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Review: 24 Horas – Day 7: 3:00 A.M. – 4:00 A.M.

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24 Horas - Day 7: 3:00 A.M. - 4:00 A.M.Série: 24 Horas
Episódio: Day 7: 3:00 A.M. – 4:00 A.M.
Temporada:
Número do Episódio: 164 (7×20)
Data de Exibição nos EUA: 27/4/2009
Data de Exibição no Brasil: 25/8/2009
Emissora no Brasil: Fox

Seja qual for à motivação de Tony, está claro que ele irá usar de todos os meios que dispõe para alcançar seu objetivo. E pelo aparente rumo que ele está tomando, ele parece interessado em prejudicar seriamente o governo, não necessariamente a presidenta Taylor, mas o governo como instituição. Um dos destaques deste episódio foi o diálogo entre Cherry Jones e Sprague Grayden sobre o perdão presidencial que seria oferecido a Hodges. Ambas tiveram o tom certo expondo suas razões pelas quais deveriam ou não dar o perdão presidencial a ele.

Vendo a atitude da presidenta, ao salvaguardar a medida que mais interessaria a população, não dá para não fazer um paralelo com David Palmer, que também buscava sempre o melhor para o país. Já Olívia se aproxima mais de Sherry Palmer, que olhava primeiro seus interesses particulares sem se preocupar com o quadro geral da situação. E em ambos os casos a medida a ser tomada sempre foi a que beneficiaria o povo americano mesmo que Palmer e agora Taylor tivessem interesses pessoais envolvidos.

E parece que não temos um vilão e sim um grupo de pessoas que aparentemente querem derrubar o governo. O que não tinha ficado claro é o que eles ganhariam com isso, pois Hodges tinha um interesse claro, que era manter Starkwood como um poder semelhante as forças armadas americanas. Essa era minha principal dúvida, até Hodges esclarecer para Jack que as outras pessoas envolvidas também possuem grupos paramilitares e que se viram ameaçadas de ter seus contratos com o governo cancelados.

24 Horas - Day 7: 3:00 A.M. - 4:00 A.M.Esse rumo dado pelos roteiristas foi muito bom e também bem atual, já que muito se discute até onde vai o poder de organizações paramilitares americanas que atuam no estrangeiro. Outra parte interessante deste episódio foi o interrogatório feito entre Jack e Jonas Hodges. Em certo momento pareceu que Jack se identificou um pouco quando Hodges se refere ao depoimento dele ao Senado e como aquilo era injusto. Ambos, Jack e Hodges, quebraram a lei por interesses maiores. A diferença é que Hodges faz isso sem medir a conseqüência dos seus atos a custa de vidas inocentes para proteger seu legado, o que acaba sendo um motivo totalmente egoísta e com o fim de beneficiar apenas ele mesmo.

Chloe retorna e descobre através de Jack que Bill morreu. Em uma das raras cenas vemos Chloe chorando e lamentando a morte do amigo. Mas ela ainda descobre que Tony está envolvido em todos os acontecimentos do dia. Ela fica abalada e parece que Jack a fez prometer de maneira velada que iria ajudá-lo a parar Tony vivo ou morto. Olivia demonstra estar ressentida com o acordo feito por Hodges e parece que vai tomar medidas extremas o que pode causar mais danos na já fragilizada administração até aqui.

E para quem estava com saudade da CTU, ela retorna no FBI, pelo menos os seus servidores. Janis sabe o caráter que a CTU possuía e é contra essa atitude, o que faz com que Jack indiretamente mostre os efeitos que sua doença esta acarretando ao citar o presidente Palmer quando, na verdade, deveria dizer o nome da presidenta Taylor, fazendo com que Chloe desconfie do estado de saúde dele, ainda sem saber toda a verdade sobre sua real condição.

Agora fica em aberto se o novo atentado terrorista irá mesmo acontecer e como o FBI poderá detê-lo e ainda quais serão as ações que Olivia Taylor irá tomar contra Hodges. E espero também que o motivo de Tony se tornar o vilão seja finalmente revelado. Faltando apenas quatro episódios este foi um capítulo que prepara terreno para o final da temporada que promete ser bem surpreendente.

Séries citadas:

Luiz Marcelo é advogado. Fã de Lei & Ordem, Desperate Housewives, Grey's Anatomy, 24 Horas, The Good Wife e The Shield.

5 Comments

  1. rafael

    bom episódio.Parece que Jack se arrependeu de seus crimes e numa era em que os EUA retornam a defender os direitos humanos expondo casos do governo Bush mostra que é hora de mudar:LIBERDADE,IGUALDADE E FRATERNIDADE…

  2. Eduardo

    Um dia desses eu vou descobrir qual foi o comentarista político que resolveu transformar a opinião pública de 24 Horas em um palco político, e vou mandar alguém torturar ele.

    Já virou um saco ver a série ser julgada nesse ponto de vista, e só por que ela abusou um pouco da tortura nas temporadas passadas (e olha que sempre detestei as políticas do Bush). 24 Horas é uma série de ação, suspense e drama em tempo real. Discutir política se baseando numa série fictícia é absurdo (The West Wing sendo a exceção).

    Quanto ao episódio, foi mais uma hora consistente. O 164º episódio da série continua tão intenso e viciante quanto o início da temporada.

    O roteirista e produtor Juan Carlos Coto acertou a mão ao associar as posições pessoais de Jack e Jonas Hodges no roteiro. Realmente não são personagens tão diferentes assim, sendo a diferença que Hodges levou seu patriotismo ao extremo, deturpando sua própria visão de proteção e segurança, quando isso se associou a obsessão.

    Os paralelos de Olivia e Sherry não ficam por menos. Seguem literalmente a mesma linha de pensamento, mas de forma renovada, já que a posição de Olivia é muito mais delicada.

    O rumo de Tony já ficou bastante claro, mesmo que suas motivações não tenham sido explicadas verbalmente. Seu ódio pela instituição do governo faz parte dessa motivação, mas não considero ele o motivo principal. De qualquer forma, Tony também manteve-se consistente por toda a temporada.

    Mais uma vez Michael Klick acertou a mão na direção, principalmente por ser um episódio de menos ação e mais interação entre os personagens. Pra alguém acostumado a comandar a segunda unidade de filmagem e as seqüências de ação, até que Klick mostrou-se capaz de trabalhar com os atores nesses momentos mais pessoais.

    O roteiro de Gansa e Johannessen também ajudou. O fato de ambos terem experiência com diálogos e interações pessoais e profissionais entre agentes de governo em Arquivo X e Millennium (assim como Howard Gordon) certamente contribuiu nessa temporada de 24 Horas.

  3. rafael

    Este seriado nao abusou só um pouco… atortura era institucionalizada como na ditadura militar e
    o patriotismo também se defende mantendo os princípios da nação acima de todos os sentimentos envolvidos

  4. marília

    tá. era preciso maneirar nas torturas, embora todos o fãs da série amem ver jack em ação. é bom discutir um pouquinho, ou até mesmo mostrar que objetivo da série não é incentivar a prática da tortura como método único e infalível.

    Mas precisa ser na voz da chatonilda da Janis? precisam vilanizar a CTU? acredito que não. A figura do Senador, as desconfianças de Larry e Renee já teriam sido suficiente.

    episódio bom pq teve jack na ativa, chloe de volta, vilões se preparando pra atacar e tensão política. a fórmula perfeita de 24.

  5. Fernando dos Santos

    “O roteirista e produtor Juan Carlos Coto acertou a mão ao associar as posições pessoais de Jack e Jonas Hodges no roteiro.”(2)

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