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Reviews

Review: Doctor Who – Utopia

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Doctor Who - Utopia
Série: Doctor Who
Episódio: Utopia
Temporada:
Número do Episódio: 39 (3×11)
Data de Exibição no Reino Unido: 16/6/2007
Data de Exibição no Brasil: 12/12/2007
Emissora no Brasil: People+Arts

Não, não virei subitamente colunista de Doctor Who. Estou aqui em missão extraordinária fazendo o review apenas dos três últimos episódios da temporada, tendo em vista o crossover com Torchwood, ou mais precisamente, o retorno de Jack Harkness à companhia do Doutor. Ou talvez essa seja a desculpa perfeita para alguém que é completamente apaixonada por Doctor Who, mas que nunca teve coragem de fazer um review, porque não existe coisa mais difícil do que comentar algo que você gosta demais.

E Utopia tem tantas coisas especiais e significados nas entrelinhas, olhares e reminiscências, que não sei por onde começar, mesmo já tendo assistido o episódio mais de seis vezes.

O episódio inicia exatamente onde terminou a primeira temporada de Torchwood: a TARDIS estacionando em meio à Cardiff para reabastecer. Mas o Doutor não esperava encontrar Jack por perto e ao ver o capitão, tratou de sair o mais rápido possível dali. O que não imaginava é que Jack fosse grudar na nave e ser arrastado até o ano 100 trilhões, ou mais precisamente, o fim do universo (local onde nem mesmo os Senhores do Tempo se arriscaram a ir anteriormente.).

Ao desembarcarem, Martha pensa que Jack está morto, mas o Doutor não parece preocupado com a condição do antigo amigo. Na verdade, preocupado ele está, mas não pelos mesmos motivos de Martha.

Jack revive e logo reconhece o Doutor, apesar de nunca ter realmente encontrado o Décimo. Logo após confrontar o Doutor por ter sido abandonado no Satélite 05, Jack questiona sobre Rose Tyler. Jack viu a lista de mortos do desastre em Canary Warf (o mesmo responsável pela destruição de Torchwood 1 e a conversão de Lisa em um dos cybermen) e o nome dela estava entre os que não sobreviveram. Mas o Doutor explica que Rose está viva e atualmente num universo paralelo.

E então finalmente sabemos o que aconteceu com Jack. Após ter sido abandonado pelo Doutor, ele usou o seu Manipulador de Vórtex (o relógio engraçado) para voltar para o século XXI e reencontrar o Doutor, mas um pequeno erro de cálculo o fez parar em 1869 (coincidentemente o mesmo ano que Gwenyth fechou a fenda temporal de Cardiff, na primeira temporada de Doctor Who). Como o Manipulador quebrou, ele ficou preso no tempo e precisou passar por todo o século XIX e XX, enquanto esperava encontrar uma versão do Doutor que já o tivesse conhecido.

No planeta onde a TARDIS estacionou, os três conhecem o Professor Yana e sua assistente Chanto (uma gracinha de garota, apesar da aparência de inseto). O Professor tentava desenvolver um sistema que pudesse levar os humanos que ainda sobreviviam para um local chamado UTOPIA, mas algo estava errado com o sistema de navegação e por isso a nave não decolava. Como se não bastasse, uma raça que sofreu mutação (ou ‘evolução’, como disse Chanto) tentava a todo custo impedir o lançamento do foguete.

Com a ajuda do Doutor e de Jack, eles conseguem consertar o sistema e o foguete finalmente é lançado, levando os últimos sobreviventes da raça humana para o lugar onde eles esperavam estar Utopia.

Nesse meio tempo, Martha descobre que o Professor Yana também tem um relógio de bolso como o que o Doutor usou em The Human Nature para selar sua natureza como Senhor do Tempo e se disfarçar como humano. Deixando transparecer sua surpresa, a futura médica corre até o Doutor e tenta lhe dizer o que descobriu.

