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Spoilers

Reality Time: The Amazing Race, American Idol e Survivor

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The Amazing Race 16 - They Dont Even Understand Their Own Language

A coluna Reality Time está de volta, trazendo as reviews dos episódios da semana de The Amazing Race, Survivor e do American Idol (episódio que vai ao ar nesta terça-feira no Brasil, portanto, spoiler alert!). Confira a seguir e deixe seu comentário!

The Amazing Race 16: They Don’t Even Understand Their Own Language (16×11)
Data de exibição: 2/5/2010
MVP: Jet e Cord
LVP: Dan e Jordan

Incrível como foi preciso chegar ao fim da temporada para The Amazing Race ficar ótimo. Por que o nível da corrida não era tão alto assim no começo e meio dessa edição? Bom, chega de lamentar e comentar como esse último episódio foi espetacular.

Apesar da corrida permanecer na China (e pior ainda, na mesma cidade, Xangai… como se na China não houvessem outras!), os desafios da etapa foram bem difíceis, não só em sua execução, como no transporte até elas. A barreira de comunicação dificultou e muito os times a acharem os locais das provas. E a produção fez questão que estes problemas acontecessem (acho pouco, porque já estava na hora destes times sofrerem um pouco na corrida): a primeira pista pedia para eles se deslocarem a um jardim com seu nome em inglês, mas que os chineses só conheciam pelo seu nome original. Depois que eles chegassem ao tal jardim, precisavam ir ao local do Bloqueio sem a ajuda de táxis. Isso mesmo, deixem as equipes se virarem! Faltou um pouco disso nessa temporada…

O Bloqueio de contar estátuas de Buda não era tão difícil (porque não os impedem de levar blocos de anotações? – não é a primeira vez que critico isso), mas compensou pela pista capciosa: era preciso contar as estátuas de Buda mais a de dois Guerreiros para a soma ficar correta. Tivemos também um bom Desvio, que consistia na escolha entre procurar carimbos com nomes da dupla (dentre milhares) e entregar bolinhos chineses em vários endereços. Não foi à toa que todos foram procurar carimbos, pois a (falta de) comunicação na hora de entregar os bolinhos poderia custar a corrida aos times. Pra completar, o Speedbump dos detetives foi facílimo (acertar uma moeda em um aquecedor), mas seria injusto uma tarefa demorada numa etapa sem equalizador, não? No final, Michael e Louie não conseguiram se recuperar e saíram da corrida. Vamos falar dos times agora e discutir as chances de vencer a etapa final, que será exibida semana que vem:

1 – Brent e Caite: Inacreditável que os dois tenham vencido uma etapa, mas foi mais pela vantagem que tinham em relação aos dois últimos times. Discutiram muito na etapa, e Brent ainda foi desrespeitoso com os locais. Podem muito bem vencer, mas se houver uma prova que dependa da inteligência…

2 – Jet e Cord: Fizeram uma boa etapa como sempre, completando as tarefas com rapidez. Perderam apenas no finalzinho para o “casal QI”. São minha aposta para vencer a corrida, mas nem sempre o melhor time ganha, infelizmente.

3 – Dan e Jordan: Hoje estavam irritantes. Demoraram duas horas para achar o jardim, e isso com a ajuda de Michael e Louie. Reclamavam de tudo e de todos, principalmente quando não conseguiam comunicar-se com os chineses. Até parece que os locais são obrigados a falar inglês! São os que menos têm chance de vencer, mas tudo é possível.

4 – Michael e Louie: Correram bem hoje, mas o Speedbump e o erro de Louie no Bloqueio os deixaram para trás, mesmo que por apenas alguns minutos. Mas foi até bom que saíram, pois eram os mais apagados dos quatro times restantes. (Bruno Piola)

Eliminados:
Michael e Louie

American Idol: Top 6 Perform (9×34) e 1 of 6 Voted Off (9×35)
Data de exibição nos EUA: 27 e 28/4/2010
Data de exibição no Brasil: 4/5/2010
MVP: Lee DeWyze
LVP: Aaron Kelly

American Idol - Top 6 Perform

Humanamente existe certo prendimento em aceitar realidades. O confronto de distintas visões causa exaltação, revolta e sofrimento, por exemplo. Lidar com emoções à flor da pele é tarefa para gente grande. É com emoções deste gênero que programas como American Idol se propõe a trabalhar. Mas, longe de encantar pela maturidade, há muito tempo Idol mostra a fragilidade da proposta com a qual se iniciou no início dos anos 2000.

