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Primeiras Impressões – Wilfred – Pilot

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A série que mostra o triângulo entre um cara, uma garota e um cachorro.

Quando a FX anunciou em junho de 2010 a intenção de filmar uma versão americana da comédia Wilfred, lembro de ter dúvidado do projeto, achei que não iria passar do plano das ideias. Mas eis que a série estreou, e além do grande estranhamento por parte de algumas pessoas, a história conquistou um público bem acima do esperado. A audiência foi uma recorde para episódios pilotos na categoria de comédia na FX, atraindo 2.6 milhões de telespectadores, um excelente resultado para uma série que mostra o triângulo entre um cara, uma garota e um cachorro.

Claro que a participação do ator de O Senhor dos Anéis pode ter atraído os menos informados, já que Elijah Wood é um jovem veterano no mundo do entretenimento. Já aqueles que conheciam as peripécias do cachorrinho Wilfred da versão australiana, com certeza foram atraídos pelo talentoso e  ácido Jason Gann. Mas se a vontade de assistir partiu identificação com  as comédias para lá de politicamente incorretas do  roteirista David Zuckerman (Uma Família da Pesada, O Rei do Pedaço, Um Maluco no Pedaço), não  saiu decepcionado. O seriado juntou a força de Elijah, a insanidade de Janson e o humor negro de David, e o resultado não poderia ser outro. Wilfred é estranhamento bom e engraçado.

Agora, passa a estranheza inicial, eu até consigo dar algumas risadas quando lembro do quando ‘nonsense’ a série é. Mas aí é que está a premissa da história, ao menos do episódio piloto, quando a vida deixa de ter sentido, nós temos que nos ater aos pequenos prazeres loucos com o fim de manter a sanidade.

Assim começa Wilfred, mostrando a desilusão de Ryan em relação aos seus objetivos e sua carreira, querendo se matar a qualquer custo, e falhando cada vez. Até que a vizinha Jenna resolve deixar seu adorável cão aos cuidados do novo amigo e vizinho Ryan. O cachorro é um homem forte e barbudo com um humor bem particular e um confuso sotaque australiano. A casa de loucos poderia ser justificada pelo excesso de remédio que o jovem advogado Ryan tinha tomado ao tentar se matar. Seguro de que está alucinando, ele interage com o cão, espero pelo efeito das drogas passar. Mas não passa, e Wilfred se torna um estranho amigo e conselheiro.

A psicologia poderia chamar até ter um diagnóstico para essa situação, mas o que alguns podem chamar de esquizofrenia, eu chamo de comédia pura.

Já que os personagens foram apresentados, a vida do Ryan virou de pernas para o ar, e a irmã louca do desiludido advogado deu sinais de que será o grande ‘pé-no-saco’ da história, podemos imaginar o que estar por vir. Muita, muita increnca.

Mas até agora não consigo me decidir sobre o futuro da série. Não vejo muito onde uma história com poucos personagens podem ir. Sei que as diversas situações que o trio pode proporcionar são para lá de cômicas, mas será que aguenta mais do que uma temporada? Bom, muito cedo para saber.

O destaque do piloto com certeza vai para Jason Gann e sua persona canina. Nada mais fora do comum do que um perdigueiro drogado e louco por mulheres, o que não deve diferir do esteriótipo de alguns homens.

Séries citadas:

30 anos, é formada em jornalismo pela Unesp e em Letras Inglês e Literaturas pela UFRN. No "TeleSéries", já foi colaboradora e editora de Notícias, agora é Editora de Conteúdo e escreve a coluna mensal "Sintonia". Já passou pelo Vírgula e pela Rede BomDia, do DIário de S. Paulo. No tempo livre, vê Bones, Hot in Cleveland, It's Always Sunny in Philadelphia, entre muitas outras séries. Fã do Clark Kent e música country.

Website: http://naliteral.blogspot.com.br/

2 Comments

  1. Jorge Melges

    Sempre assisti aqui na Australia na SBS, entao o sotaque nao me eh estranho, gostei do piloto e principalmente do Elijah Wood. Me empolguei para assistir…

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