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Review: Fringe – The Bishop Revival

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Fringe - The Bishop Revival

Série: Fringe
Episódio: The Bishop Revival
Temporada:
Número do Episódio: 34 (2×14)
Data de Exibição nos EUA: 28/1/2010
Data de Exibição no Brasil: 23/3/2010
Emissora no Brasil: Warner

Sempre critico os roteiristas quando o foco principal da temporada é relegado a segundo plano. Com Fringe tem sido diferente porque a qualidade dos episódios tem sido tão boa que supera qualquer intenção de crítica. The Bishop Revival foi o melhor episódio da temporada até o momento. Mais uma vez souberam dosar realidade e fantasia na medida certa.

O episódio começa com uma cena de um casamento judaico. Num dado momento, a matriarca da família, Eva Staller, sobrevivente de um campo de concentração, teve a impressão de que conhecia um dos convidados. Mais uma olhada e veio a certeza. Desesperada ela dizia que conhecia aquele homem e começou a passar mal. Várias pessoas no salão também apresentaram o mesmo sintoma, uma sensação de asfixia.

Olivia, Peter e Walter chegaram ao local para investigar mais esse mistério. O saldo era de 14 mortos, mas, o noivo, que era asmático, ainda agonizava e morreu diante de Peter e Olivia. Saberíamos depois que a bombinha contra asma retardou sua morte. A primeira peça desse quebra-cabeça foi detectada por Peter. As velas acesas no salão eram perfumadas, tinham aroma de jasmim. Entretanto, uma delas tinha um cheiro diferente, canela. Outro detalhe intrigante: todos os mortos eram descendentes de Eva Staller. Walter inferiu que se tratava de uma arma biológica. Um fragmento da vela foi analisada e detectaram a presença de Cianeto de Hidrogênio.

Interessante foi ver Walter lembrar o nome do carrasco nazista Josef Mengele que viveu escondido no Brasil até a morte. Esse sanguinário médico era obcecado pela purificação da raça ariana e realizava bizarras experiências usando judeus, ciganos e outras etnias como cobaias. Enquanto Walter pesquisava, o estranho nazista atacava mais uma vez. Ele dissolveu a toxina em uma xícara de chá e matou nove pessoas numa lanchonete.

A representação gráfica da molécula da toxina, mostrou que o cientista deixou sua assinatura no invento: um cavalo-marinho (também um dos griffs da série). Essa constatação remeteu a mais uma revelação: a toxina havia sido desenvolvida pelo pai de Walter, Dr. Robert Bishop. Walter correu desesperado para procurar os livros do pai que versavam sobre o assunto, mas Peter confessou que havia vendido todos os exemplares. A Walter ele disse que vendeu porque precisou de dinheiro. Entretanto, ele confessou a Olivia que vendeu os livros porque estava revoltado com o pai.

Usando células epiteliais colhidas na xícara de chá usada pelo nazista, Walter identificou o DNA do criminoso. Mas, estranhamente, o resultado revelou se tratar de uma pessoa de mais de cem anos. Walter achou que cometeu um erro durante a identificação. A presença de trióxido de crômio na toxina possibilitou a identificação de um suspeito. Por ser um produto altamente controlado, existia identificação dos compradores. O FBI chegou à casa do nazista que conseguiu fugir. Antes de sair ele deixou evaporando uma toxina feita com o DNA do Walter. O Dr. Bishop quase morreu asfixiado. Foi salvo pela ação rápida de Peter e Olivia.

A invasão da casa do nazista possibilitou a descoberta do seu próximo alvo: um ataque a Conferência Anual de Tolerância Global. O nazista assumiu a identidade de um funcionário do bufet que trabalharia na Conferência. A toxina foi adicionada nos potinhos dos aquecedores da comida. O FBI dirigiu-se ao local. Walter, que ainda estava na casa do nazista, entrou no laboratório dele para pegar seu casaco e teve uma ideia. Usando o DNA do nazista, desenvolveu um toxina que afetaria só a ele. Na Conferência, Peter impediu a disseminação da toxina mas gritos foram ouvidos. Era o nazista morrendo afetado pela toxina que Walter soltou no ar.

Fringe - The Bishop Revival

Mais do episódio:

* Walter não errou na identificação do nazista. A foto exibida no final do episódio mostrou que o criminoso era amigo do Dr. Robert Bishop. Duas hipóteses: ele era um viajante interdimensional ou um cientista que descobriu a fórmula da longevidade.

* * *

Texto publicado originalmente no weblog Post Séries.

Séries citadas:

5 Comments

  1. Claudemir

    Que série excepcional é “FRINGE”!!!!! Todos os episódios desta segunda remporada estão sensacionais, não dá pra destacar nenhum. Grande série, perfeita em tudo, até mesmo na protagonista, a atriz Anna Torv, já está sendo possível assimilar a sua perfeita canastrice.

  2. douglas

    eu detestava fringe e só vi um episódio pq n tinha simplesmente nada pra assistir. e num eh q a serie me viciou?? otima série e walter eh fantastico… “olivia” sempre melhorando suas interpretãções…fantastica serie!!!

  3. Thiago FLS

    Posso ter criticado bastante a primeira metade da segunda temporada, mas devo admitir que todos episódios desde “The Bishop Revival” vêm sendo excelentes. Até mesmo as histórias do tipo “bandido da semana” retomaram a qualidade da primeira temporada.

  4. mazinha

    Fringe é uma série que me conquistou, justamente por este misto de ficção e realidade, confesso que os episódios da 1ª temporada foram mais intrigantes, porém na metade da segunda temporada pra cá a série ficou ainda melhor, e graças a Deus conseguiu sair da “sombra” de Arquivo X, (ainda me irrito quando vejo alguém compara-las) torço para que a 3ª temporada consiga recuperar a audiência perdida e garantir “vida longa” a série. (Espero mesmo que FOX americana tire Fringe da 5ª feira aff.

  5. Bruno

    Realmente Walter rouba a cena, mas espero que os roteiristas tomem cuidado para não causar super-exposição do personagem e esquecer o resto, como fizeram em Dr. House.

    Nos recentes episódios todo mundo virou coadjuvante do dr. doido, após a morte de Francis esqueceram a outra agente, a dos escritos da Biblia (talvez tiveram receio de mecher com este assunto), Broyle agora vai a campo toda vez, nem parece chefe de divisão.

    Não dá mais para comparar com X Files, realmente, Fringe está se tornando diferente, mas não necessariamente melhor, pois a mitologia não está bem dosada com relação aos casos da semana.

    Foi isto que acabou precocemente com Star Trek Voyager, não se tinham arcos, apenas episódios isolados nas temporadas finais, culminando com o cancelamento.

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