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Review: CSI – Leapin’ Lizards

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Cena de Leapin' LizardsSérie: CSI
Episódio: Leapin’ Lizards
Temporada:
Número do Episódio: 163
Data de Exibição nos EUA: 3/5/2007
Data de Exibição no Brasil: 21/6/2007
Emissora no Brasil: Sony

Quando este episódio foi ao ar nos EUA, Marg Helgenberger disse em uma entrevista que quando leu o script pela primeira vez, achou que os produtores haviam começado a fumar crack. Quando eu soube, bem antes do episódio ir ao ar nos país nortea-mericano, que o enredo seria sobre um grupo de pessoas que acreditam que aliens mutados com formas de répteis têm se acasalado com humanos por séculos como meio de conquistar a raça humana, eu também fiquei com o pé atrás. Mas Leapin’ me surpreendeu positivamente.

Ao lado de Nip/Tuck, CSI é uma das séries que melhor sabe explorar o bizarro, e eu credito essa habilidade em parte à associação que as duas séries costumam fazer entre os caracteres excêntricos que estão à anos luz de distância da vidinha corriqueira da maioria do público televisivo e temas cotidianos com os quais nos relacionamos mais facilmente. A fé já foi apresentada de diversas maneiras em CSI. Nesta mesma temporada, tivemos o excelente Double Cross. Leapin’ é quase um contraponto a Cross.

Muito mais leve, sem se levar muito a sério, utilizando elementos cômicos, e resultando numa trama que pode simplesmente divertir, pra quem não quer nada além disso, e divertir muito bem. Mas pode também levar a caminhos mais sérios. O mundo está vivendo um panorama religioso interessante. Se por um lado há uma liberalização na maneira como os fiéis se relacionam com suas respectivas religiões, ou o que o Papa chama de “Supermercado da Fé”, por outro os grupos religiosos radicais tornam-se cada vez mais atuantes, e por consequência, a intolerância religiosa tem se tornado mais popular.

A Fé acima de tudo, é algo sobre o que acho que não tenho muita propriedade para escrever, como pessoa cética que sou. Portanto, perdoem a minha audácia de tentar pincelar sobre o assunto, que eu não podia ignorar em se tratando de Leapin’ Lizards, e sintam-se à vontade para trazer suas próprias impressões pessoais para o tópico, sem transformar esse espaço em terreno de Guerra Santa, por favor.

Vou pegar emprestada uma frase da Bíblia: “A fé é acreditar em coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem, independentemente daquilo que vemos, ou ouvimos.” Hebreus 11:1.

E através dela as pessoas se reúnem em suas mini-sociedades de compreensão e solidariedade interna, algumas vezes até se afastando do mundo externo, como é o caso do grupo apresentado em si. É importante mencionar, que se no caso em si é feita uma associação maléfica, em que a fé daquelas pessoas em questão as torna vítima de um charlatão, e posteriormente de suas próprias ilusões, não é sempre assim na vida real. Cada qual com sua crença e sua maneira de se relacionar com as questões filosóficas que enfrentamos todos os dias, e de formas diferentes cada um constrói uma relação única com o Universo, que tem tudo pra ser saudável.

Retornando a CSI em si, eu tenho que elogiar David Rambo e Carol Medelsohn. É verdade que a última é responsável pelo quê grande parte dos fãs consideram burradas enormes, como matar o Keppler e casar o Warrick, mas eu tenho que confessar, ela é uma roteirista espetacular. Sabe desenvolver situações como ninguém, desenvolvendo uma ótima dinâmica entre os personagens e diálogos memoráveis, que dão a oportunidade para os atores criarem momentos inesquecíveis para os fãs. Oportunidade que sempre sobre que recai na direção do competentissimo e meu diretor de CSI favorito (como todo mundo já deve ter percebido, já que eu vivo a elogiá-lo) Richard J. Lewis, é muito bem aproveitada.

