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Reviews

Review: Criminal Minds – Sex, Birth, Death

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Cena de Sex, Birth, DeathSérie: Criminal Minds
Episódio: Sex, Birth, Death
Temporada:
Número do Episódio: 33
Data de Exibição nos EUA: 29/11/2006
Data de Exibição no Brasil: 17/4/2007
Emissora no Brasil: AXN

Eu já estava com baixas expectativas quanto ao episódio de Criminal Minds dessa semana, parecia sina a história de um episódio sensacional e depois dois episódios mais ou menos. Mas, tudo muito bom, tudo muito bem, a maldição foi quebrada e tivemos mais um episódio muito bom do seriado, com destaque para Reid, que tem muitos fãs.

Depois de vermos cenas de prostitutas, entrecortadas com alguém escrevendo em um computador ”nós devemos exterminá-las” e, finalmente, uma prostituta sendo estrangulada, vemos Reid saindo de uma estação de metrô e sendo abordado por um garoto. Esse garoto diz ter visto uma palestra de Reid na faculdade e que se interessa pelo assunto de perfis. Sem mais o garoto pergunta o que leva os assassinos seriais a matarem prostitutas (sexo ou punição) e porque um assassino cortaria os cabelos da prostituta depois de matá-la.

Confesso que achei muito bizarro esse papo, e, ao contrário de Reid, eu já teria levado o rapaz para a polícia logo de saída. Bizarro também o retrato feito por Reid do rapaz. Fiquei feliz de descobrir que ele não é bom em tudo: perde para Gideon no xadrez e é pior que eu no desenho!

Quando Reid fica desconfiado do comportamento do garoto já é tarde demais e ele consegue fugir. Reid chega a Quantico pedindo o nome do contato de JJ na polícia local. Telefonando para a polícia descobre que duas prostitutas já foram encontradas mortas conforme descrito pelo garoto.

A questão agora, para a equipe, é entender os crimes, enquanto Reid tenta achar o garoto com a ajuda de Garcia.

No último corpo encontrado é deixada uma mensagem: HELP, através de cortes na barriga da garota. Os cortes são hesitantes, como se o responsável ainda estivesse em conflito quanto ao fato de matar.

Hotch recebe a visita da congressista Karen Steyer em sua sala. Ela capitaneou um projeto com o objetivo de reduzir os crimes na cidade de Washigton. Com uma coletiva marcada para divulgar os resultados positivos do projeto, ela pede a Hotch que seja discreto quanto a investigação e, mais, ameaça tirar o caso deles caso ele não coopere.

Não vemos nenhuma reação de Hotch, até o momento em que ela menciona seu brilhantismo e como ele tem tudo para ser um futuro chefe do FBI:

Você deve lembrar que o cargo de chefe do FBI tem tanto a ver com política quanto com polícia.

Vemos um Hotch bastante transtornado quando ela deixa sua sala. De saída ela para e cumprimenta Prentiss, o que não passa despercebido a Hotch.

Procurando pelo garoto, Garcia e Reid tentam trabalhar com as poucas informações que tem: a informação falsa sobre a escola em que ele estudaria, as roupas que usava e em que ano ele estaria na escola. Foi legal ver Garcia falando para Reid que ele não conseguiria pensar como um garoto e ela sim.

O garoto, Nathan Harris, não se surpreende nada ao ver à equipe chegando em sua casa e numa conversa muito sincera com Reid confessa que ele vem tendo o desejo de matar prostitutas, que ele imagina como matá-las e tudo o mais, mas que não é o responsável pelas mortes já ocorridas e teria apenas visto o último corpo abandonado no beco:

Eu não a matei. Mas eu queria muito ter feito isso.

Reid se sente responsável pelo garoto, o que levanta um pouco de preocupação por parte de Gideon. Ele lembra do quanto estudou sobre esquizofrenia tentando ajudar sua mãe. Garcia o conforta:

Você não pode arrumar isso. Sinto muito.

