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Retrospectiva 2006 – VIII – Invasão brasileira em Hollywood

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Sonia Braga, Bruno Campos e Rodrigo Santoro

Quem sintonizou os canais AXN, FX e Fox em 2006 teve grande chance de topar com algum ator brasileiro na tela. Sim, mais do que nunca, em 2006, atores brasileiros viraram notícia e ganharam espaço em produções americanas.

A quarta temporada de Alias, de 2005, chegou ao Brasil apenas em fevereiro deste ano, com o ex-Casa dos Artistas Marco Mastronelli fazendo uma pequena mas caliente ponta beijando Mia Maestro. Mais espaço na série teve a recém-repatriada Sonia Braga, que voltou ao Brasil se queixando dos papéis que lhe ofereciam em Hollywood. De fato, Braga teve que se contentar com o papel de uma sofrida mãe latina em Ghost Whisperer, mas não deveria se queixa do seu papel em Alias. Afinal, a vilã Elena Derevko a colocou no mesmo nível de Lena Olin e Isabella Rossellini. Foi também em 2006 que o desconhecido Bernardo de Paula apareceu nos sonhos de Tommy Gavin (Denis Leary) no papel de Jesus Cristo em Rescue Me e que a top model Cinthia Moura se tornou a Deer Woman em Masters of Horror.

Mas claro, tudo isto foi apenas um aquecimento para a volta por cima de Bruno Campos em Nip/Tuck e para a comentadíssima estréia de Rodrigo Santoro em Lost.

Bruno Campos desembarcou no Brasil em setembro para divulgar Nip/Tuck, que havia gravado 2005. O ator, atua em Hollywood há 10 anos, e tem um currículo impressionante: fez par com Christina Applegate em Jesse, atuou ao lado de Megan Mullally em Will & Grace e de Steven Weber, Sarah Paulson e Felicity Huffman na curtíssima The D.A. (inédita no Brasil). Mas nenhum destes shows o colocou tão em evidencia como Nip/Tuck, onde teve que se desdobrar no papel do cirurgião Quentin Costa. Costa começou simpático e foi se revelando um canalha, bissexual, manipulador e… bom, até o último episódio exibido no Brasil, um homem sem pênis.

Mas, se no universo das celebridades brasileiros, Bruno Campos é um desconhecido e Sonia Braga é alguém que há décadas não rende notícia, o mesmo não se pode dizer de Rodrigo Santoro. Ator global e grande nome do cinema brasileiro, Santoro se tornou a grande notícia do ano para a imprensa brasileira ao ser escalado para Lost – com direito a ser comparado pelo produtor Carlton Cuse com o ator Russel Crowe.

O ator, que estreou na série em outubro (em episódios que só chegam oficialmente ao Brasil em 2007), acabou sendo engolido pelos suplementos culturais e pela indústria de celebridades. Nunca se falou tanto em seriados de TV em jornais e revistas e na Internet. Tudo que acontece em Lost passou a ser motivo de reportagem e cada segundo do ator em cena era descrito, contado e comentado, muitas vezes pejorativamente.

A verdade é que ainda é cedo para se prever qual a real dimensão da participação de Santoro em Lost e o que isto representará para sua carreira. Mas o fato é que Rodrigo Santoro e Lost são marcas poderosas no Brasil e a união delas só podia gerar notícia, muita notícia.

Séries citadas:

É jornalista, pós-graduado em Jornalismo Digital pela Pucrs e trabalha com produção de conteúdo para Internet desde 1995. É editor de internet do Jornal do Comércio, de Porto Alegre. Fundou o TeleSéries em agosto de 2002. Na época, era fã de The West Wing, The Shield, Família Soprano e Ed. Atualmente é viciado em The Good Wife, NCIS, Game of Thrones e Parks and Recreation.

22 Comments

  1. Marcio

    Só faltou falar de Morena Baccarin na atual décima (e provavelmente última) temporada de Stargate SG-1, que não tem data para chegar aqui, mas provável que seja no segundo semestre do ano que vem, na FOX. Entre outros papéis que ela fez, ela também foi uma das protagonistas da série Firefly (e do filme Serenity), além de pontas em séries como The OC e Justice

  2. Thomás

    O Santoro também fez a propaganda do Channel, que foi notícia na CNN, na BBC e tudo mais. Quer dizer, não foi ele a notícia, mas a propaganda superproduzida.

  3. Grassiela

    “Costa começou simpático e foi se revelando um canalha, bissexual, manipulador e… bom, até o último episódio exibido no Brasil, um homem sem pênis.” Bissexual está encaixado entre canalha e manipulador? rsrs Como assim? =P

  4. Jeison

    Francamente eu vejo uma grande inferioridade nos atores brasileiros em relação aos atores norte americanos. Primeiro, eles não conseguem trabalhar expressões faciais tão bem quanto os norte americanos. Segundo, não conseguem transmitir a mesma dramaticidade e veracidade. E por último, não conseguem ser tão versáteis quanto eles. Por isso muitos atores brasileiros que atuam no mercado profissional tentam se aprimorar indo aos Estados Unidos fazer um curso de interpretação.

  5. Fer

    “Costa começou simpático e foi se revelando um canalha, bissexual, manipulador e… bom, até o último episódio exibido no Brasil, um homem sem pênis.”

    hmmmm, pelo tom da frase, me parece que o autor considera “bissexual” uma falha de caráter, um defeito. lamentável a escolha de palavras.

  6. claudia

    Discordo quando falam que os atores brasileiros são inferiores, que é isso? Aquela estória que santo de casa não faz milagre? Os atores brasileiros são bons sim….tudo isso é preconceito, se há preconceito entre os próprios brasileiros imagine com os americanos!!

  7. philippe

    Jeison, já pensou como é difícil o trabalho de um ator? Imagina ter que dar emoção em uma língua que não é a sua?!?!? O metõdo de interpretação também é cultural sabia? E versatilidade é uma coisa muito difícil de verificar ns atores brasileiros por um motivo: o povo só os ve na Tv que “enquadra” as pessoas. Os americanos criaram técnicas de interpretação e pra quem quer trabalhar lá, e como infelizmente a “cultura” americana é a mais difundida do mundo, todos vão pra lá… O mais hilário seria voce dizer que os atoros europeus também sao limitados perto dos americanos… ai seria hilario, ou é so um problema de auto-estima e vergonha de ser latino?

  8. Lucas Barreto Gomes Leal

    “Costa começou simpático e foi se revelando um canalha, bissexual, manipulador e… bom, até o último episódio exibido no Brasil, um homem sem pênis.”

    hmmmm, pelo tom da frase, me parece que o autor considera “bissexual” uma falha de caráter, um defeito. lamentável a escolha de palavras.

    sem querer defender a autor não vi esse preconceito não ele se referia que o personagem é um canalha e um bissexual e não pq ele é bi ele é canalha!
    acho que o preconceito veio ou da má leitura/má interpretação sua ou do seu preconceito!

  9. GUSTAVO

    QUE IDIOTA FOI ESSE QUE DISSE QUE OS ATORES BRASILEIROS SÃO INFERIORES AOS AMERICANOS, SÓ UMA PESSOA SEM CEREBRO PODE ACHAR ISSO…
    QUE IDADE MENTAL VC TEM JAISON???????

  10. Eliana

    Bruno Campos participou de um episódio de Cold Case também.
    Ele era um enganador de mulheres feias, lembram ?
    Parabéns para todos os brasileiros que conseguiram participar de séries americanas.
    Um sonho realizado.

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