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Reviews

Review: ER – No Place to Hide (episódio 264)

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cena de No Place to Hide Série: ER
Episódio: No Place to Hide
Temporada: 12ª
Número do Episódio: 264
Data de Exibição nos EUA: 27/4/2006
Data de Exibição no Brasil: 18/5/2006
Emissora no Brasil: Warner

No segundo episódio da temporada roteirizado pela veterana Lydia Woodward, tivemos algo raro em ER, mesmo que ele tenha mais de 12 anos: longas cenas na madrugada do County. Se puxar pela memória, lembro-me do inicio de Carter’s Choice, onde um atrapalhado Carter inicia seu plantão às quatro da manhã. Legal que mesmo após tanto tempo, pequenas coisas aconteçam na série. E Clemente fez o lugar mudar. Vazio, escuro e aterrorizante (onde, pelas circunstâncias, Janey fez uma aparição fantasmagórica) a madrugada só fez aumentar a paranóia de Vic. Numa situação sem solução, basta apenas que seu caso piore. Não gostei nada do rumo que as coisas levaram mas se chegaram até aqui, que o arco de Clemente termine e suas participações não sejam mais necessárias… apesar das boas cenas em No Place To Hide.

O excesso de tempo na participação especial tira o tempo de outros personagens. Respondida a pergunta de um milhão de doláres (em outro episódio de Woodward), Weaver finalmente se vê livre das muletas. Mas numa cena pra lá de brochante… Apesar de escrito por uma veterana, esse momento foi dirigido por um estreante na série: Skip Suduth, o policial Sully da extinta Third Watch, dos mesmos produtores de ER. Suduth fez um trabalho competente, de verdade, mas a cena de Kerry andando pela primeira vez foi decepcionante. Certo que a personagem não gostaria que notassem uma mudança, mas um aceno de Lockhart não faria mal.

Quem faz mal é Stevie. Eu odeio esse personagem: não houve uma única vez em que sua participação trouxesse algo de bom. Dessa vez, ele vai… Não, muito cedo. Mas ele tá no County com apendicite, mais um motivo pra Clemente quebrar a cara. Não fosse Neela, teriamos um erro médico desse latino mais perdido que cego em tiroteio. Comparado ao último episódio, Rasgotra teve uma pequena participação e nem Ray deu entrada hoje no PS. Pena, agora que ‘tava ficando bom.

Como com Morris. Eu já disse uma coisa sobre os personagens de humor negro: você nunca o convidaria pra sua casa, mas não impede de adorar ele. Esse desregulado de caráter foi se despindo aos poucos do terno que procurava impressionar quem impulsionasse sua carreira, mas aparentemente ficará com menos roupa ainda depois dos amassos que trocou com a bitch da Albright. Esses personagens novatos estão encontrando seu nicho: grande parte da audiência já fica decepcionada quando eles não aparecem. Isso é bom, pois não ficamos restritos à Abby e Luka.

A participação do casal não foi relevante. Kovac teve pouquíssima interação com Stevie e Sam, enquanto que Lockhart fez o trabalho de escada pra Clemente e uma família num caso muito inconstante. Menininhas precoces estão uma coisa muito batida em ER e a maneira que tentam fazer drama dessas situações é irritante. Não foi dos melhores casos, mas entre alguns momentos chatos, deu pra se ter um bom desfecho. E desfecho mesmo, porque as histórias de Chicago param por aqui.

Enquanto isso, no Sudão, a produção do seriado continua retratando os problemas do continente africano. Eu não penso em comparar a parte final desse episódio com o fraquissimo Darfur, mas fazer uso de histórias na África cansou boa parte da audiência e isso não é bom pra uma série que vem tendo momentos cambaleantes. Mas numa semana bastante decisiva na sua história, ER saiu lucrando demais com as grades americanas! Não mudou de horário, deixará de enfrentar Without a Trace, o algoz Grey’s Anatomy não “veio pro pau” e apenas enfrentará estreantes que por enquando são dúvidas.

