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Review: American Idol – Top 7 Perform

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American Idol - Top 7 Perform
Programa: American Idol
Episódio: Top 7 Perform
Temporada:
Número do Episódio: 261 (7×31)
Data de Exibição nos EUA: 15/4/2008
Data de Exibição no Brasil: 23/4/2008
Emissora no Brasil: Sony

Devo ter sido o único a visualizar uma disputa paralela, no programa do top 7 desta sétima edição do American Idol, entre os participantes e a mentora Mariah Carey – é o tipo de coisa que só passa pela minha cabeça. Isso porque a cantora tem toda a glória dos vocais, e os participantes foram obrigados a cantar músicas que até esta semana eram praticamente impossíveis de serem aceitas pelos jurados como uma boa escolha. Simon, Randy e Paula (menos ela que os outros dois) até continuaram a fazer as comparações já batidas, mas tiveram que frear a língua no que diz respeito a escolha errada da música. Não dá pra dizer que “escolhendo uma música de Mariah, é como se você estivesse dizendo que é tão bom como ela”, porque eles tiveram só uma opção: escolher as músicas da cantora. A disputa que eu imaginei, entre os participantes e Mariah, era para não deixar que a versão de um ofuscasse a versão do outro.

A melhor escolha para esta semana talvez fosse a de uma música não tão conhecida, justamente para evitar as comparações do próprio público, e, de preferência, músicas que não tenham agudos hipersônicos (os whistles, que ela emprestou da discografia de Minnie Riperton e levou a um outro nível) ou um belting poderoso demais. Eles fizeram o melhor possível para que suas fraquezas não ficassem expostas, e eu não gosto de ser peremptório em meus julgamentos, mas acho que ninguém saiu prejudicado desta que figura entre as semanas mais desafiadoras da temporada. Mesmo os fracos tiveram alguma vez, ainda que mínima.

Mariah Carey é a artista-solo com mais hits em primeiro lugar nas paradas da Billboard, perdendo, no geral, apenas para os Beatles (que também foram um tema musical desta temporada do American Idol – os produtores estão querendo alguém que vença e realmente faça sucesso, hã?). Eu não duvido que a maioria de vocês desgoste dela, mas é importante dizer que se há alguém que não mereça ser encaixada na categoria do pop-lixo/comum, é ela. Com dezoito anos de carreira, e escrevendo (bem) a grande maioria de suas músicas, foi Mariah quem popularizou o canto melismático e impressionante, que gera reações exclamativas, e por colocar tudo isso em músicas que viraram sucessos universais, ajudou a formar a personalidade artística de ao menos metade dos participantes de programas como o American Idol – se não diretamente, ao menos através de discípulas como Christina Aguilera e Beyoncé.

Eu acho muito bom o R&B contemporâneo que ela tem criado nos últimos anos, e de suas músicas mais antigas, adoro as baladas – mas isso é porque eu gosto de ouvir músicas bem cantadas ainda que sem muita substância por trás, e a primeira metade da carreira de Mariah resume-se a esse tipo de música. Talvez porque seus discípulos sejam também seus concorrentes, ela reina no R&B/pop atual. É uma pena que os discípulos seus que saíram do American Idol, com exceção à Kelly Clarkson, não tenham evoluído com a carreira da cantora. Enfim. É um preço que se paga.

Agora, porém, é hora de falar de como os participantes se saíram cantando músicas de Mariah, e se na disputa entre ela e os participantes (que repito, ocorre paralelamente na minha cabeça), alguma das partes saiu vencedora. Ah, como eu queria que essa semana tivesse ocorrido com participantes de outras temporadas!

O primeiro a cantar é David Archuleta, e no vídeo de introdução à apresentação, ele parece realmente emocionado e deslumbrado por encontrar Mariah, mais que qualquer outro participante se mostrou. A música que ele escolhe é “When You Believe”, um dueto da cantora com Whitney Houston, que foi tema do filme O Príncipe do Egito e até ganhou o Oscar de Melhor Canção em 1998. (Mas, apesar de duas grandes vozes, a música não é tão difícil quanto pode soar). Em um determinado momento, ele desvia o olhar para os seios de seu “ídolo” musical (devo retirar meus comentários da semana passada, quando disse que ele parecia “assexuado”?), o que é bem rápido, mas hilário. O único conselho que vemos David receber é para adicionar um falsete na parte que mais demanda extensão vocal na música, e ele diz que não achava ser capaz de fazer isso (sei! Você é o mais confiante quanto à voz, não precisa esconder).

