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Reviews

Review: Criminal Minds – Profiler, Profiled

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Cena de Profiler, Profiled
Série: Criminal Minds
Episódio: Profiler, Profiled
Temporada:
Número do Episódio: 34
Data de Exibição nos EUA: 13/12/2006
Data de Exibição no Brasil: 24/4/2007
Emissora no Brasil: AXN

Acredito que este episódio de Criminal Minds irá gerar todo tipo de discussão. Foi um episódio meio ame-o ou deixe-o. A premissa, já bastante batida, de membro da equipe sendo acusado de algum crime ainda funciona, mas foi um episódio muito simples em sua construção, o que, quando comparamos com os outros, o deixa em desvantagem.

A cena inicial, com Reid soltando foguetinhos de caixa de filme fotográfico pelo escritório era um indicativo que algo ia ser diferente. Membros do FBI não ficam sem fazer nada por aí.

Reid primeiro acerta a cabeça de Prentiss, que entra na brincadeira. Depois quase acerta o Hotch que depois de repreender Reid (não era a primeira vez que foguetinhos voavam pela BAU), dá um sorriso muito disfarçado e acaba elogiando Reid, que andou melhorou seu lançamento de foguetes.

Morgan não está por lá, foi visitar sua mãe em Chicago como faz todos os anos. Vemos, então, Morgan visitando um túmulo no cemitério. Ele está sendo fotografado por alguém à distância.

Mais tarde, Morgan sai de um mercadinho a irmã e é confrontado por um homem, Rodney, claramente um encrenqueiro e líder da gangue do local. Depois de deixar a irmã em casa, Morgan segue para assistir ao jogo de futebol dos meninos no Upward Youth Center, um daqueles centros comunitários onde os garotos podem se manter afastados das ruas.

Após o jogo Morgan separa a briga entre dois garotos e fica conversando com eles. Um deles, James, ele já conhece. O menino o apresenta ao amigo, que fica impressionado em conhecer um agente do FBI. Um carro passa pela rua, os rapazes da gangue provocam Morgan, mas seguem sem causar problemas. Vemos um senhor arrumando as coisas, ele e Morgan trocam olhares, mas não se falam. Mais fotos de Morgan são tiradas.

Morgan comemora o aniversário de sua mãe com suas irmãs quando alguém bate na porta. Ao abrir a porta ele dá de cara com o policial que o perseguiu durante toda infância e adolescência, Gordinski. O policial o prende, acusando-o de matar o garoto amigo de Jamie, cujo corpo foi encontrado em um beco.

Na delegacia Gordinski interroga Morgan, que pede para ligar para Hotch. O policial diz que Hotch já está sendo avisado. Morgan ainda não acredita no que está acontecendo, sentindo raiva. Quando Gordinski entra na sala com uma caixa com seu nome ele diz ao policial que pare de fazer cena – já que é o FBI que ensinou o truque da caixa vazia com o nome do suspeito para a polícia.

Em Quantico, Hotch chama toda a equipe, ainda confuso com a informação de seu agente ser acusado de homicídio.

Em Chicago, Gordinski mostra a Morgan as fotos dos garotos mortos: o primeiro está enterrado no túmulo visitado por Morgan, foi ele que achou seu corpo quinze anos antes e angariou fundos na comunidade para enterrá-lo. O segundo morreu há quatro anos, na mesma época em que Morgan deixou a cidade. O terceiro menino, Damien, morreu na noite anterior.

A equipe chega à delegacia e Hotch pede para falar com Gordinski, caso contrário irá ligar para o superintendente. Ainda na sala de interrogatório, Morgan diz ao delegado que ele não fez nada e diz para ele investigar o líder de gangue.

Gordinski conta a todos que acredita que Morgan seja um serial killer, tudo isso baseado em um perfil desenhado pelo próprio Gideon. A equipe fica incrédula, Gideon ajudou o policial a fazer o perfil quando eles se encontraram em um congresso. Prentiss explica que o perfil deve ser utilizado para eliminar suspeitos e não para apontar um suspeito. Gideon diz que a única coisa que o delegado tem de Morgan é um conjunto de coincidências.

Enquanto isso Hotch, conversa com Morgan. Ele conta ter sido o último a ver o garoto vivo, tendo levado-o para casa.

