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Reviews

Review: Criminal Minds – No Way Out

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Cena de No Way OutSérie: Criminal Minds
Episódio: No Way Out
Temporada:
Número do Episódio: 35
Data de Exibição nos EUA: 17/1/2007
Data de Exibição no Brasil: 1/5/2007
Emissora no Brasil: AXN

Criminal Minds atinge a perfeição na transição de imagens e tempo, com o uso da diluição da imagem, cenas em branco e preto e cortes bem colocados, e chega a um novo patamar quando falamos de seu roteiro.

Seriados que têm um personagem principal forte e marcante muitas vezes também têm dificuldades em encontrar antagonistas à altura de seus protagonistas. Podemos citar como exemplo CSI, NCIS, Law & Order: Criminal Intent e Without a Trace, só para ficar nos meus preferidos. CSI encontrou seu vilão somente na temporada atual, o assassino das miniaturas, já NCIS e Criminal Intent utilizaram um mesmo vilão em mais de um episódio e em mais de uma temporada, com sucesso. Já Jack Malone, em Without a Trace, ainda procura por alguém mais adequado do que o personagem interpretado por Brandon Walsh, ops, por Jason Priestley no final da temporada passada.

Criminal Minds nos apresentou, no episódio No Way Out, ao Frank. Mais que um vilão à altura de Gideon, o que o Jamal em Lessons Lernead já havia chegado muito perto de ser, Frank rouba a cena. Mesmo tendo passado o episódio todo sentado em um restaurante de beira de estrada tomando milk-shake.

Podemos atribuir isso à atuação contida de Keith Carradine, uma ótima escolha para o papel.

Tentarei respeitar as idas e vindas na linha do tempo, conforme bem mostrado no episódio.

A primeira cena do episódio nos remete ao deserto de Nevada, cidade de Golconda, onde um braço cortado é encontrado na areia, um dia antes do tempo atual.

No restaurante Fat Sam’s, dia atual, Gideon e Morgan entram e se dirigem a uma mesa onde um homem solitário está sentado. Gideon pergunta se pode lhe fazer companhia. Tudo indica que a caçada está começando, Gideon age como um gato que rodeia seu alvo antes do bote.

O homem sugere a Gideon que experimente o milk-shake do lugar, mas ele recusa. Gideon pergunta de onde o estranho é, mas não obtém resposta. O homem pergunta seu nome, dizendo que este é seu hobby:

Jason, da mitologia grega, curar. Gideon: um herói do Antigo Testamento, liderou os israelitas contra os medianistas. Seus pais tinham grandes ambições para você. Eu sou Frank, germânico. Derivado do nome de um tipo de lança. Fico pensando quais aspirações meus pais tinham para mim…

Morgan, impaciente, pergunta onde ela está e Gideon, finalmente, mostra sua carteira do FBI.

BAU? Você não desapontou seus pais.

Gideon começa então a descrever o perfil do homem que procuram: entre 55 e 60 anos, ouve Beethoven, usa uma jaqueta de couro com gola de pele. É canhoto e carrega no bolso direito de seu casado um pequeno caderno, onde detalha as torturas que realiza em suas vítimas.

Morgan retira do bolso de Frank o caderno, mas as anotações ali não servem de nada para o caso. Frank não parece impressionado e compara tudo a truques de mágica. Morgan diz que não é mágico, apenas traçou o perfil de um sádico assassino serial.

Frank parece interessado em irritar os dois, tomando calmamente seu milk-shake diz que quando ele terminar ele sairá de lá, e que o cachorro do Gideon (Morgan), o deixará fazê-lo. Gideon ironiza dizendo que isso sim seria um truque de mágica.

Fora do restaurante os policiais da cidade impedem qualquer entrada ou saída, apontando suas armas. Ouvimos Gideon:

Aristóteles disse: ‘O mal mantém os homens juntos.’

Frank olha para o relógio: 15:03h. Morgan entende que ele está esperando por algo. Ele menospreza Morgan:

Se eu fosse bonito como você, você imagina o quanto minha vida seria mais fácil?

Gideon, então, começa a contar como eles chegaram até ali.

Na véspera da conversa no restaurante, a BAU fica sabendo que dois corpos foram encontrados no mesmo local em que um esqueleto foi encontrado em 1996. O modo de operação foi o mesmo. O corpo da garota pôde ser identificado graças ao bracelete encontrado em seu braço. Gideon entra na sala com uma caixa com arquivos de 13 casos, espalhados por 30 anos, que se encaixam ao modo de operação. A equipe dá de cara com o mais prolífico assassino serial já visto.