Quando David começa a cantoria, nada se distingue de suas outras apresentações. Se ele não der um jeito de entregar logo uma apresentação tão marcante quanto aquela “Imagine” das semifinais, eu arrisco dizer que há riscos sérios de que ele fique de fora da final do programa, algo inimaginável no momento. Essa apresentação é só rotina: ele arrisca uma nota longa num determinado momento, um grave “arranhado” e o falsete que Mariah recomendou – após todas essas notas, se você prestar atenção, dá para ver que ele solta um sorrisinho rápido (de novo, minha teoria de que ele confia muito na própria voz, ou só está interessado em mostrá-la, e não em fazer música). Há alguns problemas de afinação que com ele não vemos sempre. Toda a apresentação é cantada em um melisma mais presente que o da versão original, e ele chega a parar uma palavra no meio para encaixar outro tom que vai servir para um verso inteiro (falo da palavra “hopeful”), ao invés de soltar naturalmente. O jeito que ele segura o microfone, os sorrisinhos (o pai obsessivo?), tudo lembra mais um show de calouros que alguém num estágio avançado do American Idol e sendo considerado o favorito a ganhar. E é a rotina.

Acontece que esse rapaz antegoza de elogios faça o que fizer, porque os jurados são seus fãs quase declarados – garoto ditoso! Simon chega a lembrar que, no Reino Unido, um participante de seu programa naquele país (o The X-Factor) teve sucesso com uma regravação desta música (ouça aqui), e adiciona que os participantes homens se divertirão mais que as mulheres porque não estarão sujeitos a comparações. Teoricamente, eu concordo; na prática, o primeiro a cantar já negou isso, e Simon não percebeu. Archuleta cantou da forma que uma mulher cantaria (com os momentos de expressão vocal maior, com o tom mais baixo, com o melisma, etc) e isso resultou em… Mariah 1, participantes 0.

Carly Smithson vem a seguir para cantar uma das baladas mais clássicas de todos os tempos, “Without You”, que não é uma música de Mariah (a primeira gravação foi da banda Badfinger, e a que tornou a música conhecida foi a de Harry Nilsson), mas da qual ela se apropriou numa versão surpreendentemente menos exagerada que todo o seu trabalho até aquele ponto. Os fãs do programa ainda devem lembrar de Kelly Clarkson cantando a música de uma forma espetacular, lá na primeira temporada – apenas um dos vários covers da música. Carly não revela isso no seu vídeo de introdução, mas a escolha partiu de uma recomendação do próprio Simon Cowell. A expectativa está definitivamente no ar.

E o início da apresentação (iluminada com um azul escurecido, triste, como pede a música) anima um pouco: ela resolve apostar numa voz mais grave e, em um momento, num falsete muito bonito e afinado. (Olha, não vou me enganar dizendo que os graves foram perfeitos, mas a iniciativa de, como Paula viria a dizer, ter um início mais “moderado” vocalmente, é uma vitória nossa.) Aí, finalmente, ela se entrega à gritaria (que eu me recuso a chamar de belting, projeção ou agudos – que tal “afogamento da própria voz”? Na versão de estúdio, ficou ainda mais difícil de agüentar) e o vibrato falha, até, eventualmente, a apresentação perder toda a alma para virar uma vitrine de extensão vocal. Carly chega a sorrir numa das partes de maior emoção da música, e evidência novamente a falta de verdade nas palavras que canta. Entenda: se até Mariah preteriu o exagero, porque Carly deveria seguir pelo outro caminho? Mariah 2, participantes 0.

Eu considero Syesha Mercado tecnicamente melhor que Carly, e já que ela veio a seguir, basta fazer a comparação para termos essa conclusão. Syesha escolheu melhor a música: “Vanishing” é, tranquilamente, uma das melhores músicas de Mariah Carey. Veja aqui uma apresentação ao vivo (observe Randy Jackson ao fundo, com a banda), magnífica, e que ainda assim não é a melhor da música (eu prefiro uma do Saturday Night Live, mas não encontrei esta no YouTube). Acho interessante Syesha escolher uma música que nunca foi single e que ainda assim é confortável o suficiente para não afastar o telespectador. Adoro que ela tenha levado esta música a pessoas que não a conheciam, e através de uma bela apresentação.

Só há um problema: a música exige graves, e o tom mais baixo (bom) de Syesha é o falsete bem suave (do qual ela usou e abusou na versão de estúdio), e não notas graves propriamente ditas. Ela faz o suficiente para ultrapassar esse obstáculo, projetando a voz no momento do grave (“drifting away” é o verso), mas, talvez por pura “sacanagem” dos produtores, o vídeo de introdução dela mostra exatamente o momento em que Mariah indica que ela não pule a nota, e ainda exemplifica como fazer – Syesha não consegue acompanhar. Enfim. A parte final da apresentação, com as notas de peito, é excelente: úbere em potência e com o vibrato impecável. Diferentemente de Carly, a interpretação de Syesha foi muito verdadeira, convincente. Falta reconhecimento a essa garota, por parte dos jurados e por parte do público. Mariah 2, participantes 1, para mim, mas não ficaria surpreso se vocês discordassem.

