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Review: Friday Night Lights – A Sort of Homecoming

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Friday Night Lights - A Sort of Homecoming

Série: Friday Night Lights
Episódio: A Sort of Homecoming
Temporada:
Número do Episódio: 54 (4×04)
Data de Exibição nos EUA: 18/11/2009
Data de Exibição no Brasil: 23/7/2010
Emissora no Brasil: AXN

Ainda me surpreende o fato dessa série continuar me surpreendendo. Acompanho Friday Night Lights desde o seu início e confesso que ela tem mudado a minha maneira de pensar em relação a certos assuntos. A Sort of Homecoming tinha tudo para ser um episódio “normal”, sem reviravoltas. Primeiro porque ele não tinha exatamente uma grande trama. Entretanto, os roteiristas souberam criar um drama em cima de uma estória que foi tratada na primeira temporada, sofrendo o seu clímax aqui neste momento. A série não precisou nos dizer muita coisa quando os oficiais do Exército bateram à porta de Lorraine Saracen. O áudio foi cortado e já sabíamos que alguma coisa tinha acontecido com o pai de Matt. Na guerra, se luta pela sobrevivência. É matar ou morrer. Ele morreu fazendo aquilo que gostava, apesar de ter tentado voltar a Dillon e viver uma vida normal. Até tentou vender carros na Buddy Motors, mas não deu certo. É difícil restabelecer uma vida dessa maneira quando se fica tanto tempo convivendo com o perigo. Mas e agora? Como será que Matt irá encarar mais este problema? Como ele irá cuidar de si mesmo e também da sua avó tendo esta tragédia tão em evidência?

Enquanto eu assistia ao episódio, fui pensando naquilo que eu iria escrever nesta resenha. Primeiro, eu estava prestes a começar com o assunto “principal” do episódio, que seria exatamente o “homecoming”, se não fosse o que aconteceu com o pai de Matt. De qualquer maneira, Eric Taylor fez o famoso “esquenta”, para integrar os novos jogadores com os antigos. Para isso, ele chamou os Lions que foram campeões em 83. O famoso churrasco seguiu com empolgação, principalmente para impulsionar estes novos jogadores de que existe, sim, uma possibilidade de reverter o jogo. O objetivo do treinador foi mexer com a emoção dos seus atletas, para que eles sintam e possam se espelhar nestes jogadores, nas estórias que eles possuem com este time (mesmo aqueles que tentam dar as costas para isso). E Eric está contando muito com a ajuda de Buddy, diga-se de passagem. Este resolveu não ser mais um “panther” pela forma com os empresários estão conduzindo a sua equipe. No Texas, existe mesmo esta tradição e tenho percebido isso nas transmissões da NFL dos canais ESPN. Além disso, foi importante Tim e Matt, quando estes saíram para caçar, relembrarem a velha frase “Texas Forever”, pois isso é algo que nos remete diretamente para as primeiras temporadas.

Se vimos Matt e Tim retomando a amizade da época em que estiveram jogando, basta dizer que neste episódio Tami e Eric deram mais um exemplo de cumplicidade. Enquanto ela vem recebendo duras críticas por ter transferido Cafferty para o outro colégio, os dois continuam trabalhando juntos, como uma equipe pronta para enfrentar todas estas tempestades. Por mais que a situação tenha se tornado difícil e complicada, Tami sabe que o seu marido também precisa de apoio e suporte para enfrentar estes desafios que ele possui para treinar a equipe, seja por problemas financeiros ou até mesmo para acalmar os ânimos dos jogadores. Mas, quem ajuda Tami a enfrentar os seus próprios problemas? Por exemplo: ela queria atualizar a biblioteca da escola, mas agora acabou a verba pois todos estão realmente chateados com a sua decisão de transferir um dos melhores jogadores para a equipe rival. E o que fazer neste caso? Pelo jeito, absolutamente nada. Apenas torcer para que esta situação logo acabe, mas as críticas irão continuar e muita gente já fala em demissão. Eu acho que tenho uma resposta para a maneira como Tami consegue enfrentar os seus problemas: família. Friday Night Lights ao longo destas quatro temporadas, mostrou de maneira eficaz a importância de você ter uma família, pois ela é a base e o sustento para tudo aquilo que possa acontecer, boas ou más. Até agora, ainda não vi um episódio que não fosse realmente muito bom. Os roteiristas continuam caprichando nas estórias, nos momentos de tensão e nos momentos de pura dramaticidade.

Friday Night Lights - A Sort of Homecoming

Foi assim quando Lorraine recebeu a notícia de que o seu filho tinha morrido, e também quando Matt descobriu, por meio da sua namorada, que o seu pai havia sido assassinado. Tem se tornado repetitivo, mas Friday Night Lights é realmente um drama adulto. As discussões pelas quais Matt e Julie estão passando, por exemplo, dela decidindo a faculdade onde vai estudar e ele permanecendo em Dillon somente por sua causa, é um tema que já foi muito tratado em outras séries. Porém, em Friday Night Lights parece ser diferente. Ela faz com que o espectador enxergue de uma outra maneira o que parece ser comum. Com isso, ficamos ansiosos por saber o que vai acontecer daqui pra frente. Como será a vida de Matt depois da morte do seu pai? Tudo bem, ele nunca esteve presente, mas ainda é o seu pai. Enquanto isso, Eric procura achar uma maneira de dar vida ao seu time, ao mesmo tempo em que precisa arrumar investidores. Friday Night Lights é uma série completa, na minha opinião. É um daqueles seriados que te faz esperar com ansiedade pelo próximo capítulo. E é exatamente assim que estou, esperando aniosamente o que virá na sequência.

