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Reviews

Review: Criminal Minds – Distress

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Cena de Distress
Série: Criminal Minds
Episódio: Distress
Temporada:
Número do Episódio: 39
Data de Exibição nos EUA: 21/2/2007
Data de Exibição no Brasil: 29/5/2007
Emissora no Brasil: AXN

O episódio Distress se passa em Houston, Texas, onde parte da cidade, o bairro de Ward 5, está devastada por uma crise social, praticamente inteira em reconstrução, com o confronto constante entre ricos e pobres. E muita sujeira, barulho e confusão para serem administrados.

Em uma construção, garotos vandalizam o local, quebrando vidros e pichando paredes. O segurança do local consegue expulsá-los, mas, em seguida ele é surpreendido por um homem que acaba quebrando seu pescoço.

A pasta do caso já chegou a Quantico, onde JJ explica a todos sobre o crescimento da violência das gangues e da taxa de homicídio. Hotch, Gideon, Morgan e Prentiss olham as fotos de três vitimas e não existem conexões aparentes entre os casos. Reid entra na sala despreocupadamente, tomando um café e todos olham para ele, esperando que ele dê uma de suas complexas explicações e… nada. Sei que Reid tem muitos fãs, eu mesma sou uma delas, mas eles conseguiram transformá-lo em alguém bastante irritante depois do episódio Revelations.

No avião Reid consegue identificar alguns aspectos do desconhecido: ele usa o elemento surpresa, a falta de laços e que, talvez, ele observe as vitimas antes de atacá-las. Morgan e Gideon irão a cena do último crime enquanto o resto do time seguirá para a delegacia. Reid se voluntária para trabalhar no perfil geográfico e Prentiss se oferece para ajudá-lo, ao que ele reage defensivamente, como se ela tivesse dito que ele não era capaz. Hotch se envolve e ordena que ele trabalhe com Prentiss, lembrando que a área é bastante perigosa e ninguém deverá andar sozinho.

Na cena do último crime Morgan e Gideon buscam por evidências que indiquem algo sobre o desconhecido. Depois de saber sobre os garotos que vandalizaram o local quando a mãe de um deles aparece com o garoto a tiracolo, Morgan encontra, atrás de alguns tapumes, um cobertor e outros pertences, indicando que alguém vivia ali até pouco atrás.

Na delegacia Reid analisa o mapa com as cenas do crimes eo barulho das construções próximas irritam Reid. Gideon e os demais chegam, ele se aproxima do mapa comentando que o desconhecido provavelmente é um sem-teto. Reid e Prentiss são enviados para checarem os abrigos da região. Antes de sairem, Prentiss pergunta a Reid se não tem problema, e ele, já irritado, responde que por ele tudo bem.

Morgan, a pedido de Hotch, liga para Garcia pedindo que ela verifique roubos de itens de conforto na área próxima aos crimes e, além disso, ele também pede que ela envie fotos da região antes e depois das demolições. É sempre um prazer vê-los conversa. Garcia:

Você está sozinho no estado da estrela solitária? Está usando calças de couro?

Morgan:

Somente nos seus sonhos.

Garcia:

Não senhor, eu tenho Photoshop.

Vemos cenas da comunidade degradada e o barulho de uma britadeira acaba acordando desconhecido, que dorme nos esgotos. Quando um dos trabalhadores desce pela escada ele o agarra e quebra seu pescoço, antes que ele tenha tempo de reagir.

Gideon, Morgan e o detetive Fuller chegam a cena do crime. Morgan acaba sendo o premiado e tem de descer no esgoto. Mais uma vez ele encontra os pertences do desconhecido. Gideon acredita que ele fez esse abrigo temporário e quando ouviu o barulho e viu seu teto desabando ele se sentiu atacado, por isso a dificuldade em identificar algo de comum entre as vítimas: ele ataca quando se sente acossado.

Em um abrigo, Prentiss e Reid conversam com uma das administradoras. Enquanto ela fala sobre as dificuldades de identificar as características apresentadas pelos dois, Reid age agressivamente, descarregando um mundo de perguntas e afimrnando que ela pode estar abrigando um assassino. Prentiss o confronta pelo seu comportamento, mas ele se defende. Quando ela diz que ele nunca agiu dessa maneira ele replica que ela não o conhece a tempo bastante para falar sobre seu comportamento.

