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Review: American Idol – Top 6 Perform

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American Idol - Top 6 Perform with Some Tips from Andrew Lloyd Webber
Programa: American Idol
Episódio: Top 6 Perform with Some Tips from Andrew Lloyd Webber
Temporada:
Número do Episódio: 262 (7×32)
Data de Exibição nos EUA: 22/4/2008
Data de Exibição no Brasil: 30/4/2008
Emissora no Brasil: Sony

E então foi Kristy Lee Cook a eliminada da semana passada? Nada surpreendente. Ela parecia prestar a sair a cada semana, e, como uma segunda versão do Sanjaya (lembra, aquele da sexta temporada?), continuava no programa. Talvez tenha sido até um presente, a eliminação, porque ela mal ficaria de pé nesse Top 6, cujo tema é assustador: músicas de Andrew Lloyd Webber, ou, traduzindo, “músicas com fundo teatral/Broadway”. A idéia parece ser: “Escolha uma música da Broadway, mas nem pense em ser fiel à origem, ou os jurados vão te comer vivo!”. Foi na sétima temporada que o American Idol começou a ser contraditório, dirão os livros em alguns anos.

O tema é inegavelmente desafiador, mas é um desafio, digamos, desnecessário. Participantes como Jason Castro e David Cook, que só tem uma linha inevitável a ser seguida, não precisam ser bons em músicas de Andrew Lloyd Webber para ganharem o tíquete verde para uma carreira. Se conseguirem uma boa apresentação, parabéns. Se falharem… não muda absolutamente nada.

Dizer isso não é, de forma alguma, desmerecer o trabalho de Lloyd Webber, um mestre da composição teatral (não necessariamente Broadway, até porque muitas de suas peças estrearam em Londres) e, por extensão, do cinema; uma lenda que faz todo mundo indagar: “Ele ainda está vivo?”. Parece até que a tarefa foi cumprida, e que seu status já é glorioso, esteja vivo ou não. Sumariamente, seus trabalhos mais lembrados são: O Fantasma da Ópera, Evita e Cats. A chance de você nunca ter ouvido uma música de Lloyd Webber é zero. A frase “Don’t cry for me, Argentina” te lembra alguma coisa? É com essa garantia que posso iniciar a cobertura “participante por participante” dessa semana.

A primeira da noite é Syesha Mercado, que vai ao bottom 3 toda semana e não esmorece. A essa altura, ela já deve saber que não vai ganhar o programa, então a idéia é se divertir. Sua escolha é a música menos séria da noite inteira, “One Rock and Roll Too Many”, da peça Starlight Express. Ela transforma um número hilário (e que não tem absolutamente nada de vocal) em uma performance sexy (como Simon Cowell disse) e segmentada, ou seja, o início levou ao final, criando um verdadeiro espetáculo em dois minutos. No vídeo de introdução, ela disse que a semana da Broadway finalmente daria a oportunidade para uma exibição de “personalidade” e que ela poderia ser “teatral”. O mentor, Andrew Lloyd Webber, disse que Syesha teria a chance de ser divertida e um ingrediente diferente do resto do programa, exatamente o que aconteceu. Essa foi uma das melhores apresentações da temporada, e se há uma lição que ela deve tirar daqui (sobre como agradar os outros), é que, mesmo sendo vocalmente excelente, não houve nenhum momento apenas para uma nota impressiva, porque Syesha é auto-suficiente quando tem personalidade. (A versão de estúdio, excelente e pegajosa, exalava personalidade vocal, como nunca antes.)

Surpreendentemente, essa apresentação foi uma de suas primeiras a agradar o pessoal dos fóruns da internet, blogs, sites, que nunca gostaram muito dela. Eu tenho a sensação de que, se o participante não é um dos que o programa faz acreditar serem os favoritos (esse ano, David Cook e David Archuleta), sempre haverá um pé atrás, por parte do telespectador, antes mesmo da apresentação. Ela tem sido uma das melhores há várias semanas, mas como não é considerada favorita, ninguém vai dar muita bola. O que ela fez com essa apresentação merecia elogios mais efusivos dos jurados. Randy, por exemplo, disse que esta foi sua melhor apresentação – mas coloca uma crítica escondida, dizendo que “você poderia ser uma grande estrela da Broadway” no meio, sem contar o fato de que, na sua melhor apresentação, ela não merece nem um “hot!”, um “excelente!”, nada? Simon, como eu já disse, achou sexy (e repito que concordo; aliás, eu e o baixista distraído no meio da apresentação) e que ela se dá bem nesse meio teatral (de novo!). Se Syesha quisesse ser atriz da Broadway, ela teria feito outro tipo de audição – saibam que esse não é o primeiro programa de canto em que ela é participante. Enfim.