Gordinski ainda tenta convencer a equipe de que ele está certo: o primeiro garoto foi estrangulado. Ninguém reportou seu desaparecimento. Há quatro anos atrás outro garoto é encontrado, mesmo “modus operandi”. Nenhuma pista até Gideon fornecer o perfil. O fato de Morgan visitar o túmulo do menino se encaixa no fato de que o desconhecido sentiria culpa. O fato de ele ligar para ter notícias sobre o caso bate com o fato de que os assassinos sempre tentam se envolver nas investigações.

Na sala de interrogatório, Morgan conta sua versão da história: ele encontrou o corpo do primeiro menino quando ele tinha 15 anos, e se sentiu responsável, e então foi de porta em porta arrecadando dinheiro para o enterro. O único motivo de ter sido preso seria o fato de Gordinski perseguí-lo por toda vida.

Reid começa a apontar quais pontos do perfil não foram observados: o fato de Morgan estar fora do perfil etário quando o primeiro crime foi cometido. Ele também não conhecia procedimentos de investigação nessa idade e não tem ficha criminal. A surpresa é: sim ele tem, mas ela foi lacrada.

Gideon percebe que nada fará Gordinski mudar de idéia, a solução é a equipe encontrar o verdadeiro criminoso. Mas antesentender mais do passado de Morgan, segundo encarar que ele também é uma vitima, pois o último crime aconteceu para atingí-lo.

Enquanto a equipe vai para a casa de Morgan e Garcia investiga sua vida passada, Hotch e Gideon discutem o caso: Hotch não recebe bem a notícia de seu agente ter segredos e acaba até chamando-o de suspeito, o que rende uma bronca pela parte de Gideon.

Hotch não se segura e vai confrontar Morgan sobre seus segredos. A discussão dos dois acabou rendendo um dos melhores momentos do episódio. Você vê claramente que Hotch se sentiu atingido por não saber algo da vida de Morgan enquanto este se defende bravamente. Ele diz que prefere que a equipe não saiba tudo sobre sua vida.

Prentiss e Reid estão na casa da mãe de Morgan, mexendo em suas coisas e falando sobre o passado. O centro comunitário acaba vindo à tona e Prentiss resolve ir até lá para conhecer o homem que teria sido o mentor de Morgan: Carl Buford.

A essa altura você também já sabia tudo que ia acontecer daí em diante? Não que ser previsível seja um problema, o problema é como você conta o resto da história, sendo que o elemento surpresa desapareceu.

Hotch sai da sala e conversa com Gideon, ele não consegue entender por que Morgan está reagindo daquela maneira. Gideon:

Você gostaria que nós traçássemos seu perfil?

Garcia acaba sabendo que a ficha de Morgan foi lacrada a pedido de Carl Buford, que declarou ao juiz que Morgan era o melhor menino que ele já havia conhecido. Enquanto ela repassa a informação para JJ, Carl Buford entra na delegacia acompanhando a mãe de Damien. Gideon termina mais uma conversa com Morgan e diz que precisa conversar com o responsável pelo centro comunitário. JJ apenas aponta o homem que já está na delegacia.

Gideon e Buford conversam. Buford diz que Morgan é um dos melhores garotos que ele conhece e que não acredita em tudo o que está acontecendo. Gideon fica com a pulga atrás da orelha e após Buford deixar a delegacia conversa com Gordinski sobre a amizade dois dois. Ele pergunta ainda se Buford se inteirou das investigações neste tempo todo. Após perceber as intenções de Gideon, Gordinski diz que o homem é um herói local e, inclusive, foi ele que disse ter visto Morgan com o menino.

Hotch conversa com Morgan a respeito de Buford. Morgan fica irritado pelo fato de investigarem sua vida pessoal. Quando Hotch pergunta porque ele sempre vai ao Centro mas não fala com o homem a quem ele deve sua carreira, Morgan apenas responde que eles não tem nada a ver com isso. E, com um expressão inglesa que é perfeita ao seu significado, pede a Hotch que fique fora.

Hotch conta a Gideon e Gordinski que Morgan não quer falar sobre Buford. Gideon fica surpreso. Eles descobre então que Morgan fugiu da delegacia. Gideon e Hotch já sabem para onde ele foi.

Cena de Profiler, ProfiledNo centro comunitário Morgan vê James praticando e então entra na quadra para conversar com ele. Tentando conquistar a confiança do garoto, diz que entende em que posição ele está, pois ele também já foi o preferido de Buford. Descobrimos aí que Buford abusou de Morgan em sua infância e que hoje faz o mesmo com James. Damien havia descoberto e queria que o menino contasse à Morgan, o que explica sua morte. A maneira com que Morgan conversa com o menino é admirável, afinal, esse é o agente mais truculento da equipe.

