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Reviews

Review: ER – Murmurs of the Heart

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Cena de Murmurs of the Heart
Série: ER
Episódio: Murmurs of the Heart
Temporada: 13ª
Número do Episódio: 281
Data de Exibição nos EUA: 1/2/2007
Data de Exibição no Brasil: 15/3/2007
Emissora no Brasil: Warner

Agora sim! Numa temporada incrivelmente desnivelada, Murmurs of the Heart trouxe o que o ER prometia desde 21 Guns e Bloodline mas não vingou: um ano cheio de enredos fortes e emocionantes. Este é sem dúvida o episódio mais poderoso da temporada e ainda marca o retorno de Christopher Chulack na direção, que ao lado de David Zabel, assina um dos melhores trabalhos de todo o seriado; apesar dele necessariamente pouco ter a ver com ER.

Forest Whitaker caiu do céu. O papel do carpinteiro Curtis Ames deveria ir pra Andre Braugher (Hack, Thief) mas este preferiu fazer a sequência de Quarteto Fantástico e a produção de ER teve que engolir o vencedor do Oscar de melhor ator. O que tem de feio (com o perdão da palavra), Whitaker tem de competente e num arco relativamente curto, fez de seu Ames um personagem palpável o suficiente pra que pensassemos que, apesar de extremado, esse pobre coitado poderia ter uma parcela de razão por todas as coisas que sofreu – o início de sua participação pode ser lido no review de Ames v Kovac

Sofrimento, claro, que não é exclusivo dele. O casal protagonista sabe bem o que é isso, afinal acompanhamos por anos seus encontros e desencontros, apesar de novas histórias do passado sempre virem à tona, como a balada infeliz de Abby ou Luka confidenciar que já teve uma arma. Só que perder os movimentos do braço, a família e o emprego fez Ames extrapolar as suas ações e levar ao limite a situação com os Kovac, como também as atuações deste trio de atores. O desiludido, bêbado e psicótico Ames de Forest dispensa comentários. Já Maura Tierney e Goran Visnjic (principalmente ele) fazem seu melhor em momentos tensos e dramáticos, onde apenas um olhar bastava pra nos passar a sensação de “isso está mesmo acontecendo”.

Honestamente, eu também gostaria de elogiar Stamos pra mostrar que eu não pego no pé dele gratuitamente. Mas não dá. Num episódio em que todos os ganchos tiveram destaque, Gates foi o elo mais fraco. Meg cometeu suicídio – numa daquelas decisões extremadas da produção – e revelou que Sara é de Tony – num daqueles momentos estragados pelas (ótimas) promos da Warner. Quando o telespectador pensa que os trechos com Ames são os únicos que importam em Murmurs…, os outros núcleos se revezam nos pontos altos do episódio.

A revelação de Meg e o emocionante (mas longo) choro de Sara na sala de traumas foram dois dos melhores momentos do episódio, apesar desse núcleo ter dois dos piores: Chulack, diretor que adoro, bem que podia mandar Stamos refazer aquela rídicula massagem cardíaca, além de lembrar que quando alguém morre, não se deve fazer cara de riso. Já a Neela, completo desperdício esse ano, tem que aprender que se você é a responsável pela destruição de um lar, não é legal tentar consolar a filha da mulher que se suicidar por sua causa.

Lar completamente destruído foi o de Samantha. O irritante Alex aprontou de novo e incendiou a nova morada dos Taggart piorando a vida da pobre Samantha. Pra resumir as infelicidades da enfermeira loirinha, temos um filho terrível, um apartamento perdido, uma avó hippie, um parceito tão corajoso que saiu de sua cama e a abandonou num prédio em chamas e a dor na cosciência de ver o velhinho todo queimado. O incêndio não pareceu tão real até ver as feridas naquele coitado. Cara, eu odeio os queimados… Dói na alma.

Alma sem remorços tem o pastor de Pratt, que após pagar a fiança, continua não vendo erros na distribuição de remédios. Greg, apesar de participação curta, ainda tem créditos nesse ano; sua prisão não trouxe grandes consequências (nem tudo precisa de grandes consequências) mas ele continua sendo um personagem com começo, meio e fim.

