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Reviews

Review: Criminal Minds – Open Season e Legacy

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Cena de Open SeasonSérie: Criminal Minds
Episódio: Open Season e Legacy
Temporada:
Número do Episódio: 43 e 44
Data de Exibição nos EUA: 2 e 9/2007
Data de Exibição no Brasil: 26/6 e 3/7/2007
Emissora no Brasil: AXN

Primeiro de tudo, gostaria de pedir desculpas por não ter feito o review do episódio Open Season, exibido na semana passada. Mas, por um lado, foi bom, pois acho que ele e Legacy acabam sendo similares em algumas coisas.

Em Open Season vimos dois irmãos, Paul e Johnny, que fazem da caça o seu esporte. O único problema é que eles caçam pessoas ao invés de animais. Em nenhum momento, por parte deles, vemos arrependimento ou culpa. Eles foram criados considerando isso certo e, provavelmente, morreram ainda achando certo.

Em Legacy temos um rapaz milionário que toma para si a responsabilidade de limpar o mundo dos pecadores. Também ele considera que o que faz está certo, também ele não tem culpa ou arrependimento.

Open Season leva a equipe da BAU para Idaho, onde corpos de pessoas desaparecidas no Estado de Washington foram encontrados. Quando recebem a notificação do que vêm ocorrendo, as garotas da equipe JJ, Garcia e Prentiss estão em um bar da cidade. A cena de Prentiss vindo para a mesa acompanhada de um homem que se apresenta como sendo um agente do FBI é hilária. Ela conta às garotas o segredo do rapaz e elas pedem, charmosamente, que ele mostre seu distintivo. Enquanto ele ainda hesita as três abrem suas carteiras, perguntando se, por acaso, seria igual às delas.

As pessoas encontradas, aproximadamente sete dias após o desaparecimento, não estavam vestidas para montanhismo, nenhuma bala ou cápsula foi encontrada e ferimentos demonstravam que tentaram fugir pela floresta. Em comum o fato de passarem próximos a Spokane através da estrada.

Tudo indica que o assassino conhece bem a floresta e que ele pode ser responsável pela morte de muitas pessoas, já que mais de cem pessoas desaparecem todos os anos.

Enquanto a equipe se divide entre a delegacia local e as montanhas, com pressa para encontrar respostas, já que a temporada de caça, quando a montanha ferve, começa na semana seguinte, Gideon identifica a arma usada nos crimes: uma besta. O perfil dos assassinos, sim, são dois, é claro: eles tem alguma relação familiar, um é dominante, são imaturos e gostam da caçada, de ver as pessoas em pânico.

Vemos, então, uma mulher em seu Mustang vermelho. Eu carro tem problemas e seu celular não tem sinal. Ela é abordada pelos irmãos e percebe que algo está errado, o problema é que ela não tem para onde fugir. A partir daí começa a melhor parte do episódio, ela lutando por sua vida.

No meio do caminho ela acaba tropeçando em um grupo de montanhismo, todos acabam mortos, dois no momento do encontro, outros dois enquanto acompanham a garota em sua fuga.

Ela dá muito trabalho aos assassinos e acaba por ferir mortalmente o mais novo, que acaba sendo encontrado pela equipe depois que eles identificam quem seriam os assassinos e encontram em sua casa diversos carros das vítimas escondidos. Os dois foram criados por um tio “ermitão”, que foi o responsável por ensiná-los esse esporte cruel.

Mesmo quando desiste de fugir, Bobbi, esse é o nome da garota, não desiste de vencer e realmente podemos visualizar o que Prentiss quis dizer sobre do que é capaz uma pessoa que luta por sua vida.

Morgan e Prentiss alcançam Bobbi quando ela está em seu confronto final com Paul. Quando ele não solta sua arma Morgan dá três tiros. Em outro lugar da floresta seu irmão ouve o som dos tiros e é confortado por Gideon, que também fecha seus olhos quando ele morre.

Bobbi pergunta à Prentiss se Paul morreu. Quando ela responde que isso acontecerá logo resta a Bobbi perguntar como eles são capazes de fazer algo assim. Prentiss responde que é porque eles não pensam como nós.