Morgan, então, entra na sala de Buford e o confronta sobre tudo que aconteceu, inclusive seu próprio passado. Buford insiste em dizer que ele ajuda os garotos. Mas Morgan continua e descreve tudo o que ele sentiu em todos esses anos e que quando o primeiro garoto falasse outros falariam e ele não teria para onde fugir. Morgan diz que ele é quem é por escolha e esforço próprio, não por Buford.

Buford:

Você está dizendo que eu não tenho nada a ver com que você é?

Morgan:

Não, Carl, estou dizendo que você tem tudo haver com quem eu sou. Por sua causa eu sou alguém que passará o resto da vida lutando para que caras como você sejam derrubados.

Gordinski e Dennison aparecem atrás de Buford e o prendem. Gordinski passa próximo de Morgan e apenas acena com a cabeça, ele não consegue pedir desculpas. Quando Morgan vê Gideon e Hotch e percebe que eles agora sabem de tudo e fecha seus olhos.

No funeral de Damien vemos Morgan e sua família, bem como a equipe e a polícia prestando suas homenagens. Na lápide do menino encontrado 15 anos antes, uma frase agora faz companhia para a data de sua morte:

Às crianças perdidas. Nós as amamos e sentimos saudades.

A música ao fundo é In Times Like These, de Mavis Staples.

Um episódio diferente de outros. O problema é que a maioria assiste Criminal Minds justamente por sua premissa inicial: a investigação, através de perfis, de assassinos seriais. Mas, ainda assim, eu gostei muito desse episódio. Quem sabe se em duas partes eles não conseguissem mostrar melhor uma investigação, sem essa solução tão rápida que foi dada.

13 Comments

  1. Paulo Antunes

    Vou te dizer Simone, na hora eu até curti. Mas depois, quanto mais eu penso neste episódio menos eu gosto dele.
    As coisas parecem funcionar, mas olhando de novo tudo está errado. Não consigo acreditar que o Morgan demorou, sei lá, uns 10 anos no mínimopra fazer justiça, deixando uma penca de garotos ter sido molestados neste meio tempo. Eu sei, é uma grande vergonha ser abusado sexualmente, e como o Morgan disse o crime prescreve… Mas poxa, é o Morgan!
    A idéia de um garoto de 15 anos pedindo dinheiro pra enterrar um indigente é estranha. O FBI ter contratado um profiler desconhecendo tanta coisa do seu passado é estranho. Aquele início com a gangue também foi dureza, uns caras de uns 30 anos na cara dando umas de valentões pra cima de um agente do FBI? Tremenda ignorância, né? Tudo isto só pra mostrar que a vizinhança é barra pesada?
    Ah, achei simpática a idéia de mostrar que Morgan tem uma mãe branca, tendo visto que ele não é negro, não 100% negro. Mas a atriz que faz o papel dele parecia ter pouca diferença de idade da irmã mais velha (a Erica Gimpel, que é a mãe do Wallace em Veronica Mars e tem 43 anos). Posso estar viajando, mas este casting foi muito estranho…

  2. Ana Valéria

    Também não gostei do epis.Achei fraco de roteiro e inverossímil em muitas coisas.

  3. Cesar

    A questão da verossimilhança é questionável, em séries de ficção. Na minha opinião, o que importa, de fato, é que a solução do caso seja lógica, e que o “criminoso” surja naturalmente, sem aqueles sustos do tipo “de onde apareceu este cara?”.

    O episódio foi assim. Natural, apesar dos improváveis detalhes apontados pelo Paulo. Mas, se fosse por isso, a maioria das séries policiais – incluindo “obras-primas” como “24 Horas” – não existiriam.

    Enfim, é uma questão filosófica. No final, achei um bom episódio, que combina bem com os dois anteriores, que fogem da premissa básica da série.

  4. Paulo Stucchi

    Apesar de fugir um pouco do conceito da série, achei o episódio incrível.
    Mesmo porque aborda a questão racial e de exclusão social nos EUA – o que, para muitos, parece coisa unicamente do Brasil.

  5. Paulo Antunes

    Verossimelhança pra mim é fundamental.
    Se a série não consegue criar todas as condições que eu mergulhe na história e acredite no que está na tela eu não vou me divertir.
    É por isto que eu não gosto de Alias e 24 Horas.

  6. Luciano Bruce

    Não gostei do episódio, muito mais comparando que com o anterior, que pra mim foi estupendo!