A próxima participante finalizou o programa da semana passada, e na review que escrevi, até fui transigente com os fãs dela, porque nunca tinha visto nada de especial em Brooke White, e ela tinha ido bem. Pois voltamos à rotina com esta aqui: a versão da clássica “Hero” que ela faz é merecedora daquelas classificações clássicas de Simon, como “cantora de hotel” ou “cantora de bar”. Brooke resolveu eliminar a banda e cantar ao mesmo tempo em que tocava o piano, para enfatizar o âmago de sua interpretação. Não foi necessariamente uma “versão acústica”, como Paula disse. Não houve mudança na melodia. Para ser sincero, não achei que ela tocou o piano especialmente bem (ao final, parecia que ela estava batendo nele), já que sua voz e o instrumento não pareciam integrados.

Brooke ainda retrocedeu vocalmente, com partes desafinadas, um vibrato ruim e a forma medíocre como ela encarou as notas mais complicadas, pronunciando as palavras e completando com “yeah yeah” ou “yay”, ao invés de alongar ou aumentar as notas, talvez porque ela simplesmente não esteja a altura da música (e isso foi admitido por uma Brooke contrita, após a apresentação). Fosse essa uma versão acústica de verdade, ela teria mudado as notas junto com partes da melodia. Mas a grande pergunta para julgar uma apresentação de Brooke é: foi verdadeiro, honesto? Eu diria que teve mais emoção que Carly, certamente, só que ainda assim fora do “padrão Brooke”. A semana não foi favorável a ela, não tenha dúvidas. Mariah 3, participantes 1.

Assim que Brooke saiu do palco, já foi a vez de Kristy Lee Cook cantar, e ela escolhe “Forever”, uma música que não foi lançada como single nos Estados Unidos, e ainda assim foi um sucesso de rádio. Mariah gosta da escolha, e diz que achou a versão de Kristy melhor que a sua. Esse é talvez o maior elogio que ela vai ganhar na vida, e já a deixou contente.

American Idol - Top 7 PerformKristy está linda na apresentação, quase angelical, e, ao que parece, para manter essa aparência intocável, ela resolve deixar o microfone no pedestal ao invés de segurá-lo. O que foi uma decisão muito errada. Kristy faz caretas durante algumas notas mais longas, estica a cabeça, fecha os olhos, e com essas firulas, a apresentação perde um pouco da emoção – ou, então, a emoção virou a reação de quase sofrimento após as notas. Mesmo com as esquisitices ao afastar o microfone nas notas mais projetadas (assim como Carly faz), é na mão de Kristy que aquele microfone deveria estar. Mas, e o resto? Foi algo próximo do bom. Algumas notas foram ruins, desafinadas, mas, ainda assim, passáveis. Pra falar a verdade, eu acho que nós vimos, nesta apresentação, o melhor que a voz dela pode alcançar. Na maioria das vezes, o vibrato estava no ponto. As notas finais foram muito bem projetadas. A versão de estúdio, saibam, foi bem boa. O problema mesmo ficou com a emoção alheia à platéia. A essa apresentação, dou um ponto para Mariah e outro para os participantes – Mariah 4, participantes 2.

E finalmente, senhoras e senhores, chegou a apresentação que, eu acredito, coroou o vencedor da temporada. David Cook tem o programa no papo, e sem um esforço titânico na apresentação, apenas com a malandragem do planejamento, eu diria. A escolha de um dos hits mais memoráveis de Mariah, “Always Be My Baby”, para criar uma versão pop rock e ainda assim midtempo, foi muito esperta, embora, como quase tudo em Cook, fique mais na aparência e na sonoridade – pegar a letra e tentar ver aonde aquele ritmo está levando não funciona muito, e a projeção vocal no final (boa, tecnicamente) não chega a lugar nenhum, exceto a criar o clímax (vazio) da versão. Eu gosto da apresentação, mas, como outras que o mesmo participante teve há algumas semanas, acho um pouco superestimada pelo resultado que oculta o conceito não tão substancial.