A garota ainda olha o assassino:

Como você se sente seu filho da mãe? Olhe, eu fiquei com toda a diversão.

Para nós resta pensar até onde somos tão diferentes. Até onde realmente a mente humana consegue ir em um momento de crise, o que já havia sido abordado North Mammon. A garota perseguida jamais será a mesma e não saberemos se isso é bom ou ruim.

Em Legacy o assunto volta à tona, de maneira diferente e em um episódio com roteiro melhor, mais consistente. Outra questão levantada pelo episódio me lembra a história da árvore que cai na floresta: se ninguém ouvir, ela caiu realmente?

Gideon assiste em seu escritório ao filme A Night In The Show, de Charles Chaplin. Confesso, mesmo que o episódio fosse ruim ele já teria me ganho, fã de Chaplin como sou. Hotch passa pela sala, e Gideon conta que usará o filme em uma de suas aulas na academia. Morgan também passa por ali, inconformado por Gideon não usar DVD.

Longe dali, na cidade de Kansas, vemos um homem ser levado em uma maca por outro vestido com roupas protetoras. Em uma sala cheia de ferramentas de corte o homem na maca grita, pedindo por sua vida.

Em meio a montes de papéis JJ é procurada por McGee, detetive do Kansas responsável pela região do centro da cidade, onde moram mendigos, drogados e prostitutas. Ele conta sua história: a cada dia ele sente falta de um ou mais moradores da região. Ele recebeu até um prêmio de reconhecimento por seu trabalho. A questão é que ele não está fazendo nada. Inclusive recebeu uma carta de alguém dizendo que ele estava levando a fama por trabalho de outro.

O detetive diz sentir falta de, pelo menos, 63 pessoas, com base em seus vários livrinhos de anotações, número que assusta JJ:

Algo está acontecendo lá, Agente Jareau, algo ruim.

Na sala de reuniões um nervoso McGee conta aos demais sua história. Além dos sinais claros de nervosismo é fácil identificar que estamos diante de alguém obssessivo-compulsivo. Ele admite que ninguém em seu departamento lhe deu ouvidos. Reid é o primeiro a concordar que algo estranho acontece, já que, conforme padrão e estatísticas, os moradores de rua se mantém sempre em uma mesma área conhecida.

Ele ainda conta ter revirado todas as fontes de informações possíveis, computadores, hospitais, necrotérios e ruas. Gideon e Hotch explicam que o FBI precisa de um convite oficial para atuar em uma jurisdição específica. Cabe a JJ convencer Hotch a viajar, lembrando das 63 vítimas.

É na conversa de Hotch com o delegado que eu lembro da história da árvore na floresta. Só porque essas pessoas são sozinhas, não tem casa ou emprego, seu desaparecimento tem menos importância? Só porque ninguém quer ouvir eles não estão realmente desaparecidos?

Ainda na BAU, Prentiss, Morgan e Reid estudam tudo que podem sobre o caso, com base nas informações de McGee. Prentiss é a mais chateada de não poder ir a campo por causa de problemas de jurisdição, Morgan dis que eles precisam seguir os protocolos e torcer para que ninguém se machuque no meio tempo. Reid identifica o desconhecido como um “faxineiro”. Ele relembra o cas do assassino de Yorkshire (Yorkshire Ripper) que matava prostitutas achando que estava limpando a cidade.

Em Kansas vemos uma mulher sendo abordada por um homem em um furgão. Quando ela acorda ela está em um lugar fechado, sem sapatos. Ela muda de sala para sala até encontrar uma porta que não se abre. Ao se jogar contra a porta para abri-la ela cai sobre um chão coberto de vidro quebrado.

Na delegacia a conversa não amigável entre Hotch e o chefe de polícia continua. JJ conversa com McGee enquanto observa o envelope em que a carta enviada a ele foi postada. O selo é de outro estado, o que permite que o FBI atue sem autorização. Hotch ainda busca o entendimento, garantindo ao chefe de polícia que ele deixará que seus homens façam as prisões.