No restaurante, Frank fica impressionado pela primeira vez e ainda tenta negar seu envolvimento, mas Gideon diz saber exatamente quem ele é.

Na véspera, ao chegarem ao deserto, a equipe conversa com a equipe local buscando mais informações. O celular da delegada toca: a música é “Smoke On the Water”, do Deep Purple. A equipe inspeciona os corpos. Eles percebem que as artérias foram cauterizadas, isso significa que as pessoas estavam vivas ao serem cortadas e que o desconhecido quis evitar sujeira. Hotch tira fotos do torso do homem, com tatuagens, e envia a Garcia para reconhecimento.

Na delegacia Reid e Prentiss encontram uma mulher que não quer voltar para casa discutindo com um policial. Ela diz para Reid que ele está de volta e não há nada que eles possam fazer. Prentiss pega uma antiga flauta derrubada pela mulher e devolve. Enquanto ela toca Reid diz:

Uma louca tocando uma flauta, isto não é tão estranho.

Garcia recebe as fotos (“oh, está não é a maneira de chegar ao coração de uma garota.”), enquanto JJ coloca um mapa na parede a fim de identificar as similaridades ente os casos. Com base nas tatuagens, Garcia chega a um ex-prisioneiro, visto pela última vez em Salt lake City, Utah, enquanto a garota teria sido pega no Colorado. Juntando as informações dos demais casos identificados elas percebem que o desconhecido vem e vai pela mesma estrada, a Interstate 80, com destino é Golconda, mas não sabem da onde ele vem.

Enquanto coloca as pessoas para fora do restaurante, Morgan pergunta garçonete sobre Frank. Ela diz que ele passa por lá todos os anos e sempre pede o mesmo milk-shake. Gideon diz a Frank que achava que já tinha visto o pior da humanidade, até encontrá-lo. Frank não gosta de ser considerado louco. Gideon diz para ele não brincar, que Frank sabe exatamente o que ele é: um psicopata sádico sexual que gosta de torturar brutalmente outras pessoas. Gideon diz que o motivo de Frank tê-la pego foi saber que, depois que eles chegaram, ele não tinha mais saída.

Frank encara Gideon e diz que ele também não se importa com ele. Ele não está onde está por causa das vítimas, mas sim por causa da caçada. Gideon não aceita ser medido pela mesma medida que Frank e volta a falar das vítimas.

Na delegacia, ainda na véspera, Reid conclui que as vitimas foram drogadas com quetamina, um tranqüilizador para cavalos usado para imobilização. Isso significa que as vítimas estavam vivas durante toda a tortura e assim ele podia ver o medo em seus olhos. Com base em todas as informações Gideon traça o perfil e Prentiss diz que ele deve cometer os crimes em seu carro, uma picape comum e discreta, com equipamentos que permitam que ele não seja pego pela polícia. Ele não tem sentimentos humanos.

Eles resolvem fechar todas as estradas a procura do veículo e. Após a explicação sobre o perfil, a delegada leva Prentiss, Gideon e Reid para conversar com Jane, a louca com a flauta, e ouvir sua história: ela diz ter sido abduzida trinta anos antes e que, após os aliens desenharem linhas ao longo de seu corpo, ela olhou para os olhos e não teve medo. Depois disso acordou atordoada em sua casa. Ela é a única vítima viva do assassino, pois não teve medo.

No restaurante o jogo entre Gideon e Frank continua. Gideon diz que ele não tem nenhum tipo de sentimento. Mas Frank não gosta de ouvir isso. Um homem entra no restaurante armado. Frank raptou sua mulher e ele quer pegá-lo. Ele é Tommy, marido da delegada Davis. Em silêncio, Frank coloca uma mochila de boliche sobre a mesa e diz:

A pergunta interessante é: O que o psicopata tem na mochila, Jason?

Dentro da mochila está a cabeça de um homem. Gideon pergunta quem ele é. Frank o corrige dizendo que ele deve perguntar quem ele era.

Ainda na véspera, a equipe acompanha do trabalho dos policiais com o bloqueio das estradas e a checagem dos carros. O criminoso não tem como escapar. Com base nas informações de JJ, Reid conclui que o desconhecido deve usar um trailer e não uma picape. Enquanto parte dos policiais volta para casa, Davis volta para a delegacia e Gideon acha que deve continuar buscando o desconhecido.

