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Review: Criminal Minds – Empty Planet

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Cena de Empty Planet
Série: Criminal Minds
Episódio: Empty Planet
Temporada:
Número do Episódio: 30
Data de Exibição nos EUA: 8/11/2006
Data de Exibição no Brasil: 27/3/2007
Emissora no Brasil: AXN

Malucos por bombas não são o meu tipo preferido de psicopatas, tudo bem que a maioria das pessoas não tem um tipo de psicopata preferido. Mas estamos falando de seriados de televisão e, nesse caso eu tenho os meus preferidos.

O episódio Empty Planet de Criminal Minds começa nos mostrando um desconhecido montando uma bomba em um guarda chuva e fazendo uma ligação telefônica, informando que existe uma bomba em um ônibus em alguma cidade.

Em Quantico, JJ corre até Hotch, informando sobre a ligação. O problema é saber em que cidade isso pode estar acontecendo, já que várias redes de TV ao longo do país receberam a mesma mensagem. A mensagem não foi gravada, mudando um pouco de uma ligação a outro, o que mostra que o desconhecido quer atenção e é bastante confiante.

Em Seattle, Washington, vemos o desconhecido entrando em um ônibus. Ele deixa seu guarda chuva embaixo de um dos bancos e desce em um ponto. Vemos sua mão quando ele aciona a bomba através de um controle remoto.

De volta a Quantico, vemos quando a equipe recebe a notícia da bomba e Morgan comenta:

A única coisa que pensei que começava em Seattle era a música grunge e o café acima do preço.

Ele se refere a Starbucks.

A bomba acaba por matar dois homens no ônibus – isso porque uma senhora achou o guarda chuva e um garoto se ofereceu para levá-lo ao motorista.

Afim de fazer com que o desconhecido entre em contato com a equipe, Gideon pede a JJ que faça uma coletiva dizendo que não sabem o motivo da explosão e onde não divulgasse a mensagem do criminosa. Reid visualiza o desenho de um robô e de um flecha em um dos fragmentos da bomba. Morgan pede a Garcia que procure por casos de terrorismo em Seattle, e, após uma breve pesquisa, eles descobrem que esse não é o primeiro caso em que o desenho aparece em uma bomba na cidade. O desconhecido é um de seus moradores.

Aprendemos (já que seriado também é cultura) que existem quatro tipos de maníacos por bombas: criminosos, grupos ligados a causas, pessoas mentalmente desorganizadas e pessoas agindo por causas pessoais. Temos, inclusive, um pequeno resumo de quem foi o Unabomber, conhecido maníaco americano.

Gideon finalmente recebe uma ligação do terrorista e ele está bastante irritado por terem dito não saber o que ocasionou a explosão. Diz participar de uma brigada e após a insistência de Gideon diz chamar-se Allegro. Ao finalizar a ligação diz que eles terão sua próxima mensagem quando eles chegarem ao local.

Uma nova bomba é detonada em um posto de gasolina. O mesmo tipo de dispositivo foi utilizado e sua manifesto é encontrado em uma caixa de metal. Sua exigência: ele quer que toda a automatização seja substituída por trabalhadores braçais em todo o país em uma semana.

Reid lembra-se que Allegro é o personagem de um livro chamado Empty Planet (Planeta Vazio), escrito por David Hansbury. Neste livro robôs tomam o mundo e o herói, chamado Allegro, salva o mundo.

Observando o mapa das pessoas no ônibus no momento da explosão a equipe identifica que um dos passageiros foi responsável pela criação de máquinas que substituiriam os homens em processos de reprodução humana. O guarda chuva foi retirado debaixo de seu banco pela mulher que o encontrou e, graças a isso, ele ainda está vivo.

O que intrigava a equipe, o fato das bombas serem de pequeno espectro, não machucando muitas pessoas, poderia significar que o desconhecido tem uma causa pessoal e está escolhendo suas vítimas.

Doutor Cooke, alvo do atentado, acha ridículo alguém querer matá-lo por causa de seu trabalho. Após Reid explicar sobre o livro, ele conta que conhece o autor, na realidade a autora: uma mulher chamada Ursula Kent, professora da universidade de Seattle.

Doutor Cooke rejeita qualquer tipo de proteção e sai irritado da delegacia. Quando Morgan entra na sala vê um Gideon irritado. Quando questiona o motivo Gideon pregunta se ele já conversou com alguém que continuamente demonstra ser mais inteligente que você, ao que ele responde apenas com uma careta e um gesto, apontando para Reid:

Todos os dias.

Gideon e Reid vão a universidade depois de comprar uma nova edição do livro para Reid. Ele não lembra de tudo, já que leu o livro quando tinha seis anos (??).

Enquanto conversam com a professora, pedindo sua ajuda para identificar, eventualmente, entre seus alunos quem poderia estar por trás dos ataques, uma bomba explode no carro de Cooke, matando-o instantaneamente.

Uma nova ligação é atendida por Gideon, onde o terrorista pede novamente que seu texto seja publicado e avisa que está indo visitar uma nova amiga, mas que a equipe estará ocupada demais para acompanhá-lo. Várias bombas são denunciadas pela cidade, fazendo com que a equipe corra ao longo da cidade tentando evitar o pior.

