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Primeiras Impressões – Gotham

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E quem precisa de Batman?

Foram meses e mais meses de espera e ansiedade pela premiere de Gotham. A expectativa era enorme, não apenas dos fãs, mas de todos que gostam da tão conhecida história do super-herói. E tudo que gira a respeito do assunto sempre deixará o público com um pé atrás, especialmente depois dos filmes – que foram tão bem recebidos -, e, ainda mais, quando saem informações de que uma visão totalmente diferente será mostrada. Inúmeras perguntas eram feitas ao longo desse período. Como os produtores recriariam um novo universo para o homem morcego? Série do Batman sem o Batman? E, após essa estreia, algumas foram esclarecidas; apesar disso, houve detalhes que incomodaram e foram mal trabalhados. Claro que foi apenas um começo e que ainda há a necessidade de mais episódios para situar um universo com tantos personagens, porém o piloto não deixou de ter seus altos e baixos.

Ao longo do episódio, fica um sentimento misto de pontos positivos e negativos e deixa a impressão de que os criadores deram atenção a certos pontos e outros deixaram de lado. As atuações, no geral, foram satisfatórias. Ben McKenzie, na pele de Jim Gordon, convence e se mostra seguro na condução do personagem principal. Da mesma maneira que Robin Taylor como o Pinguim, que logo em sua primeira aparição já traz todo o lado característico e consegue estabelecer uma conexão com o público. Já a atriz que interpreta Fish Mooney, Jada Smith, soa por diversas vezes forçada na atuação. A quantidade enorme de personagens pode atrapalhar um pouco o andamento, haja vista o tempo que terá que ser destinado a cada um e a maneira que as histórias irão se conflitar. Mesmo assim, foi plausível o jeito que conseguiram inserir (ou ao menos dar um ”oi”) Charada (Cory Smith), Falcone (John Doman), Poison Ivy (Clare Foley) e Selina (Camren Bicondova). Esta última, ao que tudo indica, terá uma relação interessante com Bruce (David Mazouz).

O ator que vive o pequeno Bruce Wayne, infelizmente, foi pouco utilizado nesses quase cinquenta minutos. Sempre que este aparecia em cena havia uma tentativa de estabelecer uma ligação do mesmo com o público – através dos diálogos entre o garoto e Gordon, como, por exemplo,  “I promise you, however dark and scary the world might be right now…there will be light. There will be light, Bruce.” – de que sim, é uma série sobre o Batman (mesmo que por uma outra visão) e que o pequeno milionário ainda crescerá e se desenvolverá na trama.

E um ponto que não foi bem trabalhado foi a clássica dupla de detetives que se está acostumado a ver em diversos filmes e séries. McKenzie é o policial bonzinho, enquanto Donal Logue (Hervey Bullock) é o policial malvado. Talvez, este fato tenha surgido para ressaltar as características de Gordon em prol do que é correto – bem observado na cena que o mesmo não consegue matar um dos vilões.

Além disso, a grande parte dos diálogos também não são dos mais desenvolvidos e incomodam por alguns momentos, talvez por ser uma série com mais ação, alguns não liguem tanto para tal fator, todavia é essencial para o aprofundamento dos dramas inseridos. O mesmo ocorre com a possível diferença de idade entre os personagens, se é uma série a respeito das origens dos personagens, esse fator tem total relação e influência com os eventos que acontecem no futuro.

Ao que tudo indica teremos uma história centrada em Gordon e na grande gama de vilões e suas atrocidades por Gotham City. Ainda que sejam muitos, como mencionado, estes, se bem aproveitados e trabalhados, podem render bons plots por vários episódios. Verdade que em alguns momentos parece que a série se utiliza destes para criar um seriado dramático e com toques policiais, já feitos anteriormente. Quem queria ver o personagem que dá origem a série terá que esperar mais um tempo para observar como encaixarão o garoto. A notar que Gotham encontrará algumas dificuldades para com os fãs mais assíduos de Batman – há divergências citadas que incomodam e serão difíceis para convencê-los. Mas, mesmo assim, o produtor Bruno Heller (The Mentalist) tem totais capacidades para mostrar as origens de Batman por uma perspectiva diferente das já produzidas e, logo em sua premiere, já se mostrou ter uma ambição para tal feito.

* * *

Gotham estreou no dia 22 de setembro nos EUA, no canal Fox. No Brasil, a série estreia no dia 29 de setembro, às 22h30, na Warner Channel.