Na BAU, uma ligação informa que uma picape passou pelo bloqueio. Mas não existe registro dessa picape e a identificação da chamada permite verificar que o celular usado é de Katherine Hale, a garota assassinada. Isso significa que o desconhecido está usando o telefone.

Após passar na delegacia, Davis segue para sua casa com Jane, tentando protegê-la. Quando as duas estão na cozinha, Frank entra na casa. Ele imobiliza Davis com a quetamina, mas Jane foge. Em seguida vemos Davis sobre a mesa de autópsia de Frank.

Na manhã do dia Garcia verifica que o celular de Katherine foi religado e identifica sua localização, repassada para a equipe em Golconda.

Hotch, Reid e Prentiss partem em busca de Jane, enquanto Gideon e Morgan partem para o restaurante, após o celular ser encontrado no banco da frente de um carro próximo ao local.

Na casa de Jane a equipe encontra muitos sinos de vento feitos com os ossos de costela retirados das muitas vítimas do assassino, como se fossem presentes românticos. Após Reid falar que sádicos sexuais não têm sentimentos, Hotch faz uma pergunta retórica sobre o que é o amor e lá vamos nós ouvir Reid e sua explicação científica dobre o sentimento. No fundo de um casebre, ainda no terreno de Jane, a equipe encontra o trailer do assassino. Dentro dele uma mulher morta dentro de um caixão e a delegada Davis no outro, ainda viva.

No restaurante, Frank termina seu milk-shake. Gideon pergunta o que Jane teria dito a Frank 30 anos antes que o marcou tanto assim. Quando sabem que a delegada já foi encontrada eles acreditam não precisar mais de Frank. Mas ele tem uma carta nas mãos: seqüestrou o ônibus escolar e para dizer aonde as crianças estão ele quer Jane, a quem diz amar.

Cena de No Way OutFrank faz um acordo com Gideon: ele leva Gideon ao local onde as crianças estão, mas Gideon deixa que ele e Jane fujam. Ele diz que não quer machucar as crianças, mas alerta que elas estão no deserto e, à noite, os coiotes vão acabar as encontrando.

No deserto, Gideon ainda tenta conversar com Jane, dizendo que um dia ela não terá mais graça para Frank e então terá o mesmo destino que as demais vítimas. Mas ela acredita que exista amor ali.

Frank e Jane partem andando pelo deserto e Gideon encontra as crianças depois de um pequeno morro. Enquanto os policiais retiram as crianças ele e Hotch partem atrás das pegadas que, de repente, desaparecem. Gideon olha o deserto:

Nós vamos achá-lo.

Para quem ficou curioso com o quando isso vai acontecer Frank volta ainda nesta temporada.

17 Comments

  1. Rô Floripa

    Droga! Odeio quando eu não consigo assistir um epísódio e depois pela review vejo que foi ótimo. Quando reprisa? Ótima review Simone. Parece que gostamos das mesmas séries policiais.

  2. Simone Miletic

    Oi Rô!

    Sou suspeita para falar de séries policiais, são as minhas preferidas!

    Criminal Minds reprisa hoje, às 11:00h e às 16:00h e reprisa no domingo também só não tenho certeza quanto ao horário.

    Mas não perca não! Foi um episódio marcante!

    Beijos

  3. Cesar

    Simone, parabéns pelo trabalho!

    Muitos podem dizer que o episódio se utilizou de um clichê, que é a inversão tempo-espaço e o uso de flashbacks para contar a estória. O problema não é o uso do clichê, mas como se usa. Neste episódio, “Criminal Minds” manteve o elevado nível dos 3 episódios anteriores.

    Vale a lembrança de que, pela primeira vez, acho que ví um Gideon incomodado.

  4. Leon

    Criminal Minds com certeza atinge um novo patamar de qualidade, o que já era ótimo, se mostrou ainda melhor com esse episódio. Muito bom MESMO. Gideon chingando o cara foi como ver grissom descontrolado, muito legal.

  5. Giancarlo

    Parabéns pela resenha, Simone, o episódio foi ótimo e a resenha já me dá vontade de revê-lo. Só podia ter avisado do spoiler…apesar de ser meio óbvio que o Frank ia voltar, gostaria de ter descoberto isso de surpresa numa terça qualquer…
    Cesar, não acho que flashback seja clichê, mas sim uma ferramenta pra dramatização como outra qualquer, de tão difundida que está. Não acho que quem veja um flashback ainda pense algo como ‘Ei, um novo recurso!’ ou ‘Ah, já vi isso antes!’.

