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Reviews

Review: Heroes – Dual

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Heroes - DualSérie: Heroes
Episódio: Dualidade (Dual)
Temporada:
Número do episódio: 46 (3×12)
Data de exibição nos EUA: 15/12/2008
Data de exibição no Brasil: 20/2/2009
Emissora no Brasil: Universal

Foi um volume tempestuoso. E eu faço questão de perder tempo em uns dois paragráfos para também colocar as minhas impressões sobre este “Villains”. Eu tenho um certo problema de acompanhar os comentários dos meus textos, mas faço questão de fazer isso em Heroes. Não sou uma pessoa que quer chamar atenção criticando e ridicularizando o programa apenas com o objetivo de aparecer. Muito longe disso. Até escrevi algumas resenhas que, alguns lendo, vieram comentar que eu fui muito mais “bonzinho” do que deveria.

Ao longo destes treze episódios, fiz questão de reler todas as resenhas que escrevi aqui para o TeleSéries. Todas, sem exceção. O resultado que eu cheguei: não fui eu que critiquei demais, mas sim, a série que se perdeu completamente. Por mais que eu tente enxergar alguns bons momentos isolados em determinados episódios, é impossível não assistir Heroes sem achar tudo completamente estranho. Afinal de contas, alguém me explica o motivo disso tudo? É tão pobre esse dualismo entre o Bem e o Mal. Além de pobre, cai num clichê vergonhoso de uma série que tinha boas pretensões no seu ano de estreia. Afinal, qual é a real motivação destes heróis?

Eu acredito que todos poderão apontar alguns pontos mas, se olharmos bem mais fundo, veremos que este volume, intitulado “Villains”, não apresentou nenhuma trama significativa. Apenas viagens constantes no tempo e que apenas complicavam uma storyline que não deveria soar confusa. Muito pelo contrário, pra mim, Heroes possui um plot muito bem definido e, por isso, me fez gostar da primeira temporada: pessoas com habilidades que se descobrem especiais e tentam conviver com isso e achar respostas para tal. Isso não parece simples? Pois, para mim, está muito claro. O problema é que existe uma “cabeça pensante” chamada Tim Kring e o seu intuito constante de querer criar um programa cult. Depois do meu desabafo, vou aos comentários do episódio.

É bem verdade que estes três últimos episódios, Heroes conseguiu uma pequena melhora, até significativa se levarmos em consideração algumas bombas que vimos. Sem se preocupar com aquelas viagens no tempo, mas tentando transparecer algo mais objetivo e tentando descomplicar o que eles complicaram no início, a série pode não ter achado o seu rumo mas, pelo menos, está procurando. A dualidade, expressa pelo título do episódio, está na existência do Bem e do Mal, dos Vilões e dos Heróis.

E esse dualismo esteve presente no episódio, mesmo Sylar tentando mostrar que todos eles eram monstros, assim como ele próprio. O que me lembra muito o personagem Jigsaw, que monta aqueles jogos psicológicos com a intenção de punir as pessoas que ele acha que merecem ser punidas. Sylar fez mais ou menos isso, matando Arthur Petrelli e prendendo na Primatech Claire, Noah, Angela e Meredith. Eles, que se dizem os heróis, para Sylar não passam de meros vilões disfarçados. Além disso, o episódio também marcou a briga entre os irmãos Peter e Nathan.

Heroes - DualA sensação que fica ao seu término é que a série perdeu o seu foco por diversas vezes e não conseguiu se reencontrar. Muitas viagens no tempo, um número excessivo de personagens e pouco desenvolvimento para os mesmos, complicações extremas de um roteiro que poderia ser mais óbvio e lúcido, sem se preocupar muito em complicar a história.

Ao término da temporada passada, muitas expectativas foram criadas em torno deste volume, e o fato é que não correspondeu aquilo que gostaríamos. Muito pelo contrário, ele sempre se mostrou muito inconstante. De qualquer maneira, a série agora entrará em um outro volume, com o título de “Fugitives”.

