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Reviews

Review: ER – A House Divided

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Cena de A House DividedSérie: ER
Episódio: A House Divided
Temporada: 13ª
Número do Episódio: 280
Data de Exibição nos EUA: 11/1/2007
Data de Exibição no Brasil: 8/3/2007
Emissora no Brasil: Warner

A NBC tinha um plano pra salvar a audiência de ER. Por muito tempo, cogitou-se retirá-la do horário de 22h nas quintas feiras, onde um dia reinou absoluta, mas a solução escolhida era (na época) muito pior: colocar o show em hiato. O esquema é simples: a temporada de 22 episódios seria dividida em duas partes: 13 episódios exibidos sem reprises intercaladas. The Black Donnellys seria exibido no lugar de ER até que os nove restantes fossem exibidos no fim de abril, tendo assim um final de temporada livre das audiências da concorrência. Pra que o público tivesse ânimo em acompanhar um show após longos quatro meses, foi proposto que o 13ª episódio fosse escrito com múltiplos ganchos – daí temos A House Divided, episódio com cara de season finale.

O episódio foi acima da média do restante dessa temporada – o que não é grande coisa, mas vá lá, foi um bom episódio sim. Com pelo menos cinco ou seis storylines, ele foi denso o suficiente pra me fazer esquecer a pasmaceira desse ano. Esquecer também o hiato que vinha sofrendo Shane West e seu aparentemente dispensável Ray Barnett. De vez em quando ele consegue emplacar um tempo de vídeo, e em A House Divided ele teve sua desforra, apesar de fazer o já batido coitado-com-dor-de-cotovelo. Não é adorável quando os médicos do PS recusam ajuda dos cirurgiões só pra provar um ponto de vista, pra no fim se mostrarem errados?

Antes de tudo, vou logo dizendo que não acho sintonia nenhuma em Neela e Gates, mas também não faço “torcida” pra que os rommies virem casal. É apenas uma questão de destaque ao personagem. Sem um par romântico, Ray estacionou na estudante Katey e sumiu, enquanto que Neela, sem um “par romântico adequado”, estacionou em Tony e virou do avesso. E a indiana parece ser um atraso até pro novato Gates, pois tenho que dar o braço a torcer: apesar de cópia frustrada de Doug Ross, ele torna-se bem mais agradável longe da indiana. Claro que também não tão perfeito: ele pede ajuda à Abby para reposição de mandíbula deslocada e sai durante o tutorial pra falar com a afilhada? Bem…

Ray teve destaque suficiente no episódio. Falou o que não devia pra colega, mostrou-se frustrado com “o conselho” de Pratt, descontou sua ira com o pai de um paciente, e quando ia se declarar pra Neela, é interrompido por Gates. Já o novato teve boas cenas com a garota Sara e um desfecho com Meg. Olha, a mulher é doida e fez a besteira que fez no fim do episódio, mas sou muito mais ela do que Neela. A indiana novamente serviu de escada, e pra me jogar na cara mais uma vez que eles não têm sintonia de tela, apareceu numa cena sem graça casa dela ao lado do namorado. Até o telefonema de Sara… Gancho número um.

Cena de A House DividedJunto com Morris (infelizmente ausente hoje) a melhor coisa da temporada vem sendo Pratt, pelo crescimento de seu personagem. Ele é dos poucos personagens que não tem arcos esquecidos ao relento (Sam?) e provavelmente virou a casaca de muita gente que o odiava. Temporadas atrás, grande maioria ficaria feliz com “esse arrogante” sendo preso e algemado. Hoje, a maioria teria até compaixão pelo personagem que rapidamente isentou Abby pela denúncia, afinal, ele estava errado. Gancho número dois.

A personagem que tem mais arcos (histórias) esquecidos ao relento é Sam que dispensou o paternal Luka, por ser colega de trabalho, pra ficar com Ben, colega de trabalho e enfermeiro babaca após conselhos de auto-ajuda da sua avó hippie. Lembram-se do senhor Elliot, milionário dono da casa onde ela morava? Esse arco já era, e de uma hora pra outra ela vive num novo apartamento onde o revoltado do Alex – péssimo ator mas presente numa das melhores cenas do episódio, o tapa – resolveu dar uma de Nero e incendiou a nova morada dos Taggart. Gancho número três.

