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Primeiras impressões – 24: Live Another Day

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Jack Bauer is back!!!

Um dos maiores ícones televisivos de todos os tempos retornou com uma nova roupagem.

Dessa vez a Fox do Brasil acertou em cheio: houve apenas um dia de lapso entre a transmissão americana e a brasileira. O segundo episódio foi ao ar poucos minutos depois da legenda ser divulgada no maior site de legendas da internet. Portanto creio que boa parte dos leitores tenham visto o episódio. Esse texto contém alguns spoilers, pequenos, para que não viu os episódios.

Enfim, 24 volta com um subtítulo quase copiado de 007. Depois de tentar emplacar um filme, 24 volta e deixa de mostrar 24h e ter 24 episódios, passando para uma série de 13 episódios. Apesar disso, mantém os acontecimentos em tempo real. E além dessa mudança, também tivemos uma mudança de cenário. Bauer deixa os EUA para iniciar sua jornada na terra da rainha.

Confesso que recebi os boatos que 24 ia voltar com ceticismo. Após a confirmação do retorno, senti uma mistura de medo com euforia. Explico: o sentimento foi semelhante ao anúncio do retorno de Tony Almeida. Ao mesmo tempo que tinha a esperança de algo bacana, tinha um enorme medo de que uma bomba viesse pela frente. E pelo ocorrido nas últimas temporadas de 24, em especial pelo fiasco que foi o retorno de Tony Almeida, minha perspectiva era negativa. Em suma, o meu medo era maior.

A última temporada que tenho na memória como uma grande temporada da série foi a 5ª temporada, com o memorável presidente Charles Logan. A série conseguiu uma temporada tão empolgante e interessante quanto a sua primeira temporada. Mas após isso tivemos outra três temporadas, todas com o nível bem abaixo das anteriores e da média normal da série.

Me arrisco a dizer que o maior trunfo de 24, que foi matar impiedosamente seus principais funcionários, acabou sendo seu maior fiasco. No fim, não restavam mais personagens carismáticos ou importantes, nem mesmo personagens com um histórico dentro do seriado. Apenas Chloe. Mas 24 voltou, e voltou em um bom nível.

Tivemos o retorno dos poucos personagens que ainda estavam vivos. James Heller (William Devane) – agora presidente dos Estados Unidos,  Audrey Raines (Kim Raver) – agora Audrey Boudreau – e Chloe O’Brian (Mary Lynn Rajskub). E felizmente Kim Bauer não apareceu (apesar de ter sido mencionada).

A série soube ter um bom início, com Bauer ressurgindo após 4 anos de inatividade. A justificativa fornecida para sua aparição foi crível, bem como todos os acontecimentos ocorridos. Típicos de Bauer. Estava tudo lá, como se não houvesse passado 4 anos. Invasões de bases governamentais, bode expiatório, tecnologia de ponta, funcionários de gabinete agindo em nome do presidente, ataques terrorista em escala global, tentativas de assassinatos aos funcionários de alto escalão, pessoas que não escutam os outros, intuições certeiras, chantagens, ameaças, tiroteios, explosões, resgates fantásticos. E as falas com as quais já estamos acostumadíssimos.

Tivemos uma invasão da base da CIA em Londres para o resgate de Chloe; Audrey casada com o chefe de gabinete de Heller, Mark Boudreau, que promete perseguir Bauer até no inferno; tivemos os americanos atacando os próprios americanos; drones; Bauer baleado; vilão peixe pequeno assassinado e traído pelo vilão maior; piloto de drone americano acusado injustamente de trair seu país e assassinar soldados americanos; dentre outras situações. Enfim, 24 em sua mais pura essência.

Apesar disso, confesso que ainda não me empolguei tanto com os primeiros episódios. Apesar disso, a cena final do primeiro episódio, com o que promete ser o plot da temporada, me agradou demais. E a cena final do segundo episódio, com a deixa pro resto da temporada, de que alguém realmente grande, como sempre, está planejando um ataque os EUA e ao presidente, nos coloca no ritmo de 24 de sempre.

E se não me empolguei tanto, tampouco pouco me decepcionei. Acredito que a série vá agradar os fãs antigos. E mais, ainda pode trazer novos fãs.

A minha impressão foi positiva e ressurgiu a esperança que com o que parece ser um bom roteiro, com um plot baseado numa premissa atual, interessante, polêmica e com menos episódios para termos menos enrolação, a série pode voltar o que sempre foi: uma das séries mais importantes e influentes da atualidade, quiçá de todos os tempos.

Séries citadas:

Viciado em séries desde 1998, quando gravava os episódios em fitas cassetes para assistir depois (estou ficando velho). Minhas séries prediletas são: Battlestar Galactica, Boston Legal, Ally Mcbeal, Quantum Leap, Dexter, X-Files, GoT, TWD, Seinfeld, dentre outras! Atualmente sigo buscando séries que forneçam algo mais do que um passatempo de qualidade, ainda que para tanto precise recorrer a séries antigas que não vi.

4 Comments

  1. Cleidepp

    eu
    sou daquelas que nunca ficou desapontada com 24 Horas e fiquei super
    entusiasmada com o retorno …. viva Jack Bauer !!!

    fiquei
    maravilhada pois pela 1ª vez iria ver uma das minhas séries
    favoritas em HD (alta definição), 4 anos atrás eu não cogitava
    ter essa tecnologia em minha casa e muito menos ter um tv com tela de
    55″ … então imaginem a minha felicidade :D


    repetindo o que já falei no face : maravilhoso o/ …. o Jack está
    um homem torturado, doeu ouvir ele dizer que não tem amigos mas foi
    lindo vê-lo salvar a Chloe – é claro que foi por outro motivo – e
    ele deveria ter antes pedido ajuda a ela mas todos sabem que não é
    assim que Jack funciona …. já deu pra sentir que teremos muitas
    emoções pois a Kate Morgan se mostrou uma adversária a altura de
    Bauer …. e a vilã eu concordo com o que um amigo meu disse : me
    lembrou muito a Dina Araz, até a voz parecia ela …. e me deu um
    Dejavu de BOSS pois o Heller sofre do mesmo mal que o Tom Kane

    que
    venha os demais 10 episódios pois essa temporada será de 12
    episódios sendo que as 8 primeiras horas serão corridas (não
    haverá pulos temporais entre elas.)

  2. Carlos Loures

    Eu também fiquei super ansioso com a volta do Jack e voltou bem,prendendo a nossa atenção,pelo menos a minha, durante todos os dois episódios.Faço uma comparação com The Following : Em 24 Horas também tem muitas mortes ,mas todas tem contexto para isso.The Following já está me cansando pelo número de mortes sem nenhum sentido. Se fosse o Jack no lugar do Ryan ,o Joe já estava morto a muito tempo !!!

  3. Heloisa

    Vou sei sincera: eu AMEI! Também fiquei receosa com o retorno de Bauer, mas pelo que vi ontem parece que vai valer a pena. Jack is back!

  4. Rodrigo

    A temporada nova mostrou uma sacada inteligente e cuidadosa dos roteiristas de 24: não criar expectativas demais nos fãs antigos, afinal de contas, como disse o Lucas acima, há uma claríssima intenção em buscar fãs novos. Vi algumas críticas na net, que se disseram decepcionadas pois teria faltado um toque de surpresa. Não vejo assim. 24 não precisa nos surpreender sempre. Eles já fizeram isso – e nesse ponto concordo com Lucas – pelas 5 primeiras temporadas.

    Gostei demais do equilíbrio e da “tranquilidade” dos 2 primeiros episódios.
    É isso aí.
    24 precisa retomar com calma.

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