E já tivemos uma breve introdução do que estará por vir. A fórmula que Nathan tentou utilizar em soldados americanos foi completamente destruída. Ele, no entanto, levou o caso para o Presidente dos Estados Unidos e veremos agora uma luta entre o Estado e os Heróis. Seja o que Deus quiser…

E, assim, chegamos ao final do Volume Três, intitulado como “Villains”. Você gostou? Eu não!

Séries citadas:

9 Comments

  1. Victor Hugo Guimaraes Soares

    Este ultimo episodio foi até razoavelmente bom mas a temporada foi tão ruim quanto a anterior… o pior que parece que o proximo volume não tem muito que esperar..

  2. Gilberto Guerra

    Os primeiros episódios dessa temporada prometiam. Tirando o fato do Peter ter sido teleportado para o corpo de um vilão (????), se este volume tivesse girado apenas em torno dos vilões que fugiram teria sido bem melhor.

    Os poderes dos vilões fugitivos também eram bem interessantes e lembravam bastante personagens carismáticos da Marvel como o Magneto e o Raio Negro, minha decpção foi grande quando tudo se concluiu muito rápido.

    Espero também que os roteiristas não queiram ainda usar o Sylar como vilão, pra mim ele já deu tudo que tinha que dar.

  3. Cley

    Realmente o volume Vilains foi um pouco inconsistente e perdeu o foco da essência dos personagens. Mas quem está acompanhando o volume Fugitives juntamente com os Estados Unidos pode observar claramente que o criador Tim Kring está colocando paulatinamente a série de volta aos eixos. Está mais focada nos personagens em vez de truques mirabolantes como viagens no tempo e etc. Creio também que, com o cancelamento de Pushing Daises e o retorno de Bryan Fuller (roteirista que contribuiu muito para o sucesso da primeira temporada) para Heroes,vai dar mais consistência ainda a série. A questão é que somente a partir do episódio 20 é que veremos sua influência. Mas ainda acredito que a série vai voltar aos bons tempos.

  4. Juninho

    Embora concorde que Villains trouxe muitas duvidas,tenho que dizer que algumas foram explicadas,outras foram rapidamente resumidas e outras cairam no esquecimento,o problema é que todos criticaram a série,por trazer muitas complicações,e o resultado foi um volume com episodios finais simplificados demais,mas nada tão ruim ao ponto de odiar a série e querer seu fim,não escondo gosto muito de Heroes e torço pelo crescimento da série,embora possam dizer que sou um fã fervoroso,fánatico e pouco racional(E essas não são caracteristicas minhas Vinicios),simplismente posso dizer que gosto da série e não acho tão ruim como os outros acham,é meu gosto fazer oquê.

    Sobre o episodio,foi demais ouvir o Sylar narrar a abertura da série,e ainda concordo que o Sylar é o grande vilão da série,assim como o Coringa do Batman,o Lex do Superman,ou o Magneto do X-Men,embora isso não impessa que outros vilões mostrem a cara na série,a luta entre Peter e Nathan pra mim é totalmente valida afinal,Nathan sempre teve um caracter duvidoso;gostei também da cena em que o Hiro da um soco na Tracy pra pegar a formula,depois de tantos socos levados no decorrer das temporadas,foi a vez dele golpear alguém;e também teve o fim do Mohinder montro,o cara é um mala mas não merecia essa;Mas pra não dizerem que não sou racional,achei ridiculo a Claire quebrando o forte vidro da sala que prendeu tantos poderosos numa facilidade,essa foi mal.

    Bom então fim de Villains,inicio de Fugitives e continuo dizendo que pra mim esse volume está otimo,e o primeiro episodio escrito pelo Tim Kring (Que se diz estar perdido)foi otimo,mas como já virou costume de alguns falar mal de Heroes é esperar pra vê!

  5. Cartney

    “Heroes possui um plot muito bem definido e, por isso, me fez gostar da primeira temporada: pessoas com habilidades que se descobrem especiais e tentam conviver com isso e achar respostas para tal”

    Eu tbm me atrai pela serie por isso. Me lembra o inicio das HQs dos X-Men, que depois tbm se perdeu em mitologias intrincadas. Os 2 primeiro filmes de X-Men (dirigidos pelo Brian Synger) foram legais por resgatar este aspecto.