O casal protagonista não pode viver eternamente em harmonia, pois felicidade em excesso enche o saco. Daí temos Luka tendo ciúmes ou sei lá o que de Eddie, um coroa com problemas pulmonares. Durante todo episódio ambos trocaram farpas, gerando pelo menos dois bons acontecimentos: Sam tentando mediá-los durante um trauma e o olhar de Timmy pra Luka na recepção. Deu que no fim das contas Eddie era um Wyczenski… pai de Abby. Olha, sei que pedi drama, mas por favor, a família dela de novo não! XD Após reviver fantasmas do passado, Abby chega em casa e se depara com o carpinteiro, e também vencedor do Oscar, Curtis Ames. Baita gancho número quatro.

Após se demitir pra trabalhar como repórter em Miami (seria melhor ir pra clínica de Carter…), Weaver é encontrada esvaziando seus armários e tem suas últimas palavras escritas por R. Scott Gemmill, bem melhor que a Barrois do episódio passado. Mas claro, não seria eu escrevendo se não tivesse uma criticazinha contra, né? Weaver era completamente sacana (admita que está adorando o 5ª ano!) e suas primeiras temporadas com Abby não foram muito felizes: Kerry era bastante isolada enquanto que Susan fazia o papel de amiga de Lockhart. Pra completar, as falas de Abby exaltavam a si mesma, e não Weaver. Mas vá lá, ambas encerraram parceria com um emocionante abraço.

Luka e Kerry foi igualmente emocionante. Após abraçá-lo, com os pés fora do chão, ela pede que o croata cuide do PS por ela. Nem de longe ele fará um trabalho tão bom, pois fala-se em Goran Vinsjic fora da série já no próximo ano… É esperar pra ver. Detalhe da cena entre Kovac e Weaver são passagens do 6ª ano: Luka fazia bicos no County e foi contratado permanentemente por Kerry após um zeloso exame a uma paciente estuprada. Na conversa também é relembrado o tanque de oxigênio que atravessou os corredores na primeira vez que Luka pôs os pés no PS (segunda feira, dia 19, no horário das reprises!) Essa parte do episódio não teve gancho. Infelizmente, Laura Innes abandona o jaleco pra valer, apesar de dirigir um episódio e ter participação em outro.

Agora, retomando o assunto do hiato. A produção dos episódios precisou ser acelerada pra que 13 estivessem prontos até o fim ano, mas o (falso) crescimento de audiência fez a NBC mudar os planos em cima da hora. O ganchou veio fora de hora, a saída da grande Kerry Weaver, ÚNICO vínculo com o passado, veio sem aviso prévio, a gravação de episódios está bastante atrasada e os problemas com audiência não resolvidos. O episódio da semana que vem é o mais sensacional da temporada, até dos últimos anos, mas isso não impediu que essa dupla tivesse menos de 12 milhões em audiência.

The Black Donnellys agora está no lugar de Studio 60, segundas-feiras, e fez menos de sete milhões em sua estréia, bem menos que os números de ER, e a audiência não bate com o tamanho de sua produção. O jeito é reconhecer que nem sendo brilhante ER levantará os números, e que pouco a pouco seu elenco está sendo desfeito. Possíveis nomes são os de Sam, Ray e até Kovac. É uma pena…

Mas de novo: semana que vem temos o vencedor do Oscar em ação. Se não fosse o fim do hiato, Forest Whitaker já seria vencedor do Oscar em sua exibição nos EUA… Enfim, que venha Murmurs of the Heart.

Séries citadas:

24 Comments

  1. Paulo Antunes

    Thiago, puxa, acho que nunca discordei tanto de um review publicado no site antes. Achei este House Divided chato, chato, chato.

    Poxa, desde a primeira aparição do Edie eu sei que ele é o pai da Abby, simplesmente porque é óbvio demais.

    E eu só consigo gostar do Tony Gates quando ele interage com a Sara. O John Stamos tem jeito mesmo com criança, devia voltar pra Três É Demais, rerere.

    Na boa, esta é a pior temporada da série.

