-pum, assisto o episódio ontem e ele já comenta hoje ;-)

    bom, que posso dizer? conheci o Anderson pq ele fazia (ótimas) reviews de Arrested Development, a melhor série de todas, e agora ele está fazendo reviews de House, minha série do coração. esse guri vai longe, com esse bom gosto todo :-D

    ah, sim: o Wilson fazendo às vezes de Deus durante a MRI do House foi impagável. e, sorry, mas eu acho a Cameron a mala das malas, e olha que eu noto que ela até vem melhorando… hehehe

    beijos, e sucesso com as novas reviews :-)

  7. Cesar

    Preferi não ler o post porque não ví o episódio e pretendo vê-lo no final de semana. Depois eu comento sobre o post.

    Mas é legal alguém escrevendo sobre House. Acho a série sensacional, e acho a interpretação do Hugh Laurie simplesmente fantástica! Na minha opinião, uma grande interpretação é aquela em que o ator se transforma, deixa de ser ele mesmo, e garante credibilidade ao personagem. É assim que eu vejo o Greg House de Laurie. É, de certa forma, over? Sim, mas o espírito do personagem é este!

    A série vale pelos textos inteligentes e pela ótima interpretação de Laurie. Bom trabalho e boa sorte, Anderson!

  8. Junior

    Vale ressaltar aquele diálogo no começo do episódio quando a Dra Cuddy queria apresentar o caso da modelo para House e fazê-lo se interessar.. “Modelo Adoslecente, apresentou cataplexia, desmaio…”
    E ele disparou… “Você me ganhou em … modelo adolescente” e pegou a prancheta de mão dela… deixando aflorar a faceta “pervertida” de House.
    Série Maravilhosa, e Hugh Laurie dando um banho no papel do “anti-héroi” House
    Outra Série que eu adoro é Scrubs… que é diametralmente oposta a House.. totalmente escrachada, só tem em comum o cenário de hospital… achei muito legal a referência feita a House em um dos últimos episódios exibidos por aqui de Scrubs, onde o Dr Kelso disse para o Dr Cox que ele era “Rabugento como House, porém sem mancar”.. nota dez!!!!!

  9. Eric

    Não consigo ingolir House. Minha antipatia com série foi criada logo no inicio e msm vendo alguns episódios seguintes não consegui gostar msm. Eu odeio essa série e não sei como tanta gente gosta disso.

  10. João da Silva

    A Cammeron Richardson é mesmo lindíssima, mas a Jennifer Morrinson (com aqueles lindos olhos que possui) não fica atrás.

  11. Anderson Vidoni

    Muito obrigado por todos os comentarios pessoal. Eu adoro House e resolvi fazer o review da série, pois ela merecia.

    Quanto aos outros dialógos de House que deixei de fora, todos foram ótimos também, mas não da pra colocar tudo num review e sempre vai ficar alguma coisa de fora porque a série é rica deles.

    Rita, apesar de a dor do House estar presente no episódio não achei o mais importante, foi importante, mas terá seu papel mais claro nos proximos episódios.

    Fer, me acompanhando desde Arrested, hein? Muitissimo obrigado mesmo pelas palavras.

    Eric, House não tem meio termo, ou gosta ou não gosta. Tem varias séries de sucesso que não gosto também, mas fazer o que não da pra agradar a todos.

    E se preparem porque daqui pro final teremos ótimos episódios de House, alguns dos melhores da série.

  12. Fer

    honey, disse tudo: a graça de House está em ele ser amor ou ódio. a graça da série, e a graça do personagem. beijão!

  13. Roosevelt Barros

    E por falar em House, o DVD da 1ª temporada vai aportar em nossa terrinha agora no mês de agosto. Boas notícias para nós fãs desta série hein?

  14. Juliano Cavalca

    Queria dar aos parabéns ao Vidoni pela nova coluna dele. Ótima série e ótimo texto. :)

  15. Janaine

    Aeew Anderson, deu um show no review :)

    House simplesmente a melhor série drama da atualidade, sabe pq??
    pq tem um inglesinho que é mais americano que qualquer um q tenha nascido nos EUA :D

    próximos epis são mesmo perfeitos!!!
    num vou falar spoiler, mas House e Wilson.. haaaa AMOOOOO esses dois :D

  16. Eric Fernandes

    Ótimo review, Vidoni. Gostei da forma que vc escreve.

    “Rápido Deus. Destrua a bruxa maldita!”

    Demais!!! Gostei muito do episódio. A Cuddy falando que não deu morfina para a dor dele acho que foi mais importante do que toda a história da modelo. Wilson estava certo desde o inicio. É completamente psicológico.

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