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Review: Glee – The Power of Madonna

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Glee - The Power of Madonna

Série: Glee
Episódio: The Power of Madonna
Temporada:
Número do Episódio: 15
Data de Exibição nos EUA: 20/4/2010

Para a filosofia de Platão do Mundo Grego, uma obra de arte tem vida somente por meio de um processo de imitar a realidade. A identificação da arte como imitação de objetos reais conferia a ela o aspecto da imperfeição. Para Glee, a lógica platônica dá lugar a um pensamento menos purista: a perfeição pode, sim, ser alcançada como reflexo da realidade. Em The Power of Madonna, os losers brincam de fingir ser Madonna por um dia. E ao tentar simplesmente se divertir, eles conseguem muito mais do que isso.

No segundo episódio da segunda parte da primeira temporada, Glee manteve-se como a série mais vista no concorrido horário da noite de terça-feira da televisão norte-americana. O número de espectadores foi praticamente o mesmo do episódio anterior. Isso significa o dobro da audiência dos 13 primeiros episódios exibidos em 2009. Isso também significa que, além de toda a hypezação, existe um material que tem sido feito de uma maneira redonda e bem fechada, com qualidade e, principalmente, com um motivo para sua existência.

Como não poderia deixar de ser, quem traz o ícone da música para dentro do colégio é a controversa vilã, que todo mundo adora, Sue Sylvester. Tal qual Madonna nos anos 80 e no início dos anos 90, Sue dá ao público o gostoso sentimento e o necessário espaço para brincar com o politicamente incorreto e o civilizadamente não usável. Peitos cônicos, frases provocantes, postura independente e sem medo, movimentos sexuais. Se Madonna fez isso brilhantemente em sua carreira, dentro do colégio de Glee a responsável é Sue, que, de uma maneira muito bem construída e lúdica, bem ao gosto da série, presenteia o público com a performance icônica de “Vogue”. E, numa brincadeira de um seriado de TV, a série conseguiu transformar uma referência da cultura pop, que é “Vogue”, em uma nova referência revisada, mastigada e acessível ao novo mundo.

Glee - The Power of Madonna

A mensagem aqui é clara: meninos, as meninas são mais do que o que vocês acham. “Come on, Girls” – puxa Rachel em “Express Yourself” só para dar o gostinho. Daí para frente, foi uma sequência de performances inteligentes, pertinentes e, ainda bem, não randômicas. Foi especialmente interessante perceber a destreza dos roteiristas para encaixar somente as músicas que realmente conversavam com a trama. Foi assim com a polêmica “Like a Virgin”, com o mash-up de “Borderline/Open Your Heart” e com a sensível “What it Feels Like for a Girl”, síntese da razão de existir deste episódio dentro do conjunto de Glee. É louvável não ter havido o compremetimento da trama por conta dessa loucura musical que tomou conta das expectativas de milhões de pessoas no mundo.

Se antes Glee tateava seu espaço dentro da cultura pop por meio de referências, após The Power of Madonna a série criou sua própria fonte abastecedora dessa cultura de forma ativa, deixando de usar tais referências e tornando-se ela mesma uma. Diferentemente daquilo em que Platão acreditava, Glee construiu um material audiovisual em cima de uma imitação que, nem de longe, possui resquícios da imperfeição.

Séries citadas:

17 Comments

  1. anderson

    Episódio divisor de águas da série.
    Espero q mantenha o nível assim. Passou de um simples “hit” para alcançar o nível de série bem sucedida.

  2. Leonardo Toma

    Gostei mais das versões de Glee do que as próprias músicas da Madonna (tenho certeza que alguém quando ler isso vai pensar: “affe”). Mas é minha humilde opinião. Tenho conciência do ícone que ela é, de tudo que ela representa e respeito tudo o que ela fez pelas mulheres, mas as músicas… not my cup of tea.

    Bom, em relação ao episódio: gostei do fato de que finalmente retomaram a relação entre Artie e Tina. Uma coisa que eu também reparei, o tempo de tela para o elenco foi bem divido entre todo o ensemble. Isso sempre é bom.