Yana abre o relógio e imediatamente sua consciência como Senhor do Tempo retorna, para horror do Doutor, que sente o seu despertar. Yana culpa Chanto por jamais ter perguntado sobre o relógio e lhe diz que ele na verdade é o Mestre (para os que não estão habituados à mitologia de Doctor Who, o Mestre é o arquiinimigo do Doutor, que supostamente havia morrido). Logo em seguida desliga as defesas da base onde estavam escondidos, permitindo assim que a raça do futuro invada. Chanto, tentando impedi-lo, atira no Professor e ele a mata eletrocutada.

Desesperado, o Doutor tenta alcançar o outro Senhor do Tempo, mas o Mestre entra na TARDIS e tranca a porta.

Doctor Who - UtopiaE na cena mais incrível do episódio, o Mestre, a beira da morte, regenera e se torna Sam Tyler! (saudades de Life on Mars). Certo, estou brincando. Ele assume a forma de um jovem – cujo nome será revelado no próximo episódio – interpretado por John Simm, e parte com a TARDIS, deixando o Doutor, Jack e Martha à mercê dos homens do futuro.

********

Pela primeira vez desde que Doctor Who voltou a ser exibido, outro nome além do Doutor e da companheira aparece nos créditos iniciais. John Barrowman está merecidamente lá, enchendo os olhos de todos os fãs.

Utopia está recheado de informações sobre Jack, e ligando o que nos é dito aqui e o que foi descoberto aos poucos na primeira temporada de Torchwood, temos uma visão melhor de quem é o nosso amado capitão.

Uma coisa interessante é ver como Jack retornou à sua personalidade habitual rapidamente logo ao reencontrar o Doutor. Ele mesmo comenta que sentia falta daquilo tudo. Simplesmente é mais fácil para ele poder finalmente se soltar e deixar tudo nas mãos do Doutor mais uma vez e não ser ele o responsável pela vida das pessoas. Além de, é claro, estar diante da possível resposta do motivo pelo qual ele se tornou imortal.

Inclusive, uma cena que eu achei lindíssima foi a da conversa entre os dois na sala radioativa (com direito a homenagem ao nono doutor e tudo! Fantastic!). Eu sinto vontade de surrar o Doutor pelo que fez ao Jack e ao mesmo tempo entendo o Time Lord. Jack é algo estático, um erro e por isso foi abandonado. Horrível ouvir isso da boca do próprio Doutor. Mas se lembrarmos da conversa dele com Rose na primeira temporada, saberemos que na verdade o Doutor sente o universo e suas alterações, isso faz parte da sua natureza. Jack é um mistério insolúvel para ele, um erro e por isso o perturba como poucas coisas o fazem.

Mesmo assim, foi bom para Jack conhecer a verdade e, creio eu, o que o consolou no final foi saber que sua condição atual é fruto da infinita bondade e humanidade de Rose.

E falando em Rose, durante o episódio todo ela foi uma sombra na vida da Martha. Não tem jeito, Rose foi e sempre será muito importante tanto na vida do Doutor como na de Jack. E a necessidade de Martha competir com Rose é uma das coisas que mais me irrita na nova companheira do Doutor. Mesmo assim, a reação de Martha a cada vez que ela era mencionada, seja pelo Doutor ou por Jack eram hilárias. Mas eu acho que descobrir a verdade sobre como a loirinha foi parar no universo paralelo foi bom para ela. Mostrou que ao contrário de todas as outras (e outros), o Doutor não abandonou repentinamente a companheira, mas foi obrigado a se separar e isso o fazia sofrer todos os dias. Difícil competir com isso.

Por outro lado, Martha foi responsável por cenas hilárias no tocante a mão do Doutor. Eu sempre disse que a mão na jarra em Torchwood era importante. Tão importante, que durou todo um universo de existência. O mais interessante é que ela envelheceu, mas não muito. Gostaria de saber como ela foi parar nas mãos do Professor Yana.

E a incredulidade de Martha ao saber que outra mão cresceu no lugar da que ele perdeu….os tchauzinhos que o Doutor dava…impagáveis!

Já que mencionei Yana, legal o Doutor lembrando das últimas palavras da Face de Boe em Gridlock: You Are Not Alone. YANA. A Face de Boe bem que poderia ter sido menos enigmático em sua pista.

