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As primeiras impressões de ‘The Astronaut Wives Club’

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Desde a estreia de Mad Men em 2007, com grande sucesso de público e crítica, começaram a surgir tentativas de outras emissoras americanas de retratarem os anos 60 tão bem quanto a série da AMC. Foi assim com The Playboy Club da NBC, e Pan Am da ABC, ambas canceladas em suas primeiras temporadas. E agora temos mais uma tentativa, com a estreante The Astronaut Wives Club, que estreou no último dia 18 nos EUA.

Criada por Stephanie Savage (Gossip Girl), a série é baseada no livro homônimo da autora Lily Koppel, que conta a história das esposas do primeiro grupo de astronautas americano, de como a vida delas mudou depois depois que seus maridos entraram para o programa espacial e como cada uma lidou com a sua nova vida.

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Na série, cada esposa apresenta um perfil diferente com personalidades e objetivos distintos. Louise (Dominique McElligott) é a mais dedicada e centrada do grupo, que visa unicamente o sucesso de seu marido; Betty (Joanna Garcia Swisher) é a típica esposa interiorana, pacata e simplória mas que sabe mostrar suas garras quando necessário; Rene (Yvonne Strahovsky) é a mais autêntica e extrovertida, não dando muita importância para as regras (vide a cena em que as esposas vão posar para sua primeira foto juntas e ela é a única a usar um vestido mais chamativo e provocante); Trudy (Odette Annable) é a feminista do grupo, que não se divorciou do seu marido apenas para não atrapalhar sua carreira de astronauta (aliás, a personagem pode ter um desenvolvimento interessante, já que ela tem aspirações para ser astronauta também); Marge (Erin Cummings) é a mais velha das esposas e, apesar de aparentar ser durona e sarcática, esconde um lado inseguro e receoso; Annie (Azure Parsons) é a mais introvertida devido à sua gagueira mas não por isso menos simpática; e Jo (Zoe Boyle) é a clássica “comentarista”, que smepre tem algo a dizer sobre o que acontece mas não diz muito sobre sua própria vida.

A série tem dois méritos que ficaram bem evidenciados no episódio de estréia: o primeiro é a sensibilidade com que a história é contada, que faz um diferencial enorme como a série foca na vida pessoal desse grupo de mulheres; seus medos, sonhos, problemas e tudo o mais, com isso o toque humano para retratar essas vidas é essencial. O segundo mérito é Dominique McElligott, que interpreta Louise Shepard. A atriz irlandesa demonstrou enorme competência e talento e tem tudo para ser o destaque da série.

DOMINIQUE MCELLIGOTT

The Astronaut Wives Club apresenta de primeira um roteiro sólido, boas atuações e ambientação digna dos anos 60 e dos bastidores da corrida espacial, mas corre um risco significativo de cancelamento devido ao fator ABC. Sim, o fato da série ser do canal é uma desvantagem enorme, pois quem conhece a ABC sabe o quanto o estilo canastrão e clichê das produções do canal fazem com que a qualidade das suas séries seja extremamente duvidosa, e o índice de cancelamento das mesmas seja extremamente alto.

Só resta torcer que The Astronaut Wives Club não tenha o mesmo destino.

Séries citadas:

Estudante de Produção Multimídia, cinéfilo de coração e futuro roteirista. Obcecado pelo Reino Unido e tudo que sai daquela ilha mágica, principalmente as séries, em especial Doctor Who, Sherlock e Downton Abbey. Também é apaixonado por animação, e sonha em ser roteirista de uma série animada.

2 Comments

  1. Ramelo

    Pega o filme “Os Eleitos – Onde o futuro começa” (1985), na qual fala sobre o mesmo tema, a história dos primeiros astronautas americanos. Esta série é mas voltada para o publico feminino então ficou meio pasteurizado , sei lá. Vc vai no google e pesquisa a foto das mulheres e vc verifica que são pessoas comuns. Ai vc começa ver a série e olha que elas tem todas caras de modelos internacionais. Não era bem assim. Também vou acompanhar até o fim pra ver no que vai dar. São 10 episódios da primeira temporada…se é que ela irá conseguir terminar….

  2. Lucas Victor

    Me desculpe mas o fato da série ser aparentemente mais voltada para o público feminino é a última coisa que pode deixá-la “pasteurizada”, isso é incompetência dos roteiristas, não a série ser ou não para o público feminino. E também não vejo problema em contratarem atrizes bonitas para interpretar as esposas. Me fale quantas biografias tem atores realmente parecidos com as pessoas reais retratadas? Muito poucas se não estou enganado.

  3. Evellin

    Eu sou apaixonada pela narração de The Astronauta Wives Club, apesar de haver somente uma única temporada; como dissera sra. Shepard quando perguntaram-na de suas emoções ao embarcar na aventura histórica, “não sabemos como nosso caminho será ou qual vai ser o preço da jornada, importa-nos que não estamos viajando sozinhos”; portanto, se houver mais alguma outra série que possa cativar-nos igualmente como The Astronaut Wives Club, Call the Midwife ou Pan Am, por favor, indica-nos. obrigada pela atenção

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