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Preview: The Cape

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Camis Barbieri detona The Cape, série que estreia esta sexta-feira no Brasil

The Cape
Uma história em quadrinhos. Um circo. Um policial acusado injustamente. Um circo. Uma capa mágica. Um circo. Um guaxinim ladrão. Um circo. Um anão. Um circo. Acho que é só.

Não sou entusiasta de séries de heróis, exceto por Misfits, e quem assistiu a produção inglesa entende perfeitamente meus motivos. Por isso mesmo, não tinha grandes expectativas em relação à The Cape, criada por Tom Wheeler para ocupar uma vaguinha na grade e quem sabe, arrecadar alguma audiência para a NBC, mas confesso que me diverti assistindo.

Antes que vocês se animem muito, quero deixar claro que minha diversão geralmente se dá através da miséria alheia. The Cape tem uma história pra lá de ridícula, efeitos toscos e até um circo inteiro para completar a palhaçada, então, eu ri muito, é claro.

Se isso é bom ou ruim, vai depender inteiramente de você e do seu bom humor em encarar a trama de Vince Faraday (David Lyons), um policial todo certinho, que tem adoração pelo filho, mas acaba acusado de ser o grande vilão da cidade. Pois é. A coisa já está estranha aqui e nem fui em frente, por isso apertem os cintos que vem muito mais por aí.

Vince vira alvo de Peter Fleming (James Frain), o verdadeiro malfeitor que está tomando conta das forças policiais e aterrorizando a população, enquanto banca o empresário preocupado com a sociedade local. Para nos mostrarem que Fleming é muito, muito mau, colocaram nele uma máscara de couro e lentes de contato bizarras, que o deixam com um olhar de cobra cascavel, prestes a dar o bote. Como Faraday descobre as super armas super secretas que as empresas de Fleming produzem, ele vira o bode expiatório do vilão, sendo perseguido pela polícia e morrendo numa explosão que sua família assiste ao vivo na TV.

MORRENDO? Claro que não. Faraday escapa da explosão com vida e acaba aprisionado no tal circo e a essa altura do campeonato você já desencana completamente e começa a rir de tudo mesmo, porque afinal, o que um circo tem a ver com isso? Por lá, Faraday enfrenta a fúria de Rollo (Martin Kleba), o anão mais foda ever, que faz valer o episódio junto com o guaxinim ladrão de bancos. É no circo que Faraday encontra a capa mágica e tem a brilhante ideia de se transformar no herói dos quadrinhos que o filho tanto adora: The Cape.

É aqui que começa a verdadeira comédia. Para se transformar em super herói, Faraday aprende mil mágicas (oi?), hipnose e até como servir vinho com a tal capa, sem usar as mãos. É sensacional. Aposto que além de combater o crime a capa pode ser usada de várias outras maneiras: para cozinhar, trocar lâmpadas, abrir vidros de azeitona e quem sabe até para que nosso herói possa se satisfizer sexualmente, afinal ele perdeu a mulher e está no atraso.

A capa é tão boa que os fãs da série V podem reconhecê-la facilmente como aquele pedaço do Chroma Key que foi jogado na lixeira e a NBC resolveu reaproveitar. Também não posso esquecer de que no segundo episódio, exibido em seguida ao piloto nos EUA, a capa serve ainda como pára-quedas, dando verdadeiro significado à palavra multiuso. Ou seja… Impossível não amar a série, não é mesmo?

The Cape
No Piloto, Faraday conhece Orwell (Summer Glau), que é um tipo de vigilante ou coisa assim. Embora eu ache que Faraday deveria chamar o anão para ser sua dupla dinâmica, somos obrigados a ver Summer Glau fazendo absolutamente nada de útil.

De forma geral, o elenco é sofrível e não posso deixar de citar o filho de Faraday, Trip (Ryan Wynott) que tem a expressividade de uma caixa de sabão em pó, mas não serve nem para lavar mais branco.

Entre os vilões, além de Chess (o nome de guerra de Fleming), tivemos o estranho Scales (Vinny Jones), que toma um pau homérico do anão, e Cain, um chef de cozinha francês que mata as pessoas com venenos retirados de animais, não me perguntem o motivo desse plot absurdo.

Depois de ver dois episódios, o panorama geral é que The Cape talvez seja a nova comédia da NBC. Se você leva histórias de heróis a sério, melhor nem se aproximar e se não leva, aceite meu conselho, mantenha distância ou duas horas de sua vida estarão perdidas para todo o sempre.

Texto gentilmente cedido pelo weblog Séries em Série.

* * *

The Cape estreia nesta sexta-feira, 11/2, às 21h, no Universal Channel com a exibição de dois episódios em sequência.

