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Primeiras Impressões – Scorpion

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O novo drama da CBS, Scorpion tenta, de um jeito surreal, apresentar quatro super gênios nerds que são capazes de resolver problemas dos mais impossíveis que se possa imaginar. Cada um possui uma característica marcante que, quando combinadas, formam uma ”equipe imbatível”. Logo de cara, a série introduz aos seus personagens principais em um ritmo frenético constante, e, é dessa maneira, que o episódio piloto é conduzido por todo os seus quarenta minutos.

Logo à primeira vista, não há como deixar de lado a comparação com The Big Bang Theory. É claro que as visões são totalmente distintas; porém, mesmo assim, devido aos personagens bem estereotipados, a comparação surge por um instante. Os protagonistas entregam uma boa atuação, exceto pela personagem de Katharine McPhee. Esta parece ter uma atuação um tanto quanto forçada, nada natural, e destoa um pouco dos demais. Além disso, sua aparição se deve, basicamente, pela presença de seu filho, que estabelece uma conexão rápida com o personagem principal de Elyes Gabel; que, por sua vez, está confortável no papel e é o destaque – os melhores momentos da trama são voltados para ele.

O roteiro corrido interfere, principalmente, nos diálogos destes personagens. Eles são curtos e poucos desenvolvidos e não trazem nada de muito criativo. Algo até compreensível, haja vista a série ter como prioridade a situação de resolução do problema apresentado e a ação ser frenética por todo o tempo, quase que não há brechas para respirar. Estas situações são bem forçadas, para não dizer surreais e, praticamente difíceis de ocorrer. Não é uma falha, é a maneira como Scorpion é proposta, e isso vai de acordo com a preferência de quem assiste. Sim, todos sabem que ao final tudo vai dar certo e que os quatro salvarão o dia. Mas, é mais importante notar como a história é conduzida até este final. A premiere entrega uma estreia irregular, existem seus altos e baixos em um plot com acontecimentos difíceis de engolir.

Quem gostar de uma série com menos drama e um enredo voltado para ação e pura adrenalina – ao melhor estilo “desligue o seu cérebro e assista” (mesmo que eu não concorde com essa frase) – curtirá e não terá muitas queixas. Porém, para os outros, em determinados momentos, Scorpion ficará maçante e irritará. Agora, resta saber se com mais dois ou três episódios a série crescerá de produção ou continuará nesse ritmo, que, provavelmente, culminará no cancelamento.

Scorpion estreou no dia 22 de setembro nos Estados Unidos. Ainda não há informações sobre a estreia da série aqui no Brasil.

Séries citadas:

1 Comment

  1. Carlos Roberto

    Valeu ao Sr. Felipe Watanabe ter aberto este espaço de comentário sobre a série Scorpion! Obrigado, mesmo!
    Percebo a personagem vivida por Katharine McPhee dando o contrabalanço necessário a trama.
    Ela quebra a racionalidade muito objetiva dos quatro nerds.
    Ela dá vida, toques de humanidade necessários a série!
    Com sua emoção mais centrada, rapidamente contextualiza o necessário ao melhor proceder em face da emergência, da grande emergência, provocando, facilitando o necessário equilíbrio do sentimento em face da brilhante razão que se perdia pelo medo profundo de não saber o que fazer, em meio a tanto saber.
    Ela traz o saber prático, e traz também o gosto e a beleza de se ser mais humano à trama.
    Sem ela teríamos todos os principais personagens apontando numa mesma direção, com pouco espaço para o humor real, para a vida real.
    Ela dá tons da realidade do mundo mais comum a todos nós.
    Ela dá beleza as cenas com suas intervenções. Não tem aridez nas ausências dela em cena, mas tem humanidade, cores vivas quando ela atua!
    Nunca torci tanto por um romance, ainda no primeiro capítulo, como agora nesta série, com relação aos personagens Walter O’Brien (Elyes Gabel) e Paige Dineen (Katharine McPhee).
    A emoção crescente exposta nos contatos entre ambos na sequência dos 41 minutos, já valeu o primeiro episódio!
    Muito bons também todos os momentos de emoção vividos com relação ao filho dela! A comunicação que se estabelece num crescente, envolve o coração da gente! O mundo antes isolado, abre espaço para a interação!
    Entendo que escolheram atores que estão naturais em seus papeis.
    Gostei muito do primeiro episódio. Assisti 2 vezes.
    Entendo que a proposta é que os 5 ou 6 (mãe e/ou filho aí inclusos) salvem o dia, a cada dia!
    Sem eles dois, a série certamente não teria o charme que tem!

    A série tem muito mais para agradar! Já está agradando bastante!

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