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Review: House – Known Unknowns

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House - Known Unknowns

Série: House
Episódio: Known Unknowns
Temporada:
Número do Episódio: 116 (6×07)
Data de Exibição nos EUA: 9/11/2009
Data de Exibição no Brasil: 26/11/2009
Emissora no Brasil: Universal

Vamos chegando ao término da primeira parte desta sexta temporada e as coisas parecem um pouco confusas. Ao mesmo tempo em que foram entregues ótimos episódios, alguns outros que deixaram a desejar. E algumas coisas indicam que os roteiristas só fingiram que sabiam aonde levar a série e que algo pode dar errado para frente. Este episódio mesmo foi um show de múltiplas ideias jogadas no roteiro e nem todas funcionaram. Mas deixa eu parar de reclamar tanto, pois o episódio foi realmente bom.

E um dos motivos que fizeram o episódio ser agradável, foi a manutenção da equipe original no elenco. Pois posso facilmente imaginar o sofrimento que seria com o pessoal da quinta temporada. Logo que tirando um ou outro momento, o caso da semana não foi nada interessante. Além disso, houve a volta do adorado detetive Lucas e até a oportunidade de Hugh Laurie reviver um antigo personagem da série inglesa Blackadder, na festa a fantasia.

Sobre a paciente da semana, eu estava quase morrendo de tédio com o caso, quando ela conta que fugiu de um show de sua banda favorita apenas para seguir o criador de sua série em quadrinhos e de TV favorita. Na verdade foi pouco antes, quando o House leva o laptop e pede para a garota fingir tocar bateria e tudo isso ao som do grande Metallica (para alegria do Paulo Fiaes). Dai ao ouvir sobre tamanho vício por uma série de TV, me chamou a atenção. Pena que ficou só nisso. Mas adorei a citação ao Twitter e também de a Cameron não ter nem idéia do que se trata.

E se tem uma coisa que eu estou gostando ultimamente, é como estão brincando com os insights do House. Foi divertido o Wilson percebendo e lamentando. E o final do caso da garota foi outro grande momento do episódio, com o doutor dando o diagnóstico no viva voz. Achei hilária a cena e quando vi que a mãe ia se meter no assunto, peguei a pipoca e fiquei só aguardando a resposta:

Ela teve hemorragia interna, precisa de sangue para…

É a mãe? Tenho uma resposta, se for a mãe.

Sim, sou a mãe dela.

Ela precisa de sangue, se quiser matá-la. Então não terá mais ninguém para negligenciar. Bom plano.

E quase tão bom quanto isso ai, foi quando o Chase fala e o House…

É o pai? Tenho uma boa resposta…

É o Chase.

Achei que o pai poderia ser australiano também.

Então tivemos uma paciente onde algumas partes foram bem interessantes e algumas outras ótimas. Porém, que na maior parte do tempo foi algo bem abaixo da média. E o episódio continua assim nas partes relacionadas a Cuddy e House.

Sobre a parte em que não gostei tanto, acredito que não serei muito apoiado, pois foi logo na primeira cena deles juntos. Que a Lisa Eldstein é linda, ninguém pode negar, porém achei meio exagerada a cena onde ela se abaixa mostrando seu lindo decote e depois se inclinando deixando a vista seus belos pistões ou como diria o House neste episódio “sua caixa de saída”. Não me entendam mal, eu adorei a Cuddy, mas foram situações já vistas e tudo soou excessivo. Me pareceu mais um jeito meio apressado de começar a introduzir o detetive na história.

Então tivemos o baile a fantasia. Que foi ótimo. E sei que para alguns pode parecer que os dois estavam como dois adolescentes na festa. Porém o que interessa aqui, é como o House mudou sua atitude, mostrando mais uma vez a evolução do personagem. Ele conseguindo falar abertamente sobre o antigo relacionamento deles e até sendo sincero sobre tudo, o que sabemos que não era algo normal para o doutor. Achei tudo muito bem feito.

De bônus ainda descobrimos o que houve realmente no passado destes dois queridos personagens. E foi algo que começou como as típicas histórias de amor, com um percebendo o outro e depois descobrindo que foi percebido antes. Que lindo. Porém House consegue levar a bela universitária, e futura chefe, para a cama e simplesmente nunca mais deu noticias. Agora resta ver como foi o reencontro deles anos mais tarde.

