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Review: Grey´s Anatomy – Forever Young

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Grey´s Anatomy - Forever Young
Série: Grey’s Anatomy
Episódio: Forever Young
Temporada:
Número do Episódio: 69 (4×08)
Data de Exibição nos EUA: 15/11/2007
Data de Exibição no Brasil: 31/3/2008
Emissora no Brasil: Sony

Na maior parte do tempo ainda temos os mesmos problemas que tínhamos aos 15 anos.

Esta quarta temporada está acima do nível e um dos motivos para essa excelência é esse clima leve e agradável que a série atravessa. Já tivemos ótimos episódios nessa temporada, mas diferente dos outros, este último episódio exibido foi absolutamente brilhante.

Episódios construídos em torno de metáforas são sempre perigosos porque em certos momentos o roteirista pode forçar a barra para justificar suas idéias, assim estragando toda uma idéia aparentemente promissora. O que não aconteceu aqui. Mark Wilding é uma das grandes mentes por trás do show e um dos meus roteiristas favoritos da série. De suas mãos já saíram coisas fantásticas como os episódios 17 Seconds (primeira parte da finale tripla da segunda temporada), Where the Boys Are (o sétimo episódio do terceiro ano, onde ele manda os médicos para o meio da floresta) e Desire (o episódio da primeira e última transa de Alex e Addison, na temporada passada), entre outros. Tenho 90% de certeza que Wilding foi um completo loser no colegial e esse episódio é seu alter-ego.

Usar o hospital de metáfora para o universo teen funcionou perfeitamente porque o que vimos nestes quatro anos de Grey’s Anatomy foram atitudes semelhantes da de garotos de colegial. Grey’s não foge muito deste conceito, não há como negar, porém é errado falar que a série é um drama teen, como muitos detratores de Grey’s têm falado após assistirem este episódio. Não, não é. O conceito do capítulo é simplesmente mostrar que eles são mais jovens que imaginam, de personalidade e atitudes. Possuem os mesmos problemas, são imaturos e também fazem parte daqueles grupinhos específicos.

Forever Young foi escrito aos olhos de um homem, mas o roteirista é sensível o bastante para contar a história sem soar machista. Ver Miranda Bailey assumir aos prantos que nunca foi notada por sua paquera de colegial certamente renderá a Chandra Wilson seu merecido Emmy de atriz coadjuvante este ano. Nenhuma, repito, nenhuma atuação na televisão este ano foi tão marcante como aquela cena. E ver Chandra chorando é pedir para chorar junto. Nesta temporada os roteiristas estão nos proporcionando momentos de intenso brilho da personagem. Seus monólogos são sensacionais.

O episódio foi marcado também pelo fim do casal George e Izzie. Odiados por muitos, amados por poucos, ambos perceberam que perderam o que mais prezavam: a amizade. Achei meio incoerente uma série como Grey’s, que adora passar uma liçãozinha de moral, não querer pregar uma de que seu parceiro é seu melhor amigo. Em qualquer relacionamento se não existir um mútuo companheirismo não há como ter um. Então eles são melhores como amigos do que namorados? Talvez. Mas prova de uma vez por todas que George e Izzie só não progrediram pela má aceitação perante o público. Mas estou curioso para ver o que a criadora separou para os dois daqui em diante.

Lexi, após ser cutucada por Meredith, desabafou para a irmã, que bem que mereceu o sermão da interna. Esse foi sem dúvida o ponto alto de Lexie na série até o momento e há alguns episódios percebo que a adição da personagem – e da atriz – na trama foi muito acertada. Eu particularmente estou adorando toda a construção de uma relação onde o convívio é forçado. Grey’s ainda há muito que explorar disto.

Grey´s Anatomy - Forever YoungAqui Yang representa aquela pessoa que faz tudo pela outra até que um dia precisa saber recuar para, quem sabe, ser notada. Cristina teve mais sorte que Miranda. É impossível não ter visto o mesmo em algum filme teen, novela ou outra série (lembram da Joey de Dawson’s Creek?). E me preocupa o fato deste ser o ano em que os roteiristas resolveram deixar Sandra Oh meio de lado. Ela ainda não teve nenhum grande momento a ser lembrado e a temporada está quase no fim. Parece que para não darem bons destaques para todas de uma vez estão fazendo isso gradativamente, por temporada ou por uma série de episódios. Uma decisão pra lá de burra.

Lauren Stamile, a enfermeira Rose, inicia sua participação na série e seu objetivo é… adivinhem qual? Ser a nova pretendente de Derek. Aos longos dos episódios veremos que Rose tem todos os elementos que Derek procura em uma mulher e isso forçará Meredith a tomar uma atitude de uma vez por todas. Se dará certo ainda temos sete episódios para descobrirmos.

Como eu disse, o hospital não é muito diferente do colegial.