Como toda e qualquer alusão que eu faça do Lewis já virou chover no molhado, eu vou dirigir minha atenção pra Medelsohn, que é muito condenada (por mim inclusive), mas que tirando sua mania de tomar grandes decisões que irritam os fãs, é uma baita escritora. De Who Are You, passando por The Finger, Cross-Jurisdictions (o piloto de CSI: Miami), Lady’s Heather Box, Inside the
Box,
à concepção de Grave Danger a lado de Tarantino, Bodies in Motion e Law of Gravity, ela explorou o lado emocional dos peritos de Las Vegas, comovendo e tirando reações dos fãs sempre. Reações diversas, é verdade, mas reações.

Cena de Leapin' LizardsE se a audácia dela é notória, eu amei a coragem que ela teve de escrever que porcos são mais inteligentes que alguns políticos. As cenas de Griss e Sara em sua intimidade, em casa juntos, também foram ótimas. Eu só queria que ela usasse dessa liderança em escrever o que dá na telha, e criasse mais contato físico entre os dois, porque por mais que a relação entre os dois não precise de certas apelações, um beijo não vai matar ninguém, e todo mundo já está mais que cansado de esperar que aconteça. Houve também a pequena confissão do Warrick sobre o fracasso de seu casamento, os diálogos cheios de humor negro e referências (Arquivo X, Xena), que eu adoro e pra finalizar, eu gostei do comentário de Catherine para Greg, sobre as tragédias pessoais que foram tão presentes nessa temporada, especialmente para os dois.

Oh, só é um ano ruim se você fizer um trabalho ruim, Greg. Você está tendo um ótimo ano.

Bom, eu não sei o Greg, mas os fãs de CSI com certeza estão tendo um ano muito bom.

Séries citadas:

É estudante de comunicação. Não vive sem The Good Wife, Parks and Recreation e 30 Rock. Ah, e Gossip Girl, que apesar do bom senso, ainda nao conseguiu largar.

16 Comments

  1. Simone Miletic

    Mais um excelente episódio, na melhor temporada do seriado.

    Ao contrário de você, Thaís, eu não espero por um beijo entre Grisson e Sara não, acho que seria até estranho vê-lo na telinha da minha tv…

    Como você eu acho que todo episódioq ue tem o dedo de Carol é marcado por ótimos diálogos e tiradas sensacionais.

    Agora, quem sentiu ter fumado alguma coisa fui eu quando os rostos da equipe e dos policiais se tranformavam em répteis. Muito bem feito!

    Ótima review!

    Si

  2. Priscila

    Bem, n gostei muito do episódio, ms amei ver mais um pouquinho da relação entre o Grisson e a Sara, e mais eles tem um cachorrinho!!! que fofo.
    Fora a carta, muito bonitinho. E também mostrando ele construindo um miniatura mostrando que ele ainda se preocupa com o assassino que estou louca para ver o desfeixo final!!
    Parabéns pelos textos são ótimos…

  3. Leon

    “Ao lado de Nip/Tuck, CSI é uma das séries que melhor sabe explorar o bizarro”

    Apoiada 100%. Interessante esse sétimo ano de CSI. A maioria da séries tendem a perder qualidade quando se prolongam demais, mas depois de 6 anos, em plena 7° temporada, CSI apresenta, para mim, seu melhor momento. muito bom mesmo. òtima review, Thais, para um ótio episódio.

    Eu só não entendi as cenas da Sara e do Grissom. A primeira : ela encontrou a carta ? ou já estava ali e ela pegou pra ler ?

    Segunda: Grissom montando uma miniatura, o que aquilo quis dizer ?

  4. Rubens

    Dois comentarios:

    1) Eu tambem nao quero ver beijo nenhum entre Sara e Grissom. Nao tem nada a ver com CSI. Parabens aos roteiristas por manter esse tipo de coisa longe da serie.

    2) Para mim, qualquer lider religioso de religiao que envolva culto a “seres superiores” é um charlatão em potencial, por mais bem intencionado que ele seja. Todas as religioes viajam por temas absurdos como “deuses”, “santos”, “milagres” ou algo parecido, sedimentando mais e mais poder sobre as hordas de seguidores iludidos por suas (das religioes) crenças. No fundo, no fundo, sao todas iguais, todas se acham as unicas certas e, pra quem está de fora, nao ha muita diferença ao se deparar com quem acredita em lagartos poderosos ou em deuses criadores do universo inteiro.

