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Especiais Opinião

Retrospectiva 2011 – Os piores do ano

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Como nem tudo são flores, a televisão em 2011 teve momentos nada agradáveis. Um episódio, uma série nova, um show em declínio, tudo isso contribuiu para a sensação de que o ano passado foi um ano para ser esquecido. A nossa Equipe separou alguns momentos para vocês!

CSI, 11ª temporada

CSI - Targets of Obsession
Quase, mas quase mesmo, abandonei CSI em 2011. Mas CSI é uma instituição da TV mundial, não pode ser deixada de lado assim. E fico feliz de ter continuado, já que a nova temporada, que estreou em setembro nos EUA, está muito boa. Mas foi por pouco, já que algumas das piores horas que passei diante da TV no ano que passou foi vendo episódios da série. Em 2010, já tivemos um punhado de maus episódios (e nos tiraram a Wendy, que crime!), mas foi na segunda metade da 11ª temporada, que a série atingiu o fundo do poço: em Targets of Obsession, Justin Bieber retornou com sua versão pentelha do Unabomber e o único alívio do episódio foi vê-lo sendo cravejado de balas, encerrando a pior participação especial da história da série; tivemos ainda o episódio-zumbi Turn On, Tune In, Drop Dead; e todo o arco envolvendo o conflito entre o serial killer Nate Haskell e o psyco-doutor Raymond Langston. A ideia do personagem de Laurence Fishburne ter um lado negro era boa, mas a execução deixou a desejar. Mas, enfim, ele partiu, e absolutamente ninguém sentiu saudades. (Paulo Serpa Antunes)

The Secret Circle

Especialmente pela decepção que foi assistir a primeira parte dessa temporada. Nada na série funciona, a começar pela escolha do elenco. Britt Robertson está insegura, definitivamente ela não tem condições pra protagonizar este show, e do restante só Shelley Hennig convence como Diana, mas isso porque personagem é o menos incoerente e irritante do grupo de bruxos. Thomas Dekker (Adam) é de dar vergonha alheia e a Phobe Tonkin (Faye) tá muito exagerada. Mas esquecendo por um segundo os personagens, o que falta à série mesmo é uma história. A mitologia é fraca e falha e um grupo de bruxos adolescentes que repetem frases feitas pra levitar água ou apagar fogo não é nem um pouco atraente. A emissora viu o sucesso de The Vampire Diaries e quis repetir o feito, mas a produção e os roteiristas não têm idéia do que estão fazendo, prova disso é a morte de Nick logo nos primeiros capítulos. Dizem que já era planejado, mas a saída narrativa de aparecer com um irmão também bruxo me deixa na dúvida. The Secret Circle foi uma decepção, simples assim. A idéia era ótima no papel e desandou na hora de produzir. (Lara Lima)

Charlie’s Angels

Já mencionei várias vezes a minha tolerância a séries ruins. Eu assisto de tudo e tento nunca esperar mais do que a série propõem a apresentar. Se começa a não me entreter eu paro de assistir e sigo minha vida. Também consigo ver qualidade mesmo naquilo que não me diverte. Dito isso posso afirmar que Charlie’s Angels foi uma das piores coisas que já assiste na vida (empate técnico com Off the Map). Nada na série funciona. A atuação de todo o elenco é horrorosa. O cenário faz vergonha as novelas do SBT. Parecia um piloto ruim da década de 1990. E olha que a primeira versão não era nenhuma obra de arte. Eu pensei em reassistir pra poder ser mais específica mas seria muito masoquismo da minha parte. (Tati Leite)

Torchwood, 4ª temporada

É até difícil escolher a pior série de 2011, porque, sinceramente, que aninho de bolas foras foi esse. Mas nenhuma me decepcionou tanto quanto Torchwood, o spin-off de Doctor Who. Eu era fã absoluta da série, gostava de todas as suas loucuras, defeitos especiais, absurdos, e situações que levavam os personagens aos extremos. Foram três temporadas de alegrias, lágrimas e emoções, e por isso mesmo é tão dolorido ver o que aconteceu com Torchwood nessa 4ª (e provavelmente última) temporada. Não dá nem para acreditar que eram os mesmos showrunners. História pífia, personagens sem carisma, situações sem sentido, vazias e, pior de tudo, destruição total e completa de um personagem que era um ícone: Capitão Jack Harkness. O que passava pela cabeça de Russell T. Davies enquanto escrevia e comandava Miracle Day? Essa união do canal inglês BBC com o americano Starz foi uma vergonha tão gigantesca que será difícil repetirem. E para mim, uma fã sincera e desiludida, só resta a tristeza de saber que um erro tão grosseiro pode ter matado uma de suas séries preferidas. (Mica)

