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Review: Criminal Minds – North Mammon

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Cena de North MammonSérie: Criminal Minds
Episódio: North Mammon
Temporada:
Número do Episódio: 29
Data de Exibição nos EUA: 1/11/2006
Data de Exibição no Brasil: 20/3/2007
Emissora no Brasil: AXN

Somos o resultado das escolhas que fazemos, já que o homem é provido de livre arbítrio. E esse episódio de Criminal Minds nós faz refletir até onde isso é verdade e até onde podemos ir para ainda escolher por conta própria. Um episódio onde finalmente reconhecemos a importância de JJ para o seriado e para a equipe, mesmo não sendo uma profiler.

Três garotas desaparecem em uma pequena cidade – elas são jovens, amigas de infância e atletas que obtiveram bolsas em boas universidades. E na pequena cidade nada nunca acontece, o que leva a todos a acreditarem que elas apenas estão aprontando alguma. A mãe de uma delas acredita que algo está errado, mas é desacreditada por tomar remédios para depressão, e procura por JJ em Quantico.

JJ consegue convencer a equipe a pegar o caso, depois que exibe as mensagens deixadas por duas das garotas na secretária eletrônica: idênticas, como se lessem um roteiro. E, por seu passado, JJ sabe que garotas atletas que conseguem bolsas em boas universidades não saem por aí simplesmente aprontando. Ela também confronta o policial que fala da mãe a garota:

O marido dela a abandonou, ela criou sozinha suas filhas. Se isso acontecesse com você, você também não ficaria deprimido?

Ao investigar a casa de Polly, para onde as garotas foram, a equipe encontra bitucas de cigarros e, por todo perfil do crime, sabe que o desconhecido é alguém próximo, alguém que pôde observar as meninas em seu dia a dia, alguém que não seria estranho a comunidade.

O carro Brooke é encontrado abandonado, com um boné que pertenceria a seu namorado, mas ele tinha um álibi.

Em todo esse tempo as três garotas estão presas em uma sala, apenas com suas roupas íntimas, sem comida ou bebida e com muito frio. Kelly entende que o desconhecido que privá-las de seus sentidos, fazendo com que elas lutem entre si. O desconhecido fala que elas escolherão seu destino: apenas duas sairão livres e elas devem escolher quem morrerá.

O perfil do desconhecido é claro: é inteligente, paciente e cauteloso. Sabe exatamente o que quer e será muito difícil de encontrar. Dificultando ainda mais a situação, o desconhecido deixou pistas falsas para serem investigadas: o boné de um namorado, o DNA do treinador do time nos cigarros em volta da casa, o uniforme do time de futebol feminino encontrado próximo do motel onde o pai de Brooke algumas vezes se hospeda com um homem chamado Glenn. Todas as pistas caem à medida que a investigação avança.

Gideon tem um péssimo pressentimento sobre o caso. Ele não tem nada e o desconhecido parece estar muito à frente. A única coisa que eles sabem é que o seqüestro das meninas é uma maneira de atingir seus pais, e que estes devem buscar quem teria algo contra eles.

As garotas continuam presas e Brooke fica cada vez mais doente. Kelly tenta convencer Polly a escolher Brooke, já que ela irá morrer logo de qualquer maneira. Polly se desespera e concorda. Depois de falarem ao desconhecido que decidiram, ele joga dois martelos pela janela do quarto e fica claro que elas terão de matar para sobreviver.

A equipe pede a cooperação dos pais para identificar o desconhecido, mas eles cada vez brigam mais entre si, levando JJ a explodir.

Vemos duas das garotas saindo de um porão, enroladas em cobertores. A edição não permite que vejamos o rosto das garotas.

JJ encerra a briga entre os pais, pedindo que eles lembrem que são amigos, que suas filhas são amigas, que eles tem mais em comum do que percebem no momento. Morgan, então, informa que Garcia localizou o celular de Polly, que foi religado. O GPS mostra que elas estão ao lado da delegacia.

O time corre na frente e, ao ver que apenas duas das garotas voltaram, Hotch pede aos policiais que segurem os pais.

Enquanto Gideon e Hotch conversam com as garotas, separadamente, e, então, percebemos que as sobreviventes são Brooke e Polly. Em uma cena do porão vemos quando Kelly conversa com Polly, tentando fazê-la criar coragem para matar Brooke e esta levanta e a acerta com o martelo, ficando coberta por espirros de sangue.

JJ conversa com os pais e percebe que o principal ponto que os liga é que todos estiveram no time de futebol da escola em sua época. Ela, então, pega a foto que está na parede, pois o delegado também estava nesse time. Ela vai até a sala onde Polly está e pede que ela aponte quem seria o desconhecido.

