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Reviews

Review: Aline

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AlineOs especiais de fim de ano das emissoras estão chegando ao fim. E um dos especiais pouco divulgados pela Rede Globo tornou-se a grande (e agradável) surpresa. Estou falando de Aline, com Maria Flor no papel título. Baseada nas tirinhas do cartunista Adão Iturrusgarai, que criou o personagem em 1996, a historia sofreu severa adaptação para transformar-se em um programa de TV: nos quadrinhos Aline é agressiva e mal-humorada. Já na adaptação dirigida por Maurício Farias a personagem ficou mais leve. Maria Flor define sua personagem como “uma pessoa livre que acredita no amor e não se importa com o que os outros estão pensando”.

Na história, Aline e Otto (Bernardo Marinho) dividem um apartamento no centro de São Paulo, ainda sem um relacionamento definido (namorados, ficantes, amantes ou afins). Muitas dívidas e a geladeira vazia levam Aline a procurar uma terceira pessoa para dividir as contas, distribuindo flyers com a seguinte descrição:

Procura-se rapaz atraente, jovem, atlético de vinte poucos anos pra dividir apartamento.

Com isso, Aline e Otto conhecem Pedro (Pedro Neschling) e depois de muita convivência, os personagens passam a dividir além do apartamento, um relacionamento pra lá de moderno. Esta relação não agrada a síndica do prédio vivida por Camila Amado que, a partir do momento que descobre a relação de Aline e seus dois namorados, passa a querer expulsá-la do prédio em que vivem.

Peça fundamental para a construção do especial foram as locações escolhidas pela produção. Aline sai do estúdio e é gravada em locais como a Galeria do Rock e o parque do Ibirapuera. Até o apartamento que a protagonista divide com seus namorados é real, localizado no centro de São Paulo. O elenco também conta com Malu Galli e Daniel Dantas como os pais de Aline. Casal nonsense que não vê na relação da filha algo inapropriado. Alias, na cena em que descobre o relacionamento da filha, sua mãe solta a frase:

Por que você não faz como as outras garotas e namora vinte caras ao mesmo tempo sem nenhum compromisso?

AlineE é exatamente essa frase que leva o público pensar na hipocrisia posta pela personagem Dona Rosa que não se incomodaria se Aline trouxesse vários caras diferentes para o apartamento sem declarar que qualquer um era seu namorado. Estranho foi também ver César Cardadeiro (o Pedrinho de Capitu) totalmente diferente da minissérie, com dreads e tudo que o seu personagem Max, colega de trabalho de Aline, tinha direito. Outro personagem inusitado é o analista de Aline.

A linguagem jovem e o roteiro acelerado, lembrando muito a linguagem utilizada pela MTV, fizeram com o que este especial fosse alvo certeiro para cair nas graças do público jovem, mas pela falta de divulgação muitos podem ter perdido o especial que também é um dos garantem vida longa na emissora, caso a resposta do público seja positiva.

Maria Flor atua de uma forma exagerada, mas não cai nos equívocos de uma atuação forçada. O mesmo se dá ao entrosamento com Bernardo Marinho e Pedro Neschling. Tanto sozinhos quanto com Maria Flor na cena, os três foram essenciais para o velocidade e jovialidade que o texto permitiu e exigiu. Mas algumas cenas me causaram estranhamento: a mudança de roupa no parque Ibirapuera, como por imaginação de Aline não deixou muito claro a que veio. Outro momento foi a coreografia adotada pelos três ao som de “You Know I’m No Good” de Amy Winehouse. Se isso era pra ser referência a alguma coisa, o tiro saiu pela culatra.

Séries citadas:

27 Comments

  1. Fernando dos Santos

    Dentre estes especiais-pilotos que a Globo exibiu durante dezembro, eu não achei nenhum interessante.Acho que nenhum deles poderá render uma boa série.No máximo teremos mais do mesmo.

