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Review: Criminal Minds – Ashes and Dust

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Cena de Ashes and DustSérie: Criminal Minds
Episódio: Ashes and Dust
Temporada:
Número do Episódio: 41
Data de Exibição nos EUA: 5/3/2007
Data de Exibição no Brasil: 12/6/2007
Emissora no Brasil: AXN

Um episódio de Criminal Minds que começa com a música “Boadicea”, da Enya, não poderia ser ruim. Ainda mais tendo escolhido um nome que faz referência ao escritor Jack London, autor de O Lobo do Mar e O Grito da Selva e nascido em São Francisco, em uma casa destruída pelo Grande Incêndio de 1906.

Agora, ou os roteiristas resolveram seguir meu conselho e deixaram a vida dos membros da equipe em paz ou eles são realmente ruins de roda e acham aquela conversinha de Reid com o Gideon o suficiente para resolver qualquer problema. A questão é que não conseguimos nos esquecer do que aconteceu nos episódios passados e ver Reid e JJ normais, como se nada tivesse acontecido. Não convence.

Em San Francisco uma família dorme, enquanto um homem joga querosene pela casa. Eles acordam em meio as chamas e não conseguem sair da casa. Enquanto a mulher ainda consegue se manter viva ela vê, ao longe, um homem vestido com uma roupa protetora. Ele remove o dispositivo que travava a porta, deixa a família para traz e entra em um Taurus dourado.

Em Quantico o time ouve JJ descrever dois incêndios ocorridos em San Francisco que acabaram por matar duas famílias inteiras, com a exceção da mulher que vimos anteriormente. Charlotte Cutler ainda sobrevive, mas tem 60% do seu corpo queimado. Reid, normalzinho, conta que 94% dos incendiários são homens, sendo 75% brancos. A diferença principal deste é a existência de vitimas, quando a maioria não tem a intenção de impingir dor.

Não é identificada nenhuma conexão entre as vítimas, mas testemunhas viram o mesmo carro nas duas situações e o modo de operação é o mesmo. Hotch delega que Garcia encontre ligações entre as vítimas e Reid determine a vitimologia, enquanto ele parte para conversar com a sobrevivente.

A médica é sincera com Prentiss e Hotchner quanto as chances de sobrevivência da vítima, que está sob forte medicação e não sabe sobre a morte de seu marido e filho:

Qualquer coisa que disserem a ela… Ela não viverá suficiente para saber a diferença.

Hotchner, ao entrar no quarto, fica comovido com o estado da mulher. Prentiss indignada pelo fato da médica ter dito que eles podiam mentir.

A conversa de Hotch e Prentiss com a sobrevivente é bastante difícil. Ela pergunta sobre seu filho e seu marido e Hotch impede que Prentiss diga a verdade. Ele leva a conversa ao incêndio e ela fala o ocorrido, mas volta a perguntar sobre a família. Hotch acaba falando que estão todos bem, à sua espera fora do quarto. Ela pede que eles não entrem, pois eles se assustariam com o estado dela.

Na casa incendiada, Morgan e Gideon analisam o que aconteceu. Eles conversam com Ricardo Vega, que tem investigado os incêndios ocorridos.

Morgan recebe a ligação de Hotch com os detalhes e começa a reencenar o crime. Ele cortou a água através do registro da rua e quando alguém sai da casa para ver o que ocorreu ele entrou e aguardou todos dormirem. Ele fechou todas as saídas da casa e começou o incêndio, só saindo após ver a família sendo consumida pelas chamas.

Na delegacia, Reid explica para a detetive Castro que o alvo provável do incendiário deva ser o marido, já que eles têm similaridades como idade e tipo, e seriam versões bem sucedidas do próprio desconhecido.

Hotch, já na delegacia, conta que a senhora Cutler morreu. Gideon se sente mal por fazê-lo lidar com isso e diz que na próxima vez ele fará isso. Eu não conheço qual o passado de Hotch para com incêndios (alguém sabe algo que não sei?), mas este foi o primeiro episódio em que eu o vi realmente abalado.

O perfil do desconhecido apresentado é de um homem entre 35 e 45 anos, branco, que sofre de desordem narcisista. Ele não teve sucesso em sua vida, mas tem um emprego que lhe permite pagar pelo material que usa nos incêndios. O uso do fogo é como um vício em drogas, ele precisa cada vez mais e não conseguirá abandonar sem ajuda.

Garcia informa que os homens assassinados trabalham para companhias que constam em uma lista divulgada no site de um grupo de defesa da natureza chamado Fundo de Defesa da Terra – FDT. Estas empresas foram denunciadas pelo armazenamento inadequado de produtos químicos. Quando Prentiss classifica o grupo como ecoterrorista cabe a Reid corrigi-la chamando-os de ativistas ambientais, e eles protegem a natureza e não matariam para defender seus interesses.