  2. Thiago Sampaio

    Vamos por partes:
    *A temporada é horrível mesmo. Cabeça-cabeça em termos de qualidade com o 11ªano.
    *Tbm vi imediatamente q Eddie era pai de Abby, mas não podia escrever na época, né? =p
    *Eu disse q esse epi foi acima da média dessa temp. Mas acima da média em uma temporada capenga… q não qr dizer nada

    ER está com dois grupos de fãs: os antigos e os novos. Como os antigos viraram minoria, e em meus textos dou ênfase na desgrama q está a atualidade, os novos fãs não compreendem e usam aquele discurso: “se não gosta, não assiste”. Então resolvi o seguinte: vou analisar mas sem cara-de-paumente dizer q é ruim.

    Os episódios estão fracos, há poucos personagens com apelo, a ação está devagar, sinto falta de Carter, Susan, alguém como Mark e Carol…
    Eu nem vejo mais por prazer. Virou “obrigação” faz tempos. É q não consigo parar de ver mesmo…

    MAS o da semana q vem é excelente. Depois vem uma série de desgraças..

  3. Thiago Sampaio

    Juliano, veja o da próxima semana sem receio
    Vale muito a pena. O incêndio na casa de Sam e a situação de Gates são ótimas, mas a história de Ames é excelente. Come’on, o cara ganhou um Oscar XD

  4. cris pereira

    legal, amei…semana que vem muitas emoções. Quem sabe o pai da Abby vai salvá-la e morre por ela, em?????

  5. Ninna

    Gente, gostaria de deixar registrada aqui minha opinião sobre a série e fazer alguns comentários. Comecei a acompanhar essa série na época que se chamava “plantão médico”(na Globo), adorava e me lembro que não perdia um capítulo. Foi apartir da dela que muitos telespectadores puderam presenciar como era a vida dentro de um hospital, era um especie de raio X, mas o que mais me cativou e mais marcou com certeza sempre foram os romances que se formavam.De la pra cá muita coisa mudou, muitos personagens sairam, outros entraram, alguns logo de cara cairam no gosto do público, outros demoraram mais tempo e outros ainda estão na disputa. O fato é que apesar de tudo isso a serie é na minha pacata opinião, uma das melhores que ja assisti. É claro que como todo série, existem capitulos sem graça, apagados ou até mesmo aqueles que não faz sentido algum (na nossa opinião), mas sempre vem um outro em seguida que faz valer apena ter esperado. “A House Divided” foi sim um bom episódio (bem melhor do que alguns outros), tanto pelos fãs do casal “Lubby”, quanto pelos fãs da Dra.Kerry (adorei ela e o Luka, sincero e emocionante.), ou pelos que simplesmentem gostam da série. Mas é claro que gosto não se discute. e sempre vai ter alguem que não gostou ou simplesmente esperava algo mais.

  6. Mari

    thiago, tenho uma dúvida sobre o eddie,
    tava checando a ficha dele no imdb e esse eh o ultimo epi dele em er (??), ele nao aparece mais nao eh??

  7. Carina Martins

    Thiago, sou sua fã xD

    Concordo com vc em muita coisa. O maior destaque desse episódio, obviamente, é a despedida da Weaver.
    Se eu gostei? Achei pouco. Muito pouco pra personagem que ficou mais tempo no seriado. Acho que Weaver merecia um episódio de despedida, sim.
    Mas se nem Carter teve um episódio à la On The Beach… A despedida com a Abby me soou meio estranha porque, vamos lá, elas não eram assim tãaao amigas… Mas certamente mais próximas que o resto… E claro que Lockhart falou dela, da carreira dela, da vida dela. Some things will never change.

    O Luka é um babaca. Sério, ele não tem estofo de líder! Mas a despedida entre ele e a Kerry me pareceu mais convicente do que Kerry-Abby (ele não ficou falando dele…).

    Tou no barco daqueles que têm pena do Pratt. Eu detestava ele, mas a evolução foi bem feita e tenho de reconhecer isso. É o novo Benton xD

    A Sam, como vc mesmo diz, é o cúmulo do ridículo: são lhe dadas inúmeras storylines que duram no máximo 2/3 episódios. Depois esquece. Na época eu achei que arrastaram demais, mas vc lembra qt tempo o Mark ficou arrasado depois de ter sido espancado? A Sam matou o pai do filho e quase nem dá pra perceber.