Seguindo Syesha, o contraste – Jason Castro escolhe uma música séria, triste, de um dos musicais mais famosos de Andrew Lloyd Webber, Cats. “Memory” deve ser também uma das mais conhecidas, com Celine Dion e Barbara Streisand já tendo-a apresentado; porém, a versão definitiva e insuperável é a primeira, de Elaine Paige (veja aqui), com alma num nível que talvez só o teatro permita. Jason Castro revela que não sabia, antes de encontrar Lloyd Webber, o musical de origem da música, e o fato de que a personagem que canta a música é uma gata. O compositor explica a história para ele, e mais tarde, sozinho, revela que jamais imaginou ver um homem com dreadlocks cantando “Memory” – talvez porque não seja certo.

Mas vamos, de uma vez por todas, ao que interessa: foi bom? Não. Foi uma apresentação de dois minutos entediante, sem interação com ninguém, com nada. Jason retrocedeu; deixou a melodia da música como era, parecia timorato no palco, e a voz ficou cansativa, sem charme; ao final da apresentação, talvez imerso na compreensão tácita da letra, ele já estava desafinando e bufando no microfone. O que eu gosto em Jason (e eu sei que muitos são relutantes com esse rapaz) é a capacidade de ser um artista no palco, com a letra da música absorvida na voz melíflua, mas também antes da apresentação, com a mudança de melodia adequada. Nas suas boas apresentações, ele parece ter tudo sob controle. Mas… “Memory”? Não é a música certa, por mais que seja emocional e até mesmo simples. Lloyd Webber disse no vídeo de introdução que não ficaria surpreso se Jason não seguisse nenhum de seus conselhos e acabasse indo melhor. O problema é que nós não vimos nenhum dos conselhos, e eu queria muito saber quais foram esses. Os editores do American Idol furaram nisso. É a segunda música e eu ainda me pergunto: “Broadway, mesmo?”.

Bem, a música a seguir não veio da Broadway – ao menos! Brooke White escolheu “You Must Love Me”, que foi composta especialmente para o filme Evita, e que acabou ganhando o Oscar de Melhor Canção em 1997. Madonna foi a vocalista original da música, e é bom dizer que, por mais sucesso que ela faça, ainda não é uma boa cantora (veja aqui a apresentação da música no Oscar) – ou seja, Brooke não está partindo de uma fonte difícil de ser igualada. Quando ela encontra Andrew Lloyd Webber, vemos o compositor dizer que, na primeira vez que Brooke cantou, ele achou que ela não sabia sobre o quê era a música; então, teve que explicar a história e ela compreendeu. Webber completa dizendo que ela é uma… “atriz maravilhosa e natural”. Ótimo jeito de sair pela tangente e não ter que dizer a verdade, hã?

E aí, finalmente, temos um dos momentos mais marcantes da temporada: Brooke começa a apresentação e, após alguns segundos, pede para recomeçar. Mais tarde, ela viria a dizer que tinha esquecido a letra da música no momento, e criaria uma divisão de opinião nos jurados – Simon achou a decisão correta e corajosa, Randy também achou a coisa certa a ser feita, mas Paula diz que “você nunca deve começar e parar”. Eu acho que, para a apresentação, pode até ter prejudicado, porque a música é carregada com emoção e significado em cada palavra, e quando você lembra o telespectador de que está de fato cantando, e não vivenciando, a mágica se quebra. Mas, pegando a apresentação após o incidente, e sem considerá-lo, ainda é difícil ser complacente e elogiar. O vibrato, como de costume, estava ruim; os problemas de afinação aconteceram; e o porte de Brooke no palco foi simplesmente lívido. Agora, foi melhor que Madonna? No mínimo, foi no mesmo nível. A verdade é que pouco interessa a apresentação – tudo foi tão desconfortável para Brooke, e ela estava quase chorando no palco depois da apresentação, de forma que vários votos por pena já estavam garantidos.

