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Primeiras Impressões – Free Agents

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Free Agents é uma das novas apostas da NBC para essa fall season. O sitcom é uma criação de Chris Niel e John Enbom, e é ‘remake’ da produção britânica de mesmo nome. O plot da série é o envolvimento sexual entre dois relações públicas que trabalham juntos, e usam o “relacionamento” para escapar de seus problemas pessoais.

Hank Azaria dá vida a Alex, o recém-divorciado que “está uma bagunça”: ele mora no escritório, tem um poder de sedução que beira o ridículo e chora ao ouvir qualquer coisa que o lembre dos filhos. Gostei do personagem, achei ele engraçado na medida certa. Mas, nos próximos episódios, vai ser necessário que o “lado inseguro” dele seja deixado um pouco de lado.

Kathryn Hahn, sua co-protagonista, interpreta Helen, que tenta superar a morte do noivo. Ela busca demonstrar que está feliz, mas usa e abusa das bebidas – e dos relacionamentos sexuais – para tentar fugir do santuário que montou para o ex. Também gostei da personagem. As cenas dela dando lição de moral em Alex, no mercado e da tentativa de tirar a foto do noivo da parede – ao som de Fernando, do ABBA -, foram bem engraçadas.

O restante dos personagens é estereotipado demais. Emma (Natasha Leggero) é a assistente executiva grosseira e de uma só expressão. Dan (Mo Mandel) é uma tentativa fracassada de criar um “garanhão” que precisa de companheiros para conseguir arrumar mulheres. E Greg (Al Madrigal) tenta se encaixa no estilo ‘nerd’ infeliz com a própria vida, que tenta entender de tudo, sem entender realmente de nada.

Antony Head volta a interpretar o chefe Stephen. O personagem é engraçado, mas não fez muita diferença no piloto. Contudo, tem potencial para crescer. E, por fim, temos Joe Lo Truglio, como o guarda Walter. Quanto ao personagem, posso apenas afirmar que tenho certeza que ele será o maior responsável pelas cenas de “vergonha alheia” de Free Agents.

O episódio piloto, além de apresentar os personagens e suas histórias, ainda que brevemente, também serviu para termos certeza de que Alex e Helen tentarão permanecer longe um do outro, mas falharão na empreitada. E o que vai tornar essa história já batida engraçada é a falta de química – e de jeito – entre os dois.

A audiência de Free Agents ultrapassou pouco os 6 milhões de espectadores. Não é uma boa audiência. Então, o futuro do seriado dependerá do seu desenvolvimento. E ele pode ser promissor, já que os pilotos – especialmente das comédias – não mostram todo o potencial dos seriados. Então, Free Agents pode crescer, e muito.

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

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