Eu não ligo ou acho nada de mais essa história do House e Cuddy, mas desconfio que tolero e até gosto as vezes dela, devido aos atores envolvidos. Mas nem isso consegue salvar a reintrodução de Lucas na história. Que soou forçada e piorou com eles querendo dar um background para o novo casal. Cada vez que o detetive ia contando o que sabia da doença do House e do resto da história, piorava. E fico pensando se melhora nos próximos. Espero que sim.

House - Known Unknowns

E finalmente chegamos a única história do capítulo onde não há altos e baixos. Digamos que mantêm o bom nível ao longo de todo o tempo. Sim, estamos falando do Wilson, o cara facilmente drogável. Vemos ele tratando de um paciente em estado terminal de câncer e descobrimos depois que ele utilizou da eutanásia. E pretendia partilhar este falo com todos os palestrantes da convenção.

Chegamos ao ponto onde acontece o inevitável, Wilson é drogado novamente por House. Mas desta feita, é por uma boa causa. O doutor esta preocupada com o emprego, com a carreira… Na verdade com o próprio amanhã de seu amigo. A cena da conversa deles no píer é linda e mostrou novamente um pouco deste novo doutor, além de um de seus antigos mantras se voltar contra ele:

Você não será mais contratado.

Se teve uma coisa que aprendi com você, é que devo fazer o que acho que é o certo e não me importar com as consequências.

É, funcionou direitinho para mim.

Então, House analisando toda situação, se aproveita do pseudônimo que está usando na convenção, Sr. Perlmutter. Ele droga o amigo para ele não palestrar e contar toda a verdade estragando sua carreira. Daí vai lá e faz o discurso do amigo ele mesmo, escondido pela sua estranha e diferente alcunha. É um belo discurso o preparado pelo Wilson e o mais instigante, ele atraia a simpatia de vários outros médicos. E me deixaria muito feliz se o tema fosse melhor explorado futuramente na série.

Num primeiro momento, Wilson fica puto da vida com seu amigo. E preciso falar do quão bom foi o Robert Sean Leonard ao acordar drogado e ficar todo perdido e desorientado? E se preparem que logo logo teremos um episódio centrado nele. Mas voltando ao episódio, esta parte é fechada com outra cela bonita entre os dois, com a palavra, Wilson:

O que eu fiz… Não basta dizer a si mesmo que não fez nada errado. Precisa ouvir isso de outra pessoa. De Deus, da sociedade ou de um amigo. Ou então, vai enlouquecer. Pelo que disse para mim lá em cima… Obrigado. É um bom amigo.

Sei que o review já está meio longo, mas faltou a melhor cena do episódio para mim. A série está ficando especialista em fechar episódios. Então que tivemos uma evolução no caso do Chase. Eu me diverti com a Cameron achando que ele estava a traindo, principalmente nesta última cena em questão. Mas o que interessa mesmo é a revelação final. A parte onde ele admite o que fez, foi muito bem feita e dava para sentir a tensão no ar. Isso fora o belo trabalho do Jesse Spencer.

Abaixo reproduzirei as falas finais do Chase, mas o movimento da Cameron de tiras suas mãos de junto das do seu marido, demonstra que algo irá acontecer entre eles. Bom, mas hoje saberemos as conseqüências disso tudo.

Às vezes, perdemos pacientes. Um desses pacientes… Dibala… Nós não… Não o perdemos. Eu o matei.

Séries citadas:

9 Comments

  1. Paulo Serpa Antunes

    Ainda não vi o episódio, me atrasei com House. Mas queria aproveitar a oportunidade para elogiar o Universal. Como House ficou uma semana sem ir ao ar nos EUA, este episódio foi exibido dia 9 e aqui no dia 26. São apenas 17 dias de diferença da exibição nos EUA para o Brasil. Acredito que esta seja a menor janela de exibição da história da TV paga no Brasil para um seriado (tirando realities e premiações).