Vemos um homem entrando no carro com seu filho e filha. Quando ele tenta abrir a porta de sua garagem o controle não funciona. Ele tenta sair do carro, mas as portas também estão travadas. Um homem em roupas para fogo aparece e joga combustível sobre o carro. A família tenta desesperadamente sair e grita, ele acende o fogo. Ele deixa a garagem calmamente e entra em seu carro, vendo a garagem explodir. Eu fiquei muito chocada, angustiada em ver essa cena. Acho a morte pelo fogo a pior e um cara que faz algo assim é o pior tipo de assassino.

Na nova cena do crime Hotch recebe a confirmação de Garcia de que o homem morto também trabalhava para uma empresa da lista. Ela identifica o líder do grupo: Evan Abby. Hotch e Gideon forjam a presença das vítimas no local em um saco e chamam Abby para, a partir de sua reação, identificar se ele está envolvido ou não no caso.

Quando Abby chega ele fica horrorizado com a cena, fica confuso com as perguntas que são feitas e nega estar envolvido nos crimes, mas seu comportamento leva Hotch a desconfiar que ele está escondendo alguma coisa.

Prentiss especula se alguém não acreditou na idéia preconcebida de que a FDT era um grupo ecoterrorista, entrou para o grupo e se decepcionou com a posição pacifista, resolvendo agir por conta própria. Hotch decide falar novamente com Abby e Gideon pede que Prentiss o acompanhe.

Na delegacia, Gideon conversa com a ex-esposa de Abby, que afirma que ele não é violento, mas que mudou muito ao trabalhar com as grandes corporações como engenheiro ambiental. Ele passou a beber e, finalmente, acabou o relacionamento com ela e o filho Liam.

Enquanto segue Abby, Hotch explica a sua esposa que não sabe quando voltará para casa. Ele e Prentiss especulam as paradas feitas por Abby ao longo do caminho (um advogado e quatro bancos), eles acham que ele pode estar fugindo.

À noite uma reunião acontece na casa de Abby. Hotch diz para Prentiss tirar fotos da reunião de dentro do carro. Abby os procura e diz ter desfeito o grupo. Hotch acredita que uma daquelas pessoas pode ser o desconhecido e pede a Prentiss que envie as fotos a Garcia.

Vemos um dos homens que deixou a casa descendo a rua, irritado:

Eu vou mostrar a ele o doente, seu covarde filho da mãe.

Ele entra em seu Taurus dourado e parte. Ao ver um homem atravessando a rua falando ao celular ele pega um coquetel Molotov de um caixa no banco do passageiro e joga sobre o homem. Sai observando, com satisfação, enquanto o homem queima.

Na manhã seguinte, Gideon, Morgan e Hotch vão à cena do crime. O querosene usado no coquetel é o mesmo utilizado nos demais incêndios e uma testemunha reconheceu o carro como um Taurus. Morgan e Gideon ficam preocupados: ele agora está desesperado e incontrolável.

Hotch vai atrás de Abby para pedir que ele identifique o desconhecido. No hospital local, descobre que ele está com câncer. Ele o encontra no treino de futebol do filho. Abby admite ter leucemia e Hotch conta que seu pai morreu de câncer quando ele ainda estava na escola. No caso de Abby a doença é conseqüência de se expor a agentes químicos. Ele conta que um dos lugares onde tanques com produtos químicos foram enterrados deixará de ser um armazém e se tornará uma escola e por isso ele iniciou o FDT.

Hotch conta do último crime e ele aponta, entre as fotos mostradas por Hotch, Vicent Stiles como o desconhecido. Enquanto Hotch parte para se juntar ao resto da equipe e ir à casa de Stiles vemos Abby ligando de seu celular.

A casa de Stiles está vazia e a polícia perde o rastro de Abby. Ele dirige para uma área industrial e encontra Stiles, pedindo desculpas pelo que falou na reunião e dizendo admirar seu trabalho de incendiário. Eu juro que acreditei que ele estava falando a verdade nessa hora!

Na delegacia Hotch fica sabendo que Abby ligou para Stiles. Gideon percebe que algo faz com que Hotch se identifique com Abby e tenta acalmá-lo. Pede a ele que pense o que ele faria se fosse Abby. Hotch conclui que ele tentará parar o assassino, do mesmo modo que ele matou suas vítimas.

Quando chega um aviso de um incêndio, sem que se identifique o foco, Hotch entende que esta é a maneira de Abby avisá-lo onde está. Garcia confirma que o local é um depósito liberado para a construção de um escola. No carro, Vega explica a Gideon que um incêndio de benzeno não pode ser apagado, é preciso que consuma todo combustível. Preocupado com Hotch, Gideon liga para Morgan e dá instruções para que ele pare o carro longe do local.

