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Primeiras Impressões – Faking It

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Estreou no dia 22 de abril, pela MTV, a mais nova série de comédia romântica que envolve duas garotas e o mundo do ensino médio. Criada e produzida por Carter Covington (que já participou nas produções de séries como Hart of Dixie, 10 Things I Hate About You e Greek), Faking It é aquele tipo de série que você, com um episódio só, não consegue prever se terá futuro ou não. Vou tentar explicar pra vocês.

Aos olhos de quem ainda está na adolescência ou de quem nunca a esqueceu, a série pode ser um bom passatempo. Mas para quem nunca compreendeu o “vomitar de nervoso” só porque o carinha mais famoso da escola está falando com você, sinto informar que a série não é uma boa opção. Em linhas gerais, Faking It pode ser muito boa, até porque as atrizes são boas, mas também pode se tornar um grande fiasco caso a história não seja aprofundada, tomando outros caminhos.

Amy Raudenfeld (Rita Volk) e Karma Ashcroft (Katie Stevens) são duas amigas que estudam na Hester High e vivem naquele mundo típico dos adolescentes. Karma não suporta a ideia de que não é conhecida por todos na escola e vive arrastando Amy – que faz tudo o que ela quer por ser sua melhor amiga – para ajudá-la em seus planos bolados na tentativa de se tornar popular. Até se fingir de cega ela tentou e, enquanto eu via isso, eu pensava “por que raios eu tô assistindo essa série mesmo?”. Mas nem tudo estava perdido.

É claro que nesse episódio ainda veríamos dois personagens clichês de toda boa história que tenta retratar o mundo dos adolescentes: a garota nova e suas súditas e o cara lindo-apaixonante-galinha do colégio. No papel daquela que se acha a última bolacha do pacote, entra Lauren (Bailey Buntain), uma menina nova na cidade e que, pra infelicidade de Amy, é a filha de seu novo padrasto. Lauren é chata, metida, tem uma voz insuportável e me lembra a líder das Meninas Malvadas. Já o cara lindo-apaixonante-galinha é Liam (Gregg Sulkin), que roubou o coração de Karma na mesma hora em que apareceu pela primeira vez.

É quando Amy e Karma conseguem ir em uma das festas mais esperadas do colégio, que o tema central da série surge. Shane (Michael Willett), o garoto mais popular da escola e gay assumido, cisma que Amy e Karma são lésbicas. Nessa festa, ele anuncia para todos que as duas têm medo de se revelar porque temem o preconceito e diz que elas deviam entrar na disputa de rei rainha e rainha do baile. Aí estava o que Karma sempre quis: agora elas eram populares.

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Amy reluta, afinal, ela não é igual Karma e não liga para ser popular. No entanto, a amiga insiste e ela acaba aceitando, e as duas passam, assim, a fingir que são o que nunca foram. Aparentemente, a história parece superficial – e realmente é. Não há como manter temporadas e mais temporadas apenas com o plot de duas amigas sustentando uma mentira. É nesse ponto que entra o “algo a mais” que talvez seja o responsável pela possibilidade de Faking It ganhar mais uma temporada.

Quando Amy viu Karma beijando Liam, ela fica irritada. E eu não entendi o porquê, mas algo já vinha em mente. Ela, então, diz para Karma que não quer mais fingir, e as duas passam por um período de separação difícil. Conversando com Liam, Karma percebe que não vale a pena sustentar uma mentira se o preço a pagar é perder a amizade de Amy, então as duas conversam e, frente às palavras bonitas de Karma, Amy diz que se fingirá de lésbica para ajudar a amiga.

O “algo a mais” surge e comprova que minhas suspeitas estavam certas. Quando Lauren, em seu discurso de candidatura à rainha do baile, diz que as duas estão fingindo e que ouviu isso no vestiário, Karma resolve contar a verdade, mas é interrompida por Amy. Aí, ao som de Girls Just Wanna Have Fun, Amy decide ajudar a amiga a sair da saia justa em que estava e, para provar que elas não eram mentirosas, puxa Karma e a beija. Foi fofo, confesso. E foi revelador também: enquanto para Karma o beijo não passou de uma boa ideia da amiga, para Amy era o despertar de um sentimento totalmente novo.

No final das contas, Faking It surpreendeu minhas expectativas. Se o criador e produtor explorar somente o plot da mentira e de como elas se viram para sustentá-la, creio que a série terminará nos seus 8 episódios encomendados pela MTV. Mas se a história explorar a maneira como Amy vai lidar com esse novo sentimento por Karma e como ela consegue segurar esses dois segredos, aí acho que pode dar certo. Confesso que fiquei curiosa para ver o desenrolar da história e até quando Amy vai conseguir se fingir de lésbica quando, talvez, ela esteja realmente se tornando uma. A ideia é boa, agora é esperar para ver se vão por em prática.

Séries citadas:

Futura professora, 20 anos, estudante de Letras da UFF, monitora de Português do Colégio e Curso pH e amante de uma boa literatura. No TeleSéries é editora de reviews e reviewer de Castle e Bad Judge. É viciada em séries e dizem por aí que shippa praticamente tudo que se move. Fã incondicional de Roberto Carlos, ama também falar em 3ª pessoa.

Website: http://minhaasconfissoes.blogspot.com.br/

5 Comments

  1. Claudia Braga

    Premissa interessante, com cara que tem muita coisa pra rolar aí. obrigada pela dica.

  2. Naiana Azevedo

    Eu achei legal até a série. Tava vendo as estreias no Banco de Séries e comecei assistir sem saber o enredo hehe’, e por fim acabei gostando =)
    Ansiosa pelo 3º episódio xD

  3. Lores

    Uma séria simples, porém cativante. Fico profundamente frustrada por seus míseros 20 minutos :(
    Espero que ganhe um segunda temporada descente.

  4. Pingback: Faking It – Balanço de Temporada » TeleSéries

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