Na sala de reuniões a equipe tenta definir o perfil do desconhecido, partindo do princípio que não seja Nathan. Quando JJ questiona se eles divulgarão a notícia para a mídia Hotch mande que ela espere.

Mais um assassinato ocorre e dessa vez o desconhecido culpa a polícia por não tê-lo parado em uma mensagem encontrada na barriga da garota. Questionado mais uma vez sobre a divulgação para a mídia, Prentiss perrgunta o que Karen foi tratar com Hotch. Na hora em que a pergunta sai da boca dela a primeira coisa que pensei foi: Ops! Falei demais! Hotch responde mais torto ainda para a nova agente e seu olhar nos diz que a conversa não acaba ali.

Na BAU, Gideon faz a avaliação psicológica de Nathan, como o próprio garoto pediu. O rapaz é extremamente claro sobre seus sonhos e desejos, o que nos assusta, pois demonstra como uma mente assim trabalha (psicopatas, sociopatas e outros). Após dispensar o garoto, Gideon conversa com sua mãe, dizendo que o garoto deve ser internado. A mãe diz que não fará isso, mas o colocará em terapia diária com os melhores profissionais da cidade.

Quando Reid passa pela sala de Gideon pergunta sobre a avaliação, e Gideon também é muito sincero:

A questão não é se ele vai matar, mas quando.

Reid parte cabisbaixo, neste momento entendemos o quanto ele está se identificando com o garoto, por mais que não fique claro o motivo da identificação.

Hotch chama Prentiss para sua sala e critica seu comportamento ao questioná-lo na frente de outros agentes. Quando ele diz não saber o que ela faz ali e que não confia nela ela, mais uma vez, a nova agente tem a resposta na ponta da língua: primeiro pergunta a opinião dele sobre a mãe dela, com que Hotch trabalhou. Depois que ele responde que a mãe dela é uma grande pessoa, ela diz que política é realmente uma droga e que ela é que faz com que as pessoas não confiem em ninguém. A resposta foi justamente algo que ele não esperava, já que tocou no ponto em que ele está em conflito.

Mais uma mulher é morta, dessa vez sem cuidado, sem corte de cabelo, sem mensagem. Nathan também não está em sua casa, o que perturba sua mãe. Das duas, uma: ou Nathan cometeu seu primeiro crime ou o desconhecido se tornou mais perigoso, pois a sede de matar já o dominou.

Reid e Morgan buscam por Nathan. No carro Reid pergunta a Morgan o por quê do nervosismo de Hotch, ao que Morgan responde:

Não sei. Ele deve ter apertado demais o nó da gravata.

Mas nós sabemos que, na realidade, o que a congressista falou para Hotch mexeu com ele mais do que ele gostaria, e, claramente, ele se sente em conflito. Algo maior ainda para alguém como ele, que segue regras e procedimentos tão a risca que chegou a colocar sua família em perigo.

Nathan é encontrado em uma igreja. Fala para Reid que ele está lá a quatro horas pensando, tentando refrear seus desejos.Ele conclui que a única maneira de não matar pessoas no futuro é matar a si mesmo. Reid tem de levá-lo a polícia até que ele não seja mais suspeito.

O fato de o último corpo ter sido deixado em um lugar público, perto do Capitólio, parece uma mensagem para Karen, a congressista.

Finalmente Hotch resolve declarar o que está acontecendo para a mídia, tentando fazê-lo sem levantar a ira da congressista. Enquanto isso, Reid e Garcia procuram por grupos ou pessoas que poderiam estar envolvidos nos crimes.

Na BAU, Karen enfrenta Hotch, questionando o que ele entende por discrição. Hotch argumenta que não teria mais como segurar a história e pede a ajuda dela e de algumas prostitutas para identificarem o desconhecido.