Porém, eu tenho que admitir que, de todas as versões de estúdio gravadas nesta temporada, a melhor foi a de Cook com esta música. Eu não sei como, mas ele conseguiu ultrapassar a qualidade de produção semelhante a de um estagiário da RCA (que prejudica a todos) e criou uma bela gravação. Ao final da música, ele substituiu a nota de peito da versão ao vivo por um falsete muito bom, o que foi acertado. No final das contas, o que conta não é isso, quem faz melhor o produto a ser vendido? “Vendas” e “American Idol” são, principalmente depois da inclusão do programa no catálogo do iTunes, irmãs de nascimento, bras dessus, bras dessous mesmo. A essa altura do campeonato, na quinta temporada, estava gostando mais de Chris Daughtry do que gosto de Cook hoje; o artista ele que virou não me agrada tanto assim. Espero que Cook, um participante tão semelhante, tome a rota contrária, que me surpreenda depois do programa (ou, quem sabe, no que ainda falta dele). Mas, enfim, essa apresentação foi vitória dos participantes, embora eu concorde com Mariah no vídeo de introdução, dizendo que a letra da música (que ela compôs) suporta outras roupagens. Mariah 4, participantes 3.

Para finalizar o programa, chega a vez de Jason Castro, aquele dos dreadlocks, e este escolhe para cantar um dos primeiros e mais obscuros hits de Mariah, “I Don’t Wanna Cry” (música que a própria cantora já revelou não gostar). Ele coloca a música em um ambiente de surf music/reggae, quase num folk; ou seja, a apresentação combina com o artista que Jason é. Não sei se é bonomia minha, mas eu gostei desta última performance do top 7; achei simples, franca, irresistível.

Claro que se o espectador assistir à apresentação com o nariz torcido, dificilmente irá gostar. Caso contrário, é difícil não, ao menos, simpatizar – Jason coloca diversos falsetes que seduzem nossa audição, e canta com verdade, sem nenhum esforço para isso. Não há como esperar que ele chegue ao palco e tenha um desempenho que impressione vocalmente. O que ele pode fazer é feito: a melodia em suas apresentações é normalmente alterada, os vocais são suavizados, para se integrarem à melodia, e deu – não há muita técnica ali, e é o ambiente de “junte-se a nós” (luau? Que seja, Randy!) que faz dele um participante tão interessante. Há uma disputa pararela entre Jason e David Cook, ao que parece, os dois “artistas inteligentes” da temporada. Não há dúvidas de que Cook cantando “Always Be My Baby” foi a favorita da grande maioria nesta semana; porém, eu ainda gostei mais de “I Don’t Wanna Cry” com Jason. Foi unívoca às outras apresentações dele? Evidentemente. Mas nem todo artista precisa ser eclético, e ele, de todos os participantes, seria o que menos fugiria desse tipo de som ao gravar um CD. Mariah 4, participantes 4, então. Todos saíram ganhando.

Semana que vem, o tema será “Broadway”, com as canções de Andrew Lloyd Webber. Eu adoro esse programa – depois de sete temporadas criticando participantes que escolhiam músicas de Mariah ou que se assemelhavam demais à Broadway, eis que os dois viram temas da semana, um atrás do outro! Nem irônico é. É fatigante. Mas, mesmo assim, até semana que vem!

***

Confira as versões de estúdio do programa aqui.

Séries citadas:

10 Comments

  1. Bernardo

    Essa cobertura do American Idol pelo Teleséries está muito boa, parabéns mesmo pela iniciativa, Gustavo!

    Gostei do tema dessa semana e ainda bem que os participantes ñ escolheram músicas da fase “Glitter” p/ cá – aliás, devo atualizar meu repertório de músicas da Mariah pq ao menos os clipes que tenho visto desse período mais recente são de músicas fúteis (sendo o último o tal “Touch My Body”) … quem sabe tem coisa que preste nos cds recentes, já que estão batendo recorde de vendas.

    Concordo que o David Cook foi o melhor da semana (até peguei a versão de estúdio e coloquei no cd do carro) e c/ a saída da Kristin Lee (apesar de ela ter cantado de forma razoável uma das minhas músicas favoritas da Mariah). Aliás, outra que já era p/ ter caído fora é a Brooke – pq insistem em deixá-la no programa eu não sei. Os outros foram razoáveis – no caso do superestimado Archuleta, acho que a melhor performance dele vai ser a dessa semana (= tema Andrew Llody Webber), então vou deixar p/ comentar na devida ocasião.

