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RETROSPECTIVA 2012 – Séries em Destaques

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Lembra de 2012? O que você lembra exatamente sobre este ano que passou? Estar em destaque não significa que os inclusos nesta lista foram nem melhor ou pior do que os outros, significa apenas que fizeram por merecer um lugar ao sol ou nas trevas nos últimos meses.

Confira a lista de séries que deram o que falar em 2012!

A injustiçada – Fringe

Eles prometeram e cumpriram. A quinta temporada de  Fringe, o último ano da série, tem sido uma das melhores coisas da TV até agora. É uma pena que quase ninguém assiste o seriado, que por causa da baixa audiência e muita boa vontade da Fox, conseguiu chegar até o quinto ano de exibição. O segredo de Fringe ter durado tanto, mesmo depois de várias ameaças de cancelamento não se dá apenas pela excelência da história, mas por causa dos direitos de comercialização, adqueridos pelo estúdio após o centésimo episódio. É assim, que ao completar a marca de 100 capítulos no ar, que a série de despede em 2013. Deixando para trás uma temporada impecável, e mais uma vez com roteiros bons e atuações ainda melhores. Destaque para Joshua Jackson, que interpreta Peter Bishop, que pela primeira vez no seriado pode ousar como ator. Além dele, o já aclamado John Noble, no papel de Walter Bishop, faz com maestria o que muitos artistas tentam. Ele se joga na persona do cientistas louco e convence aos humanos de todo o universo porque Fringe é uma das séries mais injustiçadas do momento. Adeus, 2012. Adeus, Fringe.

A Boa Surpresa – The Newsroom

Vai estrear uma série do Aaron Sorkin na midseason. Só por esta afirmação, muitos apostavam que Newsroom seria uma das melhores estreias do ano. E eles estavam certo. Parece que o roteirista, diretor e criador de séries como The West Wing, The Studio 60 on the Sunset Strip, Sports Night e do filme A Rede Social sabia exatamente onde ele queria chegar, chegou. The Newsroom foi uma das melhores surpresas da TV a cabo americana. Na HBO, a série conquistou espaço para ser crítica e direta ao ponto, e também abocanhar vários aplausos da crítica especializada e do público. O drama conta a história de um apresentador de telejornal chamado Will McAvoy (Jeff Daniels), que foi afastado da TV e ao retornar, descobre que toda a sua equipe abandonou a emissora. Ele se vê forçado a trabalhar com uma nova e inexperiente equipe. A série foi nomeada para o Globo de Ouro nas categorias de Melhor Drama e Melhor Ator de Drama. Merecidíssmo.

A  queridinha – Castle

O drama policial da ABC tornou-se a queridinha do público nesta temporada. Quem é fã de Castle está em clima de lua de mel com a série. Isso porque o  o criador Andrew Marlowe, digamos assim, resolveu realizar todos os sonhos dos telespectadores. Desde o piloto a série já prometia grande enredo, ainda mais pelo embate emocional criado entre a detetive Kate Beckett (Stana Katic) e o escritor de best-seller Richard Castle (Nathan Fillion), embate esse que guiou a série, ao longo dos episódios, para um “eles vão ou não vão” deliciosamente bem escrito. Pelo visto, a tão temida “maldição Moonlight” passou longe do 12º distrito de homicídios de Nova York! E a quinta temporada mostrou que um bom romance pode sobreviver com boas ideias, boas interpretações e  uma boa dose de carisma.

A consagrada – Modern Family

A série que conta a história de três famílias distintas mas ao mesmo tempo relacionadas, tem sua quarta temporada no ar atualmente e se mostra cada vez mais forte. O crescimento da série em 2012 é aparente apesar do fato de que na maioria das vezes os produtores não inovam e se arriscam, nos dando mais do mesmo a cada semana. Lógico que isso não quer dizer que Modern Family tenha perdido a qualidade, longe disso! A série (vencedora da categoria comédia no Emmy de 2012) não chegou em momento algum ao fundo do poço, aliás, muito pelo contrário, conquistou cada vez mais o público alvo e deu sempre bons índices de audiência nas noites de quarta feira na ABC. Sendo um show de comédia, não é esperado que Modern Family arranque suspiros e lágrimas dos espectadores, mas conseguiu o inesperado, ganhando ainda mais fãs ao longo do ano.

