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Primeiras Impressões – Extant

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Podemos ver Extant pelo prisma da formalidade, daquelas características que, sob o ponto de vista técnico, conferem a uma série de TV ou um filme (feito para a TV ou para o cinema) certo grau de excelência, que dizem menos respeito à história em si, e mais sobre a forma como ela é desenvolvida.

Podemos ver Extant pelo prisma da história a ser contada. Pelos dilemas que perpassam a vida dos personagens que, pelas suas crenças, sensações e comportamentos irão propor mais que um espetáculo visual ou um encadeamento de ações que constituem aquele certo grau de excelência que gera uma simples e boa distração.

O primeiro episódio da série saiu-se bem, olhando-se para qualquer uma das formas pelas quais quisermos abordá-lo. Consagrou também a parceria entre a CBS e Steven Spielberger que, depois de Under the Dome, parece terem encontrado um outro tema e uma outra história fadada a conquistar o público, caso essa história possa ser desenvolvida da mesma maneira como o fez Re-entry, que transformou quarenta minutos em instantes: quando estávamos mergulhados na história, chegamos ao final do capítulo, com a terrível diferença de que, não sendo um livro, pouco podíamos fazer a não ser esperar, pela sua continuação, uma semana depois…

Com um roteiro perfeito e efeitos visuais dignos de produções cinematográficas menos pretensiosas, mas suficientemente corretas para levar um bom público ao cinema, Reentry, lembrou-me, neste quesito, Pilot, primeiro episódio da cancelada Missing (série estrelada, por Ashley Judd), digno das produções mais envolventes de filmes de ação produzidos para o cinema. Destaque também para o elenco que traz, além de Halle Berry e Goran Visnjic, dois consagrados atores de cinema que também optam por uma experiência na TV, Pierce Gagnon (One Tree Hill), Hiroyuki Sanada (Revenge), Camryn Manheim (Person of Interest), Michael O´neil (Rectify), Maury Sterlin (Homeland), Annie Wersching (24 horas), Brad Beyer (Royal Pains). Ou seja, um time de atores de fazer inveja a qualquer diretor ou produtor veterano de Hollywood!

Mas nem só de um elenco talentoso, roteiros envolventes e efeitos visuais que enchem os olhos pode viver uma boa série. Há, também, que se ter uma história que conquiste. E se os próximos episódios tiverem apenas metade do apelo emocional trazido por Re-entry, Extant contemplará também este quesito.

De maneira simples, o plot de Extant pode ser resumido da seguinte maneira: após permanecer treze meses no espaço realizando experiências biológicas com vegetais, Molly Woods volta à Terra, mas o seu retorno está envolto em segredos de situações inexplicáveis: uma suposta “alucinação” em órbita cujo resultado é uma gravidez impossível.

Este plot poderia ser desenvolvido de maneira simples, sem outros interesses, a não ser a forma como a vida da personagem principal iria mudar a partir da descoberta desta gravidez improvável. Porém, para nossa sorte, a mão de Spielberger ou a inspiração de Mickey Fischer parecem ter colocado Extant em um outro patamar.

Em um futuro, talvez próximo, além do aparentemente plausível, há que se lidar também com questões que extrapolem a superficialidade das relações humanas. Interesses que não podem ser resumidos ao sucesso de transações financeiras ou à negação de sentidos outros que os imediatamente palpáveis. Extant se propõe a lidar com essas questões, cada vez mais esquecidas ou banalizadas: a Humanidade é uma qualidade intrínseca aos seres humanos, ou é algo que pode ser apreendido? E existência humana se resume ao aqui e agora, como demonstra a racionalidade científica? Ou há algo para além, como professam as diversas crenças religiosas ou intuições filosóficas? Somos os únicos a habitar essa imensidão cósmica imedível?

Pesquisas espaciais. Convivência com seres cibernéticos, construídos à nossa imagem e semelhança. Um punhado de interrogações necessárias, embora possam não parecer geniais… Juntem-se esses três pontos e teremos Extant.

Sem ser piegas ou cair na armadilha do exclusivamente visual, Re-entry foi, realmente, um ótimo cartão de visitas. Espera-se que os treze episódios prometidos possam se igualar ou superar as expectativas geradas por esse primeiro episódio, que, para um bom fã de ficção científica como eu, foi, no mínimo, hipnótico!

Séries citadas:

Historiadora e professora não praticante. Adora uma boa história, seja ela escrita ou encenada. Atualmente, em seu coração, dividem espaço Person of Interest e Once Upon a Time. A Guerra dos Tronos? Prefere o livro.

9 Comments

  1. Arthur Barbosa

    Regina, não sou fã de ficção científica, mas eu gostei do piloto de ‘Extant’, pois os 40 minutos passaram voando. Os efeitos especiais são perfeitos e ao assistir senti que estava viajando no espaço.

    Levei um susto na hora em que o pequeno Cid, pede ao pai para trocar a bateria. Vai levar um tempo para a sociedade aceitar esses seres, que para mim não tem sentimentos. Grande beijo! =)

  2. Regina Monteiro

    Susto compartilhado Arthur. Confesso que demorou uns segundos pra cair a ficha!

  3. biancavani

    Eu vou arriscar assistir a esta série só por causa da review da Rê: pri-mo-ro-sa!

  4. Regina Monteiro

    Bianca vamos arriscar juntas, porque a série promete! bjs. obrigado!

  5. Claudio Walker Gomes

    fã de ficção científica e do steven, gostei muito do piloto, espero que a série só melhore a cada episódio.

  6. linda

    Muito legal gostei espero que eles não cancelem a serie como acontece com outras né?!gostei mesmo.

  7. Bianca Mafra

    Confesso que gostei, mas do que meu marido que é fã do gênero. Acho que pela carga dramática da história.

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