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  3. Carlos Santana

    Gustavo, congratulações pela boa qualidade desses textos sobre o American Idol. Creio que no programa da semana seguinte você verá a confirmação da idéia de que Syesha Mercado é injustiçada. Ela fez uma boa apresentação de “One Rock & Roll Too Many”, mas ficou entre os menos votados. E Carly Smithson vai escolher uma música que provavelmente não terá agradado o cidadão médio americano, conservador e meio jeca. Curioso também será ver Andrew Lloyd Weber explicando as músicas para os participantes, que parecem às vezes não compreender o que estão cantando…

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  5. marília

    eu adoro seu rewiew. that being said, glossário please! pq de música eu sei se foi “bom” ou ruim” com carisma ou sem.

    e ó, já te dou mil pontos por aceitar o artista que é o Jason Castro. vai lá, faz o estilo dele e eu compraria sim cd pra ouvir no carro, por pra tocar num jantar em casa, ou não? todo mundo diz que ele parece um idiota. eu não acho. acho ele muito inteligente.

    e o david cook não é vazio. ele é esse tipinho de rocker aí. ainda mais suavizado pra poder satisfazer platéias e jurados do AI. ele não é fake, ele tá tendo que fingir uma humildade que não possui, pq ele sabe que de longe vem fazendo as melhores perfomances (tirante aquela horrível do innocent) e talvez pq não seja realmente uma pessoa com a humildade televisiva da Melinda. (lembra as caras que ela fazia depois de arrebentar nos vocais ao receber os elogios?) Mas é sexy e demonstra profissionalismo. pra mim, inclusive, a melhor apresentação foi day tripper, que simon acusou de arrogante. eu achei ótima. talvez pq foi arrogante.

    eu gosto do archuleta. acho que canta bem, é breguito, mas legal.

    o resto não tem carisma. nenhum. só a brooke, que tá errando demais e nenhum carisma vai segurá-la.

  6. Mica

    Que dia passa? Quarta-feira? Acho que terei que adiar minha viagem para quinta de manhã para poder assistir.
    Btw, odeio os seus ‘ouça aqui’. Faz-me lembrar que foi no seu ‘ouça aqui’ da semana que eu descobri que o som do computador tinha estragado…e eu estou sem poder ouvir os benditos vídeos até hoje :-(

    Esse foi um dos poucos episódios de AI que eu assisti. Amei seus reviews, a forma como você escreve, o conhecimento de causa…mas nem sempre minha opinião (e digo opinião e não conhecimento) bateu com a sua. As duas apresentações que eu menos gostei na noite foram da Kristy e do Jason. Ela pq foi uma apresentação falsa, com voz nada convincente e carisma zero. Ele porque eu achei cansativa a voz dele. Para o estilo, prefiro Jack Johson. Sem falar que eu odeio dreak…
    A Brooke me deu a sensação que ela estava extremamente nervosa. Ela parecia tremer a música toda (eu falo tanto fisicamente quando vocalmente…não que o vocal também não seja físico, mas…)
    Syesha tem uma voz belíssima, mas falta alguma coisa nela para emplacar de vez. Por algum motivo não me empolgou.
    A Carly…não gosto de ouvir música com berro demais. Eu adoro graves. Vibrei no início da música.
    Amo o Archuleta. Ele é muito fofinho. Gosto dele cantando também. Eu o acho meio limitado, mas é gostosinho de ouvir.
    Já o Cook eu gostei muito da sua presença de palco. O cara animou. Quanto a voz em si, não vi nada excepcional.

  7. Leila

    Oi Gustavo, adorei a sua analise, mas so’ queria acrescentar que a versao do Jason Castro me pareceu mais uma batina latina, com aqueles bongos. Muito chique. E concordo que a versao estudio de Always be my Baby ficou muito boa, melhor que a versao ao vivo. O bonito daquela apresentacao, no entanto, e’ que David Cook estava muito emocionado ao ver seu irmao (que esta’ em fase terminal de cancer) na primeira fila da plateia.

  8. Pedro Ortega

    Incrível como certos candidatos vão se apagando e outros crescem durante a competição. Quando começou a fase com os top 12 jamais pensaria que David Cook e Jason Castro pudessem chegar tão longe. Chegaram e merecem. Por outro lado, Brooke sobrevive só com o carisma, mas se continuar cantando de forma tão apagada, mecanica, nem isso irá salvá-la.
    E concordo com o colunista, pra mim esse é o AI mais fraco.

  9. lilian

    meu sinceramente o david cook foi o melhor de todos ele sempre é um dos melhores acho que ele que tem que ganhar eu me emocionei muito na musica always be my baby foi linda ameii

    ele e o david archuleta tem que ir para a final e logico o david cook ganha

    o ruim é que independente disto o brasil não ira ver a final ao vivo do dps no youtube e dps uma semana na sony eu queria muitoo ver ao vivo ñ tem jeito neh? tem?

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