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Review: ER – One for the Road

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Cena de ER
Série: ER
Episódio: One for the Road
Temporada: 11ª
Número do Episódio: 225
Data de Exibição nos EUA: 23/9/2004
Data de Exibição no Brasil: 4/11/2004
Emissora no Brasil: Warner

É o meu primeiro comentário de episódio no site, e com certeza vou errar a mão até lá. Então… desculpem-me qualquer arreta ^^

Antes de tudo, devo dizer que sou um grande… imenso fã de ER. Chego a ser lunático quanto a isso. Assisti a todos os episódios da série, assisto desde 94, quando passava na globo com o nome de Plantão Médico. Adorava as tomadas longas de quase 3 minutos. O roteiro frenético, a liderança de Mark, as palhaçadas de Carter, a gata da Susan, o vai-e-vem de Doug e Carol, além do anti-social Benton. Por anos, assistia à um episódio desta série com o maior prazer. Sabia que iria me surpreender, porque ela era demais! Mas de uns anos pra cá, especificamente com a saída de Anthony Edward (Dr. Mark Green), fico me perguntando: o que diabos aconteceu?!?

É impossivel fazer uma revisão de One for the Road sem falar dos dois últimos anos da série (9ª e 10ªtemps). Quando Mark Greene morreu – a melhor e mais triste saída de um personagem de todos os tempos – a série teve que se renovar. Mark deixou de ser lider, e agora, Carter passaria a “set the tone” no ER. Bem, logo após Mark morrer num Havaí, um virus mortal fechou o PS, Romano perdeu o braço… bem, uma série de eventos “forçados” aconteceram na série. Devo dizer que achei muito boa a nona temporada, só que apenas até The First Snowfall – escrito e dirigido por Jack Orman, ex-produtor de série que merece um capitulo a parte – quando Elizabeth Corday se abre com um homem, sobre a saudade que sente de Mark. Aí a série desanda.

A medicina é quase deixada de lado, e o PS vira um coadjuvante. Mesmo com uma desnecessária reforma do County, deixando-o com maior capacidade de receber pacientes, os casos médicos e traumáticos sumiram. A série virou uma novela, com o romance entre Carter e Abby. Não me entendam mal, eu sou “Carby”, mas que este romance encheu, encheu sim. Continuando numa série de situações forçadas, Carter e Kovac viram heróis na África, um helicoptéro cai em cima de Romano (?!?!?!?), Gallant morre na guerra do Iraque, as doces enfermeiras de antes são trocadas por uma inúteis, o papel de Elizabeth caiu, Alex e Sam roubaram a cena demais, a pior e mais inapropriada de todos os tempos é criada – Makemba – e Pratt e Deb ficaram insupórtaveis. Mesmo assim, estes insuportáveis ficam com o “glorioso” gancho, para a abertura da temporada da série das séries. Mas…

Por que diabos colocaram os dois como o gancho da série? Alguém realmente se importa com eles? A série ER ficou por quase dois blocos, mostrando o resgate de Greg, Deb e Elgin, num carro afundando no rio de Chicago. Foi legal? Teve um pouco de suspense? Sim, foi muito bom. Infelizmente, foi até a melhor parte do episódio, que foi de resto, desastroso. Irritante Samantha arrastando o filho para fugir de seu ex, e também de Kovac, botando na cabeça das telespectadoras “pq essa loira burra não fica com o Goran? Eu fico!”. E Morris? Pelo amor de Deus… Neela não ficou no County, mas ele sim? Dave Malucci foi demitido por muito menos o
que este idiota vem fazendo. Kovac ficou nulo no episódio inteiro. Só correu feito um louco pra tentar ficar com Sam. E conseguiu, rápido demais. Alguém aí também achou rápido e “mágico” demais a decisão dos Lopez, de que Kerry poderia ficar com Henry? Aonde diabos ficou aquele ódio que todos tinham de Weaver?