A garota presa continua andando de sala para sala, após ter conseguido sair da sala com vidros usando sua jaqueta para abrir um caminho. Uma voz começa a conversar com ela e ela vê um filme que mostra o que aconteceu com o homem que vimos. Seu captor lhe dá até a manhã seguinte para achar a saída, ou ela também morrerá.

O resto do time chega a cidade com o perfil do assassino pronto, que é apresentado ao pessoal da polícia. Hotch diz não saber se o chefe de polícia está disposto a ajudá-los ou se está torcendo para que tudo dê errado. A equipe parte para buscar informações nas ruas.

Vemos cenas e mais cenas da garota procurando uma saída. Descobrimos que ela está em um misto de matadouro com frigorífico. Ela passa por salas com corpos pendurados, o captor solta gás, algumas portas estão trancadas.

Enquanto entrevistam os moradores de rua, a equipe vê um furgão encostar e tentar levar uma das mulheres consigo. Todos pedem que ele pare e desça do veiculo. Ele se recusa e não responde as perguntas. Quando tenta partir Morgan se joga pela janela, fazendo com que ele bata em um dos carros na rua. Fazia tempo que Morgan não pulava em nada ou ninguém, estava com saudades.

Em sua fuga a garota acaba por encontrar em um dos corredores um Dobermann assustador (eu soltei um palavrão na hora), mas consegue se colocar em outra sala e mate-lo for a. A sala tem pedaços de corpos pendurados, mas o que importa realmente é a placa de saída pendurada no canto contrário.

Em sua corrida ela cai na escada, mas ainda se levanta. Ela rasteja em direção a um corredor por onde entra a luz do sol. Seus sapatos em seu caminho. O desconhecido fecha a porta a sua frente pouco antes dela conseguir sair. Ela apenas consegue dizer:

Não é justo.

Na delegacia, Hotch é o responsável por abordar o motorista do furgão, cujo único documento de existência é a carteira de motorista. Ele sabe que alguém o domina e ele precisa saber onde esse alguém está.

Foster, o nome do motorista, acaba sendo convencido a cooperar e conta que sua família sempre trabalho para a família do assassino, que ele é a única pessoa que ele tem. Seu nome é Charles Holcombe, o herdeiro de uma rica família da cidade.

Cena de LegacyQuando a equipe chega até o matadouro, o assassino está levando a garota para o mesmo quarto onde matou o senhor visto no início do episódio. Ele insiste apenas estar fazendo seu trabalho e ainda tenta cortar a garganta da garota, sendo impedido por Hotch.

A garota, Maggie, pede para ver o rosto embaixo da mascara. Ela finalmente diz:

Eu ganhei.

A cena final do episódio mostra a equipe na sala de reuniões, mas dessa vez todos riem. Eles assistem a antigos filmes de Charles Chaplin.

Hotch:

Nada é permanente neste mundo doente, nem mesmo nossos problemas – Charles Chaplin.

14 Comments

  1. Fernanda

    Simone,

    Achei os dois eps maravilhosos, porém tenho uma ressalva sobre o ep Legacy, achei que o roteirista ficou muito preso à vitima e assassinos e os agentes do FBI muito pouco fizeram, quero dizer, foi mostrado muito pouco deles. Achei excepcional, mas confesso que em muitos momentos pensei que estava assistindo a um episódio de jogos mortais.

  2. Kravis

    De fato, a primeira coisa que notei enquanto assistia ao segundo episódio era o quão similar eles eram. Ambos eram de assassinos, que, de uma forma ou de outra, trabalhavam com parceiros e que já haviam matado dezenas de pessoas. Ambas as vítimas mostradas eram mulheres fortes e motivadas que os enfrentaram, os desafiaram, tanto que, quando eles foram mortos, ambas quiseram ver seus rostos enquanto morriam.

  3. Leon

    Não vi open season, mas legacy foi muito bom.

    O que Morgan falou pra aquela ulher na rua foi bem legal, assim como a rapidez de raciocínio dele na hora em que viu o carro do serviço social.

    O único problema que eu vi em legacy foi que eu achei que Hotch tomou conta do episódio. os outros (com exceção de morgan) quase nem falaram. eu gosto do personagem, mas em série nenhuma gosto quando isso acontce.

