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Reviews

Review: Criminal Minds – Jones

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Cena de JonesSérie: Criminal Minds
Episódio: Jones
Temporada:
Número do Episódio: 40
Data de Exibição nos EUA: 28/2/2007
Data de Exibição no Brasil: 5/6/2007
Emissora no Brasil: AXN

Em Nova Orleans, pouco antes do furacão Katrina, um assassino serial mata e dilacera três homens na cidade. O detetive responsável fica obcecado em descobrir quem está matando e em uma noite em sua casa, em meio a outros documentos do caso, ele percebe na foto de uma das vítimas um pequeno detalhe, mas nesse mesmo momento as janelas de sua casa são quebradas e um mundo de água desaba sobre ele.

Dezoito meses depois, a cidade não precisa de um assassino serial para atrapalhar a reconstrução após o Katrina, mas o mesmo assassino volta a matar e mandar uma carta. Dessa vez quem está cuidando do caso é o filho de LaMontagne, o detetive morto pelo furacão.

Quando a equipe da BAU chega à cidade eles tem de começar tudo do zero, já que o furacão levou consigo todas as provas do caso, inclusive os corpos dos primeiros mortos. Além das pistas do novo crime, JJ consegue cópias dos artigos de jornais referentes aos primeiros crimes.

Gideon pede à Garcia que verifique delinqüentes que tenham ficado na prisão nos últimos 18 meses, o que explicaria tanto tempo sem crimes. Reid tem outra sugestão: o assassino pode ter sido levado para outro local por causa do furacão e somente agora voltou à cidade. Em comum entre todas as vítimas apenas o local dos assassinatos: o bairro francês.

Quando o detetive Lamontagne Jr recebe a equipe na cena do último crime, a atração por JJ é imediata, e correspondida. Mas, sinceramente, os roteiristas de Criminal Minds podem ser bons em crimes, mas péssimos em romances. Era melhor nem ter criado o clima já que ele foi muito mal desenvolvido no episódio.

A equipe fica sabendo que o pai do detetive havia recebido duas cartas do desconhecido e que a última se encaixa, dando uma descrição detalhada do que foi feito com o corpo. No necrotério, o legista explica a Reid e Prentiss que o assassino age como se dissecasse as vítimas, sem marcas de hesitação ou feridas defensivas, o que mostra algum treinamento médico. Reid continua irritante ao extremo, violento e evasivo na maneira de falar e agir. Desta vez, depois das porradas já levadas, Prentiss prefere não comentar nada.

O detetive LaMontagne explica que no bairro francês milhares de pessoas se reúnem para festejar todas as noites. Na casa do pai ele mostra a equipe a parede onde seu pai teria deixado uma última mensagem sobre o caso: JONES, escrito em garranchos.

Na delegacia Hotch tenta juntar outras peças e conclui que o assassino seria um sádico sexual. Reid acaba ligando os casos ao ocorrido em Londres 100 anos antes, quando Jack o Estripador começou a atacar suas vítimas. A cena corta para um homem no bairro francês entrando em um beco para fumar. Ele oferece o cigarro à alguém e acaba com a garganta cortada.

Na manhã seguinte Hotch descreve o assassino como um homem entre 30 e 35 anos, amigável e ágil e que mata outros homens para mostrar seu poder, tendo tido algum tipo de treinamento médico.

Vemos um homem descendo um beco, nervosamente olhando para trás. Na esquina seguinte ele dá de cara com Reid, que diz sempre estar um passo a sua frente. Este homem é Ethan, antigo colega de Reid, que com ele entrou no FBI, mas que desistiu após o primeiro dia de treinamento.

Garcia liga para Prentiss com uma charada:

O que Jack o Estripador tirou de suas vítimas além de, é claro, suas vidas?

Depois de esperar por uma resposta que não vem ela mesma responde:

Um rim. Que fantasticamente horroroso é isso?

O comentário é a cara dela, é claro. Ela acaba contando a Prentiss que um caso semelhante ocorreu no Texas há quatro meses atrás, sendo que foi para lá que parte dos refugiados de Nova Orleans foram após o Katrina.