A premiada – Homeland

Quem não ligou a TV para acompanhar o suspense muito bem feito por Gideon Raff ou morreu ou não é deste planeta. Homeland é uma das séries mais lembradas do momento. Depois de ter sido nomeada a vários prêmios (inclusive o Emmy e o Globo de Ouro) e de ter batido recorde e ultrapassado a audiência da série que é campeã no canal Showtime, Dexter, não há como negar que o seriado merece estar nessa lista de destaques do ano. O show se manteve dinâmico durante toda a temporada, criou situações e encaixou novos personagens sem enrolar e sem deixar nada mal explicado. Além disso, soube muito bem deixar ganchos e pequenas histórias penduradas, criando um ar de curiosidade e tensão entre os que espectadores, que em grande maioria afirmam que a série é uma das melhores. Já renovada para uma terceira temporada, a série deve ter cadeira cativa em muitas premiações em 2013 e enquanto ela durar. É ver para crer.

A enrolada – How I Met Your Mother

A verdade é que ninguém mais aguenta o suspense de How I Met Your Mother! A série da CBS acabou de ser renovada para mais uma temporada e promete não acabar tão cedo com a agonia dos fãs.  A oitava temporada tinha tudo para continuar o legado das antigas com o seu humor inteligente característico, flashbacks com propósitos, lições e o crescimento dos personagens, porém a série tomou outro caminho.  A personalidade de cada protagonista, tão bem construída durante os anos, em certos momentos foi totalmente esquecida a troco de algumas míseras risadas baratas.  Os produtores da série deveriam entender que How I Met Your Mother não é a vida de Barney Stinson, não é a rotina de casados de Lilly (Alison Hannigan) e Marshall (Jasono Segel) e tampouco a procura de Ted (Josh Radnor) por sua esposa, mas sim a simples convivência de cinco amigos. Foi isso que cativou o público há anos atrás e é isso que os faz crer que a série poderá retornar aos eixos novamente em 2013.

A promessa furada – 666 Park Avenue

666 Park Avenue deve estar queimando no fogo do inferno agora. O drama americano da ABC, adaptado por David Wilcox e inspirado na obra de Gabriella Pierce, atraiu todo mundo com a promessa de uma história envolvente e aterrorizante e tudo o que conseguiu foi uma dúzia de olhares curiosos. A história do casal que vai morar no exuberante prédio The Drake, que fica na 666 da Park Avenue, no qual os moradores do local tinham todos seus desejos realizados, não passou de uma propaganda enganosa.  Na teoria, 666 Park Avenue tinha tudo para se tornar um grande drama, mas foi perdendo sua audiência episódio após episódio, mostrando um enredo fraco. Outro impasse foi o furacão Sandy, que inundou o estúdio de gravação e fez com que metade do cenário fosse destruído. A ABC não quis arriscar, não encomendando a produção de novos episódios e a série foi cancelada em sua primeira temporada.

A polêmica e popular – Two and a Half Men

Não importa o que digam, Two and a Half Men é sem dúvidas uma série popular.  Seja pelos barracos homéricos, pela baixa qualidade ou pela grande audiência, a verdade é que a história ainda chama a atenção de muita gente. O seriado marcou época, e foi durante muito tempo a preferida de boa parte da audiência americana (e do mundo também), com seu humor irreverente que tinha como símbolo maior Charlie Sheen. Mas em 2012, como se soassem todas as trombetas do apocalipse a história desandou em todos os sentidos.  Há vários fatores que levaram Two and a Half Men para sua decadência atual, muitos defendem que quando Sheen saiu, a série deveria ter acabado, contudo, vale observar que ela já estava em declarado declínio na época. E para piorar o que já estava ruim, toda essa confusão em torno da declaração do ator Angus T. Jones mostra que a série caminha rapidamente para o fim. Se há alguma menção honrosa que se deva fazer a temporada de Two and a Half Men, é a interpretação de John Cryer, que desde a época de Sheen segurava as pontas e é hoje quem faz a série andar, mesmo que em marcha lenta. Vencer o Emmy de melhor ator de comédia foi um prêmio a todos os anos de excelentes interpretações do pobre, em todos os sentidos, Alan Harper.

Texto produzido por João Paulo Freitas e Ana Botelho

Séries citadas:

Os textos assinados pela Redaçao TeleSéries são textos de autoria coletiva ou notícias escritas por um redator anônimo, mas sempre revisadas com a máxima precisão jornalística.

4 Comments

  1. Mariela Assmann

    Muito bacana a lista, Ana e João! Parabéns também pelo texto, muito bem escrito!

  2. Bianca Mafra

    Gente, juro, continuo gostando de HIMYM, e esqueço completamente que o Ted ainda não encontrou a alma gemea e que já tem filhos no futuro.

  3. Fabiana

    Concordo com praticamente tudo, menos com The Newsroom. Na minha opinião é uma série chatíssima e com personagens histéricos e bobocas. Não passei do segundo episódio.

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