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Review: Grey’s Anatomy – Staring at the Sun

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Cena de Grey´s Anatomy
Série: Grey’s Anatomy
Episódio: Staring at the Sun
Temporada:
Número do Episódio: 44
Data de Exibição nos EUA: 16/11/2006
Data de Exibição no Brasil: 26/3/2007
Emissora no Brasil: Sony

Uma das características mais usadas em Grey’s é de sempre explorar o fator emocional. Hora ou outra vemos situações que estraçalham nossa barreira sentimental com casos completamente emotivos. Isso não deixa de ser uma característica extremamente forçada, mas querendo ou não é o estilo da série. Até agora tivemos experiências ótimas e ruins.

Essa terceira temporada é, sem dúvida, a temporada das metáforas pessoais. Elas estão em todos os episódios. Sempre ligadas diretamente aos dramas dos pacientes, que por sua vez, tem o objetivo de fazer o personagem na ocasião repensar nas suas atitudes. É quase sempre assim. Por mais que pareça repetitivo, hoje são essas metáforas que sustentam Grey’s. Isso mesmo. Sem elas, não há apelo emocional, sem apelo emocional não há excelentes atuações e sem excelentes atuações, Grey’s se torna mais uma série qualquer.

Mesmo assim a série consegue ser excepcional e Staring at the Sun foi a prova disso. Foi um episódio apelativo, mas conseguiu apelar com excelência. Que atire a primeira pedra quem não ficou, ao final do episódio, paralisado na frente da TV vendo os créditos passarem com Miranda cantando para o filho. Foi emocionante.

A dupla Alex e Izzie estavam em perfeita sintonia. Adoro os dois e eles atuando juntos foi uma das melhores coisas do episódio. Eles imitando o paciente e falando de si mesmos em terceira pessoa foi muito divertido. Mesmo após ser rejeitado pela Izzie depois do beijo, Alex repensou o que tinha feito e mostrou porque é um dos coadjuvantes mais populares da série. Se tinha alguém que ainda torcia o nariz para o personagem, acredito que depois deste episódio, pelo menos o verá com outros olhos. Sobre a Izzie, é muito bom vê-la sorrindo novamente. Foi por essa Izzie divertida e feliz que me apaixonei. Não esperava que ela correspondesse o beijo do Alex, mas confesso que fiquei com uma pontinha de decepção. Adoro os dois e ainda tenho esperanças vê-los juntos.

Cena de Grey´s AnatomySaem os problemas do McCasal e entra em cena o drama de George. Diga se não é muito melhor? Bom, essa interação entre os quatros O’Malleys são bem divertidas. Tivemos uma amostra disso em Thanks for the Memories, nono episódio da segunda temporada. A união dos quatro caçando no campo rendeu impagáveis risadas. A relação de amor e ódio que George tem com seus irmãos é bastante comum. Essa implicância toda é um claro sinal de afeto. George compreende e lida muito bem com isso.

Você é um robô aterrorizante que nunca comete um erro. Na maioria das vezes eu gosto disso. Na maioria das vezes sinto que tenho alguma coisa para aprender com você, mas agora eu preciso que você tente ser por um minuto um ser humano.

O caso médico de seu pai não está nada bom. Além de estar com câncer no esôfago, seu coração está com problemas e sua válvula precisará ser trocada. Uma ótima escolha para complicar ainda mais o lado de Cristina e Burke. Yang está completamente encurralada e não vê outra saída a não ser contar o segredo para O’Malley. Estou achando excelente toda essa situação envolvendo Cristina e Burke. Hoje é a melhor coisa da série. Sandra Oh é uma excelente atriz e esse tom sombrio e frio que ela passa é maravilhoso. A cena em que ela diz pro George que seu pai precisa fazer uma cirurgia no coração é excelente. Ele percebeu insegurança dela na resposta e a atacou com tudo. A trilha sonora é envolvente e Miranda encarando Yang foi demais. O quote acima foi brilhante. O ponto alto do episódio.