Gideon quer que Prentiss, Reid e Morgan partam para o local, mas Reid ignora as chamadas do celular, enquanto conversa com seu amigo em um bar. Ethan diz que sua música o faz feliz, ele agora toca em bares da cidade, e diz, ainda, que Reid não lhe parece feliz. Ele ainda fala que os colegas dele já devem ter percebido isso também, afinal traçam perfis o tempo todo.

Enquanto Prentiss e Morgan seguem sozinhos para o Texas, JJ e LaMontagne olham as pastas dos casos em um bar dentro do bairro francês. Os dois meio que brincam de gato e rato entre trabalho e paquera, mas até eu faria melhor. Sei lá, não sei se o casal não funcionou ou se eles foram travados pelo roteiro, mas se você considera legal uma paquera para JJ, com certeza não foi dessa maneira que imaginou.

No Texas a noiva da vítima conta que o noivo estava com amigos na noite em que foi morto. Prentiss e Morgan discutem o fato das últimas vítimas estarem com seus amigos e não sozinhos, o que desencorajaria o assassino. A não ser que eles se separassem espontaneamente do grupo e apenas uma mulher conseguiria isso.

JJ conversa com LaMontagne depois de receber uma ligação de Morgan, ela quer que ele divulgue o risco para a imprensa, enquanto ele pesa o quanto isso prejudicaria a reconstrução da cidade, cuja economia depende em grande parte do turismo. Enquanto a mídia é informada, Reid chega e justifica sua ausência dizendo que o celular não funcionou e que quando ele finalmente viu o recado já era muito tarde. Nenhum deles acredita nele.

Quando uma nova vítima é encontrada, temos mais um ponto em comum com a história de Jack: o lóbulo da orelha foi cortado. Na única vez em que Jack fez isso ele matou duas mulheres no mesmo dia. A equipe, agora, vai ter que encontrar a assassina antes que o dia acabe, ou mais alguém irá morrer.

Eles buscam pela assassina entre as milhares de pessoas que festejam no bairro francês, Morgan tenta novamente falar com Reid, sem sucesso. Quando Gideon pede a Prentiss que fale com Reid para dar uma nova olhada nas cartas ela acaba falando sobre o comportamento do rapaz, e leva um porrada sem motivo:

Vamos lá, você acha que eu não sei que algo está acontecendo com ele?

Ela não responde, e isso não combinou com o pouco dela que já foi mostrado na série, sendo a característica mais marcante não ter papas na língua. Eu diria: “se já sabe por que não fez nada até agora?”

Reid e Morgan identificam uma suspeita e partem atrás dela, mas nós sabemos que a desconhecida está atacando outro homem ali perto. Mais tarde um casal acaba dando de cara com o corpo dilacerado de um homem.

Na cena do crime, mais uma carta endereçada ao pai do detetive é encontrada. Gideon, com base nas cartas, conclui que a pessoa acha que o detetive compreende o que ela sente e que ela deve ter sido vítima de um crime sexual. O detetive nota uma marca na mão da vítima, um carimbo de um bar do bairro, a marca lembra a existência de um bar chamado Jones, que atualmente se chama Mon Cheri.

Garcia não encontra registro de nenhum estupro neste bar, mas encontra um registro de perturbação da paz durante o Mardi Gras de 1998 (nossa terça de Carnaval) e ele foi atendido pelo pai de LaMontagne e seu parceiro Smitty.

JJ, Prentiss, Gideon e LaMontagne encontram Smitty no Mon Cheri. Ele conta que receberam o chamado de estupro, mas ele não acreditou na garota. Ele ainda diz que ela teve o que mereceu. O parceiro dele não concordava com isso e fez com que ele fosse repreendido pela polícia e depois disso os dois não se falaram mais. Ele não lembra nem o nome da garota, mas lembra o nome de um dos rapazes envolvidos, filho de uma rica família da cidade.

JJ e Prentiss interrogam o bom garoto na delegacia. O rapaz diz não se lembra de nada, mas quando JJ coloca as fotos das vítimas em sua frente e diz que ele pode ser a próxima, ele acaba dizendo o nome da garota: Sarah Danlin. Garcia consegue o endereço da garota e também confirma que ela estudou medicina.

Mais uma forçada aqui, ou alguém se esquece de como os casos sempre afetaram JJ? Se essa força dela vem do que ocorreu em Revelations, era melhor terem mostrado isso nos outros episódios e não jogarem tudo num episódio só, da maneira mal feita que foi feito, mostrar essas mudanças do mesmo modo que fizeram com Reid.