Na seqüência, David Archuleta. Ele escolhe “Think of Me”, d’O Fantasma da Ópera, e eu nem preciso me dar ao trabalho de dizer que a música é feminina – Andrew Lloyd Webber, o próprio, diz que a música foi escrita para uma “diva”, uma “mulher”. Archuleta mudou a música um pouco, deixando-a uma balada “pop”, mas a natureza da escolha combina muito com ele, ao que parece (cada vez mais com mais força) um rapaz que gosta das músicas de colocar a garganta pra fora, não interessa a mensagem, e, inevitavelmente, a maioria dessas vem de vocalistas femininas. O verdor de Archuleta, reforçado a cada vez que ele apenas fica de pé, com esse gosto por músicas vocalmente impressionantes, melismáticas, simplesmente não bate na minha cabeça.

A apresentação até não tem nenhuma grande nota, embora o melisma esteja lá. Archuleta penetra os olhos na câmera, mas a interpretação da letra (no meio, vale ressaltar, ele até esqueceu algumas linhas), em si, não parece dizer muita coisa. Vê-lo cantar já não impele como antes, não gera tanto interesse. Foi uma apresentação de dois minutos, veja você. Agora imagine um cenário aonde ele ganha o programa, grava um álbum e vai a um programa como, por exemplo, o do Letterman, para promover algum single. A música terá, podemos supor, três minutos, e não haverá o atrativo dos jurados após a apresentação. Dá para compreender aonde eu quero chegar? A voz dele não combina com o rádio, por mais brandamente que ele cante, e o jeito que ele se porta, como essa criança de 12 anos, ainda sem estar pronta para um carreira, deixa uma sensação estranha. Andrew Lloyd Webber, aplaudindo após a apresentação, parecia meio adormecido, ou talvez decepcionado. Na platéia, as mais genuínas reações de empolgação vinham das garotinhas. E, ainda assim, Randy vem com aquele comentário exclamativo, “This boy is the one to beat!”… Parece que vimos outra apresentação. Simon, ao menos, diz que esse foi um dos momentos mais fracos dele no programa, embora tenha sido agradável. Repito minha aposta da semana passada: acho que ele não participará da final. É a Melinda Doolittle da sétima temporada, sem nenhuma comparação injusta de qualidade, claro.

A participante que seguiu Archuleta foi Carly Smithson, e, ao encontrar Andrew Lloyd Webber, ela resolveu cantar “All I Ask of You”, d’O Fantasma da Ópera. O compositor não gostou, e assim que ela abriu a boca para cantar “Superstar” de Jesus Christ Superstar (estranhamente, o próprio Webber chamou a música pelo nome da peça/filme), ele gostou. Carly definitivamente estava se divertindo com a música no vídeo de introdução, mas será que ela parou para pensar no que a letra significa? Será que uma polêmica dessas poderia ser positiva para a votação? Claro que não, e só por escolher uma música ousada por empatia ao invés de esperteza, já me agrada. É um dos trabalhos geniais de Andrew Lloyd Webber, um dos que criou a lenda por trás do compositor.

American Idol - Top 6 Perform with Some Tips from Andrew Lloyd WebberA apresentação é divertida, uptempo, e há uma interação bacana dela com o guitarrista em um momento, assim como seu vocal de primeiro plano cruza muito bem com o vocal das backing vocals. Carly estava tão empolgada com a música que a letra em si foi meio atropelada, apenas para chegar ao refrão e começar a gritaria típica dela – em alguns momentos, ela projetava a voz antes da hora, coisa que eu não lembro ter visto em outras semanas -, acompanhada de caretas. Porém, eu tenho até orgulho em dizer que os agudos não me incomodaram! Talvez, porque eles não foram o centro da apresentação, e mesmo quando ela estava fazendo ad libs, ou cantando por cima das backing vocals, não era exclusivamente alongamento vocal. Algumas notas saíram desafinadas ao longo da apresentação, e mesmo isso não me incomodou. Como não houve quase mudança alguma da melodia original para a versão de Carly, tenho que atribuir a vida que a apresentação ganhou completamente a ela. A versão de estúdio, por outro lado, não é agradável, porque o foco é apenas a voz de Carly, e a empolgação não é absorvida ali; chega a irritar um pouco. Ou seja, ver que a participante estava gostando do que fazia, ao vivo, fartou a nossa vontade por algo mais animado, após três apresentações mal sucedidas.

Mas e a última apresentação, do vencedor virtual da temporada, David Cook, seria bem sucedida?