O episódio também fez uma dura crítica aos pais negligentes que se importam demais com sua vida profissional e esquecem da vida pessoal. Deve ser muito difícil para os pais perceberem que a filha que criaram tem mais afeto pela babá do que com eles. Isso claramente afetou Miranda, que ficou furiosa com um comentário de Meredith na OR. Conciliar as duas coisas deve ser muito complicado, mas é sempre mais importante participar da formação de seu filho, independentemente de qualquer coisa. Bailey saiu ganhando, pois consegui perceber isso muito cedo e tratou logo de reverter à situação.

Feliz e radiante. Esse era o lema de Meredith e Derek ao longo do episódio. Mas com o decorrer dele, perceberam que a vida não é tão feliz e radiante assim. A realidade é cruel e imperdoável. Eles na banheira no inicio e no final do episódio ilustrou bem essa parte. Todos têm problemas e dependendo da situação conseguimos criar máscaras para tentar esconder nossa verdadeira dor. A Sidney disse isso com muita propriedade no episódio passado.

Como já tínhamos visto em Time Has Come Today, Richard preferiu Adele ao invés de Ellis Grey. Eu senti uma imensa insensibilidade da parte dele quando diz para Meredith que não poderá mais ver sua mãe. Pô, a mulher está doente, não tem afinidade com a filha e teve sua amizade rejeitada pelo Chief. Ela está certa em desabar daquela maneira. É muita insensibilidade. Não teria problemas nenhum em visitar a Ellis e tentar uma reconciliação com a Adele. Ele já fez isso por vários anos.

Semana que vem, num episódio especial com 1h30 de duração, o drama de Cristina e Burke chega a um ponto crítico. E o SGH fica um caos após receber varias vitimas de um acidente de carro.

Músicas tocadas no episódio:
“Not Big” – Lily Allen
“Everybody Get MovinGet” – Set Go
“Time Of My Life” – The Watson Twins
“Where We Gonna Go From Here” – Mat Kearney
“Breakable” – Ingrid Michaelson
“God Bless The Child” – By Miranda Bailey

Séries citadas:

14 Comments

  1. Simone Miletic

    Oi Eric!

    Ótimo review para um ótimo episódio.

    Gostei demais de todas as tramas, só que achei que pegaram meio pesado com a pobre mãe que trabalha.

    A escolha não é fácil para ninguém. Qdo tive minha filha parei de trabalhar por um ano e quando voltei optei por deixar de lado as ambições de carreira e arrumei um emprego simples, em uma empresa pequena para garantir meu tempo com ela (levo e busco na escola todo dia e tenho tempo de ficar com ela), mas tem dias que subo pelas paredes me sentindo frustrada.

    Nenhum dos lados é fácil.

  2. Rô Floripa

    Eu estava assitindo este ep porque alguém tinha dito que era sensacional. Mas não estava achando grande coisa não. Não foi assim esta brastemp. (Eric, na minha opinião tua review foi melhor que o ep.) Mas as cenas finais com a Cristina dizendo ao O’Maley pai que o filho dele era o melhor interno pq era competente e se preocupava com as pessoas foi ótimo. Ela dando parabéns por ele ter criado uma pessoa muito boa como o George foi emociante. Daí eu fiquei pensando, o iceberg Chang está derretendo e se tornando gente. Mas será que é isto? Ou ela está antecipando: eu sou competente mas não sou uma boa pessoa, mesmo sabendo dos riscos do Burke operar o pai do meu amigo eu vou encarar isto pq é mais conveniente para mim? Esta foi a melhor parte do ep. Estou ansiosa para ver os próximos para saber qual das opções se confirmará. E, em seguida, a Miranda cantando ‘God bless the child’, LINDO! Que voz linda e que interpretação com aquele sorriso bem mãezinha. Uma curiosidade: foi dublagem ou a Chandra cantou mesmo?

  3. Gui Barranco

    Eu achei o episódio muito bom.
    A quote citada pelo Eric realmente é muito boa, mas concorre como melhor do episódio com a bronca da Miranda na Meredith e com a frase da Cristina ao pai do O’Malley dizendo que ele era o melhor residente. Achei esses dois momentos bem interessantes.
    Fora isso, achei que o apelo foi certeiro. Ora, série sem apelo é apática, sem graça.
    Também tô torcendo pela Izzie e pelo Karev, quem sabe eles não cabam juntos?
    Enfim, esse episódio foi ótimo pois tirou o foco da Meredith e do Derek (que quase não apareceram) e deu espaço aos coadjuvantes, que continuam sendo o melhor da série.
    Agora, gostei da atitude da Callie, tentando ajudar o George. Ele bem que podia sair do muro, encostar ela na parede e reatar o namoro. Tá na cara que o que ela quer é um pouco de decisão da parte dele.
    Ótima review Eric.

