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Review: CSI – Monster in the Box

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Cena de Monster in the Box
Série: CSI
Episódio: Monster in the Box
Temporada:
Número do Episódio: 157
Data de Exibição nos EUA: 15/2/2007
Data de Exibição no Brasil: 19/4/2007
Emissora no Brasil: Sony

Em primeiro lugar eu gostaria de me desculpar. Em virtude das muitas ocupações que tomaram conta da minha vida, eu não tive tempo pra preparar meu texto quando ele deveria ter sido feito, há semanas atrás. Eu também não estava com cabeça para raciocinar e entregar algo que valesse a pena ser lido, e sendo assim, melhor foi esperar a poeira baixar do que tentar ludibriá-los com um texto mal feito.

Às vezes não podemos controlar as circunstâncias, e de certa forma isso se aplica tanto a minha vida quanto ao episódio a ser discutido aqui. Em Monster in the Box, o assassino das miniaturas volta. E, apesar de ser um perfeccionista, como a própria psiquiatra aponta, uma pessoa obsessiva que precisa que aquela miniatura, espelho de toda sua raiva e ódio, venha à tona da maneira imaginada, ele encontra-se em apuros pois desde seu segundo assassinato, a situação tem fugido daquilo que se havia planejado e tomado seus próprios rumos, a ponto de duas pessoas diferentes usurparem sua identidade para fins distintos.

Como a Laura Gomes brilhantemente colocou, a confissão seguida de suicídio de Earl e o assassinato praticado pelo irmão da psiquiatra Barbara, a vítima pretendida originalmente, comprometem a identidade desse assassino, que tem em seus crimes uma manifestação de si mesmo – sendo um ser anti-social, é a maneira que encontra para se relacionar com o mundo externo e exprimir tudo o que sente. Quando estamos desesperados, podemos nos manifestar de maneira incomum e não muito agradável, que podem nem sempre ser nossa intenção primordial; nosso inconsciente é por vezes muito mais forte do que nosso consciente. O que me leva a uma suposição muito boa da Valentina, lá do fórum CSIBrasil, de que a boneca poderia significar que o assassino é uma mulher que sangra, que está ferida emocionalmente.

O tema inevitabilidade é recorrente nessa temporada, e na série inteira se formos observar bem, (o que eu vou desenvolver logo abaixo, no próximo parágrafo), mas a impotência humana frente as forças adversas com as quais somos confrontados tem sido especialmente forte nesse ano, começando com as investidas cruéis sofridas por Catherine e sua família, passando pelo ataque a Greg, o azarado Max em LocoMotives, o mafioso Frank e todas as suas tentativas de manipular o sistema a seu favor e não posso deixar de mencionar Barbara, a psiquiatra que vê o domínio de sua vida e seu brilhantismo escapando de suas mãos por causa de uma doença que não lhe deixa escolhas, a não ser entregar-se a uma vida indigna da pessoa que sempre fora, neste mesmo episódio, e esses foram apenas os exemplos mais pungentes.

Cena de Monster in the BoxSe é pra falar em inevitabilidade, a equipe da madrugada é, perdão do trocadilho, perita. Por mais que tentem impedir os crimes, as mortes e tudo mais, a vida sempre encontra um novo curso de fazer as coisas acontecerem. Mesmo com a ciência, a razão e todas as boas intenções do mundo ao seu lado, expurgar Vegas dos pecados é uma missão sem prazo pra expirar. E a velha dúvida moderniza-se através da arte, ou qualquer que seja a classificação que você dá ao segmento da televisão, será que o destino tem mais força do que nós, ou será que nós temos mesmo controle sobre nossa realidade, com o único problema que vivemos em sociedade, e que nossas escolhas interferem em vidas alheias, modificando seus caminhos?

Há uma outra coisa que está fora de controle, só que do nosso controle. Esse episódio é apenas um filler, coisa que é extremamente rara em uma série processual. É um episódio de transição, de desconstrução e reconstrução de idéias, que é representada na mensagem sinistra deixada a Grissom. Eles estavam errados, e quando erramos, só nos resta voltar, reavaliar nossas conclusões para tentar acertar. Eu, inicialmente não gostei muito do episódio. Eu não me importo com os fillers de séries seqüenciais, mas em uma série processual todos os episódios montam-se em cima de si mesmos, e esta nova situação que os produtores estão testando, a principio me fez desgostar profundamente de Monster in the Box.

