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Primeiras Impressões – Emily Owens, M.D

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Série: Emily Owens, M.D
Episódio: Pilot
Número do Episódio: 1x01
Exibição nos EUA: 16/10/2012
80
4
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É impossível falar de Emily Owens, M.D., sem compará-la com Grey’s Anatomy. A começar pelas narrações da protagonista, passando pelo médico bonitão, pelos dramas pessoais que envolvem os médicos (a mãe morrendo de câncer, um irmão com fibrose, uma lésbica que não enfrenta o pai, o diretor do hospital pegando a enfermeira, o amor não correspondido), por uma atendente claramente inspirada em Miranda Nazi Bailey e culminando na similitude o primeiro caso das protagonistas – uma jovenzinha que caiu/desmaiou na aula de ginástica.

Mas a situação é paradoxal. É impossível não compará-las, mas isso seria realmente uma má ideia. Porque os méritos da série da CW desapareceriam quase que instantaneamente se mantivermos Grey’s como parâmetro. Porque o que é incomparável é qualidade de trama, de roteiro, de atuações. Por isso eu tentei, durante o piloto inteiro, não lembrar da minha série favorita. Foi difícil, mas no final das contas a missão foi parcialmente exitosa, e só por isso eu consegui apreciar o drama médico estreante.

Eu gosto muito de Mamie Gummer, e acho que isso influenciou na aceitação de Emily. Porque sua personagem ela é um tanto batida, e seus dramas são um pouquinho bobos. É pouco crível que uma cirurgiã competente como ela (e o destaque recebido no primeiro dia de trabalho deixa claro que ela deve ser brilhante) fique observando o maxilar do amigo enquanto a atendente explique o caso médico, ou que fique permanentemente com a sensação de borboletas no estômago, só pela proximidade de Will. Eu sei que realmente deve ser difícil se concentrar com um Justin Hartley de óculos sensualizando pelos corredores do hospital, mas achei um tanto quanto bobinha a construção da personalidade de Emily. Adolescente demais. Equiparou-se à paciente de 12 anos de idade. Porém, é uma personagem interessante, que tende a crescer. Especialmente se levarmos em consideração a proximidade dela com Micah, que ficou bem delineada no piloto e deve se aprofundar, especialmente depois da rejeição de Will. E potencial para ser uma medica badass ela tem, basta ser explorado corretamente.

Confesso que gostei bastante de Micah. Simpatizei quase que instantaneamente com o personagem, achei suas falas boas e, apesar de ser clichê, acho que a situação toda com a mãe dele pode render um plot legal. Minha sensação com Gina já foi exatamente oposta. Não consegui gostar dela, talvez por achá-la uma versão muito piorada de Bailey (até a cena dos internos seguindo ela pelos corredores lembra o piloto de Grey’s Anatomy. Criatividade define).

De Will, vimos pouco. Eu espero que ele não seja explorado apenas pelo quesito beleza, mas temo que sua participação vá ficar focada no plot minha-melhor-amiga-me-ama-mas-vou-pegar-Cassandra. E por falar nela, é outro personagem bem clichê. Nos deram todas as informações necessárias para não simpatizarmos com ela pra depois revelar que toda a “ruindade” vem de problemas na família. Vai ser uma daquelas bitches que acabamos por adorar (ou nem ligaremos pra ela, o que é muito pior).

Tyra ganhou um certo destaque, e acho que a construção do personagem pode render boas histórias, embora tenho certeza que elas vão ser muito focadas na sua vida pessoal, e não na profissional.

Simpatizei muito com a paciente de Emily. A garotinha era muito amável, e fiquei feliz que ela tenha sobrevivido. Sou acostumada a assistir personagens queridos morrendo, então essa foi uma grata surpresa. Só que o caso médico não foi metade do que poderia ser, em termos de capturar a atenção. Foi meio bobinho como, aliás, o roteiro inteiro.

Apesar disso, Emily Owens, M.D. merece uma chance. Pretendo conferir os próximos episódios, porque apesar de superficial a série é gostosinha de se ver – ou seja, cumpre o seu propósito de entretenimento. Só não devemos nos apegar em excesso a ela, já que os números de audiência da estréia foram bem ruins. A boa notícia é que penso que não corremos esse risco.

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

3 Comments

  1. Bianca Mafra

    Ainda bem que não gosto de Grey´s, pude me divertir bem mais sem precisar pensar nisso. Ela atendeu bem ao que propos, uma série adolescente se imaginando no futuro com a proposta, nem é tão diferente assim. Não achei tão inverossímel essa questão dela ficar admirando o queixo da paixão incubada, afinal ela ainda não é uma Adulta em toda a concepção da palavra, ela acabou de virar adulta, é a primeira experiência após a faculdade, por mais competente que seja, a insegurança ainda está lá firme e forte, acho mais inverossímil ela ser tão badass. É uma série gostosa de se ver, bem próximo as comédias românticas do Matthew McConaughey, para ser vista sem compromissos, pelo menos por enquanto, já que a CW tem um histórico das séries começarem bobas e ganhar um corpo nas temporadas seguintes, vide Vampire Diaries.

  2. Paullo Kidmann

    Amei o seriado, é meio bobinho sim mas é isso que dá digamos o charme para o seriado, e é verdade impossível não comparar com grey’s mas eu Amo a Mamie foquei nela todo episódio, espero que não seja cancelada já como é de prache com as séries da CW.

  3. Pingback: ‘Emily Owens M.D.’ pode estar cancelada

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