  4. Mica

    Ao contrário de vc, Rô, eu não gostei da Cristina falando do George para o pai. Foi tão previsível…principalmente pq o George definitivamente não é o melhor dos quatro (apesar de ser bastante humano, disso eu não posso discordar).
    Eu gostei do episódio, principalmente pelo Alex e a Izzie. Os dois contracenando juntos foram o ponto alto do episódio, e, como disse o Eric, as imitações do paciente em terceira pessoa deixou tudo tão mais leve e deu demonstração da cumplicidade dos dois. De fato não esperava que a Izzie correspondesse ao beijo, mas…que eu queria, queria. Sempre gostei dela e do Alex juntos (mesmo quando ele era muito mais sem coração do que hoje).
    Meredith e Derek fizeram boas cenas. Gosto mais dos dois assim, tranqüilos e sem stress…sobra espaço para o restante do povo aparecer ^_^. Mas que insensibilidade do Derek e da Addison com o Chief, hein? O cara ali abrindo o coração e eles nem tchum.
    Mas não discordo da atitude do Chief. A vida dele era incrivelmente tomada pelo hospital, e o pouco tempo livre que ele tinha, ele passava com a mãe da Meredith. Se ele quisesse continuar a dedicar a ela tanta atenção, teria que, inevitavelmente, abdicar ou da esposa ou da carreira, e ele não queria nem uma coisa nem outra. Mas acho que uma visitinha por semana não faria mal a ninguém, ne não?
    E…minha grande dúvida é: independente das atitudes da Cristina, será que o Burke recupera completamente a mão ou não? Estou preocupada.

  5. Rô Floripa

    Mica,
    Eu não gostei da cena da Cristna com o pai do George,não pq eu concorde com ela que o Geroge seja o melhor. Mas pq a fala dela, para mim, fez um ótimo gancho para os próximos ep,: ou ela está virando gente ou ela vai colocar em risco a vida do pai do amigo pq é conveniente para ela ter o namorado como um grande cirurgião. E também pq foi emocionante ver a reação daquele pai ouvindo aquelas palavras sobre a criação que ele deu ao filho naquele momento. A expressão do Dzundza (que raio de nome é esse – hehehe) foi muito convicente, aquelas palavras deram um alento ao pai paciente.

  6. Hélio

    Sentimentalismo barato.
    Falta de criatividade do roteirista o que é uma constante hoje no cinema e TV americanos.
    Esta série já deu o que tinha que dar. Boring.