De todas as músicas compostas por Andrew Lloyd Webber, “The Music of the Night” é tranquilamente uma das mais conhecidas. D’O Fantasma da Ópera, é aquele momento da peça, ou do filme, que fica na nossa cabeça. A letra é linda. E essa é a escolha de Cook. Ele diz que cresceu fazendo musicais, e que tem muito respeito por Lloyd Webber. Pode ser por isso, então, que num dos raros momentos da temporada, ele resolveu não tocar na melodia de uma música – por respeito ao compositor, tão-somente. Lloyd Webber diz que essa é a música mais sensual/sexy que ele já escreveu, e dá dicas a Cook de como interpretar a letra, para dar alma à apresentação. Chegamos, então, à dita cuja.

Eu não sei nem como interpretar o que Cook fez. A sensação que tive foi a de estar assistindo a um show dele, e num daqueles momentos mais livres da setlist, o cantor resolve fazer uma serenata, só pra escolher alguma mulher para ir ao hotel com ele após o concerto. Cook soltou aqueles olhares de Constantine Maroulis, da quarta temporada, talvez para incrementar os elementos “sexy” e “sensual” da versão original, mas algo ali não deixou a apresentação, sozinha, ser alguma coisa. Vai ver foi a roupa deslocada da música, ou a sensação de que aquele fator “inteligência” de suas versões estivesse faltando, sei lá. Vocalmente, foi boa, e é por isso que não dá nem para dizer que foi uma de suas apresentações mais fracas. Foi segura, mas não foi de um artista que há semanas vem desenvolvendo uma personalidade que luta cada vez mais para ser original, e não “original” como elogio genérico. Eu fiquei esperando aquele momento ao final, em que algum resquício melódico de rock surgiria – não aconteceu. Foi meio como um artista fora de sua área com alguém (a banda) que não pode fazer nada, a não ser segui-lo; lembrei de Fergie e John Legend no Grammy deste ano, com ela esforçando para parecer uma ótima cantora, numa balada que não tinha nenhuma característica sua, e ele apenas no piano, com vontade de cantar, mas retraído. Estranho. A versão de estúdio, mesmo, não ficaria num álbum dele nem que o mundo tivesse enlouquecido.

Pois imagine, semana que vem, ele interpretando músicas… do Neil Diamond! É o que vai acontecer. Todos os participantes cantando músicas do Roberto Carlos americano. Can’t wait! Até a próxima semana.

***

Confira as versões de estúdio aqui.

Séries citadas:

8 Comments

  1. Carina Medeiros

    Gustavo, ótima review!!! técnica e explicativa, com todas as nuances das apresentações. Acho que uma prova de como esta edição do American Idol é contraditória, foi na ocasião do programa da eliminiação, quando há as ligações e uma das participantes perguntou ao Simon porque ele, ao se referir ha uma apresentação “ruim” como Broadway e, na semana da apresentaçõa do gênero, o que ele tinha a dizer. Ele reconheceu ser uma boa pergunta, deu uma resposta meia-boca que não convenceu… Enfim, o programa já foi melhor. E algo que me incomoda é este fato de ainda não ter tido uma apresentação contemporânea? Nada contra músicas antigas, clássicas (adoro beatles, anos 60, 70…) mas umas atuais seria ótimo, não?

  2. marília

    é… ótimo rewiew. as usual. sobre a polêmica da semana já foi exaurida neste site. sobre a semana, concordo em quase tudo: meno Syesha. não encontro essa injustiça. na verdade, vejo mais essa injustiça da galera da net com O jason, que é sim um bom artista. e tem carisma.

    Syesha não tem. eu lamento muito. parece sempre que a gritaria dela é um esforço sobrehumano para ser quem não é. além de ser total oldfashion. admito que sim, ela melhorou essa semana. mas ainda assim.

    sobre Cook. concordo 100%. mas talvez pode ter sido uma decisão inteligente para angariar os votos daqueles que o desgostam justamente pela vibe rocker, como ele sabia que não sairia nem por milagre, foi lá e arriscou no sem-graça.

    o Bruno do ligado em séries tem sido supercritico com relação a esta temporada, justamente pela escolha dos temas. velhos e chatos. eu começo a concordar. achei desnecessária essa semana musical e pra contrabalançar devia rolar umas semana com coisas mais recentes… tipo uma vez que rolou billboard se não me engano. uma coisa mais equilibrada.