  2. Vitor S

    Eu achei legalzinho…meio sem começo e sem fim, mas com certeza melhor que os outros especiais

  3. FerNanda

    Acho a Maria Flor extremamente sem graça, assim como o Pedro Neschling. Quem sabe se o elenco fosse diferente teria chamado um pouco a minha atenção…

  4. Amanda

    Eu achei que eles poderiam ter explorado o tema da série de um cheio mais atraente… Ficou tudo meio bobinho.
    Bão sei se foi a atuação dela que me deu uma impressão ruim, só sei que decepcionei =/
    Mas, com certeza, se tiver outro capítulos, tem um bom tema, além de ser diferente das séries atuais da globo.

  5. Flávia

    Achei as atuações exageradas, o texto totalmente sem graça e o todo muito ruim.
    Menina com dois meninos por menina com dois meninos, Armação Ilimitada era infinitamente mais divertido…

  6. Rubens

    O programa não tem nada a ver com a Aline dos quadrinhos, exceto o básico!
    Eu também pensei em Armação Ilimitada, Flávia!
    Era 1.000 vezes melhor!

  7. Nanda

    Nossa, amava, amava Armação Ilimitada! Essa não chega nem aos pés…

  8. Fernanda

    Eu gostei do especial, pois nunca tenho expectativas demais pelos pilotos de seriados da Globo para não ter a sensação de decepção que vocês aih de cima sofreram… aueuaeuhauaeuh
    Achei a proposta bem valida e se bem trabalhada pode vir sim a se tornar um seriado fixo, já que parece que a Globo quer voltar a fazer alguma coisa “cool” pra pescar o público jovem de vez…

  9. Pedro Paulo

    os especias da globo começam ruins, mas quando se tornam fixos, alguns melhoram.

    foi o caso da diarista. odiei o piloto. foi horrível, um final idiota, quando se tornou fixo me apaixonei pela série.

    e eu amei a série aline. apesar da chatinha da maria flor…

  10. Paulo Antunes

    Eu consegui discordar completamente das opiniões Jorge neste final de ano. Achei o Nada Fofa suportável e o Aline insuportável.

    A questão é a seguinte – para adaptar tiras de quadrinhos para a TV não basta repetir as piadas, uma a cada três minutos. O timing de TV é outro e Aline não teve timing nenhum.

    Sabe o que Aline me lembrou? Aquela fase final decadente da TV Pirata, no inícios dos anos 90. Justamente quando eles trouxeram pra equipe de roteiristas o Laerte e o Glauco e tudo o que fizeram foram adaptar, tal e qual, tiras como a do casal Neuras e o Fagundes, o Puxa Saco.

    E, convenhamos, Aline não tinha como dar um bom especial na Globo, já que o canal não teria como carregar nas tintas mesmo. Talvez num Multishow, GNT ou HBO da vida fosse diferente. Duvido que vire série…

  11. thiago

    O especial foi completamente sem graça, sem nexo, sem começo, sem fim!

    Se virar série, vai ter que carregar um pouco nas tintas, para não virar mais do mesmo!

    Ma sinceramente, acho que a Globo quis copiar Alice da HBO, com Sampa como fundo, menina livre e aberta a experiências, mas se deu mal!

    Entre Aline e Alice? Fico com Alice!

  12. Aline

    Oh meu pobre nome…

    Vi um bloco e meio e parei de assistir de tão chato que é. Eu até simpatizo com a Maria Flor, mas ela ser tratada como gostosona pelos homens da série é um pouco demais, não acham não? Até o analista era afim dela… pelo amor de Deus, né?!

    Sem falar que a história em si é completamente nonsense. A troca de roupas no meio do parque e a dancinha na boate foram total WTF?! Sem nexo nenhum. Todo o roteiro é bem idiotinha.

    Faço parte do público jovem e não gostei. Mas pode ser que a série engate pelo simples fato de se tratar abertamente de sexo, coisa que o público jovem adora ¬¬

    Mas se a série for pra frente, que tirem o Pedro Neschling. Carinha insuportável. A voz dele me irrita ao extremo.