Temos que elogiar o ator nesse momento, pois eu, que adoro o personagem, e tive uma vontade incrível de mandá-lo para bem longe. Ele está 100% diferente do Reid que conhecemos e, mais uma vez, é estranho ver essa demora na reação da equipe. Mas esta é compreensível pensando no que Reid representa para cada um, a exceção de Prentiss, como o único amigo em quem confiam.

Outra coisa inteligente por parte dos roteiristas e colocarem esses descontroles sempre quando Prentiss está por perto. Com a já existente resistência por parte de Hotch para com a garota, caso ela abra a boca sobre Reid é bem possível que ninguém acredite, o que pode render bons conflitos.

Vemos um senhor levando lixo para as lixeiras atrás de um pequeno comércio. Ao ver um homem dormindo entre as latas ele começa a bater nela com um pedaço de madeira. Rapidamente, o desconhecidos levanta e pula sobre o senhor, conseguindo acertar seu rosto. Uma menina grita, tentando impedir que ele fira seu pai. Ele olha a garota nos olhos e para de bater em seu pai. Depois, quando ela conversa com Hocth e Prentiss, sabemos que ele perguntou a ela porque ele estava chorando, que estava tudo bem. Ela também conta que ele usava uma aliança de casamento.

A equipe resolve buscar por informações de desaparecimentos na cidade nos últimos dias. Gideon vê, nas fotos enviadas por Garcia, que o desconhecido deixou um aviso de SOS montado com lixo, próximo a cena co crime. Eles passam a acreditar que ele é um veterano de guerra, coerente com a facilidade com que ele mata suas vítimas, e que está sofrendo de stress pós-traumático.

Vemos o desconhecido observando um casal passando pela rua, em seguida ele vê um garoto, a quem diz para se esconder, que ali não é seguro. O garoto desaparece.

Na delegacia a equipe conhece Dana Woodridge e Max Weston. O marido dela está desaparecido desde a quinta anterior. Max é seu melhor amigo, seu companheiro de exército em Mogadishu. Dana acaba confirmando as desconfianças da equipe quanto aos tiques do marido, que seriam sinal do trauma, e como eles pioraram a medida que as reformas na cidade começaram. Max acaba contando a Gideon que na Somália Roy acabou matando um menino muito novo e que isso o perturbava tremendamente. Ele também diz que dificilmente ele será encontrado e, se for, não se entregará.

Garcia liga e conta que encontrou uma picape branca que seria o carro do desaparecido. Dana confirma que é o carro dele e conta que ele dirigia todos os dias pela estrada próxima para o trabalho.

Em um prédio abandonado Roy volta a ver imagens do menino que ele matou em Somália.

A SWAT é chamada por Gideon. Reid ressalta o risco do confronto, pois Roy pensa apenas estar se defendendo dos inimigos. A esposa dele vê a SWAT e pergunta a JJ o que realmente o marido dela fez. JJ acaba contando que ele assassinou algumas pessoas. Ela pede, então, que a equipe o ajude.

Garcia liga falando que nenhum roubo no perfil solicitado por Morgan foi registrado, mas que alguém roubou um walk-talkie. Hotch e Gideon pede ao time da SWAT cuidado, explicando a situação de Roy e como provavelmente foi ele que roubou o rádio eles acreditam que ele tentará contato pedindo ajuda. Eles decidem tentar fazer com que tudo pareça realmente um resgate. O detetive Fuller não concorda muito, pensando nas quatro pessoas que foram mortas, mas Gideon pede pelo menos uma chance.

Roy entra em contato e Max é o responsável por atendê-lo por uma freqüência de rádio para que ele acredite que realmente será resgatado. Com a ajuda de Garcia eles conseguem visualizar as bandeiras colocadas por Roy para indicar sua localização.

A equipe, juntamente com a polícia e a SWAT, chegam ao local. Roy vê um helicóptero e acredita que está sendo resgatado, mas os barulhos de demolição recomeçam e ele entra em pânico. Ele vai na direção de um garoto com uma bicicleta, enquanto vê o garoto da Somália. Morgan e Gideon tentam evitar o inevitável, mas um atirador acaba acertando Roy em suas costas. A última coisa que Roy pergunta é se o garoto está bem, ao que Gideon responde que sim.