    O mesmo acontece com Neela. Ela ficou viúva né? Alguém lembra do pobre Gallant? Acho que ela tb não. O que só prova aquilo que sempre achei: esse casamento foi uma farsa. E olha que eu gostava deles juntos! Ela tá se revelando uma Meredith Grey hein?

    O Ray é daqueles personagens que eu nem noto qd ela não tá. Mas gostaria de saber mais sobre ele, background, família…

    Enfim, que venha Ames!

  8. Ana

    Olha, se no incendio o filho idiota da Sam morrer… o episódio vai valer MUITO a pena \o//

  9. Thiago Sampaio

    Mari, apesar de saber alguns episódios à frente, não checo spoilers – acompanho os epis americanos. O último exibido foi o 17ª, no dia 22 de fevereiro. O 18ª só chega no dia 12 de abril (1 mês e meio sem inéditos… é mole?)

    O pai de Abby pode significar um arco mais longo ou de fim de temporada, mas tenho certeza de q ele volta sim

  10. Katia

    Eu gostei muito desse episódio, principalmente porque ocorreu um equilibrio dos personagens, todos apareceram com certa importância, apesar que senti uma falta enorme de Morris e Hope, acho eles o casal do ano ….. A saída de Weaver para mim foi o pior que poderia acontecer nessa temporada, já que ela começou com força e de repente vai embora, fiquei sem entender o por que???!!! Gosto muito do Ray e acho que deviam investir mais no papel dele, nesse episódio ficou em aberto o pq ele agiu com o padrasto do menino daquele jeito, algo do passado, devíamos saber de onde veio, a sua história, pois fizeram isso com Gates logo de cara, e tb conhecemos a vida dos outros de ER. Adoro Pratt, acho que é o personagem que mais tem crescido na temporada.
    Eu assisto ER desde o piloto, e sei que as 6 primeiras temporadas foram excelentes, simplesmente maravilhosas, mas depois ele veio caindo. Ainda sou da opinião que é quase impossível manter 13 anos com um equilibrio de perfeição. Então prefiro viver o hoje, e eu estou gostando muito da 13ª temporada, tirando uns 3 episódios ruins, todos os outros são bons.E o próximo é mais emocionante ainda.

  11. Aline

    “Após reviver fantasmas do passado, Abby chega em casa e se depara com o carpinteiro, e também vencedor do Oscar, Curtis Ames.” LOL. Raxo-me! Huahauahauhua.

    Essa review ficou ótima, concordo com tudo. Esse episódio foi muito bom \o/ \o/ adorei a despedida da weaver… mas dá um aperto saber q não haverá mais a bitch de todas as quintas….

    Mal posso esperar pra Murmurs of the heart!!! Tensoooo…

  12. Mica

    Por que sera que eu sempre perco os episodios que sao acima da media? Nao podiam ter reprisado ontem, nao? :-( E o pior e que no final de semana eu estarei viajando e nao poderei assistir a reprise. Arf! Queria tanto ver a verdadeira despedida da Weaver…sentirei tanta falta dela.
    Quanto ao Pratt, nao sei o motivo pelo qual ele vai preso, ja que nao assisti o episodio, mas continuo achando a personagem dele intragavel.

    E sobre o que a Carina disse….a Neela so comecou a olhar para o Gates depois de 6 meses que o Gallant havia morrido. Acho que o tempo e mais do que suficiente para ela nao pensar em outros homens, mas que ela poderia dar uma lembradinha aqui e outra acola, poderia.

    Como posso ter perdido o episodio onde o Ray finalmente reaparece!!!???

  13. Carol

    Menino, sabe, mesmo que às vezes eu não concorde com uma palavra do que vc diz, eu tenho que reconhecer que tu leva jeito pra escrever. E é por isso que eu comento aqui, concordando ou não.