    Sobre a verossimllhança… bem acompamho 24 e claro existem absurdos, mas não estou preocupado com o fato do Jack nunca dá uma mijadinha ou parar pra comer um cachorro-quente no meio da correria!

    =D

  7. Carlos Souza

    Gostei do episodio tambem, embora a conclusão tenha sido bem simplificada como disse a Simone, acho que se fosse em duas partes as coisas ficassem melhor explicadas.
    Esses detalhes apontados existem em todas as séries mesmo, tem sempre algumas coisas que são questionadas !
    Valeu pelo review Simone, parece que estamos revendo o episódio.

  8. Rô Floripa

    Também fiquei frustrada, um episódio muito abaixo dos últimos. Também me chamou atenção a questão do casting da família do Morgan, ou a mãe está muito inteira ou a irmã mais velha foi muito judiada – hehehe. Concordo com o Paulo.

  9. Marcus Eloy

    Eu gostei do episodio… apenas achei a atuação do Morgan meio “forçada” em alguns momentos durante o episódio!

    Fora isso, bom episódio focando a vida pessoal de algum dos agentes. Odeio aquela formula sequencial de CSI: 1) Crime; 2) Investigação; 3) Tamtamtam… crime desvendado.

    Mostrar a vida pessoal dos caras as vezes é bom pra dar uma quebrada nesse ritmo…

  10. Clóvis

    Discussão à parte, o Morgan também não convenceu na atuação desse episódio. Aliás, de todos, ele é o mais fraquinho como ator.
    Mesmo assim, um bom episodio!

  11. Cesar

    Paulo, ok, pelo menos ví coerência da sua parte! Isto é o mais importante. O duro é ver gente criticando a série “A”, por falta de verossimilhança, mas adorando a série “B”, que tem o mesmo problema.

    Eu também questiona situações muito forçadas – e que ocorrem em praticamente todas as séries. Mas aceito algumas “licenças poéticas” para que haja um desfecho para a estória. Não podemos esquecer que tudo tem que se resolver, normalmente, em 42 minutos, que englobam cerca de 2 dias. Por isso chamo algumas forçadas de “Licença poética”.

    Abraço!

    Ah, tinha até esquecido: o post está excelente, para variar. Honestamente, a equipe do Teleséries é ótima!

  12. Prue**

    Oi Simone…amei o review!!!
    Olha eu curti o episodio sim….claro q tem coisas q não da pra aceitar…como disse o Paulo,o cara esperar todo esse tempo pra fazer justiça, sabendo q o cara continuaria fazendo a mesma coisa foi fogo….ele é o Morgan!!! o q derruba alguem em todo episodio!!!!! rs
    Por outro lado…achei legal por ser focado em 1 personagem…o anterior já tinha me agradado com o foco em cima do Reid,esse mostrando o lado familia do Morgan,foi diferente e muito legal…concordo que o casting foi meio confuso..mas mostrar q apesar do eles vivem ainda tem com quem contar é muito bom…
    Achei super interessante tambem a reação do sempre certinho Hotch…de defensor ele quase virou JUIZ!!!! fala serioooooo….na hora em q ele chamou o Morgan de suspeito quase pulei na tv!!! vai ser caxias assim la no FBI!!!!!outra coisa, o detetive ter pedido pro Gideon fazer o perfil do possivel serial Killer..foi legal…pq nos faz pensar se realmente todos os perfis são exatos…se todos q eles acham q são culpados realmente são….até agora sim…mas será q sempre????o Morgan se encaixava no perfil…será q se ele não fosse do FBI teria a chance de se defender??? é muito louco ficar pensando nisso…mas depois q acabou o episodio fiquei com isso na cabeça..pra q mostrar q o detetive chegou ao Morgan,pelo perfil do Gideon???
    Vamos esperar os proximos episodios…

  13. SBristow

    Esse episódio deixou a desejar… fraquinho, na minha opinião. Depois do teaser, eu já sabia que seria “Morgan center” e daí até adivinhar o resto não demorou nem o primeiro intervalo. Achei também meio forçado a inclusão da Prentiss, ela ainda é muito verde para tomar a frente até do Reid. Aliás, exceto pelos foguetinhos, esse episódio foi boring… o lance do tira da infância da Morgan, o conselheiro, enfim. CM já teve episódios mais ou menos, mas esse foi menos demais! Mas essas críticas todas não sáo por que eu não gosto da série, muito pelo contrário.

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