  6. Rô Floripa

    Valeu Simone. Vou ter que ficar de olho para saber o horário do domingo, não posso perder. Durante a semana, nestes horários aí, eu estou trabalhando.

  7. Simone Miletic

    Ops… desculpe, não achei que seria spoiler!

    Mas não se preocupe que demora e até lá você já esqueceu e vai se surpreender, prometo!

  8. Cesar

    Giancarlo,

    É tudo uma questão de como se vê. Como eu escreví, alguns dirão que é um clichê. Eu também não ligo se é ou não um clichê. Minha preocupação enquanto telespectador é se ele foi bem produzido, se surtiu o efeito desejado e se o resultado foi bom. E no caso deste episódio, achei tudo muito bom!

    Mas sempre vai aparecer alguém que não gosta da série e dizer: “Ah, que coisa mais batida…”. Paciência.

    Abraço!

  9. Giancarlo

    Não tem problema, Simone, até porque acho que não vai ser continuação direta semana que vem, nem colocaram o típico ‘To Be Continued…’, hehe. Assim fica incerto quando o Frank volta a aparecer.
    De nada, Rô! Confirmado em http://seriesonline.terra.com.br/guia_axn.html, pq esse episódio vale a pena!
    Cesar, eu também achei o episódio perfeito…se tiver gente que não vai gostar por achar ‘manjado’ o recurso, bom, a perda é deles, não é mesmo? Vamos continuar torcendo pra continuar a qualidade. Abraços a todos!

  10. Luciana

    Esse episódio foi maravilhoso, cada detalhe perfeito.
    Gideon encontrou algum a sua altura, por isso teremos o retorno do Frank no último episódio da temporada (No Way Out (2): The Evilution of Frank).

  11. Thais Afonso

    Mais um ótimo episódio de Criminal Minds, e olha que eu não sou fã número um da série. Apenas gosto. Mas esse foi simplesmente excelente, junto com o do terrorismo. Além do Frank fazendo uma ótima contraposição ao Gideon, eu também estou achando a interação entre Reid e Prentiss muito legal, ela foi uma boa aquisição pra série. Garcia também foi o máximo, como sempre.
    E com relação aos vilões de CSI, eu acho Paul Millander imbatível. O assassino da tinta azul também era ótimo, pena que apareceu apenas em dois episódios, e o assassino de Butterflied, que apesar da frieza abalou mesmo o Griss por a vítima se a cara da Sara.

  12. Edu

    Simone, parabéns pelo review.
    O episódio foi fantástico, um dos melhores da temporada. Mas, diga-se de passagem, o “Frank” teve uma excelente atuação…o cara me convenceu…

    Só fico me perguntando pq até agora ninguém resolveu lançar o box dessa série aqui no Brasil.

    Já vi tanta porcaria ser lançada, inclusive, mais de uma temporada. E séries como Criminal Minds, Law & Order SVU, Cold Case….nada!

  13. Simone Miletic

    Edu,

    No caso de Cold Case sei que o problema é a trilha sonora, devido as músicas utilizadas ficaria bem caro o lançamento em DVd. Até nos EUA está demorando.

    Já Law&Order SVU não dá para entender mesmo.

    No caso de Criminal Minds ninguém acreditava muito no sucesso que o seriado teria quando ele foi lançado, mas logo logo acho que isso se resolve.

    Beijos

  14. Fabíolla

    Parabéns pela resenha, muito bem escrita, realmente reviveu o episódio, que foi, sem dúvida um dos melhores (senão o melhor). Como assídua telespectadora de Criminal Minds, na minha opinião a melhor série ao lado de CSI, Law&Order SUV e House (que não é policial, mas eu amo), esse episódio foi genial. Gostaria de ter visto mais ação do Dr Reid, simplesmente porque o acho sensacional,mas entendo que essa era a vez do Gideon. Agora é aguardar a volta do Frank e teremos, com certeza, um novo combate de gigantes.

  15. Rodrigo

    Criminal Minds esta cada vez melhor. Estou ansioso pelo lançamento do DVD, pois o seriado com certeza é o melhor de todos lançados ultimamente. Não há nada melhor, talvez só House.

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