Cena de Murmurs of the HeartFim que está próximo pra Luka ou Ames. Apesar dos boatos da saída de Goran, ninguém pensou que Kovac morreria nesse episódio, certo? Mas nada impedia o sentimento ds “qualquer coisa pode acontecer” graças aos momentos de Kovac saindo de casa após a linda e tensa cena com Abby, recebendo uma forte coronhada na boca mais a seção de tortura na carpintaria. Muito, muito bom. Nessa cena em particular, o episódio chegou ao seu alge, assim como a adrenalina dos telespectadores. Até o momento em que ambos vão pro telhado… Aí chegam a polícia, o negociador raso, o circo da mída, os helicópteros voando e a equipe da SWAT…

De uma hora pra outra, a sensação de “isso está mesmo acontecendo” é tomada pelo exagero hollywoodiano, e se não fossem pelas atuações de Goran e Forest, tudo o que o episódio construiu seria rapidamente esquecido pela “exigência” de um big finale. O grande ponto positivo dessa cena é a excelente peça musica composta (nada de cantoria pop). Só o que Ames queria era a confissão de Luka. Além de fazer com que Kovac também perdesse o movimento de uma de suas mãos, só o que Ames queria era uma confissão. Bastou isso pra que ele, numa daqueles decisões extremadas da produção, atirasse contra a própria cabeça, não sem antes criar um pouco de terror e atirar contra o vazio(?).

Após certa tensão, a panorâmica da situação com dezenas de policiais, carros de bombeiros, repórteres de polícia, e um (desnecessariamente) longo abraço encerrassem o episódio.

Murmurs of the Heart não entra em meu top 10. Provavelmente, não entre nem num top 30, mas ser um dos melhores entre seus 280 antecessores é algo importantíssimo. Foi um episódio denso, bem escrito e dirigido, mas bastante fora da proposta da série: a rotina diária de um Pronto Socorro. Esse é um dos motivos de ER tropeçar tanto nesses anos. Sua premissa é muitas vezes deixada de lado e episódios acima da média só quando há tiroteio, incêndio, sequestro e homicídio. Mas não dá pra ter isso toda semana.

O próximo é um dos, ou o pior da temporada. Da quase perfeição, ER vai ao completo marasmo (ignore a promo). Acertar de vez em quando não quer dizer que o seriado continua vivo: acertar de vez em quando significa que o seriado só dá certo jumping the shark. E seria bom após episódios como esse pensar não em prolongar sua existência, mas tentar encerrá-lo com diginidade. E isso desejo com toda adoração que possuo para com esse seriado.

Séries citadas:

19 Comments

  1. Paulo Antunes

    Sim, eu gostei deste episódio! Foi uma boa intro pra grande atração da noite, House (rerere!).

    Falando sério, gostei de review e da lembrança do Andre Braugher. O Andre Braugher não teria feito este papel tão bem, ele é mais agressivo, ele projeta mais a voz e o Ames precisa ser justamente como o Forest, contido, um homem de bem, que guarda toda a dor dentro de si, até o momento da explosão.

    Eu sabia que alguém ia comentar que o Stamos parecia ter rido naquela cena. Mas é crueldade tua. Tem gente que quando chora esboça reações que parecem de um sorriso. É estranho, mas acho que é o jeito do Stamos chorar. Mas de qualquer maneira acho que ele ficou aquém da carga dramática de cena.

    Mas sobretudo isto evidencia o que é ruim no Tony Gates. Ele não tem personalidade, não foi homem para dizer que tinha acabado e não foi homem para colocar a menina em primeiro lugar. Ele não vai abraçar ela, que está desesperada. Ele se autoconsola primeiro. Já tivemos que aguentar 11 anos do Carter, que também era um cara fraquinho de espírito. Agora vem este, que é ainda pior.

    Ah, a melhor cena do episódio é o abraço entre o Luka e a Abby no final. A câmera dá quase dois giros de 360 graus nos dois e a imagem é tão estável que não dá para acreditar que aquilo não tenha sido feito sem um carrinho, mesmo sem ter tido espaço para um carrinho girar em torno dos dois. Fazia tempo que eu não via em ER um travelling destes de tirar o fôlego, que é uma marca da série.

