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Review: Fringe – Jacksonville

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Fringe - Jacksonville

Série: Fringe
Episódio: Jacksonville
Temporada:
Número do Episódio: 35 (2×15)
Data de Exibição nos EUA: 4/2/2010
Data de Exibição no Brasil: 6/4/2010
Emissora no Brasil: Warner

Esse foi o episódio mais perturbador da série. Uma história que começou com imagens bizarras culminou num ótimo episódio sintonizado com o eixo central da trama. Ashley Miller e Zack Stentz, os roteiristas, acertaram em cheio.

A abertura mostrou uma cena semelhante a um terremoto em um edifício em Nova York, que teve, obviamente, um desfecho inusitado. Ted Pratchet sobreviveu ao desabamento, mas, estranhamente, teve seu corpo metamorfizado transformando-se num ser disforme com múltiplos membros fora do local normal.

Logo no inicio das investigações, o FBI descobriu Pratchet ainda com vida e em processo de transformação. Walter, Olivia e Peter presenciaram o surgimento de um rosto no tórax do pobre homem. A primeira tese levantada pelo onisciente Walter baseava-se numa analogia com a Tectônica de Placas. Segundo ele, o fenômeno ocorrido no prédio em Nova York foi o choque entre duas dimensões, assim como ocorre com as placas tectônicas.

A primeira peça real desse quebra-cabeças veio com uma lembrança de Olivia. Segundo ela, Willian Bell alertou que Thomas Newton tentaria abrir uma passagem interdimensional. Mais tarde, vasculhando fotos dos arredores da cena do fenômeno, ficou comprovada a presença de Newton no local. No laboratório, depois de ver uma miniatura de carro mostrada por Astrid, Walter tem um insight. Lembrou-se de uma experiência vivida em 1986 em que um automóvel foi teleportado entre duas dimensões. Baseado nessa experiência, Walter fez uma revelação: quando um objeto é trazido de outra dimensão, minutos depois, outro objeto de mesma massa e volume é levado para ocupar o lugar do objeto teleportado. Ou seja, se um prédio foi trazido, outro seria levado.

Outra revelação do Walter colocou Olivia frente a frente com o seu passado. Segundo ele, minutos antes do objeto ser teletransportado, um brilho imenso detecta o início do fenômeno. A única pessoa que poderia perceber esse brilho era Olivia, treinada para esse oficio nas experiências passadas com Walter e Willian Bell. Começou, então, uma corrida contra o relógio. Walter sugeriu e Olivia aceitou passar, de novo, pela experiência a base de “Cortexiphan”, mesma droga usada nela vinte e seis anos atrás. O resultado acabou não sendo satisfatório porque, segundo Walter, por ser adulta, Olivia não tinha os medos da infância. Esse detalhe era determinante para o êxito da experiência.

Decepcionada, Olivia abriu o coração para Peter. Em um momento de carência, ela estava prestes a se entregar ao filho do Dr. Bishop quando confessou estar sentindo medo. Era o detalhe que faltava para que ela identificasse o brilho do prédio que sumiria. Olivia saiu de carro observando a cidade e passando as informações, em tempo real, para o FBI. Depois de alguns minutos, o brilho foi identificado noo Hotel Brayson Place. Broyles ordenou a evacuação e ninguém se feriu.

Fringe - Jacksonville

Esse perturbador episódio, teve ainda, uma cena intrigante. Depois da nova experiência com cortexiphan, Olivia readquiriu sua habilidade de enxergar além do normal. Ao reencontrar Peter na casa de Walter, ela enxergou a imagem dele como um holograma mal projetado. O grande segredo de Walter – que ressuscitou Peter numa dimensão depois que ele morreu noutra – foi descoberto por Olivia. A trama, agora, ganha um novo enfoque, e começa a preparar o terreno para a season finale. Ótimo episódio!

* * *

Texto publicado originalmente no weblog Post Séries.

Séries citadas:

3 Comments

  1. mazinha

    Sem dúvida o melhor episódio…e deixou a gente com aquele gostinho de ver um beijo entre a Olivia e o Peter…e a revelação de que o Peter não é desse mundo pra mim foi o melhor…os roteristas estão acertando a mão..

  2. Bruno

    Falhas, muitas falhas: se o brilho acontece ANTES do objeto ser teletransportado, por que Peter brilharia?

    O móbile lá em Jacksonville, estava com o brilho, ela não notou? Ou foi erro de produção?

    E por que fazer isso com Olivia se já tinham a outra loira (ex-namorada de Walter) que conseguia enxergar objetos do outro lado?

    Sem contar ir de uma ponta a outra dos EUA (da Californica até Nova Iorque) a tempo do começo dos tremores/antes do desaparecimento do prédio.

    E por que Broyle pediria ajuda a Massive Dynamics ao invés de usar o centro de detecção de terremotos do próprio governo?

    No quesito mistérios, quem trombou com Olivia e derrubou os óculos?

    Anna Torv realmente é uma atriz muito sem expressão, não imagino como conseguiu esse papel.

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