    Na hora da despedida da Kerry, eu logo fiz uma anotação mental de perguntar se quando a Abby entrou no County a Weaver a tratou daquele jeitinho super “receptivo” habitual e adorável dela… A Abby falando que elas sempre tinham sido amigas ficou meio falso sabe… Mas foi bonitinho *-*

    A Hope volta? Pq eu achei estranho ter o rolo dos remédios, Pratt sendo preso, e a bichinha não estar lá pra ver! O Pratt ficou tão bonzinho, que eu fiquei com dó dele. Eu acho super triste quando as pessoas tentam ajudar as outras, mas de um jeito errado e são punidas por isso (que nem o Doug).
    Não gosto do Gates, nem da familia dele, mas eu to com pena da Sarah… Coitada da garota: a mãe dela é doida, leva ela pro meio do nada e tem a capacidade de desmaiar, quase morrer no volante. E ainda quase perde o tio pra Neela. Essa historia da Sarah ser do Gates vai ser legal *-* Ainda mais se alguem armar um barraco tamanho jumbo por causa disso e se a Meg morrer. Não ia ser maneiro demais se a bicha morresse e largasse a Sarah pro Gates tomar conta? O mané não toma conta nem dele, quanto mais de uma pequena menina!

    Aaaaaaai! Como eu odeio o Alex, a mãe dele, a avó estranha dele, o novo padastro dele! O moleque dá um tapa na cara da vó (aaah, se fosse meu filho uu’) e depois bota fogo no apê da mãe! Ia ser legal se todo mundo morresse queimado =P

    Uhuu-u! Velhote pai da Abby. Nem sabia que ela tinha pai.. Não lembro dela mencionando ele. A não ser qndo tão discutindo o nome do Joe.
    Aaaaah! Ames apontando uma arma com seu único braço bom =P Caracaa, muito bom isso! Não sei se espero pra ver o epi, se vejo na internet… Essa história vai ser muito legal! O que um derrame não faz com uma pessoa!
    Eu não conhecia o Forest antes de ER, mas o bichinho é um excelente ator! Oscar mais que merecido!

    Bom, até semana que vem… =D
    Beijos!
    Ótimo review *-*

  14. Carol

    -> faltou um pedaço na parte do Alex:
    O moleque nunca foi pertubado assim… Eu entendo que ele ficou meio pancada depois que o pai morreu, mas ele fala alguma coisa sobre isso e sobre o roubo dos cartões depois?

  15. Leonardo

    Também achei esse epi um pooooorrrrrrrreeeeee. Concordo com o Thiago na questão da divisão dos fãs. Sempre que na comu de ER no Orkut eu faço um comentário negativo, vem trocentos neguinhos me xingar falando que ER é isso, ER é aquilo. O que eles não entendem é que eu amo a série sim. Só dói o coração ver como ela está sendo levada.

  16. Julio R.

    Só para quem não se lembra (ou sabe): um grande erro que ninguém apontou foi que o episódio que Kovac quase foi atingido por um tanque de oxigênio não foi o primeiro dia dele no PS. Foi o primeiro episódio dele, mas ele revelou a Carol que já tinha trabalhado como substituto antes do dia do tanque. Erro dos roteiristas da série.

    Quanto ao episódio, eu achei realmente ótimo. Eu assisto a série a séculos, tenho todos os DVDs lançados e já vi todos episódios exibidos, e não acredito que essa é a pior temporada. A 10ª e a 11ª foram muito piores (sem nenhum apelo, sem história, pouca interação entre o elenco que pareciam apenas colegas de trabalho e não “parceiros de vida”). A 12ª ainda é melhor que a 13ª, mas eu acredito que a “mudança” dessa temporada melhorou a qualidade sim.

    Nesse episódio, tivemos bastante equilíbrio entre o elenco, com todos personagens envolvidos desempenhando um papel (e não preenchendo buracos), além da relação entre eles se mostrando novamente mais pessoal. A despedida (em “duplo-episódio”) de Weaver foi bem de acordo com a personagem e ela conseguiu mostrar que realmente havia mudado sua personalidade e ficado mais humana. Eu achei que ela havia ficado “boazinha” de uma hora para a outra, mas após esse episódio eu percebo que já vinha acontecendo faz tempo (acredito eu que desde a morte de Mark), pricipalmente após ela virar mãe. Foi uma despedida adequada (nem se compara à porcaria da saída de Carter, que nem teve destaque algum em seu último episódio no elenco).