Sarah já está com sua próxima vitima e ele está feliz da vida quando ela tira suas roupas e pede que ele faça o mesmo. No apartamento dela a equipe não encontra nada. Reid busca mais uma vez pela memória e se lembra que Jack alugou um quarto por apenas uma noite para cometer um dos assassinatos. Garcia busca pelas despesas do cartão de crédito da garota e passa o endereço, vemos que Sarah já começou os cortes no peito da vítima.

Quando conseguem entrar no quarto cabe a LaMontagne Jr. acalmar a garota, dizendo ser filho de LaMontagne. Ela pergunta pelo pai e fica realmente triste ao saber de sua morte. Ela entrega a faca ao detetive e se deixa cair em seus braços.

Fora do hotel, JJ diz ao detetive que seu pai teria orgulho dele. Ele se sente confuso, ao mesmo tempo em que sente ter cumprido seu dever ele se sente vazio após tanto tempo. JJ entrega a ele o seu cartão dizendo que celulares podem fazer bem a saúde.

Cena de JonesNo bar, Reid escuta Ethan ao piano quando Gideon chega e senta próximo a ele. Reid pergunta como ele sabia que ele estava ali e Gideon diz que ele não é tão difícil de se traçar o perfil. Após alguns minutos Reid admite ter perdido o avião de propósito e fala sobre suas dúvidas se está pronto para fazer este trabalho, mas que ele nunca considerou fazer outra coisa.

Gideon conta sobre sua própria experiência em 30 anos como profiler, seus altos e baixos. Ele diz que se um dia ele parar de se sentir afetado ou de sentir suas mãos frias aí sim será hora de partir. Finalmente Reid resolve que ele não perderá nenhum outro avião.

Agora, se no próximo episódio já tivermos Reid igualzinho ao que era antes, simplesmente, só porque ele teve essa conversa com Gideon, é melhor os roteiristas abandonarem a vida de seus personagens e se aterem simplesmente aos casos.

21 Comments

  1. Leon

    Foi um episódio mais ou menos. Amo criminal minds, mas, sinceramente, não estou gostando de como estão retratando o trauma de Reid.

  2. Cesar

    Gostei de partes do episódio.

    A utilização de “Jack, o Estripador” como referência foi bem legal. Afinal, é talvez o primeiro serial killer da história.

    Gostei também do desenrolar do caso, bem sustentado.

    Mas, de fato, o encerramento do arco Reid me pareceu pobre. De qualquer forma, acho que ainda haverá resquícios, especialmente porque a relação Reid-Prentiss não é das mais amistosas.

    No final, um episódio bom, com ressalvas.

    Ótimo post, Simone!

  3. Rô Floripa

    Gosto muito de Criminal Minds, mas acho que série tem muitos altos e baixos, episódios maravilhosos com alguns abaixo de medianos. Acho que os roteiristas estão com preguiça.

  4. Alessandra

    Concordo que eles tem falhado ao retratar a vida pessoal dos personagens. Teve aquele episódio que o Morgan tinha sofrido abuso na infância e depois a história foi totalmente esquecida. Agora esta história do Reid também não está legal.
    Mas foi interessante a história e o fato do criminoso ser uma mulher. Meu marido tinha comentado na semana anterior porque eram sempre homens os assassinos.

  5. Leon

    Cesar,
    Ele não foi o primeiro, teve muita gente antes dele, mas não deixa de ser um caso memorável por nunca o terem encontrado. Alguns nomes de destaque de tempos anteriores a Jack: Vlad, o empalador e Elizabeth Bathory.

    Alessandra,
    Não lembro no momento o exato número, mas a esmagadora maioria de serial killers é do sexo masculino (se não me engano, algo em torno de 80% dos casos reportados.

  6. Tatiana

    Gostei do fato da serial Killer ser uma mulher, pelo menos nisso se diferenciou dos outros episodios. Tati – Não gostei muito do epi…….

  7. Tatiana

    PS – Ainda Amo Criminal Minds……apesar de não estar gostando dos últimos epi.