Nesta semana, o tema eram as músicas de Shania Twain. A cantora ganhou fama mundial merecidamente quando resolveu pegar a country music e pintá-la com tons do irresistível pop. O resultado de tê-la como mentora e inspiração para os concorrentes foi positivo. A maior parte das performances recebeu boas ou moderadas críticas, como Lee DeWyze, Crystal Bowersox, Casey James e Siobhan Magnus. Mas esta última, apesar do quase bom momento, não teve tanta sorte.

A eliminação de Siobhan não tem a ver com o público, tampouco é válido culpar os jurados de alguma maneira, por mais estranho que pareça. Surpreendentemente, na performance desta semana, ela foi bastante elogiada. Fato é que a menina havia entrado em um caminho sem volta. Há semanas Siobhan não produzia o mesmo impacto das primeiras performances ainda nas eliminatórias e, nem de perto, repetia o feito da sua melhor apresentação, “Paint it Black”, na noite dos Rolling Stones.

Ao longo dos anos, o formato e a proposta vendida por American Idol vêm sufocando candidatos que têm algo além para oferecer à música conforme o caminho para a final se afunila. Com raras exceções, aqueles com camadas mais interessantes são eliminados cedo do programa. No caso de Siobhan, ela notadamente parecia incomodada ou não integrada a este emaranhado comercial que é a base de American Idol. Da mesma maneira, e talvez exatamente por isso, ela também parecia desleixada e se importando muito pouco com os conselhos do pessoal da bancada de jurados.

É complicado entender como, numa competição de música que busca o refrescante ou o inovador, cantores como Aaron Kelly e Michael Lynch mantenham-se intocáveis a cada semana, enquanto alguns bons músicos não avançam na competição. Mas não menos complicado de compreender é o cenário musical com o qual programas deste tipo trabalham no mundo real. É um mercado que, se necessário, limita a criatividade e a liberdade em benefício do lucro e do sucesso. Fazer parte do mainstream é um jogo para gente grande. Não há nada de errado nisso, mas há pessoas que precisam mostrar a arte por meio da qual afirmam sua existência com menos amarras. Siobhan Magnus era um destes casos.

Vivemos em um mundo em que convivem várias realidades e, às vezes, quando elas se confrontam, o entendimento e a aceitação ficam prejudicados. Não é fácil aceitar a saída de uma artista como esta, assim como também parece difícil aceitar que o formato do programa está desgastado. Não raras vezes Idol soa arrastado e conduzido de um modo despreocupado demais por Ryan Seacrest. Se foi para o bem de sua arte e do seu olhar na música, Siobhan ter se livrado deste universo ao qual ela não pertencia e que a limitava criativamente não foi algo ruim. O jogo e a brincadeira de American Idol não são para todo mundo. (Rafael Maia)

Eliminada:
American Idol - 1 of 6 Voted Off

Survivor – Heroes Versus Villains: Jumping Ship (20×11)
Data de exibição: 29/4/2010
MVP: Candice
LVP: Colby

Survivor - Heroes Versus Villains - Jumping Ship

E eu estava errado, ainda bem! Depois do primeiro episódio da Fusão, o jogo ainda continuou movimentado – e, melhor ainda, imprevisível. Com o final se aproximando, todos os sobreviventes começaram a pensar a melhor maneira possível de alcançá-lo. Isso foi ótimo, pois pudemos acompanhar diversas estratégias num momento do jogo que normalmente é bem parado. É claro, essa não é uma temporada comum de Survivor.

A prova de Recompensa foi interessante não pelo seu resultado (Colby, Danielle e Amanda venceram), mas pelo que aconteceu depois. Eles visitaram a casa do famoso escritor Robert Louis Stevenson, e lá estava a pista para o próximo Ídolo de Imunidade. Danielle encontrou-a, mas Amanda – sempre ela – viu e tentou ROUBÁ-LA. Pior que isso só Colby mesmo. Ele, ao invés de tentar convencer Danielle a dividir a pista com eles, deu razão à sua inimiga. Ou seja, ele assinou não só a sentença de morte para toda sua tribo, como a dele própria também… O resultado é óbvio: Russell – sempre ele – encontrou o Ídolo (e usou-o sem precisar no episódio). É por essas e outras que odeio os Heróis…

… Isto é, tirando Candice. Depois da prova de Imunidade (vencida por Jerri), ela dava todos os sinais de que iria se aliar aos Vilões. Ao contrário do que possa parecer, isso é benéfico para ela, já que ela não se torna um alvo da aliança majoritária, pelo menos por alguns dias. Quando só ela sobrar dos Heróis, pode formar uma outra aliança, e assim avançar no jogo. Ela é a única da sua equipe original que pensa estrategicamente.