    E vai ter gente dizendo que toda aquela historia do cara trancar as vítimas num lugar e dar uma chance pra elas sairem, se não conseguirem ele as tortura e mata, é cópia de “Jogos Mortais” e “O Albergue”. Minha opnião : foi cópia ? Foi. Foi bem executado e desenvolvido ? Foi, e é o que importa !

  4. Kravis

    É. Ser cópia de “Jogos Mortais” não é problema nenhum. Um episódio da 5ª Temporada de Smallview é uma puta cópia descarada do filme, mas foi tão bem feito, de forma que saiu TANTO do normal do seriado, que foi um dos Melhores da Série.

  5. Prue**

    Oi Simone..mais um Ótemo review!!!
    Tenho q ser sincera….gostei mais do Open Season do q do episodio final…nao sei,pra final eu esperava mais sabe???? concordo com quem disse q tudo ficou preso ao assassino, a vitima a situação toda e nada dos agentes???? achei a participação deles minima…seria legal se o verdadeiro assassimo fosse o policial q trouxe eles hahaha ai sim seria master hahahahah
    Não sei se foi impressão, mas passaram ele de uma forma tão estrnha q fiquei desconfiada dele o episodio todo….e confesso q qdo vi q o assassino era um “Zé Ninguem” caiu uma ducha de agua fria em mim :-(
    Mas como amo Criminal Minds eu relevo tudo…curti mais o episodio da caça, por ver toda euqipe em campo e ver q mesmo com tudo q eles descobriram e tudo que viram, Gideon é muito mais humano q todos ali…consolar o assassino antes de morrer foi a prova disso….eu teria chutado ele hahahaha mas Gideon não….achei barbaro mostrarem isso…alias nessa temporada mostraram traços de humanidade em todos hahaha todos puderam demonstrar fraquezas e isso na minha opinião fez a serie crescer… ADOREI…
    Ja to com saudades hahahahahaahha

  6. Kadryia

    A similaridade dos dois espisodios é impressionante, mas gostei mais do primeiro, não sou fã da franquia Jogos Mortais e criminosos sem consciência do certo e do errado? eles são fichinhas perto do Dexter, apavorante.

  7. Simone Miletic

    Prue,

    Esse não foi o episódio final não, a AXN estava anunciando errado. O último episódio da temporada é No Way Out II, com a volta de um amigo conhecido, nem tão amigo assim…

    Beijos

    Si

  8. Marcos

    Open Season foi infinitamente melhor! Além de Laura Allen, teve Monsters do Band of Horses.

  9. Mary

    Realmente Legacy é uma versão de Jogos Mortais!
    Mas na minha opinião mto bem feita!
    Tbm soltei vaaarios palavrões qdo eu vi aquele cachorro! Foi Foda! E pensei junto com ela: Isso não é justo! Cara cuzão!
    Mas esse foi um dos episódios que me dxo o tempo td em estado de alerta, sem conseguir desvia a atenção, e o mesmo aconteceu com Open Season e a angústia de ver aquela menina lutando pela vida dela! OMG! Mas ela foi mtooo esperta!

    Resumindo gostei dos dois!

    E ameei a hora que o Morgan pulou na direção do carro! Esse é o Morgan que eu gosto! hahahahahahaha

    :***

  10. Mel

    Eu adorei os dois epis a unica coisa que eu nao gostei muito foi desse “quase” clima entre o Morgan e a Prentiss.
    Alguem avisa a novata que ele é da Garcia!!! hehehehe

    E sobre a season finale… medo… uia…

  11. Prue**

    Ops Simone…..eu vi a propaganda q hj seria o final….q mancada…mas ainda bem q vc tambem viu q a AXN anunciou errado hahahaha, bem q vi q foi meio fraco o episodio….ufa fico feliz!!!!

  12. maria cecilia

    adoro a série,espero que não cancelem,porque agora é moda nos EUA,quando uma série vai bem eles lançam várias imitações.Espero que o último episódio seja muito bom.

  13. maria cecilia

    gostei da série e espero que eles não a cancelem.Quando esta dando certo,lá nos EUA fazem muitas imitações,e o tema fica batido e muito imitado pelas emissoras concorrentes.

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