Uma coisa que poderia servir bem neste episódio, seria um glorioso primeiro turno para a doutora Lockhart. Mas que nada. Foi tão… tão sem sal, sem graça. Carol Hathaway desistiu de prestar medicina, mas Abby foi até o fim… pra isso? Ela era melhor como uma enfermeira. Agora será apenas mais uma residente. Apenas mais uma mesmo, porque agora teremos uma avalanche de med-students e residentes, fazendo com que não se dê pra explorar um personagem por mais de um minuto. Na primeira temporada da série, tinhamos nomes nos créditos. Agora é uma verdadeira avalanche de personagens, que excetuando a Dra. Lewis – que voltou após ausência de 5 anos – apenas Carter ficou no PS. E… não foi bem John Carter que ficou no PS. Eu não conheço este cara de agora.

Sei que as pessoas evoluem e mudam. Mas Carter ficou tão… ficcional. Ele é o médico mais rico do mundo, largou o que seria o amor de sua vida via carta, ficou por quase seis meses com o mais insuportável “romances” de todos os tempos. Ele e Makemba simplesmente não encaixaram. O erro foi os escritores simplesmente fazerem um romance tão singelo e simples como o contruído na nona temporada entre Carter e Abby acabar de repente, colocando uma personagem que é tão… feliz, perfeita e sorridente que só pode estar sobre efeito de drogas o tempo todo. Pelo menos o “romance” entre os dois, que desandou de maneira desnecessariamente trágica – um bebê nati-morto – já acabou neste episodio. Mas… o que diabos foi aquele cena? Para que mostrar as cinzas do bebê jogadas ao mar dois episódios depois dele morrer? E por que a blasfêmia de por uma das músicas mais lindas da trilha de ER – aquela melodia que acompanhou Mark em seus últimos dias – numa cena que ninguém liga, o desfecho de “Cartemba”?

Cena de ERUau… desci o sarrafo no episódio, não foi ^^? Bem, além de um resumo que fiz do epi – vá lá, só critiquei – eu deixei espaços pro meu desabafo. Eu não gosto de ER. Amo, idolatro. Só sou um cara realista: a série caiu demais. Os personagens cairam, a trama caiu, o PS caiu, a qualidade caiu… e claro, a audiência caiu. Nunca ficou tão “baixa” – é a maior da NBC, mas quase 2,5 vezes menor que sua primeira temporadada – e perde até para Without a Trace. E pra verem o quão fanático sou por ER, nem fiz questão de assitir Without a Trace, por ser concorrente de ER nos States.

Vou terminar logo, senão vão jogar ovos em mim. Mas antes, um pedido final: tentem se recordar de todos os seasons premiere da série, incluindo um episodio ao vivo… ou até mesmo Leave to Weaver, que passou nesta terça. Dá pra comparar com One of the Road?

Até a próxima quinta.

Séries citadas:

4 Comments

  1. Pingback: TeleSéries » TeleSéries 5 Anos: Recordar é viver! Parte 1

  2. Thiago Sampaio

    “O tempo passa… já são 3 anos nessa. Tô adorando.

    Meu texto cheio de emoticons como ‘^^ huahuahauh Eu admitia ser ‘Carby’ (o mundo dá voltas), tinha um tom mais saudosista do que o normal (mas essa era minha introdução no site, então tinha q falar da série, né?), criticava Makemba e ainda odiava Morris (que só passei a gostar durante a 12ªtemp).

    68 reviews de ER depois, ainda tô tentando tentando achar o tom. Não estou muito ansioso pro 14ª ano, mas estou ansioso pra voltar a escrever e falar sobre a série com todo mundo.

    E claro, o TS tbm mudou. Era pequeninho, com um formato bastante diferente… aí cresceu e virou o que vemos hoje. Ainda não é o final, até pq a evolução nunca termina. O site pode não ser ainda o ‘1ª colocado em ibope’ mas é líderes em qualidade.

    Um texto q nunca esqueço, dessa fase inicial do site, foi um spoilerzone do Beck, onde ele falava de uma série da Fox que se passaria numa prisão e usaria cenários parecidos com o da penitenciaria de ‘Um Sonho de Liberdade’. Anos depois, Prison Break está entre minhas preferidas.

    Visito o TS umas 10 vezes por dia. Espero poder fazer isso por muito, mas muito mais tempo.”

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