* * *

Adaptado de texto publicado originalmente no weblog Sob a Minha Lente.

Séries citadas:

6 Comments

  1. Flávia

    Estou ansiosa pelo capítulo de amanhã, todo focado no Saracen. Dizem que o Zach Gilford dá um show.
    Eu só acho que a Tami está passando um pouco dos limites… Mandar o jogador para o Lyons? Está certíssima, já que é na East Dillon que ele deve estudar, por conta do lugar em que ele mora. Mas preparar jantar para os antigos Lyons e ir à festa deles vestida de vermelho, cor dos Lyons? Não sei… Ela é diretora da escola onde jogam os Panthers. Ela poderia apoiar o marido e todas as suas iniciativas, inclusive o jantar e a festa, sem se expor dessa forma.

  2. Matheus

    Eu já assisti a esta temporada toda, sou fã incondicional de Friday Night Lights, e só posso dizer que o próximo episódio é o melhor de toda a temporada. Zach Gilford realmente dá um show de interpretação.

  3. Paulo Serpa Antunes

    O que eu amei no episódio é que o discurso do pastor/lion é bem como discurso de pastor. Ele não diz nada, não diz coisa com coisa. Mas ainda assim é cativante porque naquele momento nasce ali um sentimento de comunidade em torno dos jogadores e daquela escola.
    É maravilhoso como em torno do banal, brota emoção.
    Esta festa do Lions é um dos grandes momentos da série.

  4. Flávia

    O legal é que essa série fez a gente passar três temporadas torcendo pelos Panthers e conseguiu, sem pesar a mão, fazer todo mundo virar casa e torcer pelos Lyons… Não dizem que um time é o reflexo de seu treinador? Pois é…

  5. Chelsea

    Gente, eu amei o episódio!
    E, as três histórias apresentadas renderam ótimos resultados: núcleo Taylor e os ex East Dillon, East Dillon na cadeia e Matt e Tim cacando. Por tópicos:

    1 – A ideia do Homecoming foi fantástica! E, a cada semana eu mais me surpreendo com Buddy, que está se tornando um personagem mais central (antes ele aparecia mais por ser pai da Lyla e por ser um dos Boosters) e se mostra extremamente Buddy! Essa foi a parte do Coach. Temos ainda Tami sofrendo a pressao por ter tirado o Luke dos Panthers (OBS.: Nao existe outra rádio em Dillon nao? Po, se ela ta cansada de ouvir críticas, muda a estacao), que mostra o quao forte essa mulher é, mas ainda assim é frágil (ela pedindo chocolate foi demais). Por fim, Jules no bar gay; foi aí que FNL mostrou sua maior qualidade: qualquer outra série teen teria se aproveitado e colocado um beijo gay pra aumentar a audiencia. Mas FNL nao precisa disso, por isso é tao diferenciada (e eu nem considero teen).

    2 – Luke e Vince na cadeia, o que serviu pro Coach mostrar o lado “paizao” dele com seus jogadores. Talvez, agora, depois dessa estadia de algumas horas e a longa caminhada que fizeram, os dois se acertem.

    3 – A cacada de Tim e Matt: No início do episódio, quando o Tim apareceu com as armas, eu pensei: ih, já era, vai ser um filler extremamente nada (apesar de que, quando juntam Tim e Billy pelo menos dá pra rir). Quando Matt se convidou pra ir junto, eu pensei de novo: ih, agora vai ter um filler inútil pros dois(Tá, Riggins nunca é inútil, nao pra mim). Mas, depois dos tiros desastrados do Matt, aquela conversa em volta da fogueira, com direito a “Texas Forever” valeu quase que pelo episódio todo! E, nessa hora, caiu a ficha: Meu Deus, Jason e Smash já se foram! Logo será Matt, e nao teremos mais essas conversas. Eu juro, quase chorei de lembrar isso. E, pra ser a cereja do bolo, quando Matt retorna da cacada, descobre que seu pai morreu.
    Eu já vi a temporada toda, mas nao dá pra nao se emocionar ao lembrar o próximo episódio. A melhor atuacao de Zach Gilford na série, com certeza. Pena o Emmy nao ter achado isso.

    PS.: Uma coisa extremamente engracada: Tim é um galinha, todos sabemos disso. Ele nao perdoa mulher nenhuma. Mas, com a cantora ele nao quer nada, e tem uma relacao extremamente de amizade (até pena), sem segundas intencoes; e, a cada dia que passa, a menina tá apaixonada por ele e ele nem percebe (se percebe, ignora). A cena dela extremamente nervosa escolhendo o vestido foi o que mais mostrou isso, ele ajudando ela a escolher e, quando ela se desesperou, ele a acalmou. Agora quero ver no que a história vai dar.

  6. Vinicius Silva

    @Paulo Antunes

    É, eu concordo exatamente com isso que você disse. Achei impressionante porque isso encaixou muito bem naquela história. Um dos pontos altos, com certeza.

    @Matheus

    O próximo episódio é o melhor que eu vi de toda a fall season, sem sombra de dúvidas

    ps: e os comentários da Chelsea são extremamente engraçados ahahahah O Tim é um galinha, né? hahaha

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