  2. Thiago Sampaio

    Finalmente consegui emplacar com o editor. E eu disse q esse episódio merecia um “destaques do dia”… A sacanagem é q não tenho Universal ¬¬

    Sobre Gates, já vi que não pensamos o mesmo sobre ele, mas não precisava meter Carter no meio! Não faça isso huahuahauha
    Pra mim, as melhores cenas foram o choro de Sara e a tortura de Luka onde Goran mandou bem. O abraço (e final do episódio) foram o freeze: o tempo parou, e a câmera rodou. Tecnicamente perfeito, mas continuo com achando q foi meio longo. Só isso

  3. Vanessa

    Esse episódio só me fez ter certeza de como Stamos é ruim. Enquanto a menina deu um show, ele foi muito fraco, não passou emoção alguma. E não venha me dizer que isso é do personagem. E estou começando a não gostar da Neela, o que é uma pena.
    Por outro lado, Pratt cresceu muito no meu conceito, talvez pq as histórias dele estão melhores. Até a temp. passada eu o odiava, mas tanto o personagem como o ator melhoraram de lá para cá.

    Adorei a conversa da Abby com o Ames, os dois estavam ótimos. E acho que Goran foi muito bem. Também, ao lado de Whitaker, ele teve que se esforçar.

    O que me incomodou nesse episódio foi a Sam. Não me conformei com a cara dela de surpresa ao pensar que o Alex fez aquilo de propósito. Nãão, foi seqüestrado pelo pai, viu a mãe matá-lo, falou para a mãe que viu, e ela não fez nada a respeito. Parece que pensou: ah, deixa para lá, ele supera essa, como eu já superei, até levei um homem para casa… Por mais que o Alex seja um saco, Sam é uma péssima mãe.

    Gostei muito desse episódio, para mim foi o melhor dessa temporada.

  4. Danilo

    O episodio foi muito bom… Deu muita agonia quando o Luka estava sendo torturado, sera q ele realmente vai perder o movimento da mão?

    Eu gosto muito da Neela, mas nesse episodio tenho q admitir q ela estava desnecessaria ali… Alguem tinha se matado por causa dela, a filha da mulher estava em prantos, e ela ali parada sem nenhuma função aparente, e ainda por cima vai tentar consolar a menina…

    O Alex realmente é um garoto problematico, tudo bem que pode ser por trauma e tal, mas bater na avó e botar fogo na propria casa é demais…

  5. Ana

    Olha, a única coisa ruim desse epi foi o filho idiota da Sam não ter morrido (y)

  6. Bernardo

    Ao menos a Neela foi fazer algo que o Tony, que tinha acabado de ouvir da moribunda a sua verdadeira relação c/ a garota, ñ fez. Alguém precisava consolar a Sarah – ñ que ela vá se dar bem c/ a Neela p/ sempre, mas naquele momento ela precisava de alguém.

    O Alex era legal quando era aquele ator anterior que fazia, esse de agora tá realmente merecendo sumir do mapa.

  7. Mica

    La vou eu de novo…..que horas que reprisa ER aos domingos? (so tem reprise no domingo agora, ne?)

  8. Thiago Sampaio

    16:00 horas, Mica

    E Alex não pode morrer, né? Ele é péssimo, mas seria um dramalhão danado pra Sam. Morte em seriado tem que ser planejada…

  9. Carol

    Se o Alex tivesse morrido seria legal, pq esse pivete é um CHATO! Ele merece esse Ben-padastro, que abandonou todo mundo lá em cima, e só lembrou pq a hippie falou. E os queimados são sempre tão reais! Dá pena!

    Quando eu ouvi os 2 tiros, eu pensei: “Po, o Ames fez POU! na cabeça dele, e a SWAT atirou contra ele, sei lá pq.”
    Eu tenho pena do Ames! Tudo bem que o cara ficou doidão depois do braço ficar paralisado, mas poo, dá pra entender ele sim!
    As cenas da tortura foram tãããããão boooas! O Ames chutando a manivelazinha e o Luka morrendo de dor, foi perfeito. Muito bem feito, amei os diálogos tbm, a parte da confissão foi tão *____________________*
    O abraço foi lindo cara =P

    A menina que faz a Sarah dá shooow! Foi linda a parte do choro dela, pedindo pro Gates fazer a mãe dela melhorar! Quase que choro junto com ela! E a Neela tava com maior cara de babaca! Ficou com cara de idiota o tempo todo.

    A parte do Pratt foi curtinha! =P Mas pelo menos resolveu tudo e talz.

    Esse episódio foi tããão boom! Eu fiquei me sentindo uma verdadeira retardada, como se tudo aquilo fosse real.

    A review tá ótima, menino!
    Beijos!

  10. pedro

    olha, pode ser implicância minha, mas achei aquele final bem clichê. bem previsível.
    eu gosto muito de er, mas já faz tempo que eles estão um pouco perdidos. faltam bons atores e bons personagens pra segurar o programa.