  5. Vanessa Brdo

    Eu não gostei muito desse episódio, não. Achei que foi mal elaborado, me deu a sensação que faltou alguma coisa. E concordo com a Simone, tb não gostaria de ver um beijo entre os dois, talvez no último episódio da série… acho que até agora estão equilibrando bem o lado pessoal, acho que se isso acontecesse seria um pouco demais, apesar de gostar do casal.

    E o Grissom montando uma miniatura… não vejo a hora de ver mais dessa história.

    É a segunda vez que nós discordamos, Thais. Mas de uma maneira saudável, isso é que é bacana. Sem fanatismo, como existe por aí…

  6. Paulo Antunes

    Cara, a cena do Brass bebendo água é antológica, subverteu a série, total V A Batalha Final, vale pelo episódio!

  7. Cristiano (Highlander_Master)

    Essa distancia que eles mantém sobre possível momentos do relacionamento do Grissom e da Sara, mas as vezes mostrando um pouquinho está excelente, C.s.i está de parabéns.

    A cena do Brass é ótima mesmo.

    Olá Emmy!! Olhem com atenção!!

  8. Marcos Almeida

    Eu adorei esse episódio. Assim com o Paulo, lembrei da minissérie V de imediato. A cena na minissérie em que desmascaram um alienigena no tribunal, tirando sua pele humana e mostrando seu rosto de lagarto é sensacional, assim como as transformações dos humanos em lagartos neste episódio. Muito bom.

  9. sandra

    Quem ligou a tv na hora da “transformação” deve ter pensado que era uma “viagem” ou errou de canal. Adorei o episódio, tudo foi muito bem amarrado e coerente.
    Quando da passagem do cometa Halley (não lembro o ano), uma seita cujos participantes acreditavam que uma nave estaria na cauda do cometa para levar suas almas para outro planeta, cometeram suicídio. Então, a mente humana é algo maravilhoso e pavoroso ao mesmo tempo. Pessoas com disfunções podem realmente ver e acreditar no que não existe. Parabéns pelo review, muito boa sua análise.

  10. Tatiana

    Oi Thais, ótimo reviews, gostei do episodio, e principalmente adorei a cara do Greg, esse ano parece ser dele e do Brass, meu deus acontece de tudo com o coitado…….tadinho…………..Só sinto falta de mais cenas com o Warrick, acho que nessa temporada ele está bem apagado né……Que cena fofa do Grissom e da Sara…..um bj não faria mal a nos torcedores do casal.

  11. Danielle

    Parabéns pelo review Thais!!!

    Não gosto da Carol por motivos óbvios, mas David Rambo é um dos meus favoritos, e a cena de Griss e Sara quem escreveu foi ele, adoro eles domésticos!!!

    Pra quem ñ sabe o cachorro é o Bruno que é o cão do Billy Petersen na vida real. É bacana o Billy trazer coisas pessoais p/ as cenas dos dois, primeiro a camisa em Way to Go, agora o Bruno, fico muito feliz!!!

    Quanto a um bj, acho difícil, pois embora muitos gostem do casal, outros ñ e acho q isso tem q ser respeitado, portanto acho q o sistema conta-gotas vai continuar. Por mim poderia ter quantos bjs quisessem, mas tenho consciência de q este ñ é o caminho p/ CSI.

  12. alva celia

    Será que Grissom quer sentir o que o assassino sente? quero ver logo esse assassino das miniaturas.

  13. sandra bastos

    adoro a série mas estou por fora pois n tenho canal pago mas valeu as informações

  14. alva celia

    Finalmente o final de temporada. Adorei o penultimo episódio foi ótimo ver a Lady Heather de novo ela continua linda e balançando cotações.

  15. alva celia

    Finalmente o final de temporada. Adorei o penultimo episódio foi ótimo ver a Lady Heather de novo ela continua linda e balançando corações.

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