David Tennant esteve brilhante nesse episódio. David não é o meu Doutor preferido, apesar de eu gostar muitíssimo dele, mas sou obrigada a admitir que nesse episódio ele foi sensacional. Mesmo assim, quem roubou todas as cenas foi sem dúvida nenhuma Sir. Derek Jacobi. Não tenho nem palavras. Que homem! Que ator! Que Mestre ele fez! Toda a tortura que Yana sentia ao ouvir o som dos tambores, a confusão e lembrança que as palavras aleatórias que ouvia iam se misturando em sua mente…Ele foi perfeito. Era como ver um menino entusiasmado. Na verdade, era a contraparte do Doutor. E o próprio reconheceu ser o Professor um gênio. E a transformação do Professor em Mestre foi indescritível. A diferença no olhar, na postura, no tom de voz. O homem deu um show de interpretação. I AM THE MASTER.

E aqui entre nós, eu sabia que alguma coisa ia dar errada no momento que eu vi que o Doutor deixou a porta da TARDIS semi-aberta. Tudo bem que a TARDIS pode resistir até a horda inteira de Gengis Khan, mas A PORTA TEM QUE ESTAR TRANCADA! Foi pedir para ser usurpado…

Outra coisa que achei legal foi a regeneração do Mestre. Eles tiveram o cuidado de fazer um processo semelhante ao do Nono para o Décimo Doutor. E o John Simm como Mestre ficou fantástico. Ele interpretou o Mestre exatamente como um Doutor mais lunático. Cheio de vida, elétrico, sorridente, charmoso, mas vilão até a última célula.

Muito bom também o Doutor sussurrando o nome do Mestre. Como será que ele se sentiu ao saber que não era mais o último Senhor do Tempo, mas que entre tantos, o que estava vivo era justamente o seu maior inimigo?

Agora nos resta esperar pela próxima semana e conhecer mais a fundo o Mestre de John Simm.

Séries citadas:

Michele Reis Martins, a Mica, é advogada e mantém o blog Esperando o Esperado. Fã de Arquivo X, Highlander, Buffy, Doctor Who e sci fi em geral.

25 Comments

  1. Mica

    Confesso que da trilogia final esse é o meu preferido ^_^. E lembro bem da agonia que senti quando eu o assisti e depois vi o trailer….nada de Doutor….o que será que acontecerá na próxima semana?

  2. Olga Nogueira

    Foi muito bom ter visto o último episódio de Torchwood recentemente porque logo deu para entender que a TARDIS estava em Cardiff e que tudo se passava após o episódio de Torchwood incluindo o sumiço de Jack.
    Mas não consegui entender exatamente o que a Rose fez que acabou dando imortalidade ao Jack. É que eu não assisti as outras temporadas de Dr Who. Mica, vc poderia me contar como foi?

    E se tudo acontece no final dos tempos do Universo, no ano 300 trilhões, isso é muuuuito à frente do ano em Cardiff do episódio de Torchwood, então aquela mão pode até ser outra mão de uma futura regeneração do Doutor. Ou não? Sei lá… lidar com as questões temporais e seres que se regeneram em corpos totalmente novos e já como adultos é fascinante mas quando a gente tenta um fio de pensamento lógico acaba se perdendo uma barbaridade…

    Mas é tudo muuuuito legal!

    E compreensível o ciúme da Martha. Perceber que Rose é tão significativa, tão importante, desencadeia uma dor bem funda mesmo, principalmente por que ela, Martha, gostaria de ter esse lugar tão significativo na vida do Doutor. Mas… ela acabou de iniciar seu trajeto ao lado dele… muita água ainda vai rolar até que ela conquiste seu próprio importante lugar e isso, se fizer por merecer, porque não virá de mão beijada.

  3. Mica

    Explicar eu explico…mas não agora pq meu tempo na lan house acabou. I’m sorry. Se conseguir voltar à internet ainda hoje eu conto os detalhes (se alguém já não tiver explicado tudo antes, hehehe)

  4. Mica

    E só mais uma coisa: eu tinha certeza que o ano era 300 trilhões, mas em todo lugar que eu lia algum comentário, o povo dizia que era 100 trilhões…aí fiquei duvidando do meu ouvido, hehehe (assisti sem legenda).