    Segundo número musical favorito até agora na série (primeiro com “Don’t Stop Believin'”): “Like a Prayer”.

  3. Roseana

    Nossa me emocionei com o a Rachel, o Kurt e a Mercedes cantando Like a prayer!!

    A parte do Kurt ficou simplesmente perfeita!

    Concordo com vc Leonardo, essa performance também ficou em segundo lugar pra mim, nada bate a Rachel no final do episódio 13 cantando “don´t stop believing”.

  4. Junior Martins

    Muita gente disse que Madonna é insuperável, que ninguém vai fazer nada melhor que ela mesma fez com suas músicas, mas essa galera não entende que a proposta de Glee não foi fazer algo melhor que a cantora, mas sim prestar uma homenagem a ela. Outra coisa também importante de se reforçar é que uma coisa que Glee fez e que talvez Madonna não consiga é atingir a galerinha nova que está vindo aí. Por Glee chegar à molecadinha, toda a bagagem de Madonna foi despejada de forma muito respeitosa e interessante. Por isso achei o episódio fantástico e chega de falar que o original é melhor, que ninguém é melhor que Madonna e coisas típicas de fãs cegos que não sabem reconhecer uma homenagem ao artista.

  5. Tom

    Nao sei se eh exagero meu, mas acho a voz do Artie a melhor dos homens, pena que soh cantou duas vezes… a Tina tb canta mto e soh ouvi ela cantar sozinha duas vezes… Espero que soh cantem os dois um dia p/ ver como q fica…

  6. Aline

    Ok, diva pop devidamente homenageada. Mas agora quero ver The Power of Michael Jackson!

  7. Paullo kidmann

    Perfeito…Glee ta só superando as espectativas…
    !!
    xoxo

  8. Bernardo SA

    Ok, diva pop devidamente homenageada. Mas agora quero ver The Power of Michael Jackson! [2]

    O Artie era cantor de boy band (= tem experiência na área).

  9. Mica

    Eu esperava bem mais do episódio. Na verdade, a forma como tudo foi construído em volta das músicas (e não o inverso) foi um pouco irritante. Eu adoro a Madonna, mas espero que não tenhamos mais episódios temáticos. Sei lá, acho mais legal quando tem músicas de cantores diversos, flui melhor.
    Mesmo assim, algumas coisas foram perfeitas no episódio: Vogue (embora o motivo de terem feito o vídeo foi tosco, o vídeo em si foi muito, muito bom), Like a Virgen (aquelas camisolas lilás…socorro!!! mas adorei os seis cantando, e descobri que a Santana tem uma voz bonita, poderosa, meio grave, bem legal) e é claro, Like a Prayer. Sem dúvida a apresentação final foi uma das mais bonitas da série até agora.
    E cada dia me apaixono mais por Jesse. O cara não é bonito, mas tem uma presença contagiante. Adorei todas as cenas dele. Tudo bem que ele veio para destruir o New Directions (ou a Rachel, ou sei lá…não li spoilers), mas a química entre ele e Rachel é inegável. Colocou as cenas dela com o Finn (ou mesmo com o Puck, que eu adorava) no chinelo.
    Por ora o que eu quero mesmo é ouvir o outro asiático e o rapaz negro falando e cantando. Eles não só só decoração, poxa!

  10. Bruno Costa

    o episodio foi bem desenvolvido, mas foi irritante a todo momento a Madonna ser citada praticamente em todos os dialogos!! n precisava tanto

  11. Flavio Batista

    Episodio fantastico. A(s) cena(s) de Like a virgin.
    Gostei de saber q a Tina e o Artie estao namorando e tb acho q o Artie é o melhor cantor…

  12. Bruno

    Adorei a Santana cantando em Like a virgin!!! Mas realmente, não dá pra negar que o Kurt e a Mercedes são os melhores….. Em like a prayer e 4 minutes foram perfeitos

    Like a prayer disputa as apresentações mais legais com Somebody to love, Jump, Imagine e Beautiful

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