  7. Prue**

    Mais uma vez ótemo review Eric!!!
    Vamos aos comentarios hahahaha,Adorei esse episodio, a carga dramatica foi imensa e eu particularmente adoro isso…acho q nessa serie temos momentos de rir e chorar e isso me agrada muito…George escolher Yang pra cuidar do pai dele não me surpreendeu,pq realmente ela é melhor ali,justamente por nao misturar pessoal com profissional ( ou quase nunca misturar), o q o George falou pra ela é a mais pura verdade, ela é robotizada até os ossos…e ele tentou mostrar pra ela q ali, com o pai dele ela teria q ser mais humana…pq nao era um estranho…vindo dele foi um comentario forte, mais necessario…concordo com quem disse acima q o comentario dela pro pai dele foi forçado…talvez pra acalmar o coração dele, por estar naquela situação, ouvir q criou bem o filho pode acalentar a alma…mas nao acho q ela pense realmente assim…
    Alex melhora a cada dia…deixou de ser o egocentrico insuportavel, pra baixar a guarda e ser esse “fofo”,cada coisa q ele faz,percebemos a mudança das temporadas anteriores..não tem como nao ver a mudança…e ele realmente combina com a Izzie,mas não me decepcionei com a reação dela…como ja disse ela ainda está em LUTO,seria chatissimo ela sair beijando outro logo,a ferida dela tem q cicratizar..cada coisa ao seu tempo…mais uma vez discordamos sobre ela né Eric? hahahahaha
    Cena do McCouple na banheira foi fofaaaaa,adoro os dois, por mais q falem mal,acho q eles combinam muito e a diferença do inicio pro fim do episodio, foi muito legal…eles assumindo q não são pessoas alegres e radiantes…. e sim melancolicos hahahaha combinam até nisso!!!
    Burke me irrita muito…nossa,como pode ver as coisas saindo do controle e nao fazer nada???como pode ir la falar com o pai do George sabendo q nao ta bem??muita irresponsabilidade…ele me irrita mais q a Yang!
    Achei tambem q pegaram pesado com a mãe q trabalha fora, na verdade foi uma metafora pelo q ocorreu com a vida da Meredith,e reflete até hj,mas achei forte…nem toda mãe q trabalha fora é uma Ellis Grey…entaum achei chato isso….mas o fim com a Miranda cantando e as cenas passando foi de arrepiar…enfim a Addison desencanou e jogou as alianças fora…tava mais q na hora…e akele Mark????q chatooooo só serve de coliro pra mim hahahaha,pq o personagem dele ta deslocado…chato e desnecessario….
    Pra terminar…relação da familia O´Malley é divertidissima,eles são uma comedia e a Callie interagindo com eles e explicando “na lingua deles” o q o pai tinha foi bem legal…esse tato falta no George, mas como o Eric ja disse, essa relação de amor e ódio é comum entre os irmãos…
    Episodioooo bem legal…..:0)
    Na espera do proximo!!!

  8. Eric Fernandes

    Simone,
    Entendo. Tem que ter muito jogo de cintura para lidar com as duas coisas.

    Rô,
    Acho que as palavras da Yang no final seviu mesmo de conforto para o pai do George. Podemos até encarar como um desabafo por tudo que George lhe disse. E foi a Chandra que cantou a música sim. Não teve dublagem nenhuma. Atriz excepcional.

    Mica,
    Gostei do seu ponto de vista e concordo. Sobra a sua dúvida, você terá sua resposta em alguns episódios. Até lá terão episódios excelentes.

    Gui,
    Também adorei a atitude da Callie, mas acho muito dificil o O’Malley fazer isso. Ele é franguinho e é muito inseguro. Ficou bem claro quando ela joga na cara dela que foi ela que terminou com ele. Encostar na parede e mandar bala é atitude de homem decidido e sabe muito bem o que quer. O George não se encaixa em nada disso.

  9. Eric Fernandes

    Vamos lá. Concordo com quase tudo que você falou. Sobre A Izzie, eu não esperava que ela correspondesse o beijo também, mas me simpatizo muito pelo casal. Sei que essa recuperção é longa e dolorosa e que realmente é muito cedo para ela ter outra relação, mas minha esperança é um dia ainda vê-los juntos.

    A irresponsabilidade do Burke é mesmo iquestionavel. Essa cumplicidade dos dois mesmo sabendo que a qualquer momento desabará, é muito punk. Não concordo com as atitudes de nenhum dos dois, mas que hoje é a melhor coisa da série, é.

    Nem tinha percebido que a metáfora sobre os pais negligentes se encaichava perfeitamente na vida da Meredith. Excelente sacada, Prue.

    Mark Sloan is a jerk.

  10. Mica

    Sério que vc não percebeu a metáfora com a Meredith? Foi só nela que eu pensei o tempo todo….até estranhei quando a Miranda teve aquele surto durante a cirurgia, então me lembrei que ela tinha ganhado um filho recentemente, hehehehee.
    Btw, linda a voz dela….

  11. Rô Floripa

    Valeu Eric!
    Linda a voz e a interpretação da Chandra. Atriz completa, tanto faz a durona, encara bem o drama, como é excelente nas cenas cômicas sem ser pastelão.

  12. Thiago FLS

    As metáforas nada sutis sempre foram uma constante nessa série. No fim da segunda temporada, por exemplo, o cachorro Doc era uma clara metáfora da relação de Meredith e Derek.

  13. Eric Fernandes

    Metáforas, metáforas, metáforas. São tantas que me diexam até perdido.

    Mica,
    Sério, nem percebi. Pensei que era mais na relação com a Mirando com o filho. Mas se tivesse caido a ficha tinha falado no review.

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