Outra que se destacou neste episódio foi Sandra, que pensou em ficar com os Heróis. Vale lembrar que ela era a excluída na tribo dos Vilões. Seria uma boa estratégia, pois ela poderia sempre contar com Rupert, mas Candice estragou tudo para ela com seu “motim”. Com certeza os Vilões vão tentar tirá-la depois de sua frustrada debandada, mas espero que não, porque Sandra é uma excelente jogadora. Bom, Sandra é Sandra, e acho que ela conseguirá contornar a situação.

Agora, os Vilões estão mais super-poderosos do que nunca, com Sandra e Candice do lado deles. A eliminação de Amanda, no final de Jumping Ship, sepultou praticamente qualquer chance de um Herói chegar à final do reality. Digo praticamente porque, tratando-se de Survivor, tudo pode acontecer. A aliança vilanesca pode se desintegrar, uma mista pode surgir… Mas o que eu queria mesmo era a eliminação sumária de todos os Heróis restantes – quem mandou darem uma de bonzinhos inocentes? (Bruno Piola)

Eliminada:
Survivor - Heroes Versus Villains - Jumping Ship

Séries citadas:

Os textos assinados pela Redaçao TeleSéries são textos de autoria coletiva ou notícias escritas por um redator anônimo, mas sempre revisadas com a máxima precisão jornalística.

12 Comments

  1. Paulo Serpa Antunes

    Achei bacana o teu comentário sobre o American Idol, ainda que meio contraditório.

    Contraditório se considerarmos que esta é a edição do programa que mais está levando justamente em conta mais a individualidade dos candidatos do que sua potencialidade comercial. Ou seja, está se dando bem quem tem estilo próprio e não quem se encaixa em um (que o diga a Crystal, que eu achei que seria moída pelo programa e é franca favorita há umas oito semanas).

    O problema da Siobhan é que dentro deste novo cenário quem é mais velho, quem tem mais cultura, vai se dar melhor.

    E não adianta tentar ouvir os jurados. Quem ouviu (como a Katie e o Tim) se ferrou igual, porque não há tempo para alcançar o nível de uma Crystal ou de um Lee (que só precisava de experiência de palco, porque talento já tinha), ou de um Michael (que só precisa aprender a ouvir).

    O problema da Siobhan é o mesmo destas garotas que eu vejo na rua, vestidas como se fossem a uma convenção de cosplay: sim, elas tem atitude, mas o que elas querem comunicar? Qual a mensagem, qual a intenção?

    Então, diferente de você, não acho que o programa não era o veículo adequado para ela. Ela é que ainda não está pronta para o mercado.

  2. Regina Monteiro

    Acho que vou chover no molhado, mas vá lá.
    O Rafael usou uma palavra que diz tudo: jogo.

    Para mim American Idol é (ou tornou-se, pois so comecei a ver o Idol a partir da 5a. temporada) um jogo, onde o vencedor não é quem tem mais talento mas quem tem mais carisma. Na falta de um competidor com carisma suficiente para conquistar uma torcida alucinada, pode vencer também aquele que tiver algum apelo emocional que o torne palatável ao gosto conservador do americano médio.

    Certo estava Adam Lambert ao diferenciar a apresentação no palco da gravação no estúdio. No palco, a cada semana, o público espera algo novo, seja o candidato fazendo progresso, ou reafirmando a sua genialidade com versões contemporâneas ou inusitadas de músicas consagradas. O mesmo repetido à enésima potência cansa.

    O público não vê o programa para avaliar quem se apresentou melhor ou quem tem mais talento. O público vê o programa para ser conquistado.

    Por isso o agudo da Shioban perdeu. Por isso acho que a Crystal não leva o premio, embora seja visivelmente a mais talentosa de todos os competidores desta temporada.

  3. aristóteles

    Colby apenas fortificou a trajetória dele no jogo: SER UM MOSCA MORTA e aceitar tudo pacificamente. Porra,eram dois contra um Equino (Danielle)…

    Enfim, apenas Puta do Motim pra salvar essa tribo dos Heros, sinceramente…

  4. Thiago Sampaio

    Fe, nos seriados, usamos MVP ‘most valuable player’ para indicar os melhores de um episódio. Não tenho certeza quando aos realities, mas acho que aqui o LVP significa ‘least valuable player’, ou seja, o pior em cena.