Séries citadas:

9 Comments

  1. Lara Lima

    The Cape é muito tosco, demais, só rindo mesmo com aquele piloto. Mas já parei aí, tô pagando pra tirar série da minha watch list.

  2. Cleide Pereira

    adorei o texto, me diverti muito com cada linha escrita apesar de já ter uma pre-visão da série mas ai a história contada aqui estava tão interessante que fui até o final
    ainda não tinha me divertido tanto com uma preview de série como essa :)
    Camis vc está de parabéns em nos contar sobre um verdadeiro fiasco de maneira tão leve-divertida-e-sincera que virei sua fã
    :D

    sobre a série ….. nem chego perto

  3. Pingback: Tweets that mention Preview: The Cape -- Topsy.com

  4. Paulo Serpa Antunes

    Primeira colaboração da Camis no TeleSéries, corrigindo uma ausência no nosso rol de colaboradores que corria o risco de se tornar histórica :)

    Pena que a série é trash. E vai passar no mesmo horário de No Ordinary Family que também é podre. Me sinto num revival dos anos 80, assistindo só shows descartáveis.

  5. Pingback: Leia crítica de “The Cape”, nova série de super-heróis que estreia hoje no Brasil | Central da Notícia

  6. Carlos Marques

    The Cape é destinada a um público com a idade do filho do Vince Faraday …

  7. Missmodern6

    Nooossa, No Ordinaryu Family é muito chatinha. Vi metade do piloto e quase tive morri de vergonha alheia pelo elenco.

    Mas parece que essa The Cape ganha em matéria de tosquisce. É impressionante. Os americanos não conseguem fazer uma série de super heróis decente.

  8. Anônimo

    Pensei em dar uma força, mas quando vi aquelas imagens do promo de divulgação do cara treinando com facas sendo atiradas contra ele…deletei do cerebro.

    Parece aquele comercial do scifi s/Stargate quando o Oneil vendo um Jaffa correndo no meio de um fogo cruzado ouve de outro camarada: Ele não conhece o perigo! e o Oneil com aquela sagacidade de sempre emenda: Ou não conhece a estupidez!

    A CAPA…justamente o item número um que deve ser abolido por um super-herói (segundo código dos Incriveis).

  9. Flávio Sorriso

    Bom, não sou de fazer críticas sobre críticas de outras pessoas, porém não pude deixar passar alguns comentários estúpidos aqui aplaudidos.

    Em primeiro lugar, não se pode julgar uma série de super-heróis baseado em experiências com outro tipo de série. Podemos julgar, sim, baseados em todas as séries já feitas, incluindo as mais criticadas como Heroes (cancelada) e Smallville que quase teve sua vida abreviada na tv devido às suas últimas temporadas e vem agora com a última temporada cheia de promessas e nada que ainda tenha se concretizado e ainda assim as críticas derradeira são sobre uma volta por cima. O que precisamos entender é o quão ridículas são as histórias em quadrinhos e quão mal escritas são algumas delas segundo o nosso “padrão”, no entanto, isso não muda o fato de sermos apaixonados por essas mesmas histórias patifes. O que não podemos admitir é que alguém que nem conhece quadrinhos, ou se conhece não gosta, fale nesse tom de séries que nos fazem lembrar de nossa infância e de histórias tão absurdas e improváveis e cheias de furos e “mal elaboradas” que nos fazem suspirar, ou não é ridícula a ideia de um cara que se veste de aranha e solta teias depois de ter sido “picado por uma aranha radioativa” ou tantos outros que vestem suas cuecas por cima da calça. O que precisamos nos perguntar é se estamos usando os parâmetros corretos para julgar (se é que temos esse direito) séries que nos trazem a memória o quão bom era ser criança e acreditar em super heróis. A verdade é que a maioria dos críticos gostaria de ter uma ideia tão boa quanto a desses “imbecis-gênios” das séries genialmente idiotas. E cá pra nós, ouvir alguém que não sabe a real diferença entre misfits e uma série comum de verdadeiros superheróis, aqueles que conhecemos desde o princípio como tais, não pode ser levada a sério pelo simples fatos de preconceituosamente já não gostar de nenhuma série que envolva super heróis. Então, se vc procura diversão não ironica eu recomendo cada um dessas séries “idiotas” de heróis, desde que vc não seja um crítico e sim um espectador de histórias que não precisam ter verossimilhança para encantar nós meros mortais. Ah! e pela atitude mediocre de julgar atores e até mesmo uma criança a minha nota pra esse preview é zero! essa é a minha opinião, e, assim como a dos outros, espero ser ouvido!!! Abraços!!!

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