  2. cat

    Anderson, como sempre, mto bom review. Olha esse episódio causou em mim uma estranha sensação…qd acabou fiquei como diz o titulo (known unknowns. Não sabia se tinha gostado ou não. A verdade é q gosto mt de House e Cuddy, mas as vezes, me incomoda…sei lá. O que gosto profundamente é a história de House e Wilson (aliás, acompanho pelo EUA…episódio de Wilson foi fantástico!!!). É uma amizade mto bacana, sincera e é mto bom vê o House tentando proteger o amigo de si mesmo (como mtas vezes o wilson tentou em vão). E gostei mto do discurso do House…reconhecendo o quanto o Wilson importa pra ele. Sobre o lucas, achei q perdeu o momento e não gostei desse retorno…Foi interessante vê o House agindo de forma adulta com toda a história.
    Sobre o chase, adoro o personagem, cresceu mto ao longo da série, e vem mostrando mto bem estruturada sua história…Todo o seu dilema, se contava ou não, e ainda a idéia de ter matado alguém, foi mto bem o ator Jesse Spencer.
    Não gostei da paciente da semana, mas no final fiquei com peninha dela…ela mentia por causa da doença, mas tbm pq queria chamar a atençao dos pais. A pobre garota voltou a ser negligenciada, como bem disse o House.

  3. Alex

    Eu não me incomodo tanto com a relação entre House/Cuddy, talvez por ser existir uma relação de fato.
    O dia que chegar no nível de Ross/Rachel ou JD/Elliot eu paro de assistir. Se for para ver novela eu coloco na “grobo”.

    PS: Eu gostei quando o House pediu para Cameron pegar o celular e dar para ele uma “saída triunfante”.

  4. Luiz Marcelo

    Não aguento mais essa história Cuddy/House, sinceramente ate atrapalha a qualidade da série

    E o Wilson realmente está bem nesta temporada

  5. cat

    Sobre o Universal, merece vários elogios!!! Estão bem próximas as exibições, oq favorece mtos aos fãs de House e do canal!!!!

  6. Carina

    Aproveitando a deixa de alguns comentários, a Universal é o melhor canal da tv paga em relação à séries. Tem horários decentes para reprises (viu Warner?) e o intervalo entre a exibição americana e a daqui é bem curto.

    Voltando a review… este episódio causou várias sensações: durante o episódio fiquei sem saber se estava gostando ou não. O caso médico não foi interessante (a atriz que, parece, é filha da Katie Jacobs – produtora da série – não era boa atriz) e o relacionamento House x Cuddy também não foi tão interessante. No entanto, o final foi maravilhoso ao ver, para mim, uma das melhores relações da série: House x Wilson. Adoro a química entre eles, a relação de amizade que eles possuem e, para mim, o ponto alto foi House drogando o amigo para salvar a carreira do mesmo e o o que ele disse sobre o Wilson durante a palestra. Vê-lo reconhecer a amizade e importância do Wilson em sua vida não tem preço. E fico muito satisfeita ao ver o personagem do Robert Sean Leonard ser bem explorado.
    A cena final do Chase confessando para a Cameron sua culpa no caso Dibala foi para fechar o episódio em alto nível. Estou ansiosa para ver o episódio hoje e saber o desenrolar desta confissão.

  7. bia mafra

    foi um episodio um pouco abaixo da media, como todo episodio em que se para um pouco para explicar a trama anterior. nao daria tempo fazer isso com um super paciente. entao eh um mal necessario.
    so achei um pouco forçado essa historia entre o lucas e a cuddy, mas acho que pode render algumas boas risadas no futuro. so epsero que essa mudança do house não seja o início do fim.

  8. Raquel

    Estou enjoando da cara do House, e eu o amei por temporadas a fio. A historinha dele com a Cuddy ficou chata, ele está chato.
    A melhor coisa tem sido o Wilson.
    Se antes eu virava as noites assistindo episódios, agora durmo antes do exibido pela Universal terminar.
    E depois de ontem onde os dois insuportáveis voltam pra equipe então.. lamentável.
    Valeu ao menos pela cena da Cameron indo embora, se bem que antes ela teve quer ser Cameron (ou seja, a pseudo-madre-teresa-mala)e dar um beijinho na face do House. Mas já vai tarde.

  9. janynne

    eu não vi esse episodeo ainda, mais epero ver em breve..
    pelo que eu entendi house está amadurecendo e deixando a serie cada vez mais interessante, principalmente por esta inesperada chegada de Lucas e o namoro dele com a cuddy..
    espero que house fique com a cuddy..
    e que a série continue evoluindo e pegando os fãs de surpresa o que é otimo!

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