cena de No Place to Hide Mas mesmo fazendo o que muita gente não quer, sua teimosia trouxe bons momentos. Greg, arrogante mór, aprenderá do melhor jeito o que é ser um médico. Certo que foi muito forçada a sua ida pro Sudão mas isso trará plot pro mais fraco dos personagens nessa temporada, onde até Sam conseguiu superá-lo. Noah finalmente interpretou em cena com um ex-colega (as filmagens foram na África do Sul e deserto do Kalahari) e recebeu as novas do County. Susan se ferrou… ou Sherry Stringfield? Entendam como quiser. E Abby tá grávida de Luka. Banho de água fria nas Carbys? Alívio e redenção pras Lubys anti-Carter? Por um breve momento teve de tudo, até um janjaweed ter sua cabeça esmagada…

Na semana que vem, passado 100% na África, Pratt, Carter, Debbie e Dakarai passarão por péssimos bocados em There Are no Angels Here. E aos que fizerem questão de ignorar a barreira de “nunca mais ver um epi da Àfrica” assistirão um ótimo episódio e passarão à entender o que diabos está acontecendo na região de Darfur. Se o episódio não explicar muito, tem review “político” semana que vem. E o climáx ‘tá chegando…

Séries citadas:

18 Comments

  1. Carlos

    Espero que voce tenha razão e que ER vença facil das novas séries porque seria uma grande furada se ER perdesse com novatas. Concordo plenamente com voce, as cenas de Kerry a andar foram muito fracas, passados tantos anos, esperava melhor.

  2. Morgana

    oieeeeeee…
    marcando pontoo!!rissss…
    naum gostei muitxo da parte do hospital!!hhihiihih…mudaram o ator do ex de Sam!?!?!sei lá!!se naum mudaram ele tah diferente!!!bom ate q gostei da parte de prat na africa!!!
    toh aguardando o proximoo pelo vistoo vai ser bem legal!!!ah tbm naum gostei da parte de weaver!!!maix td bem!!!

    aguardando os proximos finale de ER!!!

  3. Júlio R.

    Naum concordo q os episodios na Africa saum fracos… eu achei muito interessante Darfur e agora No Place to Hide… e a hsitoria do Pratt ir pra Africa também não foi forçada… foi a maneira do Kovac fugir de seu problema e ainda tornar Pratt mais humano… no resto, eu concordo

  4. Paulo Antunes

    Thiago,
    Achei que você iria comentar um pouco mais a volta da Sara Gilbert ao seriado – acabou Twins e ela voltou correndo com o rabo entre as pernas. Foi meio engraçado ela aparecer dizendo que trabalha apenas na madrugada!

  5. Clara

    Thiiiii….
    eu sei que vc não gosta do Greg, mas a parada do enxaguante bucal foi demais!!!!!!!! Amei!!!!
    hihihihihihi
    Bjin procê e parabéns pela (sempre) excelente coluna!

  6. Thiago

    Morgana: o ator de Stevie é diferente do da 10ªtemporada, mas é o mesmo barbudo da 11ª.
    Júlio: Fora ‘Darfur’, adoro os episódios africanos. O que eu queria dizer é que grande parte da audiência não suporta mais (infelizmente) e é uma decisão meio errada usa-los na reta final.
    Paulo: É.. a Sara voltou. Falei dela mesmo. Mas pelas circustâncias, foi como se ela nem tivesse saído. (e SpoilerZone? Sei lá… não sei contar spoiler)
    Clara: Eu não desgosto do Pratt =) Apenas das decisões erradas das histórias que criam pra ele. Mas a África o mudará, assim como fez com o Luka da 9ªtemp.

  7. Paulo Fiaes

    rapa, eu gost oe nao gosto desse eps da africa, ponto positivo pra ER que mostra que eh uma serie que se importa com um dos maiores problemas do mundo, mas como thiago disse, o publico fica esperando ver neela e ray, lubby, morris e de repente, assistimos a africa, eh meio como um banho de agua fria, mas mesmo assim meritos para ER por retratar esse problema

    Thiago, morris pegou a cirurgiã? n vi essa parte, me responde ae, na boa

  8. Thiago

    Paulo, na boa: Albright pegou o Morris =p
    Agarrou ele no estoque de remédios do County. NÃO perde o íniicio do episódio do dia 11. Tem cena dos dois. Hilária…

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