Durante a conversa com a professora, Gideon identifica quem seria a próxima vítima: professora Brazier. Ela, assim como Cooke, palestra nas aulas da professora Kent e também está envolvida em novas tecnologias.

Morgan e os policiais chegam a Brazier no exato momento em que ela sai com seu carro do estacionamento. Imaginando que a bomba seria semelhante a que matou Cooke, sendo acionada ao se levantar do banco, Morgan pede que ela não saia do carro e fica segurando sua mão enquanto a bomba é retirada.

Pausa para opinião estritamente pessoal: quando Criminal Minds estreou eu achei Morgan o perfeito bonitão machista e arrogante e também considerei o seu personagem um dos mais rasos. Ao longo do tempo vemos o quanto ele evolui e o quanto ele é importante. O apoio dado por ele a professora, seu relacionamento com a Garcia, tudo mostra o quanto ele é complexo. Exatamente contrário aconteceu em relação a Hotch: ele me parece o mais distante e frio.

Enquanto a bomba é retirada, vemos Gideon conversando com a professora Kent e insistindo por sua ajuda. Neste momento ele diz:

Um grande homem, que eu admiro muito, está arriscando sua vida agora para salvar outra pessoa.

Uma relutante professora concorda em reexaminar o material e tentar identificar o terrorista.

Após saber sobre o sucesso da retirada da bomba, Gideon pede que o carro seja explodido, para que o terrorista pense que teve sucesso em sua empreitada.

Após Gideon e Reid deixarem sua sala, a professora pede a sua assistente que traga a pasta de um de seus estudantes do último ano. Ela parece preocupada e joga seu livro no lixo.

Reid resume o livro para a equipe, contando que Allegro acaba por matar sua mãe biológica. Gideon pensa que a professora será o próximo alvo, pois ela seria a mãe desse personagem que ele criou em sua mente.

Cena de Empty PlanetQuando voltam a universidade ele já pegou a professora, arrastando-a para a sala de aula. Ele acha que ela é sua mãe natural, pois ele foi adotado e ela, em uma entrevista, conta que deu uma criança para adoção na mesma cidade de onde ele nasceu. Enquanto ela tenta conversar com ele, dissuadindo-o da idéia de matá-la, a equipe entra na sala de aula, também tentando converncer o rapaz a largar a professora. Ela finalmente admite que deu uma criança para adoção, mas que a criança era uma menina.

Vemos um atirador se posicionando para tentar acertar o rapaz, mas a professora se coloca entre ele e o atirador, acabando por levar um tiro em seu ombro. Morgan e Hotch dominam o rapaz, enquanto Gideon vai até a professora dizendo que ela ficará bem, pois o tiro foi no ombro.

No avião, de volta para casa, Morgan pergunta sobre o que Gideon falou no gabinete da professora. Ele assume tê-lo elogiado, mas que o que ele fez ficando ao lado da mulher foi estúpido.

Morgan:

Eu não podia deixá-la ali sozinha desta maneira.

Gideon:

Eu não disse que você estava errado.

Não achei um ótimo episódio, talvez por estar em ressaca do episódio passado, que considerei dos melhores. Mas a cena a de Morgan segurando a mão da professora com certeza será lembrada, por muito tempo, com carinho.

5 Comments

  1. marco paulo

    Muito bom o episodio, muito bom o review, em relação a frase de Gideon sobre Morgan, na tradução ao invés de homem ele disse garoto (não sei se estou correto, se não estiver me desculpem), e na hora ainda pensei, “Ele não disse homem, pois garoto, significa que alem da respeito ele se preocupa em proteger a equipe “, mas de qualquer forma, a cada episodio, vemos um novo aspecto de algum membro da equipe, por esse caminho logo teremos um episodio com um Hotch, mais humano.

  2. Paulo Antunes

    Eu particularmente não gostei da cena do Morgan. Achei over demais.
    Aliás, acho que este é o grande problema que impede Criminal Minds de ser uma série mais genuína – a série incorre muito em clichês e é cinematográfica demais, devia haver um movimento para que ela buscasse a sua cara, sua atmosfera, como CSI encontrou.

  3. Cesar

    Concordo com o Paulo, a cena de Morgan foi clichê à enésima potencial. Tudo bem, é ficção, mas ninguém faria isso. Um pouco – o mínimo! – de realismo, cai bem.

    Mas, não sei se estou vendo muitas séries policiais, mas a solução “mãe-filho” era tão óbvia, que tornou, pra mim, um episódio que vinha bom, num episódio fraco.

    Gosto da série, mas em alguns momentos ela me decepciona.

  4. sandra

    Acho que todo mundo já assistiu a um ou dois filmes (que modestia) com a mesma estória. Achei fraca, parece uma colcha de retalhos de tantos clichês. O que salvou foi a interpretação de Gideon e Reid (este hilário – meu nerd preferido), o resto previsível demais. A questão do filho adotado e/ou perdido/ encontrado, argh! Parece novela mexicana. Mas mesmo assim ainda gosto da série.

  5. Rô Floripa

    No início eu tinha muita expectativa e parecia que seria confirmada, mas agora parece que a série está se esvaziando. Os casos se resolvem de maneira muito rápida e previsível, execessão daquele que o assassino de crianças era um menino. Eu esperava mais de uma série que pretendia mostrar uma equipe de profilers, um trabalho super diferenciado no FBI, mas está se tornando uma série policial comum.

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