Depois das prostitutas apontarem um suspeito que vinha transitando pela área, Hotch pede a congressista que verifique se ela conhece alguém com a descrição feita. Após uma negativa Reid menciona alguns grupos levantados por ele e Garcia, que trabalham em defesa da decência e bons costumes, perguntando se alguém na direção destas se encaixa a congressista acaba apontando o líder do grupo Decency Watch, Ronald.

Cenas na casa do desconhecido mostram o mesmo escrevendo um texto em seu computador e, em seguida, saindo da casa dizendo a sua esposa que terá de voltar ao trabalho.

Quando a equipe chega a sua casa a esposa não dá muitas informações, finalmente fechando a porta na cara de Gideon e Hotch. Gideon diz saber o que ela está passando e que sabe que ela se sente aliviada, pois depois de muito tempo o marido voltou a ser quem era no começo do casamento e que ela sabe o que ele está fazendo. A equipe volta para as ruas, em busca do homem que já sabem ser o assassino.

Cenas das ruas mostram Ronald se aproximando de uma prostituta. Ela o reconhece com base nas informações divulgadas e usa um apito para denunciá-lo, ele foge correndo, mas é.

Nathan é solto e conversa com Reid sobre ser internado no dia seguinte. Depois que o garoto vai embora vemos Reid em sua mesa na BAU, com o pensamento distante, enquanto Garcia se aproxima. Na conversa ele diz entender Nathan, pois ele mesmo já teve medo da própria mente. Garcia o convence, depois de bastante insistência, a sair com ela na noite da cidade.

Vemos Nathan se aproximar de uma prostituta e ir com ela para um quarto. Enquanto ela tenta seduzi-lo Nathan reage negativamente, dizendo que está tudo errado. Ele, finalmente, retira um bisturi de sua bolsa e a garota começa a gritar.

Enquanto os dois se encaminham para o carro de Garcia, de nome Esther, Reid recebe uma ligação. Ao saber que algo aconteceu pede a Garcia que seja rápida e os dois se dirigem ao motel.

Cena de Sex, Birth, DeathNathan cortou seus pulsos e está deitado sobre a cama, enquanto a garota chora em um canto. Antes de tentar se matar ele havia deixado o cartão de Reid sobre a mesa, junto de uma carta de suicídio.

Gideon chega a cena do crime e conversa com Reid. Ele fala que graças a ele o garoto sobreviveu. Reid lamenta e fala que Nathan pediu que ele o deixasse morrer.

Gideon:

Nathan é doente, ele precisa ser salvo.

Reid:

E se não precisava? E se da próxima vez ele matar alguém?.

Gideon:

Então você o pegará.

Off Topic: alguém mais pensou em Dexter ao assistir esse episódio?

13 Comments

  1. Rô Floripa

    Eu fiquei impressionada com o Anton Yelchin, o garoto é muito bom mesmo. Espero vê-lo logo num papel de gente normal e feliz; porque foi muito triste ver o personagem dele. Foi tocante mesmo.
    Eu logo percebi a ligação do Reid com o garoto, ambos são gênios, e o Reid também lidou com o medo do que a sua mente poderia fazer assim como o garoto. No caso do Reid, o medo da esquizofrenia que a mão dele tinha, e eu imagino que ele tivesse medo de tê-la também e o garoto, o medo se tornar um monstro assassino.
    Eu adorei o episódio.

  2. Paulo Stucchi

    Tenho acompanhado Criminal Minds e digo – que me desculpem aqueles que discordam – que a série, ao lado da nova temporada de SVU, tem superado as expectativas. Supera, inclusive, a nova temporada de House, que estou achando meio capenga até agora (deixo claro que sou fã de House, mas, para mim, a melhor temporada de todas foi a 2ª).
    O ator que faz o garoto (Anton Yelchin) é espetacular, merecia, como parece que vai, retornar em outros episódios. Tirando Hotch, todos os atores/personagens de Criminal Minds são muito bons, o elenco parece integrado e feliz por trabalhar na série. É daqueles seriados que te deixam com água na boca para assistir ao próximo capítulo.