  3. Sandra W.

    ótimo review, intocável.
    Sobre Cook, vocês devem ter reparado que ele explicou porque não modificou a música desta vez: porque sempre esperam algo imprevisível dele e ser prevísivel é o imprevísivel.. deu pra entender?
    Quando vi o Cook pela primeira vez não entendi o porquê dele estar no top 12, agora sei. Eu não sou muito ligada em músicas, gosto, claro, mas sem muita empolgação. Porém cheguei a baixar as apresentações dele, as versões de estúdio, e são ótimas. E a melhor para mim, é a que virá esta semana, aguardem.
    O Archuleta? Bonitinho, boa voz, mas esquecível.
    O Castro? Lindos olhos, vai fazer sucesso com as meninas…
    O resto nem vou comentar porque na minha humilde opinião vai dar Cook, Archuleta e Castro na final, apesar de achar que a Seysha e a Carly têm chance de carreira.
    Só mais uma coisinha: com certeza a Carly foi eliminada devido à música: existe um movimento nos EEUU querendo elevar os “padrões” de comportamento, e a letra da música… bem, digamos que não deveria ter sido cantada com tanto “ênfase”, o que é uma pena, porque a voz dela é linda e merecia estar na final. Beijos a todos.

  4. Mica

    Ok, tive que ouvir as músicas no youtube, mas tudo bem.
    Eu acho o Archuleta uma gracinha…mas Think of Me é uma música completamente feminina. Não consigo ouvi-lo cantar sem pensar na Christine…

    Pela primeira vez eu gostei do Jason Castro. Muito gostoso ouvi-lo cantando Memory. O que me fez chegar a conclusão que eu não entendo nadica de nada de música, hehehehe.

    Também gostei do David Cook, mas talvez pq eu seja apaixonada pelo Fantasma. Infelizmente fiquei comparando-o o tempo todo.
    De resto, sem tempo de comentar agora.

    Carly foi a eliminada!?? O.O

  5. Sandra W.

    Mica, foi sim, semana passada para nós, mas retrasada para os americanos. Eu só coloquei o nome dela porque já passaram todas as reprises possíveis.

  6. Marcela

    Eu li suas últimas reviews e concordo em alguns pontos, mas, venhamos e convenhamos , será que são realmente os artistas ‘perfeitos’, sem alguns desses erros que esses concorrentes cometem que fazem mais sucesso ? Não digo todos, claro, mas a maioria são cantores não tão bons assim, mas que por motivos importantes na indústria são super famosos!
    Não digo que isso é o certo, mas tem que ver pelo potencial também, certos erros eles aprendem a superar durante a carreira, e na hora de compor suas músicas saberão fazer o certo.
    Por exemplo, vários cantores ótimos foram evoluindo com o tempo.
    Os jurados , claro, têm seus favoritos, e óbvio que querem induzir o resultado com suas opiniões elogiando , etc .. Mas isso é normal, e eles tem experiência, sabem quem tem chance de fazer sucesso ou não.
    Lógico que a sua review é bem técnica, mas acho que você deveria ver por esse lado também. :)

  7. Marcela

    Aah , e acrescentando, o David não é só um ‘fake’, a banda dele é realmente de rock , mas no American Idol ele tem que ver o que vai ser melhor para ele em todos os sentidos e o que agrada o público :x

  8. Carlos Santana

    Um dos pontos altos da competição foi Paula Abdul comentando duas apresentações de Jason Castro, sendo que ele havia se apresentado somente uma vez… Paula é boa gente, temos respeito por ela, mas às vezes fica difícil entender o que ela está fazendo ali.

    Recentemente, o pai de David Archuleta foi expulso dos bastidores (“convidado a se retirar permanentemente”), porque vivia importunando os produtores, os músicos e os orientadores de canto. Também sugeriu ao filho que incluísse em uma música parte da letra de outra canção, sendo que os produtores não detinham os direitos de execução desta última e avisaram com antecedência para não fazer isso. Coisa feia… Acho injusto um competidor ter um mentor exclusivo permanentemente no local, enquanto os outros não têm.

    Creio que está ficando mais fácil distinguir entre quem possui realmente condições de chegar à final e quem não possui. As atitudes de Brooke White sugerem que, para vencer, um candidato tem de estar preparado psicologicamente para suportar a pressão, e alguns infelizmente mostram estar longe disso. As atitudes de Jason Castro na última apresentação sugerem que levar a sério a disputa, dentro de certos limites, ajuda.

    A aproximação da final da competição coloca a questão de sempre: se vai mesmo vencer o melhor participante ou se outros fatores extra-canto estariam influindo mais do que deveriam. Como nunca há resposta precisa para essa questão, ela ajuda a trazer emoção à disputa. Trata-se de uma temporada estranha, e talvez por isso mesmo muito interessante.

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