  5. Daniel Coutinho/RJ

    Acho que na indicação do MVP e do LVP foi levada em consideração toda a temporada.
    Dos 6 ao se analisar a competição como um todo, talvez o MVP seja o Lee, disputando com a Crystal (mas o estilo do Lee me agrada mais).
    E dos 6 o mais fraco talvez seja o Aaron (“competindo com o Big Mike”)
    No entanto, acho que a proposta do MVP e do LVP seja analisar a noite em si. E nesse sentido, o Aaron foi o melhor da noite; algo que eu já até esperava, por achar que a levada country da voz dele combinaria com o tema Shania Twain.
    O segundo melhor foi o Casey seguido de perto do Lee. Logo depois viria o Big Mike.
    As piores foram a Crystal e a Siobhan. E ai, na hora da eliminacao ja estamos numa fase em que vale o historico. Na comparacao temos a Crystal que fez algumas grandes apresentacoes e eh a mais elogiada, contra a Siobhan, que a despeito de um bom comeco e de ter um estilo pitorescamente interessante, se perdeu completamente na competicao; ela comecou como algo diferente, so que comecou a repetir estrategias e maneirismos e acabou deixando de se diferente, tornando-se repetitiva dentro do seu nicho alternativo/excentrico.

  6. Flávia

    Essa foi a melhor definição que já li da Siobhan: garota vestida para convenção de cosplay! Sensacional!Fora que, apesar do visual moderno, acho que o jeito dela cantar beira a cafonice.
    Bem diferente da Crystal, que se parece saber exatamente quem ela é.

  7. Luciana

    @Bruno P:
    MVP Candice? Rly? ¬¬
    Foi mal, mas não mesmo. ;P

    Candice flipa de um lado pro outro desde que nos desagraciou com sua primeira presença em Cook Islands onde flertou seu caminho até o juri. Ela está sempre confusa e se encurralá-la em qq canto, já tá mudando de lado.

    MVP foi a Amanda. Joga bem demais, e não iria devolver aquela pista do HII nunca, mas infelizmente não tinha com quem jogar depois que JT saiu. (1) Rupert é um bosta metido a herói [eye roll] não consegue formar estratégia nem desenhando, Colby e um côco seco naquela praia são a mesma coisa e Candice se assusta com a própria sombra. Como jogar com pessoas assim?

    Parv vem mandando muito bem mesmo, só fico triste que não teve como ela jogar com a Amanda. Infelizmente o rumo do jogo não deixou, pq se fosse possível ela chegariam à final juntas novamente COM CERTEZA e seria muito mais agradável de ver os blindsides das meninas do que aguentar Russell mumbling por mais algumas semanas.

    Agora que ela foi eliminada, por mim os Heróis podem ser dragados pela area todos de uma vez. Poupar-nos-ia 4 semanas de jogo chato e Rupert mumbling [pior que o Russell, huahau].

    Parv ftw!

  8. Bruno Piola

    Luciana, nunca considero quem é eliminado um MVP, porque se fosse o melhor mesmo, não teria sido eliminado.
    A Candice já sabia que estava na desvantagem, mudar para o lado dos Vilões deu mais um tempo para ela. Ela pensou à frente dos outros, e isso eu considero uma boa jogada. Espero que ela pense também o que fará quando (e se) for a última dos Heróis no jogo.
    E LVP é Least Valuable Player mesmo. Eu introduzi esse conceito nas minhas reviews porque acho que se “premiamos” o melhor, tínhamos que fazer o mesmo com o pior.

  9. Luciana

    @ Bruno
    É, you’ve got a point, mas a Sandra flipou com o quinto voto. Se a Candice tivesse ficado na dela, estaria num grupo mais estável pra ela, sem HII no jogo e sem estar no bottom da aliança. Agora ela é a que traiu o grupo dela E tá no bottom dos vilões. Não me surpreenderá se ela sair essa semana. Prego no caixão.

  10. eric

    Não entendi o raciocinio da candice para mudar de lado na pior das hipoteses ela seria quinto lugar ficando com os herois,com os vilões ela fica em sexto e ainda perde os votos dos herois no juri,se ela acreditou no russell prometendo para ela f3 foi burrice pois ela ja viu o que ele fez com JT.

  11. Thais Afonso

    Sobre TAR,

    Meu Deus, se o casal QI ganhar, não sei nem o que pensar. E como a Caite pode realmente achar que ela está provando alguma coisa, além do fato de que ela é mais irritante que todo mundo imaginava e que a sorte às vezes conta mais? Esse final de temporada melhorou, mas continuo achando que foi uma temporada muito fraca, com um casting mais fraco ainda. Quase ninguém assumiu risco em ponto algum. Nem tentar comprar as passagens na Internet eles compravam. E realmente, muitas das provas foram fracas. As (várias) provas de contar eram facilitadas pelos vários aparatos que eles podiam usar, não só blocos. Não houveram muitas provas de inteligência. Enfim, espero que a próxima temporada seja melhor.

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