***

Trilha sonora do episódio:

What Would Jay-Z Do? – Ben Lee
The Last One – Cary Brothers
Call It Off – Tegan and Sara
Black and Blue – Chris Garneau
Breakin’ Up – Rilo Kiley

Séries citadas:

7 Comments

  1. Tati

    Ai eu adorei esse episodio……..chorei mesmo com a Baley……detestei por demais o cara e bati palmas com o desabafo da Lexie, a Meredith merec isso e muito mais, ela pensa que o centro de todo o Universo…..que controla todos e pronto…..até a Cristina deu uma cutucada nela….Sobre a Cristina, acho que ela merece um pouco esse pouco caso da Cardiologista…..talvez faça ela mudar algumas atitudes que me incomodam muita( a frieza dela é d+). Mais no geral estou gostando dessa 4 temporada. Agora vamos esperar para ver como vai ficar a Historia do “Casal” George e Izzie :)

  2. Carina Medeiros

    Primeiro, parabéns pela rewiew! Adorei vc ter colocado a trilha sonora do episódio(faça isto sempre): Grey’s sempre toca ótimas músicas :)
    Depois de uma 3ª temporada irregular, a série vem apresentando ótimos episódios, com merecido destaque para a Chandra Wilson, que provou na citada cena que é fantástica e que o Emmy já está em dívida com ela. E, tenho certeza que muita gente se identificou com algumas situações teens mostradas (clichês mas verdadeiras).

  3. Thaís Leão

    O roteirista NÃO forçou a barra?? Eu me pergunto se vimos o mesmo episódio…Sinceramente, achei super forçado, do começo ao fim. Talvez a temporada anterior e o começo desta tenham sido tão pífios que eu realmente perdi o gosto por GA. Na minha opinião, tivemos 2 ou 3 episódios bons nesta temporada, e nada que chegue perto do brilhantismo de outrora.
    E sobre essa analogia entre a vida no hospital e a infância/adolescência, já vimos no próprio GA! A série tá se requentando em banho-maria!
    E eu achei muito chata e quase constrangedora a parte da Bailey com seu paquera de colégio. Porque eu não acho que uma personagem séria, com tanta força, mãe e esposa devotada se tranformaria numa completa idiota adolescente só porque reencontrou o paquerinha da juventude! Faça-me o favor! Acabaram com a personagem (no episódio, óbvio)! Claro que quase todos temos questões mal resolvidas na adolescência, mas uma profissional exemplar como Bailey virar uma menininha abestada, a ponto de ser alfinetada pela Hahn foi de chorar!
    A exceção boa do episódio foi Lexie, neste ponto concordo com você. O desabafo dela foi o ponto alto do episódio e realmente provou que é um ponto que pode render mais na narrativa da série. Mas só pra variar, gostaria que alguma coisa desse certo pra Meredith e que ela largasse de ser uma adolescente indecisa. Essa lenga-lenga com o McDreamy já rendeu o que podia também! =S

  4. Paula

    Assim como a Thais, acho que o roteirista forçou BEM a barra. Por qual motivo TODOS os personagens tinham que fazer analogias entre adultos/adolescentes, escola/trabalho, etc e tal? Muitas dessas analogias foram sem pé nem cabeça, e vieram de personagens que não diriam isso (caso o roteiro tivesse sido bem escrito). Eu gostei do episódio, e com certeza estou gostando mais dessa temporada do que da temporada passada. Mas forçaram o assunto “high school” no roteiro, forçaram até demais.

  5. Mica

    Eu sempre gostei de Derek/Meredith, mas pela primeira vez encontrei alguém com quem eu gostaria também de ver o Derek. Acho que a Rose combina muito bem com ele e seria capaz de fazê-lo perder aquele ar tristonho que a Meredith inevitavelmente traz ao Derek.
    Aliás, de onde a atriz que faz a Rose é conhecida?

    Gostei do episódio, apesar de me irritar um pouco a atitude abobalhada da Miranda com o ex-colega de colégio. Embora entenda os motivos, era um pouco irritante, principalmente levando em consideração o tipo de pessoa que ela é dentro do hospital.
    Outra coisa que achei o FIM foi a Lexis brigar com o Alex por contar à Meredith. O coitado tentou procurá-la, mas ela é que deu um chega para lá nele. Ele fez o óbvio: chamou a outra parente mais próxima do paciente. Azar o da Lexis por sequer ouvi-lo quando ele veio procurá-la.

    E sim, melhores amigos podem ser amantes, mas o caso da Lizzie com o George era de matar. Principalmente porque foi estranho desde o início a paixão repentina dos dois. Acho que ambos confundiram tudo e por isso a sensação estranha de perda de amizade quando resolveram ficar juntos.

  6. Anabele

    Adoro esta série, mas tem um pequeno problema, não sei o que está acontecendo pois no final desta quarta temporada não tenho entendido nada, pois não está mais dublado e nem botaram as legendas então como não sei nada de inglês fico sem entender nadinha, assito mas não entendo isso é mal.

  7. everton

    Acabei de ver o episódio meio atrasado… Mas tenho que discordar um pouco de voce.. a Miranda pagando de teenager foi a pior coisa do episódio, era um das poucsas pesonagens que eu considerava coerente na série (junto com Addison e Alex.. e a cena que voce diz que ela merecia o Emmy, tive a mesma sensação que o Derek.. de rir dela é patético uma mulher tão resolvida quebrar assim por uma paixonite da adolescencia…

    Único ponto que concordo e acho um absurdo, é ninguém notar que a Cristina esta sendo desperdiçada, acredito que por ser um hospita-escola os “professores” tenham que buscar o melhor dos alunos e incentivar aquilo que eles tem de bom… A Cristina deveria por as cartas na mesa tipo: eu pego a cardio ou saio.. tenho certeza que não pensariam duas vezes.. até o George o Chief quis que ficasse…

    E pra complementar, apesar dos problemas serem o mesmos de quando tinhamos 15 anos, as soluções são diferentes… e esse não é o caso do Seattle Grace…

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