Ele, na verdade, é o lixeiro que entregou o uniforme com sangue a polícia. Ele fazia parte do time campeão, mas machucou seu joelho e foi abandonado pelos amigos, além de perder a bolsa para a faculdade.

Brooke admite ter matado Kelly, que a teria matado caso ela não fizesse isso:

Ele diz que tínhamos que escolher!

A equipe encontra o desconhecido sentado no porão, sorrindo e olhando o corpo de Kelly:

Eu não fiz isso, elas fizeram, eu nunca coloquei o pé aqui.

No vôo de volta para casa Hotch pergunta à JJ se ela nunca pensou em fazer o curso para se tornar uma profiler, pois ela fez um ótimo trabalho. Ela

Não. Não. Eu admiro o que vocês fazem, mas eu gosto do meu papel. Gosto de ser a pessoa que apóia a família. Sendo a voz dos pobres, a pessoa para quem você liga quando o investigador está sobrecarregado.

Quando Hotch pergunta o que ela está fazendo olhando várias pastas ao que ela responde:

Estou escolhendo nosso próximo caso.

Hotch:

Eu pensei que nós escolhêssemos os casos.

Cena de North MammonE JJ apenas olha e sorri, ela não precisava falar mais nada.

Nem nós. JJ brilhou nesse episódio, que também me pareceu não ter o time sobressaindo-se a história, até pela tensão que sentimos ao longo de todo episódio. O episódio passou voando por mim. E alçou o posto de número um da temporada.

7 Comments

  1. Paulo Antunes

    Estes produtores são muitos espertos. Na semana seguinte a saída da Elle colocam a JJ para brilhar – ei telespectadores a série ainda tem mulher bonita!

    Simone, eu também adorei o episódio. Acho que uma das falhas de Criminal Minds é não fazer uso com mais freqüência do elemento terror – coisa que vemos em Supernatural e víamos em Profiler e The Inside. O tema da série tem tudo para nos dar alguns sustos! E quando eles fizeram isto o resultado foi ótimo.

  2. Edu

    Que episódio, hein!
    A cena das duas meninas saindo do abrigo, enroladas no cobertor, o rosto da primeira com manchas de sangue e aquela música de fundo, foi marcante!
    O episódio foi uma verdadeira aula de existencialismo, como bem disse a Simone ao inciar o reviwe “Somos o resultado das escolhas que fazemos, já que o homem é provido de livre arbítrio.”
    Fantástico!
    Por isso que CM é a minha série favorita!!!
    E parem de pegar no pé do Hotch…é o papel dele que exige esse temperamento frio e calculista!
    Assistam Dharma & Greg, vão entender o q estou falando!
    Só falta sair a 1º temp. em DVD…está demorando muito!

  3. Kravis

    É uma pena a que morreu ter morrido. Ela era a melhor das três. Era a boçuda, que a matou, que merecia.

  4. Lígia

    Esse episódio foi fascinante, mostra claramente o instinto de sobrevivencia pelo qual Freud foi tão criticado (mas quando ele não foi? ahsuiaushasui). Mas então mesmo sendo coagidas a gente percebe o tanto que esse instinto fala mais alto desde o começo do episódio quando o cara fala que elas tem de escolher uma. Esse instinto é uma coisa inata, e que nos torna quando necessario seres totalmente individualistas e egoistas, nos tornando capazzes ate mesmo de matar… perfeito, o episódio.

    Bjuzz***

  5. Edu

    Lígia,

    Isso tem alguma a coisa a ver com a pulsão de morte tb ou não?

  6. Simone Miletic

    Kravis,

    Você acha que kelly deveria ter sobrevivido pois o tempo todo ela foi racional e não emocional, ela pensou no jogo e não nos sentimentos.

    Mas no caso acho que a solução que deram foi melhor, a questão é quanto cada um tem que ser puxado até tomar uma decisão.

    E Kelly, apesar de, desde o início, ter sido racional ela não teve coragem de fazer, queria que outra fizesse, como se isso fosse fazê-la menos responsável.

    Aquela coisa: quero que aconteça, desde que alguém o faça por mim.

    http://www.soseriados.zip.net

  7. Lígia

    Edu, eu acredito que sim, ja que é uma pulsão de autoconservação, de sobrevivencia. A pulsão de morte tem a ver com agressividade, destrutividade mas é o que impulsiona a pulsão de vida, ou seja, pelo que entendi apesar de representar o desejo de morte, a pulsão de morte tbm é pacificadora, quando ela é colocada pra fora o organismo se defende a autodestruição.

    ahusihaasahusihaiuhsuiha
    Complexo isso, acho que compliquei ateh minha cabeça agora! :P

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