Wonder Woman

Tem série que não é renovada para a temporada seguinte; tem série que é cancelada no meio da temporada; e tem série que nem chega a estrear, sendo cancelada antes mesmo do episódio piloto ir ao ar. Este foi o caso do remake de Wonder Woman [A Mulher-Maravilha, no Brasil], um projeto ancorado no sucesso recente das franquias do Batman e do Superman, as outras duas pontas da tríplice fundação da Liga da Justiça. A premissa parecia boa: debater a questão legal [jurídica] das ações dos super-herois. Se a série fosse bem-sucedida neste quesito eu gostaria muito. Outro viés sugerido foi a objetificação da figura da heroína e seus seios impossíveis, outro bom tema pra debate. Um terceiro mote a abordar seriam as implicações éticas da comercialização da figura pública da Mulher-Maravilha para financiar eu combate ao crime. O grande problema, a meu ver, foi justamente na construção da personagem principal, que atropelava todas essas questões sob a justificativa do Bem Maior. Criou-se uma personalidade cruel, arrogante, vingativa e anti-ética: impossível torcer por ela, simpatizar ou ter empatia com o seu anseio por uma vida normal. Perto disso, as críticas ao novo uniforme ficaram desnecessárias. (Lu Naomi)

Off the Map

Confesso que escolher o pior seriado do ano de 2011 não foi tarefa fácil. Foram várias as bombas apresentadas, inúmeras inclusive canceladas rapidamente. Então, por que lembrar da “inexpressiva” Off the Map? A resposta: Shonda Rhimes. A criadora de Grey’s Anatomy e Private Practice estava no time de produtores executivos da série, e isso foi muito alardeado por aí. Mas a riqueza de tramas passou longe de Off. O que se viu ali foi muito dramalhão, interpretações duvidosas, esteriótipos preconceituosos e muito, mas muito absurdo. Claramente, Jenna Bans, que se destacou como roteirista em Desperate Housewives e GA, não estava pronta para ter seu próprio seriado. O final da 1ª temporada teve um cliffhanger daqueles, nada foi resolvido. E não haverá 2ª temporada: você perdeu cerca de 9 horas do seu ano com a produção da ABC. O desastre só não foi completo pela “descoberta” Mamie Gummer e pelo carisma de Zach Gilford. Torço pra que eles não acabem fora do mapa…  (Mariela Assmann)

Glee

Lembro que uma das melhores coisas a respeito de Glee era a maneira como o show conseguia intercalar, não de maneira perfeita, mas mesmo assim, cativante, a característica de ser uma paródia dos melodramaticos shows adolescentes com os momentos mais sérios e tristes. Nesse ano, eu ainda consegui ver vislumbres dessa série, em episódios como Silly Love Songs, Born this Way ou The First Time, mas nem tentativa de criar storylines mais longas e coerentes impediu o show de afundar ora em demasiada sensação de auto-importância, que transformaram as partes mais verdadeiras e cruas da série em veículo para Ryan Murphy expressar suas mensagens de aceitação e tentar mudar o mundo, ora em tanto exagero na tentativa de fazer humor que prejudicavam qualquer plot, mesmo com a suspensão da descrença (aquele passe livre que agente dá a obras de ficção por serem, bem, ficção). Mas o pior foi justamente ver os roteiristas tentarem melhorar o show através de tramas mais estruturadas e piorando a situação de vez com resoluções lamentáveis, e honestamente, em algumas partes, ofensivas. E os números musicais que antes ocasionalmente salvavam o show, foram ficando cada vez mais irrelevantes e esquecíveis, detonando a série e tornando Glee, para mim, a pior experiencia televisiva do ano. (Thais Afonso)