  3. Clóvis

    Paulo,

    Só não concordo com o “Tirando Hotch, todos os atores/personagens de Criminal Minds são muito bons, o elenco parece integrado e feliz por trabalhar na série.”
    Acho que o Hotch tb está integrado. As pessoas confundem atuação com o perfil do personagem. No caso dele, o perfil é de um cara totalmente racional, frio e com uma seriedade incrível.
    É a minha opinião. E já que o assunto vira e mexe volta, o que vcs acham da atuação do Hotch…vamos comentar para saber a opinião geral.
    Abs!

  4. Rô Floripa

    Eu gosto do Hotch. Ele é um cara muito certinho, muito racional, mas não frio. Dá para ver o quanto esta postura cobra dele. O Hotch e o Giddeon são os mais experientes do grupo, o Giddeon já surtou uma vez. Olha o tipo de criaturas e casos eles têm que lidar, alguma forma de se preservar eles têm que ter com o tempo.
    Eu gosto deste ator, em Dharma & Greg ele era o oposto e muito simpático e engraçado.

  5. Cesar

    Achei um baita episódio! Quase tão bom quanto o anterior. Tirar o foco do crime foi uma premissa interessante e muito bem desenvolvida. Destaque para todo mundo! (rs)

    Mais uma vez, quando Criminal Minds faz o que a premissa da série se propõe – que é analisar comportamento e traçar perfis – ela se torna uma grande série. Quando as análises são superficiais e o episódio é meramente policial, fica devendo.

    Ah, sou fã da série. Mas consciente dos defeitos, quando existem.

  6. Rô Floripa

    Simone, relendo a review, concordo, aquele desenho do Ried estava sinistro. Parecia de um alien – hehehe.
    Como eu não assisto Dexter, não tive como comparacer. Mas lembrei muito foi do Huff (adorava!), só faltou o Azaria para completar. Ainda bem que não teve muita interação entre a Prentiss e o garoto, senão eu não iria conseguir assimilar bem – hehehe.

  7. Rô Floripa

    Corrigindo: Como eu não assisto Dexter, não tive como COMPARAR.

  8. Marcelo Luciano

    Também gosto do Hotch. Ele é o chefe do grupo e mantém esta postura. Chega a ser até engraçado tem hora. Como diz a Elle, ele nunca sorri. Mas ele tem sentimentos. Eh soh lembrarmos do episodio anterior, quando ele chega em casa e vê que sua mulher e seu filho nao foram ao shopping center….
    A serie é demais, em todos os sentidos….

  9. Marcelo Luciano

    Também gosto do Hotch. Ele é o chefe do grupo e mantém esta postura. Chega a ser até engraçado tem hora. Como diz a Elle, ele nunca sorri. Mas ele tem sentimentos. Eh soh lembrarmos do episodio anterior, quando ele chega em casa e vê que sua mulher e seu filho nao foram ao shopping center….
    A serie é demais, em todos os sentidos….
    Viva Criminal Minds, ou “Mentes Criminosas” em bom portugues….

  10. Sergio

    Um dos melhores episódios da temporada,Criminal Minds continua em sua subida ascendente de qualidade e audiência não é toa que derrotou o infame Lost.

  11. Luciano Bruce

    Sim esse foi um dos melhores episódios dessa temporada, ou melhor pra mim foi o melhor. Foi extremamente gratificante e assustador o modo como o ator Anton Yelchin conseguiu passar a perturbação do seu personagem!

  12. vladimir garcia

    gostaria de saber qual agente especial o cara do dawsons creek(james van der beek)torturou na segunda temporada da serie criminal minds.agradeço desde já.favor enviar email se possivel…vlad.09@hotmail.com

  13. Pingback: Flores articles - O cargo de congressista. Eleições estaduais de Goiás de 2006

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