  8. Pingback: Review: Criminal Minds - Joneas « Só Seriados de TV

  9. Simone Miletic

    Assim como o Cesar eu acho que algumas partes do episódio foram boas, o que realmente deixou a desejar foi o tratamento dado à vida pessoal dos membros da equipe, falta cuidado.

    Alessandra: o episódio The Perfect Storm, do começo desta temporada, também traz uma mulher como assassina e o Reid explica porque raramente mulheres acabam sendo assassinas seriais.

    Beijos
    Si

  10. Alessandra

    Leon, de famoso só lembro o caso daquela prostituta americana que foi contado no filme Monster.
    Acho que já vi em algum lugar uma explicação científica para este fato mas não me lembro qual era.

  11. Alessandra

    Simone, será que foi a explicação do Reid que ouvi? Realmente não em lembro deste episódio. Vou procurar o review dele e dar uma olhada.

  12. Rodrigo

    Depois do ápice, a queda. Ainda não houve a queda, mas ela esta em processo muito rápido, não digo que o epi foi ruim, mas foi bem abaixo do esperado.

  13. Cesar

    Valeu pela correção, Leon! Obrigado!

    Não lembro qual foi a explicação do reid, mas houve sim uma explicação do porquê poucas mulheres se transformam em serial killers.

  14. sandra

    Ao assistir a este episódio senti um gostinho de “já-assisti-este-filme”. A criatividade dos roteiristas realmente deve estar de férias. Este episódio poderia nem ter passado que não alteraria a estória da série. Espero que melhorem os roteiros. Incluir Jack, o Estripador, foi o cúmulo da mesmice: sabe quantos filmes e seriados já abordaram o tema? Inúmeros e de melhor forma.

  15. alessandra

    também acho que o trauma do reid está sendo muito mal conduzido. poxa, o cara ficou dois dias com um maluco de múltipla personalidade, foi surrado, amarrado, drogado e todo mundo espera que ele fique bem, feliz alegre e contente?
    e aquela cena horrível da JJ com os cachorros? ela esqueceu completamente e fica paquerando detetives gatinhos de nova orleans? tudo bem que foi um trauma menor se comparado com o do JJ, mas como a simone bem lembrou, ela sempre aquela que ficava mais perturbada em todos os casos que eles trataram.
    acho que o temor da simone infelizmente vai se concretizar. creio que eles vão mostrar hoje um episódio que não tem nada a ver com o trauma do reid, e o que ele vai ficar absolutamente igual ao que era antes de passar pelas mãos do “dawson do mal”.
    pergunta idiota, mas a qual não consigo resistir: alguém sabe porque o reid tem unhas tão grandes? no último episódio deu medo dele quando dava closes nas mãos. parecia o nosferatu…

  16. Paulo Antunes

    Acho que as mulheres que assistem Criminal Minds estão com implicância com a JJ — enquanto seu belos cabelos loiros permanecerem na telinha eu estou feliz.
    O problema no episódio não foi a JJ. Foi aquele ator que contrataram para fazer par com ela. Péssimo dos péssimos, tem um sotaque horrível. E é feio que dói e só faz papel de catador de mulher bonita – quem viu Third Watch deve lembrar que ele entrou na última temporada e terminou ficando com a paramédica interpretada pela Cara Buono.

  17. alessandra

    eu não tenho problema nenhum com a JJ. acho ela linda e se quiser aportar na minha casa será muito bem vinda…

  18. Rô Floripa

    Eu não tenho nehuma implicância com a JJ e com nenhuma outra personagem feminina da série. Mas ficaria muito feliz se o Morgan aparecesse na minha casa.
    O que eu estou ‘implicando’ é com a preguiça dos roteiristas. Eles fazem um episódio maravilhoso, e depois ficam uns 3 episódios jogados na rede tomando água de côco (ou outra), pq está uma seqüência bem fraquinha.

  19. sonia regina r.vieira

    nÁO BRINQUEM CRIANCAS, APRECIEM A BELEZA DA jj E DELIREM COMO O GOSTOSO DEREK MORGAN.

  20. sonia regina r.vieira

    AMO ESTA SÉRIE FAZ MEUS NEURÔNIOS FERVEREM E MEU CORACOA PULAR QUANDO VEJO CHEMAR MOORE, MEU MARIDO QUE NAO VEJA ISTO.RS

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