    “Tim Kring e o seu intuito constante de querer criar um programa cult”

    Isso eh um erro artístico que considero básico. Vale não soh para Seriados, mas tbm para Cinema, Música … Se vc faz uma coisa para virar cult ela nao vira. Isso vai contra o proprio conceito da coisa. O “se tornar cult” deve ser consequencia e não objetivo. Para mim, tem que ser um coisa quase que casual.

  6. Camila Oliveira

    E, assim, chegamos ao final do Volume Três, intitulado como “Villains”. Você gostou? Eu não!
    [2]

    Eu só assisto Heroes porque eu simplesmente não consigo começar algo e não terminar. A 1° temporada me deixou viciada, eis que vem a 2° e foi uma luta para conseguir assistir todos os episódios, simplesmente não dava vontade. Resolvi terminar porque me disseram que a 3° melhorava e, para minha decepção, ainda achei muito fraca. Concordo com o Gilberto, se este volume tivesse girado apenas em torno dos vilões que fugiram teria sido bem melhor. Agora é esperar para ver se Fugitives salva a pátria.

    Vou dizer o que não gostei em Villains (óbvio que vou resumir, haja paciência e memória para escrever e lembrar de tudo!).

    * Não gostei do Mohinder ter se tornado um vilão, embora ele sempre tenha sido chato, era uma pessoa
    de bom coração.

    * O Peter passou quase o volume inteiro sem poderes, enquanto o Sylar está cada vez mais forte e se tornou até imortal. Quero saber como vão resolver isso.

    * Achei desnecessário a Elle ter morrido daquela forma, uma vez que o Sylar supostamente só matava para adquirir as habilidades das pessoas e ele já possuía a dela. A personagem poderia ter um final mais digno.

    * Não gosto dos irmãos Petrelli brigando e não consigo entender como o Nathan, mesmo depois de ter sido baleado para evitar de contar ao mundo sobre as habilidades dele e sabendo o que aconteceria caso todos tivessem poderes, ainda assim, vai para o lado dos vilões. Isso tudo depois de ter sido um mocinho no volume anterior.

    * A Claire passou de uma personagem carismática para uma aborrecente chata.

    * Não consigo entender porque todo personagem tem que morrer quando não é mais útil para a história. Eles não podem simplesmente ir embora? O núcleo Nikki/Micah/Monica ter acabado daquele jeito na segunda temporada e depois não ter passado quase nada sobre eles foi um desrespeito para quem gostava dos personagens e queria entender um pouco mais. A Meredith também não precisava terminar daquele jeito.

    * Essa história de salvar o mundo a cada volume já me cansou. Tomara que Fugitives seja focado em outra coisa.

    Tem mais um monte de coisas que odiei, mas tudo bem, estou com preguiça de lembrar.

    Estou tentando recordar os aspectos que gostei, mas até agora não surgiu nada. Se algum dia vier a minha memória eu posto.

  7. Cyssa

    E, assim, chegamos ao final do Volume Três, intitulado como “Villains”. Você gostou?
    Não: excesso de personagens, excesso de viagens no tempo e excesso de incoerência.

    Nessa próxima temporada só faltam criar as “Sentinelas” igual aos X-Men (que eu adoro) para tentar salvar a série.

  8. Vinicius Silva

    Cyssa aiyahuahihuahuiahuia sentinelas seria demais. Aí, até eu desistiria da série.

    A única coisa que me mantém assistindo “Heroes” é porque não costumo desistir de algo. Afinal de contas, sou brasileiro rsss

    É esperar o Fugitives.

  9. rodrigo

    A série se perdeu no momento que se tornou saiu do drama para se tornar algo cada vez mais “X-men”. O que tronou a primeira temporada uma sensação e qualidade superior foi justamente a idéi de mostrar pessoas aparentemente normais porem com poderes. A medida que resouveram seguir o titulo da série justamente pelo lado heróico eles se perderam. A premissa da série era interessante e se seguida do modo como foi a primeira, incluindo e excluindo personagens, teria matido o foco e qualidade da mesma.

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