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Review: Criminal Minds – In Birth and Death

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Criminal Minds - In Birth and Death
Série: Criminal Minds
Episódio: In Birth and Death
Temporada:
Número do Episódio: 47 (3×02)
Data de Exibição nos EUA: 3/10/2007
Data de Exibição no Brasil: 22/2/2008
Emissora no Brasil: AXN

A dúvida de todos era, afinal: os roteiristas iam encarar e mandar Gideon dessa para uma melhor? A eles conseguiram manter a dúvida até o final, ou quase. Eu vi que o caminho não seria esse quando vi Spencer chegando à cabana de Gideon quase no finzinho do episódio, eles não colocariam esse peso nas costas dele.

A história começa com a equipe desfalcada: Gideon sumido, Hotch que, voltando de sua suspensão, resolve pedir transferência e Prentiss se demitindo. O caso da noite promete trabalho: um serial killer mata garotas em Milwaukee, arrancando seus corações e não deixando pistas.

Se só parte da equipe para investigar o caso já seria ruim, imagina com a mala da Strauss, chefe de departamento, resolvendo liderá-los em campo.

Antes do caso: eu consegui odiar a esposa do Hotch rapidinho, nem precisou de muito esforço. Esse acabou sendo exemplo do que menos gosto nos roteiros de Criminal Minds: do nada uma pessoa muda de personalidade, ou não muda e deveria ter mudado. No caso em questão a linda esposinha dele se transformou de compreensiva e apaixonada para uma chata de marca maior.

Ao longo do episódio é Spencer quem demonstra maior preocupação com o sumiço de Gideon: sua ausência em um jogo de xadrez mais o comportamento estranho das últimas semanas fez com que ele temesse pelo amigo. Mas ele, JJ e Morgan precisam resolver o difícil caso, tentando evitar que a chefe Strauss estrague a investigação brigando com a polícia ou vomitando na cena do crime, o que deixa pouco tempo para descobrir o que aconteceu com o amigo.

Enquanto Garcia entrega a pasta do caso para Hotch, dizendo ser um pedido de JJ, Morgan é o primeiro a pedir a ajuda do ex-chefe: ao ver a gravidade e rapidez com que os crimes estão acontecendo ele liga para Hotch pedindo por ajuda.

Hotch é quem guia o time ao prestar atenção nos horários dos desaparecimentos e descartes das garotas: quinze minutos de diferença entre os horários de entrada e saída das escolas locais.

O time recorre a Garcia e seu banco de dados para pesquisar os suspeitos. Garcia atendendo a ligação achando que era Morgan e dizendo besteiras foi o momento leve da noite, e a cara de Strauss foi ótima.

Hotch acaba ouvindo seu coração e resolve ir para Milwaukee ajudar sua equipe, deixando a esposa louca bem p. da vida. No caminho ele ainda passa no apartamento de Prentiss, convencendo-a a seguir com ele. Ele também mostra para ela que sabe o real motivo de sua demissão: ela não quis trair o time, fazendo o que Strauss pediu no fim da temporada passada.

Tirando o fato de eles resolverem rápido demais a questão de Prentiss e Strauss (acho que isso podia render boas histórias), foi legal ver os dois juntos. Até gosto mais de Prentiss agora.

É claro que, neste ponto, você já está pronto para ver o clichê: Strauss verá a equipe trabalhando em conjunto, entenderá que Hotch não é um cara mau e é um bom líder, coisa e tal. Realmente tudo isso está lá. Mas tudo isso está lá de uma boa maneira. Não achei as cenas forçadas, não achei que forçaram a barra para mostrar que o Hotch funciona bem com aquele pessoal.

Tá, Prentiss entrando sozinha na casa do principal suspeito pode ter sido um pouco de exagero.

Bom, voltando um pouco: ligando o ponto levantado por Hotch ao fato de que o Desconhecido usaria seu filho para atrair suas vítimas a equipe parte pela busca de garotos problemáticos, influenciados pelo o que seu pai está fazendo. A amostra é enorme e, quando Hotch e Prentiss chegam, o tempo se torna seu adversário, já que o Desconhecido tem uma nova vítima e a mudança no padrão do último assassinato indica que tudo pode acontecer de maneira cada vez mais rápida.

É Spencer que leva a investigação a outra direção: ele deve ser um aluno exemplar, dos que jamais se atrasam, tímido e afastado das outras crianças.

A busca acaba indicando um garoto chamado David, cujo pai descobriu que tinha um tumor e foi abandonado pela esposa. O garoto se encaixa no perfil, o abandono teria causado o surto em seu pai na primeira vez.

Na frente da casa não existe motivo para invasão. No porão a enfermeira já está amarrada e tudo indica que as coisas aconteceriam rápido.

Com a equipe encurralada, Prentiss se oferece para entrar na casa em busca de maiores informações. Hotch diz para Strauss que ela não precisa se envolver com isso, afinal, Prentiss já se demitiu mesmo.

Dentro da casa tudo é rápido: Prentiss entra na casa, Smith, o pai, acerta sua cabeça quase a desacordando e pede a seu filho que segure a arma, apontando para ela, mas ela ainda consegue avisar à equipe. A invasão da casa é rápida, Smith é imobilizado, e a enfermeira é salva.

Fora da casa, Prentiss é atendida pelos paramédicos. Hotch pede a ela que não deixe a equipe, em seguida pede para Strauss que ela não os separe. Morgan leva Smith para o carro da polícia local, ele ainda tem tempo de falar que dessa vez seu filho levou uma mulher sem ele nem ter pedido.

De volta à Washington, Strauss precisará conviver com o que viu nesse curto espaço de um, dois dias. Hotch volta para uma casa vazia, mas em seu rosto vemos que isso nem ao menos foi surpresa.

Criminal Minds - In Birth and DeathSpencer parte para a cabana de Gideon e lá encontra a carta que havíamos visto ter sida escrita no primeiro episódio. Gideon partiu, como ele bem diz, procurando a esperança que perdeu. Um final digno para um personagem cativante.

Um último comentário: bons filmes e seriados, muitas vezes, se tornam melhores graças aos seus vilões. Tenho que dizer que esse episódio nos entregou um ótimo vilão. E não sei o que me deu mais arrepios: as caixas de vidro com os corações retirados das vítimas ou o garotinho que levava mulheres para serem mortas por seu pai.

4 Comments

  1. Thais Afonso

    Realmente, Criminal Minds é boa porquê possuiu ambos uma equipe carismática e vilões inteligentes. Esse episódio foi muito bom, apesar da situação de Hotch e Prentiss ter e resolvido muito facilmente e rapidamente.

  2. Osório Coelho

    Eu achei um dos vilões mais fracos de toda a série. Sem o menor carisma.

  3. Tatiana

    Eu como adoro Criminal, adorei esse episodio…..Melhorou bastante em relãção ao da semana passada.
    A cena do Morgan e da Gracia foi tudo, a chefe com aquela cara de peixe morto……afffffffffffff…..e depois a Garcia atendondo como uma funcionária exemplar adorei……
    Os corações nas caixas, foram sinistros………..o menino tbém tinha a maior cara de serial killer……..não tinha?
    Achei bom eles não darem um final a lá Ray de ER, poxa o personagem do Gideon, não merece isso…….
    :)

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