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Review: Criminal Minds – Seven Seconds

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Série: Criminal Minds
Episódio: Seven Seconds
Temporada:
Número do Episódio: 50 (3×05)
Data de Exibição nos EUA: 24/10/2007
Data de Exibição no Brasil: 14/3/2008
Emissora no Brasil: AXN

Eu adoro quando um seriado dá uma certa desviada de sua premissa principal e mostra que funciona, mesmo assim. Tudo bem que não foi tão grande a desviada no caso de Criminal Minds, eles ainda investigaram um crime a partir do perfil do desconhecido, mas foi um episódio marcante:

1. Eles trabalharam num único lugar, no caso um shopping, onde eles sabiam que tanto a vítima como o desconhecido ainda estavam;

2. Eles começaram procurando um assassino serial e acabaram dando em um caso único, extremamente pessoal.

Katie Jacobs, uma menina de apenas seis anos, desaparecem em um shopping enquanto sua tia sai para comprar um presente e seu primo se concentra em um jogo de fliperama. Semana antes, o desaparecimento de outra garota, no mesmo local e horário, acabaria com a polícia encontrando o corpo da menina, morta após sofrer abuso sexual.

Pontos positivos: o desaparecimento foi informado pouco depois de ter ocorrido, aproximadamente uma hora depois, o shopping teve todas as suas saídas fechadas e as câmeras demonstram que Katie não saiu de lá com o desconhecido. O responsável pelo caso, um agente da divisão de ações rápidas do FBI resolve chamar a equipe da BAU, mesmo considerando cedo para assumir que os dois desaparecimentos estão ligados, a fim de garantir que tudo que poderia foi feito para salvar a garota.

Garcia acaba em campo também, a fim de analisar as informações da equipe de segurança (totalmente anos 80, segundo ela), enquanto o FBI se separa para buscar a menina em cada canto do shopping. Prentiss orienta a equipe local a cruzar informações de criminosos sexuais da região e os registros dos empregados atuais e antigos do local a fim de identificar possíveis suspeitos.

É ela, também, quem vai conversar com os pais da criança, seu primo, Jeremy, e seus tios, juntamente com JJ, enquanto os demais membros da equipe se juntam a equipe que vasculha o shopping. É engraçado como o fato deles estarem em um local totalmente fechado, onde sabemos estar a vítima e seu agressor, nos dá uma sensação ainda maior de urgência. Como se o tempo corresse mais rápido em uma situação como essa. Reid e suas estatísticas também contribuem para o sentimento: 99% das crianças seqüestradas são mortas nas primeiras 24 horas, 7% nas primeiras três horas, 44% ainda na primeira hora.

Os pais da menina, assim como Jeremy, são entrevistados em separado. A equipe fica preocupada com os pais, mas o que acaba por lhes chamar a atenção é que o menino parece lembrar de algo que não quer contar. Além disso, a reação do pai, ao culpá-lo pelo ocorrido, é especialmente exagerada. Morgan e Reid resolvem levá-lo de volta ao fliperama, sozinho, na esperança de descobrir algo. Um dos poucos momentos em que a mãe do menino aparenta nervosismo. Ela ainda comenta que deixou os dois sozinhos por minutos, a fim de comprar um isqueiro de presente para seu marido.

Com cães ajudando na busca, a equipe estranha quando a trilha da menina desaparece em determinado corredor, próximo a uma lata de lixo onde um colar usado pela menina estava jogado. O colar é de ouro, caro, e não foi dado pelos pais. Segundo eles, a menina teria encontrado o colar na escola. Hotch acredita que ela poderia estar protegendo alguém conhecido com uma mentira. Morgan e Reid vão até a casa da menina em busca de pistas, lá descobrem que a menina tem feito xixi na cama e tem mutilado suas bonecas, sinais clássicos de uma criança que vem sofrendo abusos. Morgan conta logo para Hotch sobre o que encontrou.

Hotch e Prentiss resolvem conversar separadamente com o tio da menina – que é pai de Jeremy e irmão do pai dela. As primeiras perguntas são sobre seu filho e muitas delas ele não consegue responder. Já as perguntas sobre Katie são respondidas rapidamente. Quando Prentiss e Hotch começam a pressioná-lo, demonstrando saber que é ele que abusa da menina, valeu pelo episódio todo. É sensacional!

Ele acaba assumindo que abusava da menina, como sempre, dizendo que eles não entendiam o que ele sentia. Eles sabem que ele estava abusando dela, mas também sabem que ele não foi quem a pegou. Ao sair da sala, Prentiss pergunta por que ele não fumou o dia todo, mesmo passando por tanta tensão. Ele responde que não fuma já há algum tempo. Essa resposta, mais o fato da esposa dele ter dito que trabalhou em shoppings acabam dando a resposta que Prentiss procurava.

Ao se aproximar da mulher Prentiss avisa aos colegas que as coisas podem ficar feias. Ela pressiona para que a mulher diga a verdade, sem sucesso, mas Morgan acaba encontrando a menina em um dos muitos depósitos do shopping e, por muito pouco, ela sobrevive. Prentiss se mostra inconformada com o que vê: ao descobrir que seu marido abusava da sobrinha, ao invés de colocá-lo atrás das grades, ela culpa a menina e tenta matá-la. A loucura humana dos aparentemente normais ainda é o que mais me surpreende.

Jeremy acaba admitindo para Reid e Morgan que lembrou ouvir a voz de sua mãe no momento do desaparecimento de Katie e que ele não podia falar isso. Os dois confortam o menino, dizendo que ele ficará bem.

O pai da menina ainda tem de encarar seu próprio irmão, após saber o que ele fez com sua filha. Nessa hora você pensa no que você faria, no que você pensaria se isso tivesse acontecido com você.

Hotch termina seu dia indo olhar seu filho dormir, nem que seja por cinco minutos… E eu me identifico com seu sentimento. Acho esse um dos pontos mais fortes de Criminal Minds: não somos agentes do FBI que convivem diariamente com o crime e a morte das maneiras mais bizarras, mas conseguimos nos identificar com seus sentimentos em seus momentos mais vulneráveis.

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