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Primeiras Impressões – Gracepoint

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Para quem está caindo de paraquedas aqui nesse texto, Gracepoint é um remake da série britânica Broadchurch, que foi ao ar em 2013 na ITV e já garantiu uma 2ª temporada. A trama se passa numa cidadezinha praieira, que vê a calma ir embora quando um pré-adolescente é encontrado morto. Todos os personagens são suspeitos. O primeiro episódio de Gracepoint foi 99.9% igual ao original. Os produtores da versão americana, no entanto, garantiram, antes mesmo da série ir ao ar, que o final da temporada será diferente.

David Tennant, conhecido por muitos como o 10º Doctor (Doctor Who), repete o papel que interpretou na versão inglesa, e assim temos mais um britânico colocando a prova o sotaque americano que aprendeu no curso no teatro. Achei que Tennant se saiu bem. Seu personagem na versão americana tem a aparência ainda mais acabada e sofrida. Os motivos para isso serão mostrados nos próximos episódios. Para sua parceira a escolhida foi Anna Gunn, de Breaking Bad. Não assistia a série, minha referência sobre ela é toda de amigos que não cansam de dizer o quanto ela é maravilhosa. O fato é que, pelo menos no piloto, ela foi muito bem em interpretar a detetive que precisa investigar seu primeiro assassinato após a frustração de ter perdido a sua promoção, mais o fato da vítima ser alguém próximo a ela (e isso nem é spoiler, é uma cidade pequena, é claro que ela conhece a vítima).

Um problema que senti foi na escolha no elenco, a trama de Broadchurch, além de bem escrita, tinha atores que seguravam muito bem a trama, onde é importantíssimo que a audiência desconfie de tudo e de todos. Em Gracepoint isso não acontece. Parte do elenco é bem fraco, e não sei se conseguirão segurar o que a trama tem a desenvolver. Quando eu assisto um remake, vou de peito aberto tentando evitar comparações, mas além de Broadchurch estar bem recente na minha memória, Gracepoint ter sido tão igual ao original tornou praticamente impossível não notar a dificuldade de certos atores, a jornalista interpretada por Jessica Lucas, tem importância na trama e eu não senti a menor segurança na sua atuação, e ela é só um dos exemplos.

Caso Gracepoint siga os passos da série original preparassem pata bastante sofrimento. A trama é densa e o passado dos personagens com o tempo vão mostrando que há muita coisa escondida e o assassino(a) não é o único mistério a ser revelado.

Ainda não há informações sobre a exibição de Gracepoint no Brasil. Nos EUA a série vai ao ar nas quintas-feiras.

Séries citadas:

Pós-graduada em História Contemporânea, pretende fazer mestrado usando séries como fonte. Seriados fazem parte da sua vida desde sempre. Magnum, Casal 20, Macgyver, Super Vicky são alguns deles. Assiste aproximadamente 40 séries (incluindo algumas já canceladas). Está aprendendo a abandonar séries mas sempre acaba colocando outras no lugar.

4 Comments

  1. crika

    Vi a série britânica é ótima e o fim deixa voce perplexo com a identidade do assassino.

  2. biancavani

    Eu gostei, mas como assisti à original, já sei quem é o assassino e daí, sem o o fator suspense, não é a mesma coisa. Contudo, a série está impecável e achei o “mó” legal que David Tennant esteja repetindo o papel.

  3. Tati Leite

    Bianca, segundo os produtores a escolha do “quem matou” será outra.

  4. biancavani

    Ah, enão estava sabendo disso! Vai ser legal tentar descobrir o assassino…

    Do ponto de vista da história, porém, essa mudança não é tão boa, porque na original mostrava como uma certa personagem (que não vou nomear por causa daquela coisa feia chamada spoiler) era uma Poliana distraída (tomo emprestado este termo do jornalista Reinaldo Azevedo).

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