  13. claudia braga

    Eu também tentei ver, mas não vi o final de tão chato e bobo que eu achei, e olha que o assunto era até interessante!

  14. Camila

    Eu gostei do especial!Acho que se manteve dentro da proposta inicial que era pautada em diálogos rápidos, cínicos e irreverentes (meio non senses até!). A narrativa fragmentada remete de fato aos quadrinhos e o fio condutor foi a gravidez da protagonista (aliás, também gostei do desempenho da Maria Flor). Nada a ver as comparações com Alice da HBO, já que ela parte de outra linha completamente diferente. Assisti a ambos e dentro de suas respectivas premissas me agradaram muito! Claro, Aline é só um piloto, caso vire seriado eles devem fazer algumas adaptações. Mas valeu pela tentativa de inovação na linguagem!

  15. André

    Eu achei uma porcaria. Muito muito muito ruim. O roteiro estava incrivelmente ruim e mal desenvolvido. Sem falar nas atuações. Todos são bons atores mas a direção foi péssima.

    E não tem NENHUMA semelhança com Alice com exceção dois nomes (Aline/Alice) e o fato de ambas se passarem em São Paulo.

  16. André

    Alias, concordo plenamente com quem falou do timing.

    Repetindo: PÉSSIMA qualidade. E o público jovem não vai gostar disso. Se bem que Malhação é um sucesso então sei lá…

  17. Olive

    Eu gostei! Achei leve e divertida! Gostei das interpretações também, a série pede este tom mais farsesco,as pessoas é que estão acostumadas àquele tom naturalistadas novelas,então estramham. Tomara que vire fixa, Só acho que deveria ter meia hora apenas, como as sitcons americanas.

    E a serie pode ser vista na globo.com na seção especias de fim de ano.

  18. Juju

    Caro Paulo, o problema é darem tanto destaque a ‘isso’. A Globo não faz algo de qualidade à… 10 anos? Fazer o que,né? Qualidade não importa, só a polêmica que qualquer lixo causa.

  19. Lucas "Gandalf" Leal

    Juju
    essa é a sua opinião, tem mta gente q gosta do programa…se fosse pra fazer no site o q eu julgo de qualidade, jamais comentaria Gossip Girl por exemplo…
    outros provavelmente não comentariam N séries q eu adoro…
    o objetivo aqui não é discriminar, nem comentar penas o q vc gosta, ou o q vc julga ter qualidade!
    honestamente acho q vc deveria era aplaudir o trabalho do site de tentar cobrir todas as novidades e não criticar!quem derá outros sites fossem assim…
    ps sim, eu escrevo pro site, mas não falei nada do q eu já não tivesse falado BEM antes de escrever!

  20. Luciana

    Eu gostei de “Aline”. Achei a proposta diferente e inovadora (para os padrões da Globo), torço para que vire série fixa. Realmente, as comparações com “Alice” foram infelizes! como já foi dito, as duas comportam linhas completamente divergentes, mas possuem, cada qual a sua maneira, várias qualidades. Outra coisa, li há algum tempo que “Armação Ilimitada” foi muito criticado quando começou, mas pouco a pouco os telespectadores foram se habituando e dissipando a má impressão inicial.

  21. wesley

    amei sera que não existe um lugar para baixar, um site, se tiver me digam

  22. Jack the Ripper

    Episódio horrível. Forçado, mal escrito, diálogos artificiais.

    Tenho a impressão de que a fala “dois namorados” é repetida 15 vezes durante os 30 e poucos minutos do programa (sem brincadeira). Quando ditas pela Aline, fica ainda mais forçado, porque ela sempre dá ênfase a essa parte da frase. Ok, ok, nós entendemos, é inovador e atrevido o tema. Parabéns, mas não precisa ficar jogando isso na nossa cara o tempo todo.

    A atuação dos três principais é pobre. A atriz em si parece ser simpática, mas a atuação foi fraquíssima. O namorado com problema de dicção é bastante irritante… e o outro é apagado.

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