Cena de DistressA equipe se despede de todos na delegacia, mas Gideon não está lá. Hotch sai atrás dele e o encontra na esquina de duas ruas bastante degradadas. Gideon fala sobre a primeira guerra registrada, em 2700 a.C. e como, depois de quase cinco mil anos, os seres humanos continuam bons em matar uns aos outros. Hotch lhe conforta dizendo que eles fizeram o possível, Gideon diz que, simplesmente, isso não é o bastante.

Olhando a imagem das ruas, dos muros pichados ou grafitados, das crianças vagando, é fácil entender como qualquer um de nós podia imaginar estar no meio de uma Guerra. E nós, em alguns lugares de nosso país, podemos entender isso mais ainda.

11 Comments

  1. mariana

    Simone, eu gostaria de ver mais a sua opinião do que uma descrição do episódio.

  2. Alessandra

    Oi Simone, perdi Criminal Minds esta semana então não posso falar muito sobre o episódio. Obrigada pelo review que como sempre dá uma visão bem completa do episódio. Também adoro o Reid e estou acompanhamento com interesse esta mudança de comportamento dele.

  3. Marcos

    Concordo com a Mariana. O mais bacana é quando a sua interpretação do episódio prevalece…

  4. Simone Miletic

    Mariana e Marcos,

    Eu tenho uma tendência a dar mais opinião quando gosto mais do episódio. Neste, em especial, o que acabou me marcando foi a mudança de Reid, exposta no review, e a comparação entre o que vemos lá e o que vemos aqui em São Paulo e Rio, por exemplo.

    Principalmente pois, no segundo caso, mesmo nada sendo dito fica claro o sentimento de Gideon quanto ao assunto.

    Si

  5. Cesar

    O episódio foi apenas “ok”.

    O grande lance, pra mim, foi a abordagem do tema “ex-combatentes”. Num país que vive em guerras absurdas, há um enorme contingente de ex-combatentes que vivem os dramas da guerra. Aliás, isto tinha acabado, porque o Vietnã já ficou pra trás. Mas conseguiram criar outros “Vietnãs” que passaram a gerar nos ex-combatentes.

    O resto, de fato, foi bem “so-so”. Na minha opinião, dois episódios “quebra-galho” de meio de temporada.

  6. Mauro - Santos-SP

    Criminal Minds é minha série favorita. E você acaba de ganhar mais um assíduo visitante. Parabéns pelo ótimo trabalho!

  7. Cyncam

    O ator loiro de olho azul já morreu em uns seis espisódios de séries diferentes.
    O Gideon está só sacando o Reid.
    O grande trauma do Reid é ter mandado a mãe se tratar? Legal mesmo é ver a mãe do Detetive Goren (no Lei e Ordem que passa no AXN), totalmente demenciada, enchendo o saco dele, recusando-se a ser tratada e desfazendo dele, dizendo que o irmão é MUITO melhor (aliás um drogado vagabundo de rua, ela não sabe, mas se soubesse esqueceria rapidinho).

  8. Tatiana

    Oi Si, como sempre ótimo Reviews, mais como vc não gostei nem do Episodio(quem mandou eles fazerem ótimos episodios anteriores, viciei)e muito menos Reid, como uma pessoa tão calma passa a ser agressiva e ninguém percebe???????????Por favor………Garcia e Morgan que lindos….é legal o clima de “romance” deles.
    Bjs e parabéns pelo site novo, ficou show de bola(já comentei por lá tbém)
    Ah!!!!!!Vc me deixou tão curiosa por Amazing Race, que fui conferi e gostei Valeu

  9. Laura Gomes

    Eu também estou perplexa com a mudança de comportamento do Reid. Infelizmente não vi todos os episódios – vou ver se consigo ver agora durante o intervalo de temporadas – e não sei se tem algum motivo especial, mas me parece que algo grave está acontecendo. Quanto ao Morgan e a Garcia estão de tititi? Ah, eu gosto muito dos dois! Não sabia!

  10. Raphaela

    Adorei esse episódio , tô começando a ficar com pena dos Killers, esse já é o segundo rsrsrs. Reid tá muito chatinho!

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