  5. ~vivi

    E você voltou mesmo para fazer um Review “solto” de Dr. Who mesmo achando que seria esquisito! Obrigada por não abandonar os fãs recém órfãos de Torch (e do Capitão, claro *-*).
    Aliás, confesso que se não fosse o seu texto, teria ficado com muitas dúvidas depois desse episódio. Que não foram totalmente sanadas, acho que vou ter mesmo que sair por aí atrás das temporadas passadas do Doutor. Não faz mal, eu o adorei! E adorei o Jack, tão mais solto mesmo, engraçado e dando em cima de todas as pessoas ou criaturas que via pela frente.
    E estou na fila esperando a explicação de como Jack virou imortal, se não for pedir muito. =D

  6. Olga Nogueira

    Não posso jurar que ele falou 300 trilhões mas foi assim que soou para mim e fez todo sentido do mundo … por isso, prá mim tá valendo 300 trilhões!

  7. ~vivi

    Já que vocês estão discutindo isso, a propósito, sobre o ano… o Doutor disse “Wait…the year one hundred trillion!?!? But that’s impossible!”

  8. Luis Trigo

    Oi Mica
    Ótimo review, mas com relação a mão do doutor, é a mesma de Torchwood. Jack a levou na mochila, e quando estavam usando a TARDIS para dar uma força ao foguete, provavelmente ele ou Marta deve ter deixado lá dentro. Quando o Mestre acordou e roubou o TARDIS ela estava lá dentro.

  9. Luis Trigo

    Ah, estava esquecendo:

    10 para o “velho” Mestre
    10 para Jack, supercool.
    10 para Marta, neste episódio ela fez toda a parte cômica.
    E 1000 para Sam Tyler, foram os 30 segundos que roubaram o episódio.

  10. Olive

    Nunca tinha assistido o Doctor who. Vi Utopia porque você tinha comemtado que os três últimos episódios se entrelaçavam com Torchwood. E adorei! Muito legal! O Doutor é muito divertido: adorei quando ele disse “Eu esqueci de dizer que eu sou um gênio!”.
    Alguém pode me dizer se o seriado só passa as quarta às 18 horas? Não tem reprise?

  11. Darth Cesar

    Muito obrigado Mica pelo review dessa serie fantástica, fiquei abobado com o quanto vocês manjam da série, eu só vi até hoje alguns episódios e por isso fiquei boiando em muitas coisas, mas a trama é de primeira, essa viagem ao fim do universo foi supimpa, mas como fica Utopia? Existia mesmo ou aquele pessoal da nave decolou sem destino, pode ser que isso não seja importante, certo? Em relação ao Mestre, em alguns momentos cheguei a pensar que ele fosse uma versão do doutor, um clone, muito bom personagem e a Chan Too tinha uma semelhança incrível com a Martha.
    Agora, o que me surpreendeu, foi a personalidade do Capitão, em Torchwood o cara era mais sério que um robô e junto com o dr. parecia uma criança no parque de diversões e as vezes bancando o Jhonny o bravo, outra coisa foi perceber o lado negro e frio do dr. como deu pra ver no papo com o capitão.
    O trailer do próximo episodio já me deixou em contagem regressiva e eu não posso deixar de mencionar minha admiração pelo tema da serie, que música gostosa de ouvir!

  12. Olga Nogueira

    Luis, ótima a sua sacada de que a mão estava na mochila do Jack. Claro! Deve ter sido isso mesmo!

