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Review: CSI – Woulda, Coulda, Shoulda

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CSI - Woulda, Coulda, ShouldaSérie: CSI
Episódio: Woulda, Coulda, Shoulda
Temporada:
Número do Episódio: 189 (9×07)
Data de Exibição nos EUA: 20/11/2008
Data de Exibição no Brasil: 16/3/2008
Emissora no Brasil: AXN

Assumindo o posto de nova colunista de CSI no Teleséries, apresento-me como fã de CSI desde sua estréia no Brasil, no ano 2000, ainda pelo canal Sony. Lembro que o primeiro pensamento que tive ao final do episódio piloto foi “Finalmente uma série que não me chama de burra!” Sentindo-me desafiada a desvendar os casos e disposta a ser surpreendida pelas intrigantes reviravoltas, passei a acompanhar a equipe de Gil Grissom assiduamente, e há cerca de três anos comecei a participar de fóruns de discussão na Internet, vindo a me tornar, algum tempo depois, moderadora do fórum CSI Brasil.

Em sua nona temporada, CSI passa por sua maior transição, tendo que se despedir de três atores do elenco original, inclusive William Petersen, protagonista e líder da equipe desde o início. A série, que tem se mantido no topo da lista das mais assistidas na televisão americana durante anos, agora se vê arriscada a perder parte da audiência devido às mudanças. Era de se esperar que se esforçassem para manter o alto nível das histórias.

Entretanto, este sétimo episódio, Woulda, Coulda, Shoulda, pareceu o típico episódio para passar o tempo enquanto esperamos a arrebatadora saída de Grissom.

Dois casos a investigar, mais o retorno da Assassina das Miniaturas. Greg e Riley investigaram o assassinato de uma mãe em sua própria casa, e da agressão à sua filha. Nick e Catherine investigaram um acidente de carro com dois estudantes, em que um deles apresentou uma bizarra fratura.

Grissom está obviamente cansado e deprimido, parece desmotivado. Definitivamente não é o Gil Grissom de outrora. Para mostrar este estado mental, seria uma boa idéia trazer de volta a assassina das miniaturas, que por quase um ano tirou o sono do investigador, e quase matou sua amada Sara. Mas não funcionou.

CSI - Woulda, Coulda, ShouldaPor que Grissom iria querer apenas conversar com Natalie Davis, reviver tudo o que passou durante as investigações dos assassinatos e o sequestro da namorada? Sua resposta não convenceu, há muito ele não parece o cientista excêntrico que gosta de solucionar mistérios. E Natalie não é nem de longe interessante como pareceu durante a sétima temporada. Não dá para acreditar que a psicopata que enganou a polícia de Las Vegas inteira, criou e replicou cenários impressionantes e realizou crimes praticamente perfeitos esteja simplesmente com remorso e pensando em suicídio. Seu reaparecimento foi completamente desnecessário e serviu novamente para mostrar que CSI não consegue dar um encerramento decente para os personagens mais interessantes. Foi assim com Paul Millander, Tammy Felton e Kelly Gordon.

O caso de Greg e Riley foi razoável, a investigação bem dentro do comum, mas o final teve uma reviravolta mais surpreendente. Destaque para o sarcasmo de Brass, como sempre imbatível. Aparece a possibilidade de um romance entre Greg e Riley, que até formariam um casal bonitinho. Porém parece uma situação forçada, tipo “já que o casal anterior saiu da série, temos que criar outro”. CSI não sabe lidar com a vida pessoal dos investigadores, então seria melhor que deixassem os casais para as outras franquias e mantivessem o foco nas investigações.

Quanto ao outro caso investigado, vale a pena mencionar apenas o toque cômico do beisebol nas caixas de correio de Nick e Hodges, e o comentário-ponto-alto-do-episódio de Catherine:

E me pergunto porque ainda estou solteira.

Séries citadas:

6 Comments

  1. Rodrigo Xavier

    Episódio fraquíssimo como a maioria desta temporada. A volta de Natalie à série foi desnecessária e mostra que CSI raramente funciona com histórias que duram vários episódios. Além disso é lamentável ter que aguentar esse Gil Grissom mala e deprimido, completamente descaracterizado do personagem.

    Excelente review, parabéns!

  2. Fernando dos Santos

    Excelente review, também acho que CSI tem certa dificuldade em concluir de forma satisfatória as trajetórias de personagens interessantes.Uma das raras exceções foi o encerramento do arco de Michael Keppler, achei o final dele grandioso.

    Quanto a questão da audiência, pelo que eu tenho visto nos ratings me parece que CSI tem boas chances de fechar a temporada 2008-2009 recuperando o posto de drama mais visto da tevê americana, posição que a série perdeu para Desperate Housewives no período 2007-2008.

  3. Luciano Cavalcante

    Benquerer, o engraçado é que, esse seu desejo de que o caso, e não a vida pessoal dos investigadores, fosse o foco, é como era CSI no começo, quando realmente empolgava. E aparentemente esse caminho está sendo retomado, em Eleventh Hour e The Mentalist, por exemplo. Funcionava bem antigamente – alguém já viu a senhora Columbo? Por exemplo.

  4. Celia lemos

    Concordo com Benquerer romance não combina com ciencia forense nem esse Grissom que ai esta.O Csi do inicio realmente me empolgou mas depois da melação veio a queda e os redatores parecem não ter inspiração para terminar a estoria dos personagem.Enfim Grissom e Natalie se entendem sãodois genios.

  5. Paulo Antunes

    Oi Benquerer, seja bem vinda ao site.

    Olha, eu discordo do Rodrigo, não estou achando esta temporada ruim.

    E discordo de ti um pouco. Eu realmente gostei de rever a Natalie e acho que o encerramento que deram para ela foi sim interessante.

    A questão é que o episódio teve um ritmo quebrado – o caso do Brass e do Greg foi muito meia boca e o do Nick foi muito cômico.

    Pra mim faltou foi harmonia. E ritmo.

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