Private Practice

O spin off de Grey’s Anatomy, Private Practice, já não anda tão bom. Apesar de ter ido muito bem, relativamente, na metade final de sua quarta temporada, em 2011 o show veio com uma promessa de apresentar a melhor temporada. E nisso sinceramente, Rhimes não cumpriu a promessa. Mesmo com a entrada de Benjamin Bratt para o elenco fixo, Addison Montgomery, interpretada pela cada vez mais bela Kate Walsh, parece um pouco perdida na história. Para mim, a série continuará ruim, enquanto a autora insistir no casal Addison e Sam. A verdade é que, na minha opinião, a personagem de Walsh seria bem mais aproveitada se voltasse para o time de Seattle. Quem sabe um dia, não vemos a Dra. Montgomery voltar a Grey’s Anatomy, porque do jeito que anda, Private Practice não vai muito longe. (Anderson Narciso)

New Girl

Quem é essa garota? É a Zooey Deschanel, que chegou sendo a maior promessa da FOX e acabou sendo a maior decepção. Não que New Girl seja uma série ruim, apenas não é metade do que ela pretendia ser. Com um enredo fraco, elenco menos do que razoável e piadas cretinas, a série agrada quem foi hipnotizado pela atriz protagonista. Porque para ver a série, só mesmo os encantos de Zooey, para justificar o ato. New Girl continua sendo um sucesso de público e a história da professorinha, que encontra em uma casa cheia de caras o seu novo lar, desponta para a segunda temporada.  Quem sabe até lá a série contrata bons roteiristas e não dependa do Justin Long para alavancar a audiência. (Maria Clara Lima)

Terra Nova

Eu sou uma sobrevivente! Sim, eu posso me considerar uma sobrevivente porque aguentei bravamente enquanto toda e qualquer chance de Terra Nova ser uma boa série – nem estou falando ótima – se desfazia em episódios cada vez mais dignos de crítica. Eu bem que tentei achar boas coisas: tentei enxergar o aproveitamento dos dinossauros que sobraram de Jurassic Park como reciclagem saudável; tentei não prestar atenção aos efeitos especiais de quinta; aceitei que o protagonista fosse de fugitivo a homem de confiança ainda no primeiro episódio; não liguei quando a trama de um filhote de dinossauro encontrando sua mãe foi a mais importante do episódio. Mas em momento algum eu me preocupei com os protagonistas, eu jamais achei que alguém realmente estivesse em perigo – tanta vergonha alheia naquela “briga” de Taylor com o dinossauro que eu nem sei -, não fiquei curiosa com o grande segredo dos desenhos nas pedras, não me importei com os Sextos, não me emocionei com nenhum diálogo. E, no final, é por essas coisas que a gente assiste a uma série toda a semana, não é? Porque se os envolvidos tem tempo para desperdiçar, eu não tenho. Ah, na dúvida se a coisa é tão ruim? Se o seu inglês é bom leia o que um Nykoraptor tem a dizer sobre o assunto: mesmo ele se sentiu bem entediado nesse tempo todo. (Simone Miletic)

***

Veja também a nossa lista de Melhores do Ano.

Séries citadas:

Os textos assinados pela Redaçao TeleSéries são textos de autoria coletiva ou notícias escritas por um redator anônimo, mas sempre revisadas com a máxima precisão jornalística.

21 Comments

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  2. Bianca Mafra

    mas the cape eh desse ano? se for, colocaria no lugar de new girl, não gostei, mas tambem não acho a pior coisa do mundo. alguns eu nem vejo para decidir. agora the secret circle eu continuo assistindo, porque gosto muito do tema, porque a  historia ta realmente fraca. e por mais que gostem, eu ainda prefiro o adam ao bruxo irmão. Ah, e Glee, apesar dessa temporada estar realmente mais fraca, ainda assim temos excelentes cenas como a homenagem ao Michael Jackson e… o negócio tá ruim mesmo, a ultima coisa que consigo lembrar realmente boa em glee foi o kurt cantando I wanna hold your hand que foi no final da temporada passada. 

