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Primeiras Impressões – Rosemary`s Baby

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Adaptando o romance de Iran Levin transformado em filme por Roman Polanski na década de 60, a NBC nos trouxe, no último dia 11 de maio, Rosemary`s Baby. Uma minissérie que embora seja muito comentada como terror, é muito mais um suspense do que qualquer outra coisa. Não que isso seja um fator negativo, é exatamente no suspense que a série mais acerta em seu piloto.

A série é estrelada por Zoe Saldana (Star Trek e Avatar) e Patrick J. Adams (Suits e Pretty Little Liars), eles interpretam, respectivamente, Rosemary e Guy Woodhouse, um casal recém chegado a Paris com muitos sonhos –  assim como poréns – em suas vidas. Ela ainda luta para esquecer o trauma da perda de seu filho ainda em gestação, enquanto seu marido tenta superar o bloqueio mental e a pressão de sustentar a família finalizando seu livro.

Logo na chegada a Paris, somos apresentados ao rejuvenescido e misterioso casal Castevet. Roman, interpretado por Jason Isaacs (o Lúcio Malfoy da Saga Harry Potter) e Margaux, interpretada pela atriz francesa Carole Bouquet (Sex and the City), aproximam-se do casal recém-chegado de uma maneira não menos do que peculiar. Cedendo roupas, jóias, conselhos e o tão famoso apartamento (que dessa vez fica em um condomínio de luxo e não em um edifício enorme como no filme).

Aos poucos Guy se rende aos conselhos de Roman, e segue cada um dos ensinamentos do seu agora benfeitor. Sobe rapidamente de posto em seu trabalho e a antes empacada escrita de seu livro flui como nunca antes. A vida deles melhora e Guy realmente parece acreditar que tudo aquilo é natural, embora sinais estranhos aparecessem a todo o instante à sua volta.

Rosemary é mais sensível, desconfiada e curiosa. Quando suas visões e pesadelos começam a atormentá-la, não demora a agir e procurar pelo passado de seus mais novos amigos íntimos e do local onde vive. Mortes, casos de polícia e mistérios. Nenhuma das respostas que ela encontra parecem dar algum tipo de segurança que ela buscava, chegou a lembrar-me o filme Paranóia. Mas ao mesmo tempo, não havia porque pensar que aquele casal tão generoso e solidário tivesse algum tipo de segundas intenções.

Talvez o principal motivo de eu ter gostado desse primeiro episódio foi ele ter se assumido pelo que é: uma adaptação. Ele não esconde o lado macabro do casal Castevet e mostra algo somente no fim, tentando surpreender. Ele mostra os rituais, as referências ao demônio desde o princípio e isso é um mérito, pois torna a história muito mais interessante desde o início.

Os easter eggs estão lá para quem gosta, é gato preto pra cá, closet atrás de armário pra lá. Com direção de Agnieszka Holland (O Jardim Secreto e Filhos da Guerra) e roteiro escrito por James Wong (American Horror Story) e Scoot Abbott (A Rainha dos Condenados), a série pareceu mais uma grande homenagem à obra prima de Polanski dos anos 60 do que uma reinvenção da obra original.

Séries citadas:

Estudante de jornalismo que se identifica no humor de House, é fascinado pelo universo de Westeros e pragmático ao estilo Francis Underwood. Noivo da melhor mulher desse mundo que por sorte também adora debater sobre séries.

1 Comment

  1. biancavani

    J., eu achei bem comum. Rosemary, perto da Nena (ou algo assim; a que se suicida no começo) é bem lerda para perceber a trama diabólica (literalmente). Mas valeu como entretenimento. (Não vou dizer mais nada, porque já assistiu ao epi. final.)

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