    E Vivi, “the year one hundred trillion”, então é o ano 100 trilhoes mesmo. mas sabe que 300 trilhões ainda me soa melhor? Deve ter sido alguma preferência numérica de minha parte quando estava assistindo o episódio …

  13. Guibarranco

    Olga,
    Impulssionado pela Mica (que sempre menciona o Doctor Who nos reviews do Torchwood) eu decidi ver Doctor Who desde o começo. E ontem tive a grata surpresa de ver o último episódio da primeira temporada (n° 13), onde se mostra quando e porque a Rose deixa o Jack imortal.
    Não vou estragar a surpresa de quem quer ver o episódio, e eu recomendo pois é muuuito legal, mas resumidamente, o Doctor (ainda na versão Cristopher Ecclestone), a Rose e o Jack estão no futuro enfrentando uma ameaça mortal, mortal no nível de mortalidade do Doctor, e pra salvar o mundo, a Rose olha a alma do TARDIS, fica inundada pela energia dele, acaba com a ameaça e restaura a vida do Jack, que tinha sido morto em combate, e nesse momento torna ele imortal.
    Acho que foi assim, pois pelo que eu vi, antes disso ninguém fez nenhuma referência à uma suposta imortalidade do Jack. Mica, é isso mesmo? Ou aconteceu algo mais?

  14. Mica

    Exatamente, Gui.
    Vamos falar sobre Jack:
    Jack é um agente do tempo nascido no século LI e que perdeu dois anos da sua memória e se tornou um conman. Nessa época ele conheceu o Doutor e a Rose e passou a viajar com eles. No final da primeira temporada, eles estavam combatendo os Daleks (inimigos jurados do Doutor) e o Jack foi o último a sucumbir. Morreu mesmo.
    Mas Rose, que havia sido mandada de volta para casa pelo Doutor (que ficou no futuro para destruir os Daleks e boa parte da humanidade no processo), não se conformou e deu um jeito de abrir a TARDIS e olhar para o seu coração (que é a fonte de energia da nave).
    Se um Time Lord olha para o coração da TARDIS ele se torna um anjo vingador. Rose, como humana e com um coração cheio de bondade, tornou-se extremamente poderosa, e quis consertar tudo. Destruiu os Daleks e trouxe Jack de volta à vida. Mas, como era completamente inexperiente, acabou trazendo-o de volta para sempre. O Doutor ‘sentiu’ essa mudança na estrutura biológica do Jack e não se sentiu confortável com a imortalidade do amigo, e literalmente o abandonou sei lá quantos bilhões de ano no futuro.
    Quanto à Rose, o Doutor absorveu todo o poder que ela havia recebido da TARDIS (caso contrário ela morreria), mas por causa disso ele ‘morreu’ e regenerou no décimo doutor (esse atual). E como já foi dito, Jack reviveu a tempo de ver o Doutor partindo e deixando-o para trás, por isso ele voltou no tempo e ficou por quase dois séculos esperando reencontrar o Doutor para entender porque era imortal e principalmente como morrer.

    Eu sei que acabei meio que repetindo o que o Gui disse, mas… ^_^.

    Inclusive eu creio que esse é um dos motivos pelo qual o Jack é tão sério em Torchwood. Primeiro porque ele já viveu cerca de 200 anos e ja passou por MUITA coisa nesse período e isso é tempo suficiente para alguém amadurecer e mudar em muitos sentidos. Mas eu vejo que o motivo principal é que ele se sente atormentado por ser imortal, por ter sido abandonado pelo Doutor (a quem ele adora e, mais, ama mesmo) e por não ter a menor idéia dos motivos que o levaram a ser como é. (além de pensar que a Rose está morta, é claro) Então, quando ele pôde finalmente estar ao lado do Doutor, ele se permitiu a ser ele mesmo, sem todas as preocupações, as raivas, as restrições e responsabilidade que é ser Jack Harkness.

    Fico feliz que vocês gostaram do review, e ainda mais feliz que muita gente que ainda não conhecia, assistiu Doctor Who ^_^.
    Quanto a história de Utopia, será explicado nos próximos episódios o destino dos humanos no futuro.
    E lembrem de Creet.. “O céu é feito de diamantes” :D

    Sobre o Mestre, eu ainda não assisti a série clássica, mas o Mestre é um dos Time Lords que, assim como o Doutor, não conseguia apenas assistir a história sem interferir na bendita. Pelo menos foi o que eu depreendi do que eu li até agora. A diferença é que o Doutor tenta curar o mundo, enquanto o Mestre tenta dominá-lo. É a antítese do Doutor.

    E sim, Chanto é muitíssimo parecida com Martha. Acho que foi proposital essa semelhança entre as personagens.
    Parece que os Time Lords, mesmo quando humanos, não podem ficar sem uma companheira, hehehehe.