Vemos Stiles com sua roupa contra fogo e Abby espalhando querosene pelo local. Ele diz ao assassino que sabe que ele queria matá-lo e este puxa uma arma. Ele conta sobre o benzeno e Stiles pergunta como ele acha que conseguirá escapar do fogo. Abby responde:

Eu não vou.

Ele acende o isqueiro e coloca fogo em seu próprio corpo.

Hotch quer correr na direção do fogo, mas é impedido por Morgan e Gideon, que diz já ser muito tarde. Hotch sabe disso. Apenas abaixa a cabeça:

Ele queria que sua morte significasse algo.

Cena de Ashes and DustNa delegacia Vega entrega a Hotch um envelope achado no carro de Abby. Após o funeral, Hotch vai até a casa da ex-esposa do ambientalista. Liam chega em sua bicicleta e Hotch entrega a ele a carta, junto de um cartão seu, se oferecendo para responder suas perguntas, quando ele quiser.

O episódio termina com a música “Grey Room”, de Damien Rice. A citação é feita por Hotch:

Gandhi disse uma vez: ‘Viva como se você fosse morrer amanhã. Aprenda como se você fosse viver para sempre.’

Eu gostei, parece que a folga de três episódios dos roteiristas terminaram de novo.

12 Comments

  1. Leon

    O episódio foi bom, a introdução foi bem legal, mas houveram duas coisas que eu achei meio estranhas :

    1° – Será que não tinha NENHUMA janela no quarto daquele casal do inicio (convenhamos, se sua casa está em chamas você procura o primeiro buraco pra sair). Não é algo que atrapalhe o episódio, mas me chamou atenção na hora.

    2° – Hotch parecia envolvido com o caso muito antes da descoberta do cancer e daquela conversa com Abby (pelo menos eu achei isso).

  2. marco

    Falar q. o epi foi bom, é cair na redundância, mais uma vez eles conseguiram, achei interessante que desta vez, “colocaram” um pouco de sentimento em Hotch, mas acredito que ele se identificou com Abby, após conversar com a esposa dele (Abby), pois identificou ali os mesmos problemas que ele passa em casa, como ele mesmo disse, da porta para fora ele é um héroi, mas em casa ele é um marido e pai ausente, ou seja ele deve ter percebido o que pode ocorrer com ele no futuro.
    Quanto ao JJ e Reid, estranho mesmo, fizeram o maior “drama” sobre os dois e de repente, nada! Mas eu confio nos roteiristas, acredito em surpresas, principalmente em relação ao Reid. Simone ótimo review, gostei da nova casa do seu blog. Tchau.

  3. Tatiana

    Criminal Mindas é uma incognita,uma hora falam da vida pessoal,do nada para de falara, não comentam nada, de uma hora para outra um drogado para de uma vez sem ajuda, uma pessoa que passou por tudo que o Reid e a JJ passaram, no minimo precisariam de uma EXCELENTE terapia,mais isso são coisas de seriado e filmes………gostei do episodio, não foi o melhor, mais foi BEM melhor do que os anteriores tbém fiquei incomodada com a questão de não ter nenhuma janela e o jeito sinistro do Hotch, nos episodios anteriores não deixaram nenhuma deixa de algum trauma ou algo parecido.
    Si essa frase que eles disseram no final, eu tinha recebido ela por e-mail( e achei muito bonita por sinal)um dia antes…….Bom no geral nota 7.5 para o episodio……..
    Ah!!!!!!!Seu novo site ficou legal……Parabéns

  4. Tatiana

    para de falara – entenda-se param de falar……..comi as letras;…..rsrsrs

  5. Marcos Clayton

    Leon (da mensagem 1)…no episódio é falado que o incendiário fazia uma trilha de fogo levando a família até a porta. Todas as outras janelas estavam em fogo. E não sairam pela porta pois a mesma estava com uma trava.

  6. Pingback: Review: Criminal Minds - Ashes And Dust « Só Seriados de TV

  7. Cesar

    Foi um bom episódio. Se não retomou a excelência do meio da temporada, ao menos foi melhor que os últimos 3. Houve coesão de roteiro, boas interpretações e a presença mais forte de Hotchner, um personagem importante mas que usualmente fica à margem das situações.

  8. Paulo Antunes

    Simone,
    Pra mim este foi o melhor episódio da série na temporada depois daquele do terrorista em Guantanamo.
    Achei realmente muito bom.

  9. Claire

    Não vi o episódio, mas pelo que acompanhei da série desde o ano passado, deve haver algo no passado de Hotch quanto a incêndios, ou quem sabe violência; num episódio antigo, na primeira temporada, em que a equipe enfrentava um torturador, uma conversa do criminoso com Hotch deixava implícito que Hotch teve uma infãncia que envolveu violência. esperemos que expliquem/explorem isso em episódios futuros.

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