  3. Pedroluiz02

    Que heresia New Girl constar dessa lista horrivel.. Concordo com todas as outras…

  4. Anônimo

    Sobre Terra Nova: apelativo, aquela família idiota, o maniqueísmo rasteiro – enfim, o ruim absoluto em estado bruto. Ah, e o cliffhanger?! Puseram um navio (nem me lembro direito o que era), um mistério aterrador (rsrsrs), querendo causar aquele efeito que Lost nos causava. Tadinhos…
    A The Secret Circle eu assisto, mas escondido – e se alguém me perguntar eu finjo que não conheço.
    É, Torchwood se tornou uma série comum e previsível. Mayday, mayday…
    O resto, das novas, eu nem assisto. Das antigas, Private Practice, houve um dia em que eu não estava fazendo nada e arrisquei: devia ter continuado a não fazer nada.
    CSI: eu gostava. Não assisto mais porque cansou – aliás, como tudo na vida…

  5. Claudia Braga

    Dessas, eu vejo The Secret Circle, Glee e Off the Map( comecei e vou terminar, é ruinzinha, mas  já vi coisa pior). 
    É verdade que Glee caiu muito, PP eu desisti faz tempo e por aí vai, concordo com a Bianca, tudo cansa um dia.

  6. Tatiana Da Silva Siqueira

    Muito ruim/boa a lista! [3]Nossa Paulo somos dois…eu tbém quase abandonei CSI….mas com a graça da nossa senhora dos seriados…..eu não abandonei e estou tendo o prazer de assistir uma temporada que relembra os bons tempos de CSI – sobre episodios ruins de CSI teve um do cara que parecia uma sombra, se vestia de preto e era contorcionista, escondia embaixo da cama, armario e tinha uma flexibilidade absurda……mas foi um episodio sem solução e horrivel……

    Anderson apesar de eu amar PP realmente a serie está péssima…..já deu o que tinha que dá faz tempo.

  7. MicaRM

    Eu adorava The Event. Achava a série muito legal. Não ótima, não sensacional, mas gostava muito de assisti-la.

  8. Bianca Mafra

    achei que the event melhorou muito no final, acho que uma segunda temporada poderia render alguma coisa. assim como flashforward

  9. Angela Mara Correa

    Lógico que não teremos série nenhuma com opinião unânime. Embora: New Girl, Wonder Woman e Charlie’s Angels não tive vontade de ver (New Girl está na lista de espera por causa de Pedro); tive vergonha de Off the Map, se fosse eu teria jogado fora, sem mostrar para ninguém;  de Terra Nova e TSC vi dois episódios e não me seguraram; graças a Deus, só vi Torchwood que passou na TV e ainda me lembro dela com prazer e não desapego de CSI e PP, faço como casamento – na alegria e na tristeza.

  10. Anônimo

    Dá pena ver o Zach Gilford perdido em Off The Map…
    Perfeita a lista!

  11. Lara Lima


    A The Secret Circle eu assisto, mas escondido – e se alguém me perguntar eu finjo que não conheço” HAHAHAHAHA Ri Alto!

  12. Thiago FLS

    Concordo. Na minha opinião, é a melhor comédia nova de 2011, com um elenco afinadíssimo e um humor bem original.

  13. Fernando dos Santos

    Eu incluiria Falling Skies entre as decepções do ano.

    E o mala Justin Biba levando bala e morrendo em CSI certamente foi um dos melhores momentos na tevê em 2011 hehehe mas a temporada 11 sem duvida foi fraquissima.
    É pena que o Lawrence Fishburne(um bom ator) tenha dado azar de entrar na série justo nessa fase complicada e cheia de decisões equivocadas tomadas pelos produtores.

  14. Fernando dos Santos

    Outra decepção pra mim em 2011 foi a quarta temporada de Damages.
    Foi chocante ver o quanto a qualidade do roteiro foi afetada pelos cortes orçamentarios que a série precisou passar para ser resgatada do cancelamento.

    A segunda e a terceira temporada tiveram lá seus momentos irregulares mas ainda assim conseguiam ser ótimas no conjunto.Agora o quarto ano foi sem duvida o mais fraco da série.

  15. Anônimo

    Eu também gostava de Event. O lugar dela não seria entre as melhores do ano, mas também não seria entre as piores.

  16. Paulo Serpa Antunes

    Fernando, é verdade, a quarta temporada de Damages foi triste, cabia aqui também. Até hj não vi o último episódio – gravei no AXN HD, naquela noite veio sem legendas, fiquei de baixar e me esqueci completamente de ir atrás…

  17. Marcio

    Para mim a pior coisa de 2011 fora essa lista foram a opção de dublarem séries sem ofertar opção legendada. E a tendência é piorar ainda mais daqui para frente. Eu não consigo ver dublado, sem chance, além da maioria destas serem de péssima qualidade

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