    Por fim, Luiz, muito obrigada pela explicação sobre a mão. Eu ficava cá me perguntando o que raios o Jack tinha levado na bendita mochila, mas agora tudo faz sentido.

    Mas o melhor de tudo é Sam Tyler como Mestre. Meu Deus! Ele rouba a cena sempre que aparece, hehehe.

    Bom, tenho que ir agora. Qualquer dúvida, estou aqui para responder…se eu souber ^_^.

    A propósito, estou fazendo os reviews pelos episódios que eu tenho gravado, porque agora no final do ano o horário de trabalho ficou impossível e não consigo chegar às 18h em casa :-(
    E o People & Arts fez o favor de não colocar horário de reprise de Doctor Who. Arf!

  15. João da Silva

    Chan, ótimo episódio, tho!

    Gostei muito deste episódio. Ainda que o episódio das estátuas tenha sido o melhor da temporada, mas este episódio começou muito bem o arco final desta temporada.

  16. Olga Nogueira

    Chan, João, concordo com vc, tho!
    Chan, Mica, seu nome também é Chan, tho!
    Chan, que ótimo tudo isso!, tho!

  17. Olga Nogueira

    E as explicações sobre a imortalidade do Jack ficaram muito boas. Mas surgiu nova dúvida. Se o Jack roubou o nome daquele outro Jack da segunda guerra, por qual nome o Doutor o conheceu? Não reparei ontem se o Doutor o chamava de Jack. Ou o caso da imortalidade foi depois que ele já tinha roubado o nome?

  18. Mica

    O Doutor sempre o chamou de Jack. Nós não conhecemos o verdadeiro nome dele (mas espere grandes revelações no finalzinho do último espisódio…essa é para quem acompanha Doctor Who).
    Mas o Jack assume o nome do Capitão Jack Harkness da primeira vez que ele vai para a década de 40, enquanto ainda era um conman. É quando ele conhece Rose (e a confunde com uma agente do tempo) e o Doutor. Ele explica que pegou o nome de um capitão que morreu emprestado.
    O caso é que depois ele ficou usando o nome do Jack…inclusive quando voltou para 1869 e daí por diante.

    João, também acho Blink simplesmente incrível. Sinto-me frustradíssima por ter perdido no People & Arts (assisti no dia seguinte que passou no Reino Unido, de madrugada…lá pela 1h da manhã…foi assustador, hehehe). Mas Utopia não deixa a desejar. Na verdade, a história da trilogia final é maravilhosa, muito bem amarrada. Tem algumas escorregadelas, a maioria delas com as atitudes da Martha (não tem jeito, não consigo ser imparcial com ela)e a pior com o próprio Doutor, mas a concisão da história é fenomenal. Acho incrível como o Russel T. Davis faz as coisas com coerência e sempre amarra tudo muito bem, seja entre as temporas de Doctor Who, seja entre DW e os spin-off (Torchwood e The Sarah Jane Adventures).

    E…sim!!! Eu também sou Chan!!! ^_^.

  19. Mica

    Agora, o legal mesmo é o Doutor censurando o Jack a cada apresentação que ele ia fazer. O Doutor conhece bem o Jack, hehehehehe…para ele, um simples ‘oi’ basta ^_^.

    Teve outras insinuações interessantes também, como quando o Jack segura o casaco do Doutor, faz café…(Jack é o Ianto do Doutor, hehe)
    O Doutor dizendo que Martha e o Doutor até poderiam morrer congelados pela falta do sol, mas não tinha muita certeza sobre Jack…
    Na verdade, alguém aqui sentiu o mesmo que eu quando assisti pela primeira vez? Eu sei que no fundo o Doutor sente um carinho enorme pelo Jack (passada a desconfiança inicial quando o conheceu, eles logo se entenderam super bem), mas que ele foi cruel nas formas de se dirigir ao Jack ele foi. Não apenas ao dizer que o abandonou conscientemente por ele ser um erro, mas a própria frieza com que ele o tratou até ali (muito parecida com a forma como ele o tratava quando o conheceu), beirando a raiva.
    Mas o que importa é que eles se entenderam. O Doutor, porque viu que não adianta fugir do inevitável. O Jack vai ficar orbitando a sua vida para sempre e provavelmente ainda se encontrarão muitas vezes..até o Doutor morrer e o Jack permanecer (ou não, sei lá. Depende de quanto um Time Lord pode viver).
    E o Jack, bem, o Jack porque conseguiu entender porque e como se tornou o que é, e, afinal, não dá para ele ficar com raiva de quem adora por muito tempo, hehehe.

