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Primeiras Impressões – The Playboy Club

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Assisti a The Playboy Club, série que estrou no último domingo na NBC, esperando pelo pior. Por um piloto daqueles que você sequer consegue chegar até o final de tão ruim. Resolvi assistir porque atores que eu gosto participarão da série. E no elenco principal temos David Krumholtz (Numb3rs) e Sean Maher (Make It or Break It), além do Eddie Cibrian (Third Watch, CSI:Miami), que, apesar de não ser o melhor ator do mundo, faz bem aos olhos. Por isso fiquei surpresa de não ser tudo tão horroroso quanto eu esperava.

Em 1960, Hugh Hefner, o criador da Revista Playboy, inaugurou um clube privado onde os seus freqüentadores – homens ricos e importantes – iam para se divertir e ser servidos por belas mulheres vestidas de coelhinhas. A ideia da série é justamente retratar esse ambiente.

Apesar de achar os diálogos pobres, tenho que reconhecer que pelo menos passa pela cabeça dos roteiristas tratar de assuntos um pouco mais sérios e não ficar focado apenas nas Coelhinhas servindo bebidas.

A trama principal foi bem forçada. Maureen (Amber Heard, Hidden Palms), na sua primeira semana como coelhinha, é atacada por um dos clientes (as coelhinhas não eram prostitutas como muitas pessoas pensavam). Nick Dalton (Eddie Cibrian) vai salvar a moça e no meio da briga ela acaba matando o cliente com o salto do sapato (sem querer). Só que obviamente não era qualquer cliente. O cara era “só” um mafioso. Nick ajuda Maureen a se desfazer do corpo porque sabe que ninguém acreditaria que não foi intencional – principalmente porque ele teria interesse em ver o cara morto –  e isso vira o grande segredo dos dois.

A parte que chamou minha atenção foi a trama envolvendo Alice e seu “marido”, interpretado por Sean Maher. No início ela é apresentada apenas como mais uma das coelhinhas. Ela não mora na Mansão Playboy porque é casada. E diz que está ali apenas para ajudar o marido e que consegue convencê-lo a continuar com o emprego por conta da grande quantia de dinheiro que ela ganha. O interessante dessa trama é que Alice e Sean podem até ser casados de fato – isso não fica claro – mas é apenas de fachada. O dinheiro que ela ganha usa para apoiar a causa dos homossexuais.

The Mattachine Society foi um grupo fundado no final da década de 1940 nos EUA e tinha como “bandeira” a causa dos homossexuais. Cabe lembrar que ser homossexual foi considerado crime por muitos anos e em algumas partes dos EUA ainda é.

Outro ponto a destacar também é a função das mulheres dentro da sociedade. Toda a narração em off feita no episódio – como se fosse o próprio Hefner contando a história – não é à toa. Deixando de lado quaisquer problemas sobre a exploração da imagem da mulher como símbolo sexual, era realmente um “avanço” mulheres que conseguiam manter sua independência financeira. Apostaria que foi proposital que a atração musical no piloto fosse Ike e Tina. Já que sabemos o quanto que Tina Turner sofreu na mão do marido até conseguir sua “liberdade”.

O trabalho como coelhinha era para muitas meninas uma maneira de pagar seus estudos e conseguir uma opção de vida que não fosse o matrimônio.  É preciso um olhar distanciado, lembrar que estamos falando de uma época bem diferente da que vivemos agora.

Confesso que a série me despertou uma curiosidade sobre a trama secundária mas há um grande risco de ficar só na curiosidade. A audiência do piloto foi muito baixa e segundo a crítica especializada a série corre o risco de sair do ar em poucas semanas.

P.S.: Nunca haverá uma Tina Turner como a Angela Bassett.

Séries citadas:

Pós-graduada em História Contemporânea, pretende fazer mestrado usando séries como fonte. Seriados fazem parte da sua vida desde sempre. Magnum, Casal 20, Macgyver, Super Vicky são alguns deles. Assiste aproximadamente 40 séries (incluindo algumas já canceladas). Está aprendendo a abandonar séries mas sempre acaba colocando outras no lugar.

7 Comments

  1. Vanessa Silva

    Na verdade, o ocorrido foi em sua 1ª semana de trabalho e não no 1º dia. Eu gostei do piloto, vou ver mais uns 2 ou 3 episódios pra ver se acompanho ou não. Ótima Review!!!

  2. Lara Lima

    Baixei o episódio. Cadê a coragem pra assistir? Tem cara de bomba isso.

  3. Maria Regina

    Fui ver tendo lido críticas negativas e não achei tão ruim. Mas não é uma série boa e não acredito que tenha folego para uma temporada completa.

  4. Fernando dos Santos

    The Playboy Club tem aquele tipo de enredo que seria ideal para render uma ótima série em canais a cabo tipo HBO,AMC,Showtime.
    Não é o tipo de enredo que possa ser bem explorado em uma grande rede aberta já que esse é um ambiente de maior restrição criativa.
    Ainda não assisti ao piloto mas pessoas que assistiram comentaram que a série parece procurar seguir as pegadas de Mad Men com algumas pitadas de Boardwalk Empire, ambas séries típicas de canal a cabo.
    Infelizmente porém, os comentários dizem que Playboy Club fracassa nessa iniciativa ambiciosa de ser uma série com padrão de HBO e AMC em plena tevê aberta.

  5. Tati Leite

    Isso é uma verdade. Eu tenho certeza por exemplo que justo as partes mais interessantes serão deixadas de lado numa tentativa da série não ser cancelada. 

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