  11. Simone

    Thiago concordo cm vc…
    ER é um seriado baseado na rotina de um Pronto Socorro ñ na vida dos médicos…

    tenho ficado revoltada cm episodios assim sem traumas e mais levados para a vida pessoal dos personagens

    Gostei mto desse episodio e adoro Forest Whitaker
    um grande ator
    gosto mto do elenco todo de ER
    principalmente do Goran Visnjic
    mas acho q ER ñ teve ter mais futuras temporadas cm episodios cm os da 13ª temporada
    era um seriado tão bom e agora vai caindo cada vez mais no meu conceito e de mtas outras pessoas

  12. Aline

    Whitaker ganhará um Emmy = fato!!!!

    PQP, q episódio bom!!!!!!! As cenas de tortura foram tão fodásticas! E o abraço no final, com a câmera rodando foi perfeito *.*

    O Gates é um ridículo. Eu fiquei esperando ele ir dar um abraço na menina mas nada! É um idiota, a mãe dela morreu e ele lá com cara de bunda. E como alguém já disse, eu até entendo a Neela tentar consolá-la. Acho q é meio q um instinto de médico, dizer ao familiar do paciente que “everything is gonna be fine” e tudo mais. Mas que foi ótimo a menina gritando com ela, isso foi.

    “Olha, a única coisa ruim desse epi foi o filho idiota da Sam não ter morrido (y)” – 2 votos

    Concordo com qualquer um q queira matar o Alex. A Sam pode sofrer muito, mas acho q futuramente ela sofrerá mais com esse garoto do que se ele morrer. O desgosto que ele vai dar pra ela… vai virar um marginalzinho. Se bem q como alguém falou aí em cima, a Sam é meio relapsa como mãe, às vezes, ela nem procurou conversar com o garoto sobre ele a ter visto matando o pai, foi uma cena meio solta. E apesar dele ser um porre e não merecer nada, ela tinha que colocá-lo no psicólogo.

    Enfim, episódio ótimo, review ótima ;)

  13. luci

    Gosto demais de ER. Mas algumas situações e atores são de matar. Este Stamos deveria sair já. É fraco demais para fazer drama. Só mesmo prá comédia. A Neela devia se tratar com um psiquiatra prá melhorar os sentimentos dela, que sempre foram confusos, e olhar pro Ray que está mais de acordo com ela. Detestei o ator que colocaram no lugar do Alex antigo. O outro era muito melhor. Tá na hora desse pentelho ir pro espaço e deixar de incomodar. Futuro marginalzinho. Acho que os produtores deveriam convidar ators antigos em participações especiais, como o Benson, A Carol, o Carter.
    Mas este episódio foi bom demais. Tomara que não
    fique tão inconstante.

  14. luci

    Bom demais este episódio. Mas tá na hora do Stamos cair fora. É fraco demais, chega a irritar. A Neela que se toque e dê uma chance pro Ray, porque afinal, ela sempre se sentiu atraída por ele, apesar de negar.
    O filho idiota da Sam deveria desaparecer, porque é um pentelho de marca maior. A interpretação do Forrest foi demais. Merece um Globo de Ouro, sem dúvida nenhuma. Enquanto o Stamos merece a Framboesa de Ouro, heheheh…
    Acho que os participantes antigos, como o Benson, a Carol, o Carter e etc, poderiam fazer participações especiais em alguns episódios. Acho que só iria acrescentar à série. A Weaver vai fazer falta. Mas vamos esperar que os próximos episódios sejam bons como este.

  15. Naiara

    Eu sou suspeita p/ falar de ER pois sou fã apaixonada da série… A série já teve dias melhores, mas ainda dá p/ assistir…
    Qual o nome da música que está passando agora na chamadas e tbm no “Inside the series” do ER? (que substituiu “Open your eyes”)

  16. David

    eu também gostaria de saber o nome da música da chamada do seriado, ela dá um toque genial, que dá muita vontade de assisitir a série

  17. michelle

    dá até pra inventar uma música pra esse epi.,se ele fosse ganhar um emmy.hahaha o luka vai ganhar.hehehe o gates vai perder.hihihi eu vou morrer de rir.hohoho eu vou morrer de dó,huhuhu vai pro meio do seu…!cara o gates é um pu…!mas o luka,aahh o luka é sensacional,tem tudo de bom.é lindo,um ótimo ator e é muito gostoso.eu me rendo a ele.te amo luka!te amo goran!

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