    Outra coisa bem equilibrada foi a mistura entre a vida dos médicos e a vida das pessoas por trás dos médicos. A maior reclamação da temporada é a semelhança entre ER e Grey’s Anatomy. Mas, para quem realmente vê a série ao invés de olhar para o passado, pode notar que nem se compara uma à outra. Grey’s é muito mais frívola e os personagens só vivem situações de adolescentes, enquanto ER é muito mais dramática, mais densa. E a vida pessoal dos médicos sempre foi cenário da série. Sim, antes eles viviam essas emoções mais dentro da Emergência, mas, mesmo a ação sendo fora, o núcleo sempre está no trabalho e nos pacientes. E quem critica ER por estar se aproximando de Grey’s (o que eu não concordo que esteja acontecendo), não deveria gostar de Morris. Ele é um personagem mais superficial que dá o tom humorístico. Eu adoro a participação dele, mas ele seria o elemento que mais se aproxima de Grey’s Anatomy.

    Aquele garoto da Sam é realmente irritante, o Ben é sem sal e a história da enfermeira não anda muito bem mesmo, mas ainda dá para ajeitar. Eu estou feliz que Kovac esteja saindo. É um bom personagem, mas não para ser protagonista. Vai fazer falta, mas contanto que a Abby continue a série “se segura” (no mínimo). Não há comparação entre ela e Kovac. Ela é quem carrega ele (ele é muito frio e antipático como Benton, mas sem o espiríto forte). Gates e Neela não estão em sintonia mesmo, mas essa é a idéia (Abby e Kovac quando começaram a namorar na 7ª temporada também não tinham química) do “relacionamento problemático” (não haveria utilidade para Meg sem Neela, e nem para Ray atualmente).

    A série nunca voltará a ser o que era, mas é seguir em frente. Um verdadeiro fã não se deixaria abalar por mudanças. Pode não gostar tanto, mas dever seguir com a adoração à série. A série sobreviveu à saída de Mark e John, e não seria com a saída de Kovac que a série iria acabar.

  17. paulo fiaes

    humm
    episodio medio
    so uma coisa
    vcs n acham q ER deve ser cancelada nao?
    tpo, sao 13 anos, sera q nao ta na hora de parar?

  18. Taciana

    Episódio chato que só melhorou no final.
    Neela e Gates deviam ser mandados pro hospitalzinho de Seattle urgentemente!

  19. Thiago Sampaio

    *Ninna: ER pelo menos já foi A melhor. Isso vale mto
    *Carina: sei q qndo eu elogiar Abby, cairei em seu conceito. Então agadeço logo. Muito obrigado
    *Mica: conseguiu ver a reprise?
    *Carol: sinceramente, muito obrigado
    *Fiaes: mais do q já passou da hora
    *Taciana: prometi nunca mais citar Grey’s, mas a sua sugestão é muito boa huahuahauhauha
    *Julio: o problema não é q a saída de Luka termine com o show. O problema, já dito em reviews anteriores, é a falta de reservas. Quando saiu Mark, havia uma gama incrível de personagens! Abby sem Luka será q nem Carol sem Doug (inútil) e os outros não têm apelo suficiente…

  20. gessica

    Otíma review Tiago… e concordo com o seu comentário os novos fãs não entendem o que ER já foi e que isso que passa agora não é 1/3 do que o programa já mostrou em qualidade…
    Tbém assisto por obrigação porque hábito não é contestado. hehe. Mas antigamnete nunca eu mudaria de canal numa quinta feira…hj me contento com a reprise de domingo e assisto Shark.(antes acharia isso uma blasfêmia…rrrsss)

  21. Carina Martins

    Pode elogiar Abby à vontade, não sou fascista e já tou habituada a ser minoria:P Esqueci de referir acima: me mato de rir qd leio Hope/Esperança!
    Keep up the good work***

  22. paula

    OBSERVAÇÃO: A SAM ACABOU COM O LUKA POR QUE ELA NÃO QUERIA TER FILHOS E ELE SIM. E NÃO PORQUE ELES ERAM COLEGAS DE TRABALHO
    >(

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