    Agora a pergunta que não quer calar: O Mestre após recuperar a sua biologia original guardou sua memória de Professor Yana, certo? E, como disse o Doutor à enfermeira em The Bloody Family, o Sr. Smith fazia parte dele mesmo ele sendo novamente um Time Lord. Então, teoricamente Yana também faz parte do Mestre…o que quer dizer que lá no fundinho o Mestre não é apenas um vilão. Tem um lado ‘humano’ dentro do mal exterior.
    É isso mesmo, né?

  20. Olga Nogueira

    Também acho que as personalidades humanas que eles desenvolveram estão dentro de cada um, porque quando humanos, expressavam exteriormente um lado psíquico daqueles Senhores do Tempo. É sempre a mesma entidade, qualquer que seja sua manifestação exterior. Se um dia virarem uma planta ou um cristal, ou o que seja, a essência toda ainda estará lá. É que muita coisa fica no inconsciente e isto é válido até para os Senhores do Tempo e são conscientizadas apenas depois que se exteriorizam, como acontece conosco mesmo.

    Não foco tanto esse carinho todo que vc vê entre os personagens, seja em Doctor Who, seja em Torchwood. Esse lado “sou cruel com vc mas, no fundo, te adoro” nunca atrai minha atenção. Não assisto os seriados buscando os sentimentos ocultos dos personagens e me apego mais ao que é tornado explícito. Por isso gostei muito de ouvir o Dr avaliar Jack como um erro, um erro cometido pela Rose em sua inexperiência e mania de mexer com o que não entende, tentando salvar as coisas. Aliás, acho que Martha também tem este perfil. Talvez seja um traço que o Dr prioriza quando escolhe suas acompanhantes: serem afoitas e meio inconseqüentes.

    E voltando a Chantho, me diga Mica, será vc da mesma espécie dela … ???? … nossa… que emocionante!!! …

  21. ~vivi

    Pessoal, muuuito obrigada por todas as explicações, mas vou baixar os episódios mesmo assim, virei fã xDD
    Olga, acho que na legenda eles disseram 300 trilhões, mas se é o fim dos tempos, 100 ou 300 é tempo pra caramba de qualquer jeito. (:
    Ah eu confesso que reparei no Jack sendo assistente do Doutor e não gostei não! Preferia o Capitão no comando, porque sou uma fã babona. xD
    E a People+Arts é uma porcaria, eles começaram a reprisar Torch às sextas-feiras e nem avisaram e nem na Programação está. u_u

  22. Mica

    Para mim tudo é basicamente interação entre personagens e como um sente o outro. É o que me motiva em qualquer série. E Doctor Who (e Torchwood) explora isso tão bem, que é impossível para mim não ficar extasiada a cada vez que eu vejo algo na tela..ou fora dela (pq as vezes tudo fica implícito). A primeira temporada de DW mostra bem como jack e o Doutor tinham uma amizade verdadeira. A diferença é que para o Jack o Doutor sempre foi o ser ideal…e o Jack é outro acompanhante na lista de muuuitos que já passaram e ainda irão passar na vida do Doutor.
    Mas isso não vem ao caso. O que importa é que o Mestre está de volta e vai fazer muitas estripulias ^_^.

  23. Mayara

    Micaa.
    haha, é verdade.
    realmente os “tchauzinhos” que ele dava para a Martha eram impagáveis! Ri muito nesse capitulo também quando a Martha perguntou o por quê dela ter que falar Chan e Tho nos finais e começo de frase. Muito legal.
    e o Master é lindo, bem humorado…relmente um senhor do tempo!

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