Séries citadas:

12 Comments

  1. Natielle Castex

    O piloto de Gotham foi bem diferente do de The Flash e o de Arrow, o que já era de se esperar. Talvez por isso eu tenha curtido mais o de Gotham. Se a série ter fôlego para uma renovação, eu sinceramente não vou sentir falta do Batman, pelo menos no início. Porque eles introduzem a origem de uma porção de vilões, o que dá uma base pra desenvolver de uma forma coerente um por um. O importante é que a DC está incluindo mais e mais seus personagens na TV e, por mais que os filmes (principalmente os do Nolan) ainda estejam bem presentes, acho que Gotham vai ter uma boa condução, assim como Arrow. Espero que The Flash também.
    Ótimo texto, Felipe.

  2. Gabriela Pagano

    Também estava mega ansiosa por essa série! Mas, diferentemente da maioria das pessoas, não sou uma fã louca das histórias em quadrinhos. “Batman Eternamente” (pode me julgar! haha) foi o filme que eu e meus irmãos mais gostávamos de ver juntos quando éramos crianças e essa ansiedade toda tinha um lado bastante emocional / afetivo. Vendo o piloto, tive a mesma impressão que você: será apenas mais uma série policial? Num primeiro momento, dava indícios de que sim. Por outro lado, a atmosfera criada na série me lembrou bastante os filmes do Batman e, por isso, a gente não esquece do que ela se trata em momento algum. Mas realmente esperava mais. Em alguns momentos, fiquei até entediada… mesmo assim, também não desisti da série. Como você bem disse, se o roteiro for bem trabalhado, alguns aspectos têm bastante potencial! Mas, como o seriado não provou a que veio, hesitei e (ainda) não indiquei pra minha irmã, não… :-P By the way, adorei o texto! Você foi muito preciso nas suas opiniões =]

  3. Felipe Watanabe

    Valeu, Natielle. Pelo jeito nesse início o foco vai ficar mesmo Gordon com os vilões, e como são tantos, provavelmente vamos ”perder” bons episódios neles. Arrow cresceu muito ao decorrer dos episódios, acredito que Gotham também vai. E, como você mesma disse, muita gente não vai sentir falta do Batman. Por isso alguns fatores como a idade, por exemplo, a princípio não irá afetar tanto. Aposto bastante minhas fichas na série.

  4. Felipe Watanabe

    Oi, Gabriela. Quanto tempo, saudades de conversar com você hahaha isso mesmo não desista da série. Ainda acredito que ela vá crescer muito, só não ficarmos todos episódios com isso de Batman na cabeça. Porque senão ai não vai funcionar mesmo. A atmosfera realmente foi bem estilo dos filmes. Eu gostei bastante da fotografia dela, foi um ponto bem positivo. Agora é esperar pra ver como vão desenrolar essa história toda ai. Valeu pelo comentário o/

  5. Calane Tavares

    Parabéns brow! Virei mais vezes aqui pra ler teu tom mais crítico e pontual

  6. Arthur Barbosa

    Eu não curto super heróis e já digo que estou assistindo a série por causa do ator Ben Mackenzie. O piloto foi bom, mas poderia ter sido melhor já que todos criaram uma expectativa tão grande em relação a série que pra mim faltou um TCHAM! (não sei como escreveu tal palavra, então imagina eu falando hahaha) Como eu não acompanho e nunca acompanhei nenhuma série policial, tudo está sendo novidade para a minha pessoa e até agora estou gostando, rs. O Gordon é muito bonzinho! Adorei seu texto! =)

  7. Felipe Watanabe

    Valeu, Arthur. Muita gente que não gosta de super heróis começou a ver pelo ator principal mesmo, eu nunca fui muito fã dele em O.C., mas nessa série parece que ele vai mandar muito. E ficou faltando mesmo esse tcham hahaha mas ainda acredito que vá subir de produção

  8. Felipe Watanabe

    Acho que o pessoal já aprendeu como conduzir séries pro caminho certo depois do que aconteceu com Smallville hahaha Vai ser difícil acontecer isso com Gotham.

  9. Paulo Serpa Antunes

    Sabe o que eu não gostei de Gotham? Da cena em que o detetive lá pega o telefone celular. Porque não fazer uma série de época? Pra que atualizar? Foi a mesma coisa que me fez desgostar do piloto de Bates Motel. Seria tão mais legal ambientar Gotham nos anos 40!

  10. Felipe Watanabe

    Mas bates motel se aproveitou bem, Principalmente pra contrastar o motel, a casa deles e o jeito de se vestir com o restante da cidade. Agora tem que ver como Gotham vai se utilizar disso, mas a mim não me incomodou.

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