Como episódio único, ele não me agrada. Mas é sua relevância dentro da construção de estória toda que deverá ser levada em conta no final. Monster in the Box e seu trabalho de reestruturação do caso, eu espero, evitará uma conclusão corrida e repleta de informações que o telespectador terá dificuldades de assimilar. Por isso, esses episódio de enrolação, são algo que podemos odiar (ou adorar, eu particularmente amo os fillers de Lost), mas que sempre encontraremos de vez em quando em nossas séries preferidas, é inevitável.

Séries citadas:

É estudante de comunicação. Não vive sem The Good Wife, Parks and Recreation e 30 Rock. Ah, e Gossip Girl, que apesar do bom senso, ainda nao conseguiu largar.

11 Comments

  1. Vanessa

    Ótimo review, Thais. Eu gostei muito desse episódio, qualquer um que tenha o caso das miniaturas tá valendo. Foi sensacional a perfeição da miniatura, o pessoal da cenografia está de parabéns. E foi bom ver o Grissom (realmente) de volta. Ele estava muito alegrinho no epi. passado, gosto mais dele assim, sério, introspectivo, esse foi o Grissom que eu aprendi a gostar.

    Estou começando a achar que pode ser a Sara… aquela história de que o assassino passou por lares adotivos é meio suspeito, e já deixaram claro que o assassino é alguém de dentro. Se for alguém conhecido, espero que contem uma boa história, pois vai ser meio difícil de engolir.

  2. Paulo Antunes

    Paradoxo: adorei o teu review, mas particularmente gostei muito do episódio, exatamente por fugir da fórmula de série.

    Só achei que a reação dos CSIs para a morte da policial foi meio fria, com exceção da Sofia. Eles foram todos enganados, deveriam estar mais revoltados…

  3. Leon

    Também gostei muito do episódio. A unica coisa que me incomodou um pouco foi a mesma que incomdou o Paulo : A reação da equipe, com exceção da Sofia, com a morte da policial.

  4. Lucas Barreto Gomes Leal

    ótimo review eu particularmente não custumo gostar desses episódios que são só uma preparação pra acontecimentos futuros, acho que da sim pra fazer um ótimo episódio que prepare terreno pra futuros acontecimentos…não sei se esse foi o caso pq não vi o episódio mas em Lost como vc citou eu não tenho gostado não dos episódios que tem só preparado terreno…exemplo o do Des essa semana prepara terreno e é maravilhoso!!!ao contrário da grande maioria dos episódios dessa temporada que só prepararam terreno e não apresentam muita qualidade!!!
    bom prabéns pelo review como sempre bem escrito!

  5. Cesar

    Ótimo review! Parabéns!

    Também sou da turma dos que gostam dos episódios que linkam situações. Este, em particular, foi ótimo.

  6. Simone Miletic

    Independente de linkar ou não as histórias acho que este foi um ótimo episódio e, ao contrário de você, achei sentindo nesse episódio enrolação, achei objetivo.

    Já em LOST nãp vejo mais sentido em episódio nenhum.

    O review está ótimo também!

  7. Simone Miletic

    Spoiler (eu acho)
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    Só complementando: achei a reação de Sophia até um pouco exagerada. Acho que já um link para a saída dela do seriado.

  8. Luciano Bruce

    Também gostei do episódio, mesmo sendo um de “linkamento” (não sei se essa palavra existe =D).

    Essa a primeira temporada de CSI, que venho acompanhando direitinho…

    Lost, bem já reclamei tanto q cansei… pior é ficar ouvindo “Ahhhhh mas esperem até o episódio 4.575, esse é muito bom”

  9. Tatiana

    Olá Thais, ótimo review, como te falei no e-mail, espero ansiosamente pelos reviews, acho bem interessante como cada um vê as histórias, eu particularmente estou adorando essa sequencia de episodios de CSI, muito inteligente e bem elaborado……..

  10. Laura Graziela Gomes

    Thais, ótimo review. Eu achei legal a experiência de fazer uma temporada com toques sequenciais. Isso mostra que CSI tem fôlego se preciso for, mas também prefiro o estilo mais processual.

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